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    Famílias, mestiçagens e afetos nas Minas Setecentistas

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    Pelo muito amor que lhe tenho se situa na intercessão entre campos variados da historiografia. Fabrício Vinhas Manini Angelo investiga as famílias das Minas setecentistas - especificamente, na comarca do Rio das Velhas -, entre 1717 e 1780, a partir dos afetos que entrelaçavam os indivíduos residentes na região. Nesse sentido, adota uma perspectiva dos arranjos familiares que não se resume à reiteração dos modelos presentes na tradição católica lusitana. Ao contrário, reconhece a complexidade das relações que marcaram a sociedade mineira à época, abrangendo desde uniões implícitas que deixaram apenas vislumbres na documentação até o trato tumultuoso entre integrantes de uma mesma família

    História global versus transnacional: um olhar a partir da história do feminismo

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    Neste artigo, apresento autores que dialogam com a história global e transnacional, que podem ser consideradas inovações historiográficas das últimas três décadas. Primeiramente, historicizo seus surgimentos e discorro sobre as principais características dessas perspectivas. Destaco, em segundo lugar, o que aproxima e diferencia o “global” do “transnacional”, assim como debato suas possibilidades temáticas e desafios metodológicos. Por fim, ao pensar a história do feminismo, um campo de estudos que também cresceu consideravelmente nos últimos anos, problematizo como suas historiadoras têm se posicionado diante da “virada global”

    Apresentação

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    Foram os últimos 18 meses de muito trabalho e debates — a formulação de novas diretrizes e procedimentos de submissão; pesquisassobre a história e a composição dos comitês editoriais anteriores; e 47 pareceres de especialistas, dedicados aos nos mais variados temas — que possibilitaram o lançamento deste novo número da revista História Social (HS), o periódico discente do programa de pós-graduação em História da UNICAMP

    Revista História Social - 20 anos antes, 10 anos depois

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    Foram 20 anos de publicação contínua, com 21 edições, registradas em 25 números, totalizando 281 submissões - sendo elas compostas por artigos, resenhas, entrevistas e seções especiais. A História Social, revista discente do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Estadual de Campinas (PPGH-UNICAMP), teve uma trajetória instigante desde sua fundação, em 1994, registrando em suas páginas conhecimento de ponta, produzido tanto por pós-graduandos em início de carreira (muitos dos quais tornaram-se referências em suas áreas e professores das mais prestigiosas universidades do país), quanto por historiadoras e historiadores de renome, cujas contribuições foram fundamentais desde o início desse projeto científico. Além disso, como bem relatado nas entrevistas que compõem esta seção de memória e homenagens deste novo número da revista, dezenas de alunos do Programa, com interesses e especializações bastante distintos entre si, tiveram suas trajetórias marcadas pela participação nas comissões editoriais que organizaram a publicação enquanto ela esteve ativa

    "Towards a methodology of the problem of organisation": The organisation as a defetishising machine

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    Adminirável.Mundo.Net: A internet como uma via expressa de desinformação?

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    Apresentação: Dossiê Estudos de Contrapúblicos

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    Apresentação editorial do Dossiê Temático Estudos de Contrapúblico

    A questão da organização: Examinando o itinerário conceitual de Lukács para a mudança social

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    Cem anos após sua publicação, História e consciência de classe continua sendo um guia indispensável para a mudança social. Contribuindo para a discussão mais ampla sobre Lukács e a teoria crítica atual, este artigo explora aspectos da contribuição de Lukács para uma filosofia do partido, sua abordagem singular da prática política e sua defesa de uma alternativa. Com base em releituras contemporâneas de sua obra, os conceitos de reificação, totalidade e mediação são explorados, destacando a importância do ensaio final do livro, muitas vezes negligenciado, sobre uma metodologia do problema da organização. Além disso, chama a atenção para Reboquismo e dialética e o conceito de Augenblick (“momento”), lançando luz sobre a compreensão de Lukács acerca da complexa relação entre fatores objetivos e subjetivos no curso do desenvolvimento histórico. A discussão acima está situada na atmosfera do início da década de 1920 e nos dilemas e novos desafios impostos pela revolução de outubro de 1917. Ao mesmo tempo, ao longo de sua vasta e muitas vezes contraditória obra, Lukács oferece conceitos, metodologias e ferramentas para enfrentar os desafios teóricos e políticos cruciais do século 21. Até o fim de sua vida, Lukács dedicou todos os seus esforços ao renascimento do marxismo e permaneceu comprometido com a causa mesmo nas condições mais desfavoráveis. Assim, este artigo conclui com algumas reflexões sobre o potencial renascimento de Lukács e seu significado para as perspectivas emancipatórias, argumentando que, em uma era de derrota política e becos sem saída estratégicos aparentemente insuperáveis, há muito a aprender com seu legado.One hundred years after its publication, History and Class Consciousness remains an indispensable guide to social change. Contributing to the broader discussion about Lukács and critical theory today, this article explores aspects of Lukács’s contribution to a philosophy of the party, his distinctive approach to political practice and his defence of the alternative. Drawing from contemporary re-readings of his work, the concepts of reification, totality, and mediation are explored highlighting the importance of the book’s often-overlooked final essay towards a methodology of the problem of organisation. Further, it draws attention to Tailism and the Dialectic and the concept of Augenblick (“moment”), shedding light on Lukács’s understanding of the complex relation between objective and subjective factors in the course of historic development. The above discussion is situated within the atmosphere of the early 1920s and the dilemmas and new challenges posed by the 1917 October revolution. At the same time, throughout his vast and often contradictory work Lukács offers concepts, methodologies, and tools to address the crucial theoretical and political challenges of the 21st century. Until the end of his life Lukács devoted all his efforts to the renaissance of Marxism and remained committed to the cause even in the most unfavourable conditions. Thus, this article concludes with some reflections on Lukács’s potential revival and its significance for emancipatory perspectives arguing that in an era of political defeat and seemingly insurmountable strategic dead-ends, there is a lot to learn from his legacy

    A carcaça do tempo: Marx e Lukács sobre o tempo abstrato e a ordem capitalista da aparência

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    Este artigo examina o conceito de tempo de Marx e Lukács em relação à ordem capitalista das aparências. Argumenta-se que Marx e Lukács arregimentaram uma certa compreensão do tempo abstrato para a crítica do capitalismo, que pode ser rastreada até a estética transcendental de Kant, e que o tempo como sentido interno (Kant) sob o capitalismo se torna o sentido interno do capital, entendido como “sujeito automático”.This paper examines Marx’s and Lukács’s concept of time in relation to the capitalist order of appearances. It argues that Marx as well as Lukács weaponized a certain understanding of abstract time for the critique of capitalism, that can be traced back to Kant’s transcendental aesthetics. It argues that time as inner sense (Kant) under capitalism becomes the inner sense of capital, understood as “automatic subject”

    Um Rebento de Aversão : anticlericalismo e literatura militante no Paraná (1900-1910).

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    Por intermédio da trajetória do jornalista, maçom e anticlerical Roberto Faria (1885-1908), autor do romance de verve anticlerical Abutres, publicado inicialmente em 1907, no fervor das manifestações do livre pensamento em Curitiba, visa-se trazer à tona certas articulações do anticlericalismo paranaense, desvendando sua lógica social e seus signos políticos, assim como apontando seus nexos com a experiência social da Primeira República (1889-1930)

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