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    História, natureza e finalidade em David Hume: History, nature and finality in David Hume

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    Trata-se de explicar de que maneira Hume teria se posicionado quanto às teorias segundo as quais a história transcorreria nos termos de um progresso rumo à perfeição da sociedade humana. Essa posição, que era defendida por autores como Turgot, e que alguns anos depois da morte de Hume teria em Kant um de seus defensores mais conhecidos, dependia da consideração de que a história estaria vinculada ao curso da própria natureza. Pretende-se estabelecer que, mesmo considerando que Hume esteja de acordo com a existência de uma ligação desse tipo, ele não poderia aceitar a ideia de história como um progresso rumo à perfeição moral porque sua epistemologia não permite que a natureza (e, portanto, nem a história), entendida em sua totalidade, se porte segundo uma teleologia. Isso permite, ainda, diferenciar a maneira como Hume concebe a história daquela que se vê em outros autores escoceses da época

    Narcisimo às avessas e a nossa filosofia brasileira: Narcissism to adverses and our brazilian Philosophy

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    O artigo argumenta que o paradigma filosófico brasileiro atual é de origem uspiana. Tal paradigma se basearia no método estruturalista de leitura e interpretação de texto em detrimento da atividade crítica e criativa. Tal modo de fazer filosofia partiu do pressuposto de que no Brasil não existiria cultura filosófica e que por isso seria preciso primeiro acumular alguma experiência para apenas depois nos aventurarmos filosoficamente. Porém, devido nosso narcisismo às avessas tendemos a nos considerar incapazes de criar filosofia, nos limitando a ler, interpretar e comentar os tidos como verdadeiros filósofos, que seriam os europeus e norte-americanos. O objetivo geral deste escrito é problematizar a nossa maneira de fazer filosofia baseada na exegese textual e no comentário de matriz uspiana

    Des façons de penser les « marges » à propos de l’obligation d’instruire et d’éduq: Around the compulsory education Law in France: Thinking of ‘margins’

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    Traitant de la question de l’obligation d’instruction en France, cette contribution s’intéresse à la notion de marge sous un double aspect : dessiner volontairement une marge en vue de mieux légitimer le plein-texte d’une loi (point de vue du législateur originaire) ; se mettre en marge radicale de la loi (point de vue de parents contemporains, refusant l’instruction obligatoire, et jusqu’à l’éducation même). L’enjeu commun aux deux parties qui composent cette contribution touche à la conception de la liberté, en se focalisant sur le débat entre libertés positives et libertés négatives. Dans un premier temps, sont examinés les fondements philosophiques des liens établis entre régime républicain démocratique, école, obligation scolaire et la manière dont les initiateurs politiques de la loi d’obligation ont pensé rendre possible la conciliation entre contrainte publique et libéralisme plus ou moins avéré, conduisant à l’idée de « synthèse républicaine ». Dans un deuxième temps, sont interrogées les raisons du refus de cette synthèse républicaine par des parents aujourd’hui dits unschoolers, et sont analysées leurs justifications politiques et philosophiques, référées à certaines visions nouvelles de l’enfance dans la pensée postmoderne d’une part, à certaines conceptions anti-Etat d’autre part. Mots-clés: Ecole républicaine française, Obligation scolaire, Libertés positives et négatives, ‘Unschoolers’, Enfance

    Benhabib e um espaço público para sujeitos concretos

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    O artigo tem como objetivo analisar noções e teses fundamentais com as quais Benhabib constrói uma concepção de espaço público universalista capaz de superar a primazia do domínio legal, um certo excesso de racionalismo e cegueira de gênero das teorias morais e políticas modernas, que segundo a autora ainda estão presentes na ética do discurso de seu interlocutor direto, Jürgen Habermas. Em nossa chave de leitura, este espaço público, capaz de responder às contribuições feministas, tem como pilar central as relações ético-políticas estabelecidas em regime conversacional, sob a égide do conceito de “outro concreto”, num continuum com o conceito de “outro generalizado”. Para cumprir este objetivo, procuramos mostrar que a participação dialógica no espaço público funciona como um procedimento de validação das regras de ação, ao mesmo tempo em que são vetores na transformação moral e política dos agentes. Em seguida, expomos como o conceito de outro concreto serve de plataforma para a superação das teorias éticas centradas no direito e na justiça, possibilitando a constituição de uma ética que considere as diferenças e inclua questões de boa vida e felicidade em seu corpo teórico. Por fim, levando em consideração as críticas feministas sobre o déficit de gênero, bem como sobre a falta de concretude das teorias morais, sinalizamos a necessidade da construção de um novo modelo de espaço público que supere tais defasagens

