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    Aristocracia, parentesco e reprodução social em Portugal no final da Idade Média: Tese de doutoramento em História apresentada em regime de cotutela entre a Universidade do Porto e a Université Paris 1 Panthéon-Sorbonne.

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    Tese de doutoramento em História apresentada em regime de cotutela entre a Universidade do Porto e a Université Paris 1 Panthéon-Sorbonne, em 25 de junho de 2021. Orientação do Professor Doutor José Augusto de Sottomayor-Pizarro e do Professor Doutor Joseph Morsel   O trabalho que aqui se apresenta teve como intuito perceber a articulação entre parentesco e reprodução social de um grupo dominante. Selecionámos um grupo constituído por sete linhagens aristocráticas de perfil curial e senhorial, caraterizadas pela presença na corte régia, pela detenção de títulos e de poder senhorial próprio e emanado da coroa2. Seguimos os seus percursos entre o final do século XIV e as primeiras décadas do século XVI, procurando compreender de que modo as práticas e representações de parentesco permitiram a perpetuação do grupo numa posição social dominante. A tese dividiu-se em três blocos. No primeiro, estabeleceram-se os fundamentos teóricos, conceptuais e metodológicos do trabalho; no segundo, inquiriram-se as práticas de transmissão, entre a sucessão e a herança; no terceiro analisaram-se as práticas de aliança, designadamente as negociações matrimoniais a partir de um extenso corpus de contratos de casamento, e a formação de sólidas redes de parentesco através das trocas matrimoniais. A investigação recorreu a documentação proveniente de fundos régios, monástico-conventuais, e de arquivos de casas senhoriais. Para além da tese, disponibilizam-se igualmente dois volumes de anexos: o primeiro apresenta a transcrição de 54 documentos inéditos, assim como fontes heráldicas e tabelas que sintetizam os dados que suportam as nossas observações; o segundo volume reúne todo o corpus genealógico, designadamente os esquemas que permitiram inquirir as relações de consanguinidade e afinidade do grupo. Nesta apresentação, privilegiaremos a enunciação das principais hipóteses e conclusões da investigação

    Carta "Por se assim é"… Breves notas

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    No reinado de D. Afonso V, vários momentos históricos reflectiram–se directamente em campos tão inesperados como a diplomática régia e o funcionamento de alguns domínios da administração, nomeadamente no Desembargo e na Chancelaria. Os momentos são expressamente mencionados nos documentos: “perdoança jeerall per nos fecta por Refromar despoboaçam de nossas terras”, batalha de Alfarrobeira, tomada de Arzila. A tipologia documental dominante na chancelaria é o perdão. O perdão é uma acção de graça em matéria de justiça. Não apaga um acto punível, como a amnistia, antes anula a penalização. A matéria de graça, por definição, reservada ao rei no seu acto inicial, que pode ser a dada de ofícios, de restituição de fama, de levantamento parcial de tempo de degredo, de legitimação e outros –, uma vez atribuída, passava a obedecer à lei, passava a ser inteiramente tratada como matéria de justiça, isto é, cessava a possibilidade de se aplicar qualquer discricionariedade e consequentemente garantiam-se os direitos e legítimas expectativas de terceiros. É o que está espelhado no texto de uma legitimação feita por D. Duarte: “por ela não seja feito prejuízo a alguns herdeiros lídimos se os aí há, ou a quaisquer pessoas que algum direito hajam nas ditas coisas”. Preocupação semelhante é a de D. Afonso V quando, em 1454, manda que Gomes Eanes de Zurara substitua Fernão Lopes, que fora escrivão da puridade do Infante D. Fernando, e “guardador de nossas esprituras do tombo que estam no castelo” porque estava “velho e flaco”, o qual “huse do dicto ofiçio e guarde a nos nosso serujço e ao pouco seu direito

