Plataforma de Revistas e Livros Revistas NOVAFCSH
Not a member yet
    1320 research outputs found

    A peça Canto do Papão Lusitano de Peter Weiss, também chamada de Fantoche ou Espantalho ... - Reencenações em Portugal 1971/1974/2017

    Get PDF
    Peter Weiss's Song of the Lusitanian Bogeyman which was premiered on January 26th, 1967, at the Scala-Teatern in Stockholm, has been represented more than 50 times worldwide, as an example of a dramaturgy of exile and resistance anti-colonialism and antifascism. This article analyzes some reenactments that occurred in Portugal in the pre- and post-revolutionary period, respectively 1971 and 1974 and, more recently, in 2017.A peça O Canto do Papão Lusitano, de Peter Weiss, estreou em 26 de Janeiro de 1967 no Scala-Teatern, em Estocolmo, tendo posteriormente sido representada mais de 50 vezes em todo o mundo, sendo exemplo de uma dramaturgia do exílio e da resistência anticolonialismo e antifascismo. Neste artigo analisam-se algumas reencenações que acontecerem em Portugal no período pré e pós revolucionário, respectivamente 1971 e 1974 e, mais recentemente, em 2017

    A Paisagem Urbana como Cenário Interior: Um Efeito Verso-Reverso na Cidade sob o Regime do Novo Capitalismo

    Get PDF
    The German cultural critic, Siegfried Kracauer, trained as an architect and active as a writer and journalist under the Weimar Republic, ended his 1930 article “Abschied von der Lindenpassage” [“Farewell to the Linden Arcade”], on the decline of that specific commercial venue, with the following broad question: “What would be the point of an arcade [Passage] in a society that is itself only a passageway?” (Kracauer, 1995: 342). Already suggested in such a perspicuous diagnosis was the fact that the ultimate horizon of the capitalist action on city economy is the overall commodification of urban places. What is implied here, from the onset, is the complete social and economic mobilisation of city spots and urban sites as in a walloping shopping mall (as in J.G. Ballard's dystopic novel Kingdom Come [2006]), resulting on a spatial effect in which no limit can be pointed out between the recognized selling station and the non-buying stand. This means that the first boundaries to be breached are those culturally constructed, dividing the allowed from the non-allowed, the private from the public and the provisional from the perennial, what leads to a ubiquitous marketing and gambling arcade. In terms of architectural space, this comes out as an ever increasing undifferentiation between indoor practices and exterior ones. Actually, on an observable inside out effect, exterior and public spaces are used to pursue inward experiences: building façades support outdoor advertisements as huge one-page magazine sheets; nightlifers roam and dance the streets as if inside vaulted arenas; graffiti and tags mark the city walls as personal and confessional mementos. In short, and paradoxically, the inside invades the outside. Within an interdisciplinary approach, crossing cultural theory and analysis with urban aesthetics, this paper will address precisely these city phenomena in the context of which the tradition of bourgeois interiors (Lukacs, 1970) and modern public sphere (Habermas, 1971) were degraded by the cultural transformations of New Capitalism, synthesized by Richard Sennett as when “the institutions inspire only weak loyalty, (…) diminish participation and mediation of commands, (…) breed low levels of informal trust and high levels of anxiety about uselessness” (Sennett, 2006: 181): in other words, the stage set of a life drama in which the disappearance of an outer city scape is the token of a full capitalist incorporation and the threat of a vanishing future. Siegfried Kracauer, crítico cultural alemão, arquiteto, escritor e jornalista, politicamente activo nos anos da República de Weimar, conclui o seu artigo de 1930 “Abschied von der Lindenpassage” [“Adeus à Linden Arcade”], sobre o declínio, e encerramento, daquele recinto comercial, com a questão de lato âmbito: “What would be the point of an arcade [Passage] in a society that is itself only a passageway?” (De que serviria uma arcada [passagem], se a sociedade é ela mesma apenas um lugar de passagem) (Kracauer, 1995: 342). Sugerido já neste diagnóstico finíssimo, estava o facto de o horizonte último do regime capitalista, sobretudo na economia das cidades, ser a completa mercantilização dos lugares urbanos. O que, desde o início, está, pois, aqui em jogo, é a completa mobilização social e económica dos locais e sítios urbanos como num centro comercial desmedido (à semelhança do que sucede no romance distópico de J.G. Ballard's Kingdom Come [2006] [Reino de Amanhã]), resultando num efeito espacial em que nenhum limite pode ser identificado entre uma reconhecida estação de vendas e um balcão onde nada se compra. Isto significa que as primeiras fronteiras a serem quebradas são as culturalmente construídas, separando o permitido do proibido, o público do privado e o efémero daquilo que é perene, o que conduz a esse marketing ubíquo e ao regime militante da aposta no risco. Em termos de espaço arquitectónico, tal resulta numa indiferenciação cada vez maior entre atividades de interior e práticas de exterior. Na realidade, num efeito de verso-reverso [inside out effect], onde espaços públicos exteriores são usados para prosseguir experiências interiores: as fachadas dos edifícios são o suporte para outdoors como enormes anúncios de páginas única em revistas; a vida noturna ocupa e dessaruma as ruas como em ringues cobertos; graffiti e tags deixam marcas nas paredes das cidades com se de mementos pessoais e confessionais se tratassem. Em suma, e paradoxalmente, o dentro invade o de fora. Na linha de uma abordagem interdisciplinar, cruzando teoria e análise cultural com estéticas da cidade, este artigo focar-se-á precisamente neste fenómeno urbano, no contexto do qual a tradição do interior burguês (Lukacs, 1970) e da moderna esfera pública (Habermas, 1971) foi desagregada pelas transformações culturais do Novo Capitalismo, sintetizado por Richard Sennett como quando “as instituições inspiram apenas uma fraca lealdade, reduzem a participação e mediação nas ordens transmitidas, engendram fracos níveis de confiança informal e elevados níveis de ansiedade perante a inutilidade” (Sennett, 2007: 124): por outras palavras, o cenário de um drama de vida no qual o desaparecimento de uma paisagem urbana exterior é o símbolo da mais acabada incorporação no sistema capitalista, e a ameaça de um futuro em fuga.&nbsp