    O fracasso da Nova Esquerda?

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    Tradução, por Ricardo Lira, de "The Failure of the New Left?" (1979), versão expandida de uma conferência proferida em abril de 1975 na Universidade da Califórnia

    Apresentação: Dossiê Spinoza Contemporâneo. Presentation: Spinoza Contemporary Dossier.

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    O presente dossiê Spinoza contemporâneo é a expressão de certas das tantas tendências representativas da prática teórico-interpretativa sobre a escritura de Spinoza que anima o cenário latino e americano

    Spinoza, Strategy, and Transindividuality

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    Este ensaio examina o trabalho de Laurent Bove sobre a estratégia espinosista, a fim de considerar um possível encontro teórico com a abordagem transindividual de Spinoza delineada por Étienne Balibar. Argumento que o projeto de Bove de articular uma teoria da estratégia espinosista é mais bem lido como uma ontologia política e reconstruir a lógica dessa ontologia política por meio de uma análise de seus principais termos e argumentos. Afirmo que a ontologia política substitui a ontologia pela política, baseando-se, em última instância, em uma concepção fixa da ontologia como primeira filosofia que estabiliza e organiza sua estrutura teórica. Isso leva a três implicações do relato de estratégia de Bove: uma criação do mundo para organização estratégica, a colocação de um sujeito autêntico ou genuíno adequado a esse mundo e uma orientação a priori para toda a estratégia. À luz desses três problemas, sugiro pensar o projeto da estratégia espinosista como uma articulação da ontologia e da história, e voltar-se para alguns insights da leitura transindividual de Spinoza feita por Balibar, a fim de esboçar um esboço para uma abordagem alternativa à estratégia espinosista

    Matéria e movimento em Espinosa: o que pode um corpo e algumas questões para a contemporaneidade. Matter and movement in Espinosa: what can a body and some questions for contemporaneity.

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    O objetivo deste texto é tratar das relações entre matéria e movimento na filosofia de Espinosa e evidenciar os desdobramentos da temática para as reflexões acerca do que pode um corpo, e para a teoria dos afetos na sua filosofia. O texto inicia discutindo as críticas de Espinosa à concepção de matéria proposta por Descartes. Na sequência, indica em que medida a concepção de movimento enquanto algo intrínseco à matéria resolve não apenas problemas ligados à concepção de matéria como massa inerte, mas, também, tem impactos para a concepção de desejo e teoria dos afetos. A partir de tais considerações a análise se encaminha para os ecos da filosofia de Espinosa na contemporaneidade. Nesse momento, o texto aborda as filosofias de Nietzsche e Deleuze, mais especificamente, sobre concepção de desejo e a teoria dos afetos. Por fim, o texto tece algumas considerações acerca das leituras contemporânea de EIIIP2S

    Does the Freudian hypothesis of the death drive take into account the logical status of the unconscious? Does the Freudian hypothesis of the death drive take into account the logical status of the unconscious?

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    La théorie freudienne de l’inconscient s’appuie notamment sur deux catégories logiques fondamentales, à savoir la contradiction et l’anachronisme. Cependant, l’hypothèse de la pulsion de mort semble bousculer ces deux jalons du statut logique de l’inconscient. Le présent article vise à rendre compte de ce décalage théorique dans les théories de Freud. Mots-clés: pulsion de mort; contradiction; anachronisme; logique; inconscient

    Quais são os desafios para as intersecções entre feminismo e raça?

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