    Enfrentar a peste numa vila da Idade Média: Funchal, 1488-1489 (Nótula de história urbana)

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    Particularly from the middle of the 14th century onwards, Europe suffered recurrent outbreaks of the plague, which, due to its high degree of contagion and its high lethal power, served by the complete ineffectiveness of the remedies recommended by medicine, deformed and conditioned the life of the entire population. As time went by, society learnt some ways of minimizing the effects of the disease: and applied them, although without much success. But never giving up. And some of these ways, although supported by other more evolved living conditions, have remained until today.   Bibliography Printed sources DOM DUARTE – “Leal Conselheiro”. In Obras dos príncipes de Avis. Int. e revisão de Lopes de Porto: Lello & Irmão, 1981, pp. 233-442. OLIVEIRA, Eduardo Freire de – Elementos para a história do município de Lisboa. T. I - 1.ª parte. Lisboa: Typographia Universal, 1882. PINA, Ruy de – “Chronica do Senhor Rey D. Affonso V”. In Crónicas de Rui de Pina. Introdução e revisão de M. Lopes de Almeida. Porto: Lello & Irmão, 1977, pp. 577- 881. Regimento proueytoso contra a pestenença. Porto: Livraria Civilização, 1962. Vereações da Câmara Municipal do Funchal. Século XV. Ed. José Pereira da Costa. Funchal: Secretaria Regional de Turismo e Cultura, 1995.   Studies ALBINI, Giuliana – Guerra, fame, peste: crisi di mortalità e sistema sanitario nella Lombardia tardomedievale. Bolonha: Cappilli editore, 1982. ALBUQUERQUE, Luís; VIEIRA, Alberto – O arquipélago da Madeira no século XV. Funchal: Centro de Estudos de História do Atlântico, 1987. AMASUNO, Marcelino V. – Contribución al estudio del fenomeno epidémico en la Castilla de la primera mitad del siglo XV: el “Regimento contra la pestilencia” del bachiller Alfonso López de Valladolid. Valladolid: Universidad de Valladolid, 1988. AMASUNO, Marcelino V. – “Literatura y epidemia: hacia una cronología del fenomeno pestoso en la Castilla del primer tercio del siglo XV”. In Medicina castellano-leonesa bajomedieval. Valladolid: Secretariado de Publicaciones, Universidad, 1991, pp. 9-35. AMASUNO, Marcelino V. – “Cronología de la peste en la Corona de Castilla durante la segunda mitad del siglo XIV”. Studia historica. Historia medieval 12 (1994), pp. 25- 32. AMASUNO, Marcelino V. – La peste en la Corona de Castilla durante la segunda mitad del siglo XIV. Salamanca: Consejería de Educación y Cultura, 1996. ARAGÃO, António – Para a história do Funchal. 2ª ed.. Funchal: Direcção Regional dos Assuntos Culturais, 1987. BARROS, Henrique da Gama – Historia da administração publica em Portugal nos séculos XII a XV. 2ª ed.. Org. por Torquato de Sousa Soares. T. V. Lisboa: Sá da Costa, s.d. BIRABEN, Jean-Noel; LE GOFF, Jacques – “La peste dans le Haut Moyen Âge”. Annales. Économies, Sociétés, Civilisations 6 (1969), pp. 1484-1510. BRAGA, Isabel M. R. Mendes Drumond – “Para a história do medo no Portugal quinhentista: peste e religiosidade”. Revista de Ciências Históricas VIII (1993), pp. 83-96. BUENO DOMÍNGUEZ, María Luísa – Espacios de vida y muerte en la Edad Media. Zamora: Semuret, 2001. CAMPS I CLEMENTE, Manuel; CAMPS I SURROCA, Manuel – La pesta del segle XV a Catalunya. Lérida: Edicions i Publications de la Universitat de Lleida, 1998. CARMONA GARCÍA, Juan Ignacio – Enfermedad y sociedad en los primeros tiempos modernos. Sevilha: Universidad