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Razão, Narrativa e Corpo no Modelo de Self de Seyla Benhabib
O ponto de partida deste artigo é a crítica de Amy Allen a um resíduo racionalista que teria persistido no “núcleo do self” proposto por Seyla Benhabib. Meu primeiro argumento será o de que para se buscar uma resposta a esse tipo de questão é preciso que se desloque a controvérsia sobre o “núcleo do self” para um debate sobre “a corporificação do self”. Em seguida, sustentarei que a corporificação do self em Benhabib pode responder às críticas de Allen, mas que para fazê-lo é necessário apreender sua noção de corporificação com recursos teóricos que a “ética do cuidado” de Carol Gilligan não é capaz de fornecer. Finalmente, sugiro que no corpo como situação de Simone de Beauvoir podem ser encontradas ferramentas que captam com mais precisão a complexidade e abrangência da noção de corpo inscrita no modelo narrativo de self de Seyla Benhabib
Agressividade em sociedades industriais avançadas
Tradução, por Inara Luisa Marin e Ricardo Crissiúma, de "Aggressiveness in Advanced Industrial Societies" (1967
Introdução às traduções para o português
Introdução às traduções para o portuguê
A problemática da historicidade no primeiro H. Marcuse
Entre 1928 e 1932, H. Marcuse tentou realizar a sua habilitação na Universidade de Friburgo com M. Heidegger. Nesse período ele fez dialogarem de maneira original determinadas ideias de Heidegger e Marx. Na sua aproximação a Heidegger, o primeiro Marcuse se centra na concepção de historicidade de Ser e tempo, na qual o autor berlinense acreditava encontrar elementos relevantes para uma reconsideração dos fundamentos filosóficos do materialismo histórico. Este trabalho expõe o tenso jogo de crítica e apropriação através do qual se produziu o confronto de Marcuse com o conceito heideggeriano de historicidade. O trabalho também mostra como a evolução posterior de Marcuse em direção à teoria crítica de M. Horkheimer, apesar de ter encontrado em determinados aspectos desse confronto um ponto de apoio, só pôde ser levada a cabo a partir de um distanciamento expresso para com a concepção ontológica de historicidade de Heidegger
Ética, política, educação: ensaio para um Espinosa contemporâneo. Ethics, politics, education: essay for a contemporary Spinoza
O texto a seguir colhe elementos diretamente da filosofia de Espinosa para pensar questões contemporaneamente. Não farei da crise o conceito central, mas existe a assunção de que uma crise perpassa a experiência política, desde sua expressão institucional às formas como singular e coletivamente a temos vivido. Assim sendo, o foco do texto é, na verdade, resistências a certas dinâmicas que operam a crise em campos ético, político e, enfim, ao redor da educação, na medida em que experiência política e formação civil são inextricáveis no pensamento de Espinosa. Desse modo, pluralidade, união e comunicação são conceitos que recobram sua profundidade em nossos dias se os perspectivamos a partir de uma filosofia “da vida” espinosana
Spinoza para la crítica del mundo contemporáneo. Spinoza for the criticism of the contemporary world.
Los modos de racionalización de la dominación social en el mundo contemporáneo siguen actualizando un modelo clásico de subjetividad, en virtud de la cual la estructura social y la estructura psíquica reenvian la una a la otra de manera fluida. El “modelo de hombre” que se ajusta a la sociedad neoliberal es el sujeto de una autoconciencia afectiva, que sabe reconocer lo que ama y lo que odia, y defiende la libertad de decidir qué prefiere consumir. Frente a ese modelo, sigue siendo necesaria la perspectiva que “no presupone como cuestión ya decidida la libertad e independencia del sujeto autoconsciente”. Si Spinoza fue leído como el primer anti-humanista teórico, sostenemos aquí que ese anti-humanismo teorico el requerido para la elaboración de una verdadera ética, esto es, un humanismo práctico consistente
Do manual dos cursos de lógica geral, de Kant, ao tratado da emenda do intelecto, de Espinosa. From the manual of the courses of general logic, Kant, to treatise on the emendation of the intellect, Espinosa.
O presente artigo foi concebido como homenagem ao professor Fausto Castilho e apresentado em versão preliminar durante o “I Congresso Fausto Castilho de Filosofia”, ocorrido na Unicamp entre 2 e 6 de Outubro de 2017. De acordo com tal finalidade e tal contexto, a exposição desenvolve-se aqui em três momentos: na introdução, apresento os motivos que me levaram a ensaiar um cotejamento entre o conceito de lógica, exposto no Manual dos Cursos de Lógica Geral, de Kant, traduzido pelo Fausto, e o conceito de lógica implícito no Tratado da Emenda do Intelecto, de Espinosa, traduzido por mim. Em seguida, faço um comentário quase parafrástico de excertos do Manual dos Cursos de Lógica Geral e da Crítica da Razão Pura, nos quais Kant relaciona seu conceito de lógica a suas censuras contra certa concepção ampliada de lógica, desenvolvida principalmente a partir do início da modernidade. Na última parte, mostro como o Tratado de Espinosa possui muitas das características desses esforços renovadores criticados por Kant, mas o faço de modo a explicitar as razões que justificam as posições espinosanas