Instituto de Filosofia e Ciências Humanas Open Journals System
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Johann W. Goethe y Nishida Kitarô: la metamorfosis de las plantas y la transformación del mundo: Johann W. Goethe and Nishida Kitarô: the metamorphosis of plants and the transformation of the world
Un posible acercamiento a la filosofía de Nishida Kitarô comienza de la relación entre el mundo material, o naturaleza, y el mundo social, que se desarrolla hacia la formación del mundo histórico que habitan los seres humanos. Como escribe Nishida, el mundo histórico “se desarrolla del mundo material al mundo de los seres vivos, y del mundo de los seres vivos hacia el mundo de los seres humanos” (NKZ, IX: 172). Un aspecto de este desarrollo llega a través de la transformación y la metamorfosis. En la primera parte de este texto, traté de clarificar algunos aspectos del pensamiento de Nishida relativos al ambiente como una condición para los eventos en el mundo histórico (VIII: 117), así como su respuesta tanto intelectual cuanto emocional. En este contexto, en la segunda Parte de este texto, podemos situar el diálogo de Nishida con Goethe, mediante los conceptos de metamorfosis y de transformación continua, tanto en los seres vivos como en la naturaleza en el mundo histórico. Este es un aspecto importante que puede verse en la expresión científica y literaria de Goethe, así como en su expresión filosófica en las Obras completas de Nishida Kitarô.Palabras clave: Mundo Material; Naturaleza; Mundo Social; Mundo Histórico; Seres Vivos; Metamorfosis.A possible approach to Nishida Kitarô’s philosophy begins with the relationship between the material world, or nature, and the social world, which develops towards the formation of the historical world inhabited by human beings. As Nishida writes, the historical world “develops from the material world to the world of living beings, and from the world of living beings to the world of human beings” (NKZ, IX: 172). One aspect of this development comes through transformation and metamorphosis. In the first part of this text, I tried to clarify some aspects of Nishida’s thought related to the environment as a condition for events in the historical world (VIII: 117), as well as his intellectual and emotional response. In this context, in the second Part of this text, we can situate Nishida’s dialogue with Goethe, through the concepts of metamorphosis and continuous transformation, both in living beings and in nature in the historical world. This is an important aspect that can be seen in Goethe’s scientific and literary expression, as well as in his philosophical expression in the Complete Works of Nishida Kitarô.Keywords: Material World; Nature; Social World; Historical World; Living beings; Metamorphosis
Critérios para a eficácia da pedagogia upaniṣádica no Advaita Vedānta, segundo Śaṅkarāchārya: Criteria for the effectiveness of Upaniṣadic pedagogy in Advaita Vedānta, according to Śaṅkarāchārya
Baseado em um texto considerado tradicional e introdutório ao tema do Advaita Vedānta, o Tattvabodhaḥ, este artigo analisa a questão da não-dualidade (advaita), destacando dois elementos essenciais para a eficácia do método upaniṣádico: a qualificação do aluno (ādhikārin) para o estudo e do professor (śrotriya) para o ensino. Em relação a este último, Śaṅkarāchārya reitera a pertença dele a uma tradição de ensino, sendo, pois, imperativo sua submissão prévia ao próprio método que aplica.Palavras-chave: Advaita Vedānta. Método. Qualificações. TattvabodhaḥBased on a text considered traditional and introductory to the theme of Advaita Vedānta, the Tattvabodhaḥ, this article aims to analyse the issue of non-duality (advaita), highlighting two essential elements for the effectiveness of the Upaniṣadic method: the qualification of the student (ādhikārin) for the study and the qualification of the teacher (śrotriya) for teaching. In relation to the latter, Śaṅkarāchārya reiterates his belonging to a teaching tradition, therefore, his prior submission to the very method he applies is imperative.Keywords: Advaita Vedānta. Method. Qualifications. Tattvabodhaḥ
O Confucionismo, bipolaridades e a questão do campesinato: O traço fundamental da China e os elementos de coesão da modernização: Confucianism, bipolarities and the question of the peasantry: the fundamental feature of China and the cohesion elements of modernization
O presente artigo aborda a relevância do campesinato, a modernização com características chinesas e as mudanças de perfil no meio rural; menciona também o Confucionismo como forma de conhecimento milenar, cujo impacto na estrutura social permanece vigente. Ao analisar as questões históricas e contemporâneas envolvendo as bipolaridades e a agricultura no contexto internacional, constatam-se transformações em curso, tais como o processo produtivo, que afeta o mercado externo, e a noção de coesão societária, que traz novos elementos internos. Para tanto, são discutidos os conceitos do indivíduo em rede, contextualizando modernidade e tradição e utilizando a obra clássica da sociologia de Fei Xiaotong, aliada à interpretação de outros autores. Por último, aponta-se o quanto a ruralidade na China precisa estar cada vez mais inserida em um sistema circular conectado às economias urbanas.