de Sevilla, 2005. CARPENTIER, Elisabeth – “Autour de la peste noire: famines et epidémies dans l’histoire du XIVe siècle”. Annales. Économies, Sociétés, Civilisations 6 (1962), pp. 1062-1092. CARPENTIER, Elisabeth – Une ville devant la peste: Orvieto et la Peste Noire de 1348. Paris: S. E. V. P. E. N., 1962. COELHO, Maria Helena da Cruz – “«Fugir depressa, para longe e por muito tempo»: comportamentos dos homens acossados pela peste”. Memórias da Academia de Marinha 50 (2020), pp. 435-449. DELUMEAU, Jean – La peur en Occident (XIVe-XVIIIe siècles): Une cité assiégée. Paris: Fayard, 1978. FALK, Seb – A Idade Média: a verdadeira Idade das Luzes. Trad. de Elsa T. S. Vieira. Lisboa: Bertrand, 2021. FERREIRA, Ana Maria Pereira – “A Madeira, o comércio e o corso francês na primeira metade do século XVI”. Separata de Actas do I Colóquio internacional de história da Madeira. Vol. I. Funchal: Secretaria Regional do Turismo, Cultura e Emigração - DRAC, 1989. FERREIRA, Ana Maria Pereira – Problemas marítimos entre Portugal e a França na primeira metade do século XVI. Cascais: Patrimonia, 1995. FERREIRA, Maria Emília Cordeiro – “Epidemias”. In SERRÃO, Joel (dir.) – Dicionário de história de Portugal. Vol. II. Lisboa: Iniciativas Editoriais, 1965, pp. 62-64. FRUGONI, Chiara – Paure medievali: epidemie, prodigi, fine del tempo. Bolonha: Il Mulino, 2020. GARCÍA BALLESTER, Luis – La búsqueda de la salud: sanadores y enfermos en la España medieval. Barcelona: Península, 2001. GONÇALVES, Iria – “As finanças municipais do Porto na segunda metade do século XV”. In Documentos e memórias para a história do Porto. Vol. 45. Porto: Câmara Municipal do Porto, 1987. GONÇALVES, Iria – “Um projecto adiado: a muralha quatrocentista do Funchal”. In Um olhar sobre a cidade medieval. Cascais: Patrimonia, 1996, pp. 211-220. LEGUAY, Jean-Pierre – “La peur dans les villes bretonnes au XVe siècle”. Peurs citadines, Histoire urbaine 2 (Décembre 2000), pp. 73-91. LEME, Margarida Ortigão Ramos – “Os primórdios da família Leme na Madeira”. Arquivo Histórico da Madeira 1 (2019), pp. 67-101. MARQUES, A. H. de Oliveira; – Portugal na crise dos séculos XIV e XV. Vol. IV da Nova História de Portugal. Dir. A. H. de Oliveira Marques e Joel Serrão. Lisboa: Editorial Presença, 1987. MARQUES, A. H. de Oliveira – A sociedade medieval portuguesa. Aspectos de vida quotidiana. 6ª ed.. Lisboa: Esfera dos Livros, 2010. MARQUES, José – “Administração municipal de Vila do Conde, em 1466”. Separata de Bracara Augusta Vol. XXXVII – Fasc. 83-84 (96-97) Janeiro-Dezembro de 1983. MEIRELES, Antonio da Cunha Vieira de – Memorias de epidemologia portuguesa. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra, 1866. MITRE FERNÁNDEZ, Emilio – Fantasmas de la sociedad medieval: enfermedad, peste, muerte. Valladolid: Universidad de Valladolid, Secretariado de Publicaciones E I, 2004. MOISÃO, Cristina – A arte das mãos: cirurgia e cirurgiões em Portugal durante os séculos XII a XV. Lisboa: Centro de Estudos Históricos - Universidade Nova de Lisboa, 2018. MONTEANO SORBET, Peio J. – Los navarros ante el hambre, la peste, la guerra y la fiscalidad. Pamplona: Universidad Pública de Navarra, 1999. MONTEANO SORBET, Peio J. – Un enemigo mortal e invisible: los navarros en la era de la peste (1348-1723). 