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    Da certeza do moi à fé no mundo: A discrepância entre sujeito e objeto segundo Malebranche: From sure of moi to faith in the world: The discrepancy between subject and object according to Malebranche

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    Este artigo traz uma investigação sobre o posicionamento de Malebrancherelativo ao conhecimento dos corpos. Para isso, inicia discutindo as consideraçõesde Malebranche sobre o status do moi, a partir de sua recepção da obra de Descartes,indicando como a proposição do cógito não é adequada para ser a base de umconhecimento indubitável. Em seguida, expõe os argumentos de Malebranche aosustentar a tese de que na operação sensorial a alma não tem contato com corposexteriores. Isto posto, estamos em condição de reconhecer a sua defesa da relaçãoentre a alma e Deus quanto à percepção. Finalmente, trataremos da maneira comoentende os corpos enquanto coisas existentes somente sob a justificação da fé, demodo que podemos apenas crer em corpos existentes. Com isso, concluímos queMalebranche operou um deslocamento da compreensão de Descartes de que, longede ser algo claire et distincte, o moi é na verdade ténèbresa, ou melhor, algo confusoe irredutível para a razão, o que corrobora para sua convicção de que só podemospensar a existência dos corpos por meio da fé

    The Geometry: A presentation: The Geometry: A presentation

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    The present text aims to make a presentation of The Geometry - and thus to support its reading and comprehension - work whose translation to Portuguese we have recently published together with the translation (done by colleagues) of the other texts published by Descartes in 1637, the Discourse on the Method and the other two methodological essays, The Optics and The Meteorology. To this end, the article brings elements and discussions concerning its history and composition, its division and structure, its constituent problems and its articulations, as well as questions of mathematical history and methodological and conceptual repercussions within Cartesian thought in its whole.O presente texto tem por objetivo fazer uma apresentação de A Geometria – e, com isso, servir de suporte à sua leitura e compreensão –, obra cuja tradução para o português publicamos recentemente juntamente com a tradução (feita por colegas) dos demais textos publicados por Descartes em 1637, o Discurso do Método e os outros dois ensaios metodológicos, A Dióptrica e Os Meteoros. Com esse intuito, o artigo traz elementos e discussões relativos à sua história e composição, à sua divisão e estrutura, a seus problemas constituintes e suas articulações, bem como a questões de história da matemática e a repercussões metodológicas e conceptuais dentro do pensamento cartesiano em seu todo

    Os Meteoros de Descartes: Objeção cartesiana aos comentários meteorológicos dos jesuítas contemplados na Escolástica Tardia: The Meteorology of Descartes: Cartesian objection to the meteorological comments of Jesuits contemplated in Late Scholastic

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    This article was written to be presented at the Descartes’ International Colloquium: “Essays and Discourse on the Method” held at UNICAMP in 2017. In an introductory way, I discuss Descartes’ works that give the title to the event and then more in detail about one of these Essays: The Meteorology. In this perspective, I show how in this text Descartes is guided by the new principles of his Physics, in contrast to the Aristotelian principles of the tradition contemplated in the late Scholastic established in the book Comment.O presente artigo foi escrito com o propósito de ser apresentado no Colóquio Internacional Descartes: “Ensaios e Discurso do Método”, realizado na UNICAMP em 2017. De modo introdutório trato das mencionadas obras de Descartes que intitulam o evento e, em seguida, verso mais detalhadamente sobre um destes Ensaios: Os Meteoros. Nesta perspectiva, mostro como neste texto Descartes é norteado pelos novos princípios de sua Física em contraposição aos princípios aristotélicos da tradição contemplada na Escolástica tardia, estabelecidos na obra Comentários do Colégio Conimbricense da Companhia de Jesus – sobre os Meteorológicos de Aristóteles

    Editorial

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    A Modernos & Contemporâneos apresenta aos seus leitores o primeiro número deste ano, dedicado especialmente ao pensamento de Kant e seus desdobramentos. Este número traz um Dossiê intitulado Dossiê Kant em situação Brasil Norte-Nordeste, organizado por Agostinho F. Meirelles, professor de filosofia da Universidade Federal do Pará. O Dossiê deste número apresenta uma particular característica, pois contém contribuições de destacados pesquisadores que atuam, predominantemente, em Universidades do Norte do País. Esta escolha está diretamente ligada à linha editorial da Revista, que visa contemplar áreas regionais fora do eixo Sul-Sudeste e disponibilizar, desta forma, resultados de pesquisas feitas fora deste eixo