Palavras-chave: Confucionismo. Bipolaridades. Sociedade Rural Chinesa. Inter-relacionalidade. Modernização. Campesinato.This article addresses the relevance of the peasantry, the modernization with Chinese characteristics and the changes in profile in rural areas; also mentions Confucianism as an ancient form of knowledge, whose impact on the social structure remains in force. When analyzing historical and contemporary issues involving bipolarities and agriculture in the international context, ongoing transformations can be seen, such as the production process, that affects the external market, and the notion of societal cohesion, which brings new internal elements. To this end, the concepts of the individual in a network are discussed, contextualizing modernity and tradition and using the classic work of sociology by Fei Xiaotong, combined with the interpretation of other authors. Finally, it points out how much rurality in China needs to be increasingly inserted into a circular system connected to urban economies.
Keywords: Confucianism. Bipolarities. Chinese Rural Society. Interrelationality. Modernization. Peasantry
Emotions as an analytical category and their use in public debate: The case of envy
Nesse artigo, discuto algumas implicações das acusações de inveja no debate público e para as lutas por reconhecimento e discuto o uso das emoções como categoria analítica de diagnóstico social. Em um diálogo com Axel Honneth, discorro inicialmente sobre a natureza das emoções, que possuem um aspecto cognitivo, o qual pode conter julgamentos normativos. Tal julgamento ocorre, por exemplo, quando uma pessoa se indigna, mas também quando ela atribui inveja a outrem. Assim, quando quem luta por igualdade é rotulado, em debates sobre redistribuição, como invejoso, há um fundamento normativo – ainda que encoberto – de que qualquer redistribuição é injusta. A atribuição de inveja, nesses casos, conforme argumento no texto, é usada principalmente para deslegitimar um oponente sem enfrentar seus argumentos, tendo repercussões nas lutas por reconhecimento. Ao final do texto, pondero quando fazer uso de emoções como a inveja enquanto categorias analíticas, incluindo o diagnóstico de patologias sociais.In this article, I discuss some implications of accusations of envy in public debate and for struggles for recognition, as well as the use of emotions as an analytical category for social diagnosis. Engaging in a dialogue with Axel Honneth, I begin by examining the nature of emotions, which have a cognitive aspect that may involve normative judgments. Such judgments occur, for instance, when a person feels indignant but also when they attribute envy to someone else. Thus, when those advocating for equality are labeled as envious in debates about redistribution, there is an underlying normative assumption—albeit concealed—that any redistribution is unjust. The attribution of envy in such cases, as I argue in the text, is primarily used to delegitimize an opponent without addressing their arguments, with significant repercussions for the struggles for recognition. At the end of the text, I reflect on when it is appropriate to use emotions such as envy as analytical categories, including in the diagnosis of social pathologies
Criticism and ethical diagnosis in social theory: Towards a reintroduction of the concept of alienation
Hartmut Rosa argues that the near abandonment of the concept of alienation in recent decades is due to the absence of normative criteria to determine its opposite - resonance - an absence that stems from the normative challenges involved in this definition. In this article, we analyze how Charles Taylor's discussion of the ethics of the conception of the modern self influences Hartmut Rosa's reconstruction of the concept of alienation. We argue that Taylor's hermeneutic philosophy plays a fundamental role for Rosa by offering a conceptual repertoire that allows him to diagnose the conditions of the good life in modernity. In doing so, we investigate how contemporary critical theory faces the challenge of reformulating classic concepts, such as alienation, in dialogue with philosophical approaches aimed at studying the ethical dimensions of modernity.Hartmut Rosa defende que o quase abandono do conceito de alienação nas últimas décadas deve-se à ausência de critérios normativos que