2ª ed.. Pamplona: Pamiela, 2020. MONTEMAYOR, Julián – “Una ciudad frente à la peste: Toledo a fines del XVI”. En la España medieval 7 (1985) - La ciudad hispánica durante los siglos XIII al XVI. Actas del Coloquio celebrado en La Rabida y Sevilla del 14 al 19 Septiembre 1981. Vol. II., pp. 1113-1132. PEÑA, Carmen; GIRÓN, Fernando – La prevención de la enfermedad en la España bajomedieval. Granada: Universidad de Granada, 2006. PINA, Luís de – “A medicina portuense no século XV (alguns capítulos)”. Studium Generale VII (1960), pp. 387-530. RENOUARD, Yves – “Conséquences et intérêt démographique de la Peste Noire de 1348”. In Études d’histoire médiévale. Vol. 1. Paris: S. E. V. P. E. N., 1968, pp. 157-164. RENOUARD, Yves – “L’évènement mondial le plus important du XIVe siècle: la Peste Noire de 1348-1350” ”. In Études d’histoire médiévale. Vol. 1. Paris: S. E. V. P. E. N., 1968, pp. 143-155. RODRIGUES, Maria Teresa Campos – Aspectos da administração municipal de Lisboa no século XV. Lisboa: Imprensa Municipal de Lisboa, 1968. RODRIGUES, Miguel Jasmins – “Funchal”. In MARQUES, A. H. de Oliveira; GONÇALVES, Iria; ANDRADE, Amélia Aguiar – Atlas de cidades medievais portuguesas: séculos XII-XV. Lisboa: Centro de estudos Históricos da Universidade Nova de Lisboa, 1990, pp. 95-97. RODRIGUES, Miguel Jasmins – Organização dos poderes e estrutura social: a ilha da Madeira, 1460-1521. Cascais: Patrimonia, 1996. ROQUE, Mário da Costa – As pestes medievais e o “Regimento proueytoso contra ha pestenença”. Lisboa, Valentim Fernandes (1495-1496). Tentativa de interpretação à luz dos conhecimentos pestológicos actuais. Paris: Fundação Calouste Gulbenkian, 1979. RUBIO VELA, Agustín – Peste Negra, crisis y comportamientos sociales en la España del siglo XIV: la ciudad de Valencia (1348-1401). Granada: Universidad de Granada, 1979. SAINT-ÉLOY, Madeleine – “Quand la peste regnait à Nevers 1399-1628”. Bulletin philologique et historique I (1966-1968), pp. 335-366. TAVARES, Maria José P. Ferro – Os judeus em Portugal no século XV. Vol. I. Lisboa: Instituto Nacional de Investigação Científica, Universidade Nova de Lisboa - Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, 1982. TAVARES, Maria José P. Ferro – “A política municipal de saúde pública (séculos XIV- XV)”. Revista de História Económica e Social 19 (Janeiro-Abril 1987), pp. 17-32. TOUATI, François-Olivier – “Un mal que reprand la terreur? Espace urbain, maladie et epidemies au Moyen Age”. Peurs citadines, Histoire urbaine 2 (Décembre 2000), pp. 9-38.Sobretudo a partir de meados do século XIV, a Europa foi sendo alvo de recorrentes surtos de peste, que pelo seu elevado grau de contágio e pelo seu alto poder letal, servidos pela completa ineficácia dos remédios preconizados pela medicina, deformavam e condicionavam a vida de toda a população. Com o decorrer dos tempos, a sociedade foi aprendendo algumas formas de minimizar os efeitos da doença e foi-as aplicando, embora sem grande êxito. Mas nunca desistindo. E algumas dessas formas, embora apoiadas por outras condições de vida mais evoluída, mantiveram-se até hoje.   Referências bibliográficas Fontes impressas DOM DUARTE – “Leal Conselheiro”. In Obras dos príncipes de Avis. Int. e revisão de Lopes de Porto: Lello & Irmão, 1981, pp. 233-442. OLIVEIRA, Eduardo Freire de – Elementos para a história do município de Lisboa. T. I - 1.ª parte. Lisboa: Typographia Universal, 1882. PINA, Ruy de – “Chronica do Senhor Rey D. Affonso V”. In Crónicas de Rui de Pina. Introdução e revisão de M. Lopes de Almeida. Porto: Lello & Irmão, 1977, pp. 577- 881. Regimento proueytoso contra a pestenença. Porto: Livraria Civilização, 1962. Vereações da Câmara Municipal do Funchal. Século XV. Ed. José Pereira da Costa. Funchal: Secretaria Regional de Turismo e Cultura, 1995.   Estudos ALBINI, Giuliana – Guerra, fame, peste: crisi di mortalità e sistema sanitario nella Lombardia tardomedievale. Bolonha: Cappilli editore, 1982. ALBUQUERQUE, Luís; VIEIRA, Alberto – O arquipélago da Madeira no século XV. Funchal: Centro de Estudos de História do Atlântico, 1987. 