    Cidades do Futuro

    Get PDF
    This issue of the Journal of Communication and Language brings together a transversal set of discourses and ideas converging in a debate where the challenges to the future of cities meet the potentialities of cities of the future.Este volume da Revista de Comunicação e Linguagens reúne um conjunto transversal de discursos e ideias a convergir num debate onde se cruzam os desafios ao futuro das cidades e as potencialidades das cidades do futuro

    Coleção Calouste Gulbenkian (1869-1955). Manuscritos Ocidentais / The Collection of Calouste Gulbenkian (1869-1955). Western Manuscripts

    No full text
    Uma biblioteca constrói-se ao longo de uma vida. Assim aconteceu com Calouste Gulbenkian. Há, no entanto, que evidenciar o facto de existirem várias bibliotecas com a sua chancela: uma dedicada aos livros de documentação, destinados ao estudo e investigação, hoje à guarda da Biblioteca de Arte e que constitui o seu núcleo fundador; as outras duas, constituídas por livros-objetos de arte, reunidas no Museu, que compreendem exemplares magníficos, muitos deles obras raras, provenientes do Ocidente e do Oriente, o que traduz as suas preferências e opções, presentes no conjunto da sua coleção

    A justificação do tiranicídio na ‘crónica de Dalimil’. A nobreza checa como o ‘corpo místico’ do reino