permitam determinar seu oposto — a ressonância —, ausência que decorre dos desafios normativos implicados nessa definição. Neste artigo, analisamos como a discussão da ética sobre a concepção do self moderno em Charles Taylor influencia a reconstrução do conceito de alienação de Hartmut Rosa. Argumentamos que a filosofia hermenêutica de Taylor desempenha um papel fundamental para Rosa, ao oferecer um repertório conceitual que o permite diagnosticar as condições do bem viver na modernidade. Ao fazermos isso, investigamos como a teoria crítica contemporânea enfrenta o desafio de reformular conceitos clássicos, como a alienação, em diálogo com abordagens filosóficas voltadas ao estudo das dimensões éticas da modernidade
Editorial
A Revista Modernos & Contemporâneos apresenta aos seus leitores o primeiro volume deste ano, com Dossiê dedicado à Nietzsche. A revista surge e se consolida em tempos sombrios, tempos de obscuridades políticas no planeta. Aqui entre nós, presenciamos mudanças sutis que nos livraram momentaneamente do escárnio dos projetos fascistas que rondam e que governaram nosso país por quatro longuíssimos anos e ainda dominam grande parte de nossas instituições. Todavia, a penumbra que vivemos aqui não se compara ao escárnio maior que é a total conivência do mundo civilizado com o extermínio do povo palestino. Esse edital quer ser uma manifestação de apoio àqueles que se indignam com este horror, com o horror das bombas que destroem casas, milenares oliveiras; bombardeiam universidades e assassinam professores e estudantes. Matam médicos e camponeses; destroem sonhos e plantam um terror incalculável em mentes perturbadas e olhos esbugalhados de crianças desesperadas
Apresentação
Diante da tarefa de organizar o Dossiê deste número para essa prestigiosa revista, nos coube pensar nos diálogos para os novos caminhos da filosofia intercultural deste século. Desta forma, a sua emergência, já denominada de “século asiático”, traz consigo a necessidade de pensar outras epistemologias que são desveladas como alternativas aos modelos do pensamento dito “ocidental” (eurocêntrico). Esta tarefa não é nova. De fato, representa a continuidade dos trabalhos desenvolvidos nesta revista, estes realizados por diversos autores do Sul Global
O Novo Confucionismo no século XXI: Diversas origens, muitos sentidos: Neo-Confucianism in the 21st Century: Diverse Origins, Many Meanings
O Novo Confucionismo (Xin Rujia, também entendido como ‘Novo Academicismo’) é um movimento multifacetado e polissêmico que busca resignificar a existência do pensamento de Confúcio e de seus continuadores acadêmicos (Rujia) dentro da mundiviência chinesa, espalhando-se pela filosofia, história, política, entre outros muitos campos. É necessário analisar criticamente as diversas facetas dessa retomada, que invocam fontes, pensamentos e projetos bastante distintos. O Novo Confucionismo está longe de ser um movimento unificado, e encontra divergências bastante importantes no que diz respeito à invocação do passado e seus usos na contemporaneidade. Em nosso texto, buscaremos apresentar e discutir algumas das principais linhagens desse movimento, a partir de estudos chineses recentes realizados principalmente na China continental, e suas implicações para o futuro da filosofia chinesa.Palavras-Chave: Novo Confucionismo; Filosofia Chinesa; China Contemporânea; Filosofia asiática
Seis notas sobre o Teognis de Nietzsche: Six notes on Nietzsche’s Theognis
Trata-se de uma pesquisa em aberto sobre o poeta grego Teognis estudado por Nietzsche. O artigo está limitado à sua dissertação de graduação em Schulpforta De Theognide Megarensi; escrito de juventude redigido em latim, com algumas citações em grego e determinadas passagens em alemão. A análise apoia-se na primeira edição crítica bilingue em castelhano feita por Renato Cristi e Oscar Velásquez e estrutura-se na forma de uma aproximação, seguida de seis notas temáticas: I) Em torno à leitura nietzschiana de Teognis. II) A forma da pesquisa filológica-filosófica de Nietzsche na referida dissertação. III) Uma análise da expressão: “Os aristocratas são bons”. IV) A peculiaridade da leitura nietzscheana dos poemas de Teognis. V) Referências ao “ensino” de Teognis. VI) Algumas ressonâncias posteriores do Nietzsche como leitor de Teognis.
Palavras chaves: Nietzsche, Teognis, poemas, ressonância