    Desobediência civil entre pós-nacionalização e digitalização

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    Resenha de Civil Disobediencede William E. Scheuerman (Malden: Polity Press, 2018, 204 p., $ 23)

    Leituras da desobediência em Herbert Marcuse: dominação, resistência e liberdade

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    O propósito deste artigo é mapear alguns traços do diagnóstico de tempo presente elaborado por Herbert Marcuse diante da escalada dos eventos políticos de contestação ao final da década de 1960. Tendo em vista a moldura de sua produção teórica, ressalto-a como um dos momentos fundamentais do pensamento político-filosófico do século XX por desenvolver o problema da relação entre negatividade e ação política. Na primeira parte do texto, exponho a compreensão de Marcuse acerca do problema do negativo por meio da sua apropriação crítica da dialética. Na segunda parte, exploro sua interpretação do conceito de desobediência civil, o qual se transforma em expressão da mobilidade de forças sociais contrapostas à tendência de integração e controle social oportunizada pelo aparato técnico e político. Nesse contexto, destaca-se como modulador conceitual a noção de oposição. Com a reconfiguração das tendências dominantes da política, pretende-se resgatar a filosofia de Marcuse no desenvolvimento do pensamento político e demonstrar o potencial do exercício de crítica do presente

    What’s Wrong with The Normative theory (and the actual Practice) of Left Populism

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    Publicação original: “What's wrong with the normative theory (and the actual practice) of left populism”. Constellations.26 (3), p. 391-407, 2019. Tradução para o português com a autorização expressa da autora e da revista Constellations (John Wiley & Sons Ltd.), titular dos direitos autorais

    Disambiguating populism

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    Axel Honneth and Amy Allen: "Historical progress" and the legacy of the Dialectic of Enlightenment

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    The article aims to present a contention between Axel Honneth and Amy Allen regarding the idea of historical progress and its role for a Critical Theory of Society. In particular, the following points are discussed: a) the Honneth's understanding of the Dialectic of Enlightenment, regarding to his critique of progress, and the social theory that the author develops in response; b) Allen's criticism of Honneth's perspective, from which she proposes an alternative understanding of Adorno's contribution to the concept – extracting from the Frankfurt philosopher clues to a project of decolonization of Critical Theory. To this end, the text analyzes centrally the works The End of Progress, by Allen, and The Critique of Power and Freedom's Right, by Honneth.O artigo propõe apresentar a divergência entre Axel Honneth e Amy Allen quanto à ideia de progresso histórico e seu papel para uma teoria crítica da sociedade. Particularmente, são discutidas: a) a leitura de Honneth da Dialética do esclarecimento no que se refere à sua crítica do progresso, e a teoria social que o autor formula em resposta; b) a crítica de Allen à perspectiva de Honneth, a partir da qual a autora propõe um entendimento alternativo sobre a contribuição de Adorno ao debate – enxergando no filósofo de Frankfurt pistas para um projeto de descolonização da Teoria Crítica. Para tal, foram estudadas centralmente as obras O fim do progresso, de Allen, e A crítica do poder e O direito da liberdade, de Honneth

    A questão do ceticismo moral em David Hume: conexões epistemológicas e ontológicas: The question of moral skepticism in David Hume: epistemological and ontological connections

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    A partir da Parte 4 do Livro I do Tratado da Natureza Humana, irei examinar se Hume é um cético moral ou não, especificamente no que diz respeito à validade objetiva dos valores morais, isto é, se ele aceita a existência de valores morais de forma independente do caráter dos seres humanos ou não. Minha resposta é de que Hume é apenas cético no que diz respeito à possibilidade de justificação racional dos valores morais, de modo a afastar-se do problema epistemológico - e originalmente cartesiano - de responder ao ceticismo. Não obstante, Hume é realista ao assumir a existência de fatos morais independentes do caráter daqueles que avaliam. &nbsp

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