    No full text
    The chronicle of the so-called Dalimil is the first chronicle written in the Czech language, dating from the early 14th century. In the context of the succession crisis (interregnum of 1306-1310) entailed by the death of Venceslas III, murdered without descent, and the extinction of the Přemyslide dynasty, its author’s plane was to establish the political role of the Czech nobility. Next to the emphasis on the election of the ruler by the Lords, the justification of the tyrannicide had to play a crucial role. In front of a king who could be weak (Henry of Carinthie), foreign (John the Blind) or too young (Venceslas II at the beginning of his reign), the nobility had to embody the durability of the State, the "community of the realm", in a dialectic that connected the Lords in the idea of constituting the "mystic body of king". In this text, the necessity of the application of the tyrannicide is not however presented as a novelty, but as a fundamental and almost moral duty of the nobility, which was abandoned because of the rise of the authoritarian exercise of the power by the ruler when the duchy of Bohemia became a Kingdom.A crónica do chamado Dalimil é primeira crónica escrita em língua checa, datando de inícios do século XIV. No contexto da crise de sucessão (interregno de 1306-1310) criada pela morte de Venceslau III, assassinado sem descendência, e pela extinção da dinastia Přemyslide, o objectivo do autor da crónica era estabelecer o papel político da Nobreza checa. Após enfatizar a eleição do Rei pelos nobres, a justificação do tiranicídio tinha de desempenhar um papel central. Perante um Rei que podia ser fraco (Henrique de Carinthie), estrangeiro (João, o Cego), ou muito jovem (Venceslau II no início do seu reinado), a nobreza do reino tinha de garantir a estabilidade do Estado e a “comunidade do reino”, numa dialéctica que os apresentava como se fossem “o corpo místico do rei”. Nesta Crónica, a necessidade do tiranicídio não é apresentada, porém, como uma novidade, mas como um dever fundamental e quase moral da Nobreza, que fora abandonado devido ao exercício autoritário do poder pelo monarca, quando o ducado da Boémia se transformara num reino

    Liberdade, censura e instrumentalização da arte: um olhar sobre o Manifesto da FIARI à luz do trabalho teatral de Bertolt Brecht

    Get PDF
    The essay aims to reflect about freedom of creation and artistic production in totalitarian contexts, and the relation between social engagement and art instrumentalisation from the Manifesto for an Independent Revolucionary Art, written by Leon Trotsky and André Breton, in 1938; and also the theatre practice of Bertolt Brecht. The text aims to think about the Manifesto and the Brecht’s work searching for connections between the past and our present, which has been shown closely to authoritarian ideologies in this new phase of the international capitalism. The text also seeks to reflect about possibilities of artistic practices, especially in theatre, by understanding that any artistic survivals at the forefront of authoritarian regimes depends on the independency of the artist in relation to creation and modes of production. In this way, Walter Benjamin’s considerations about Brecht are centrals in the text.O artigo pretende refletir sobre a ideia de liberdade de criação e produção artística em contextos totalitários e as relações entre engajamento social e instrumentalização da arte a partir do “Manifesto por uma Arte Revolucionária e Independente”, escrito por Leon Trotsky e André Breton, em 1938, e da prática teatral de Bertolt Brecht. O objetivo do texto é refletir sobre o Manifesto e sobre o trabalho de Brecht à procura de conexões com o nosso presente, que tem se mostrado cada vez mais afeito a ideologias autoritárias e persecutórias nessa nova fase de reconfiguração do capitalismo internacional. O texto também pretende pensar em possibilidades de atuação prática da arte e especialmente do teatro, entendendo que a sobrevivência artística frente à qualquer ameaça autoritária depende da procura de independência do artista em relação à criação e aos meios de produção. Nesse sentido, a reflexão de Walter Benjamin sobre Brecht torna-se fundamental no texto

    O Novo Espaço (Público): Sobre Cidades, Centros Comerciais, Manifestações Políticas e o Futuro dos Espaços Públicos

    Get PDF
    Between the romanticized version of a Greek Agora and the intense contemporary shopping centers there isn’t probably a disparity as considerable as we can imagine, since both can be easily mistaken with the ancient markets and the public squares of today. Before, as now, there is a clear separation between the production of discourse and the experience of the symbolic spaces of the city. It is a fact that shopping centers are, in general, seen and used by people as effective "public spaces" of the contemporary city. As evidence of this, is the way we see emerge today phenomena that were hardly visible but in public spaces, such as urban tribes, sport celebrations, political demonstrations and strikes, or even deviant events: suicides committed within their areas. Traces that, taken together, make us consider on the true nature of these heterotopic places. Therefore, if today the urban daily life of Europe's inhabitants is undoubtedly both linked to the use of public spaces and shopping centers, it's not surprising that political demonstrations are nowadays equally visible in city squares and shopping center plazas, where these are also increasingly common. For example, in Portugal, we have observed since 2007, a systematic use of shopping centers as an arena of political protests, generally against precarious labor conditions; under this thread, this paper will try precisely to map these and other “public” practices that take place at a wide range of privately owned collective spaces in Europe.Unquestionably, this "quasi"-public condition of contemporary shopping centers will enhance the doubt on what role these retail typologies may yet take part in the construction of the European city, giving a completely new meaning to the well-known Jordi Borja and Zaida Muxí's assertion that "public space (...) is [the place] where society makes itself visible" (Borja, Muxi; 2003:15). By the fact that if we still don't know what are they turning into; we have, however, a strong suspicion: that, in a near future, these will be more "public" than "shopping" places. Entre a versão romantizada de uma Ágora grega e os intensos centros comerciais contemporâneos não existe provavelmente uma diferença tão grande como a que podemos supor, pois ambos se confundem com os mercados de então e com as praças públicas de hoje. Antes, tal como agora, existe uma clara distância entre a produção de discurso e a vivência “low cost” dos espaços simbólicos da cidade. É um facto que os centros comerciais são, em geral, vistos e utilizados pelas pessoas como “espaços públicos” efetivos da cidade contemporânea. E, prova disso, é a forma como vemos emergir hoje nestes fenómenos que seriam dificilmente visíveis fora de determinados espaços públicos, como tribos urbanas, celebrações desportivas, manifestações políticas e greves, ou mesmo eventos bizarros: como suicídios cometidos dentro dos seus espaços. Traços que, juntos, nos fazem considerar sobre a verdadeira natureza destes lugares heterotópicos. Assim, se hoje o quotidiano urbano dos habitantes europeus é indiscutivelmente tanto ligado à vivência dos seus espaços públicos como dos seus centros comerciais; não será de estranhar que as contestações políticas de hoje sejam tanto visíveis nas praças da cidade como nas “praças” dos centros comerciais, onde as manifestações começam a ser cada vez mais comuns. Por exemplo, em Portugal, observamos desde 2007, a uma utilização sistemática dos centros comerciais como uma arena de protestos políticos, geralmente contra condições de trabalho precárias; sendo que relativamente a este tópico, este ensaio tentará precisamente mapear estas e outras práticas “públicas” que ocorrem numa ampla gama de espaços privados de uso colectivos na Europa. Inquestionavelmente, esta “quase” condição pública dos centros comerciais contemporâneos aumentará a dúvida sobre o papel que estas tipologias comerciais poderão ainda vir tomar na construção da cidade europeia, dando um significado completamente novo à afirmação bem conhecida de Jordi Borja e Zaida Muxí. de que "o espaço público (...) é [o lugar] onde a sociedade se torna visível" (Borja, Muxi; 2003: 15). Assim, e apesar de ainda não sabermos nos que estes se estão a transformar; temos, no entanto, uma forte suspeita: que, num futuro próximo, estes serão lugares mais “públicos"” do que “comerciais”.&nbsp

    A palavra exilada durante o Estado Novo: Bernardo Santareno em Cuba

    Get PDF
    In 1970, Rogério Paulo staged in Cuba A Traição do Padre Martinho (1969). Thus, Bernardo Santareno becomes the first Portuguese playwright to be presented in Cuba. In 2018 three of the actors who were part of the original cast accepted to be interviewed and unrecognized criticism about the case was rescued. All this material is now recovered, analyzed and made known as a particular case of a dramaturgy of exile.Em 1970, Rogério Paulo encena em Cuba A Traição de Padre Martinho (1969). Bernardo Santareno torna-se assim o primeiro dramaturgo português a ser representado em contexto cubano. Em 2018 foram entrevistados três dos atores que integraram o elenco original e foram ainda resgatadas críticas inéditas sobre o caso. Todo esse material é agora recuperado, analisado e dado a conhecer como caso particular de uma dramaturgia exilada

    Lourenço Revisitado: A Heteronímia e a ‘Impotência Criadora’ de Pessoa

    Get PDF
    It is well known that in Eduardo Lourenço’s view the existence of Pessoa’s heteronyms is the outcome of a shock resulting from reading Walt Whitman. Such an idea relies however on another theory in Fernando Pessoa Revisitado. That essential and absolutely not negotiable theory consists in assuming that Pessoa suffered from a certain “creative impotence”. The argument is that Pessoa was unable to create, was not truly inspired, and that after he had made contact with Whitman he discovered a poet that was everything he could not be. That essential theory, which Lourenço repeats in several other essays, is borrowed from the three main critics of presença (João Gaspar Simões, Adolfo Casais Monteiro e José Régio), who take the same position. In this essay, I will try to show how Eduardo Lourenço makes use of an old prejudice regarding Fernando Pessoa, which is the idea that he was more of a thinker than a poet, and how Lourenço’s main ideas about Pessoa’s work are contaminated by that specific prejudice.É sabido que, para Eduardo Lourenço, a heteronímia pessoana é o resultado de um choque provocado pela leitura de Walt Whitman. Tal ideia é, no entanto, subsidiária de uma outra tese de Fernando Pessoa Revisitado, essa sim fundamental e absolutamente inegociável, a de que Pessoa padeceria de uma determinada “impotência criadora”. O argumento é então o de que Pessoa seria incapaz de criar, de aceder a uma verdadeira inspiração poética, e que, ao dar de caras com Whitman, teria descoberto um poeta que era tudo o que ele não podia ser. A tese fundamental da “impotência criadora”, que Lourenço recupera em vários outros textos, é porém um empréstimo: os três principais nomes da presença, João Gaspar Simões, Adolfo Casais Monteiro e José Régio, defendem a mesma tese. Neste ensaio procuro mostrar de que modo Eduardo Lourenço se apropria de um preconceito antigo acerca de Fernando Pessoa, o de que era mais raciocinador do que poeta, e de que modo as principais ideias de Lourenço acerca da obra de Pessoa são afectadas por esse preconceito particular

    O ideal Caeiro

    Get PDF
    By analyzing a less discussed thesis of Eduardo Lourenço in Pessoa Revisitado regarding the contrast between the ideal function of master Caeiro and his poetic reality, this article focuses on the treatment of this contrast throughout the critical reception. Lourenço’s diagnosis of a misconception by critics is productive in order to point out the differences between the readings, also helping to understand the importance of the contrast, which was already made explicit in Pessoa’s texts regarding the conception of the work and figure of Alberto Caeiro.Analisando uma tese menos discutida de Eduardo Lourenço, em Pessoa Revisitado, a respeito do contraste entre a função ideal do mestre Caeiro e a sua realidade poética, o artigo foca o tratamento deste contraste ao longo da tradição crítica. O diagnóstico de Lourenço de um equívoco por parte da crítica revela-se produtivo para marcar as diferenças entre as leituras, ajudando também a entender a importância do contraste, previsto e explicitado nos próprios textos pessoanos, na conceção da obra e da figura de Alberto Caeiro

    624

    full texts

    1,320

    metadata records
    Updated in last 30 days.
    Plataforma de Revistas e Livros Revistas NOVAFCSH
    Access Repository Dashboard
    Do you manage Open Research Online? Become a CORE Member to access insider analytics, issue reports and manage access to outputs from your repository in the CORE Repository Dashboard! 👇