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BARROS, Henrique da Gama – Historia da administração publica em Portugal nos séculos XII a XV. 2ª ed.. Org. por Torquato de Sousa Soares. T. V. Lisboa: Sá da Costa, s.d. BIRABEN, Jean-Noel; LE GOFF, Jacques – “La peste dans le Haut Moyen Âge”. Annales. Économies, Sociétés, Civilisations 6 (1969), pp. 1484-1510. BRAGA, Isabel M. R. Mendes Drumond – “Para a história do medo no Portugal quinhentista: peste e religiosidade”. Revista de Ciências Históricas VIII (1993), pp. 83-96. BUENO DOMÍNGUEZ, María Luísa – Espacios de vida y muerte en la Edad Media. Zamora: Semuret, 2001. CAMPS I CLEMENTE, Manuel; CAMPS I SURROCA, Manuel – La pesta del segle XV a Catalunya. Lérida: Edicions i Publications de la Universitat de Lleida, 1998. CARMONA GARCÍA, Juan Ignacio – Enfermedad y sociedad en los primeros tiempos modernos. Sevilha: Universidad de Sevilla, 2005. CARPENTIER, Elisabeth – “Autour de la peste noire: famines et epidémies dans l’histoire du XIVe siècle”. Annales. Économies, Sociétés, Civilisations 6 (1962), pp. 1062-1092. CARPENTIER, Elisabeth – Une ville devant la peste: Orvieto et la Peste Noire de 1348. Paris: S. E. V. P. E. N., 1962. COELHO, Maria Helena da Cruz – “«Fugir depressa, para longe e por muito tempo»: comportamentos dos homens acossados pela peste”. Memórias da Academia de Marinha 50 (2020), pp. 435-449. DELUMEAU, Jean – La peur en Occident (XIVe-XVIIIe siècles): Une cité assiégée. Paris: Fayard, 1978. FALK, Seb – A Idade Média: a verdadeira Idade das Luzes. Trad. de Elsa T. S. Vieira. Lisboa: Bertrand, 2021. FERREIRA, Ana Maria Pereira – “A Madeira, o comércio e o corso francês na primeira metade do século XVI”. Separata de Actas do I Colóquio internacional de história da Madeira. Vol. I. Funchal: Secretaria Regional do Turismo, Cultura e Emigração - DRAC, 1989. FERREIRA, Ana Maria Pereira – Problemas marítimos entre Portugal e a França na primeira metade do século XVI. Cascais: Patrimonia, 1995. FERREIRA, Maria Emília Cordeiro – “Epidemias”. In SERRÃO, Joel (dir.) – Dicionário de história de Portugal. Vol. II. Lisboa: Iniciativas Editoriais, 1965, pp. 62-64. FRUGONI, Chiara – Paure medievali: epidemie, prodigi, fine del tempo. Bolonha: Il Mulino, 2020. GARCÍA BALLESTER, Luis – La búsqueda de la salud: sanadores y enfermos en la España medieval. Barcelona: Península, 2001. GONÇALVES, Iria – “As finanças municipais do Porto na segunda metade do século XV”. In Documentos e memórias para a história do Porto. Vol. 45. Porto: Câmara Municipal do Porto, 1987. GONÇALVES, Iria – “Um projecto adiado: a muralha quatrocentista do Funchal”. In Um olhar sobre a cidade medieval. Cascais: Patrimonia, 1996, pp. 211-220. LEGUAY, Jean-Pierre – “La peur dans les villes bretonnes au XVe siècle”. Peurs citadines, Histoire urbaine 2 (Décembre 2000), pp. 73-91. LEME, Margarida Ortigão Ramos – “Os primórdios da família Leme na Madeira”. Arquivo Histórico da Madeira 1 (2019), pp. 67-101. MARQUES, A. H. de Oliveira; – Portugal na crise dos séculos XIV e XV. Vol. IV da Nova História de Portugal. Dir. A. H. de Oliveira Marques e Joel Serrão. Lisboa: Editorial Presença, 1987. MARQUES, A. H. de Oliveira – A sociedade medieval portuguesa. Aspectos de vida quotidiana. 6ª ed.. Lisboa: Esfera dos Livros, 2010. MARQUES, José – “Administração municipal de Vila do Conde, em 1466”. Separata de Bracara Augusta Vol. XXXVII – Fasc. 83-84 (96-97) Janeiro-Dezembro de 1983. MEIRELES, Antonio da Cunha Vieira de – Memorias de epidemologia portuguesa. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra, 1866. MITRE FERNÁNDEZ, Emilio – Fantasmas de la sociedad medieval: enfermedad, peste, muerte. Valladolid: Universidad de Valladolid, Secretariado de Publicaciones E I, 2004. MOISÃO, Cristina – A arte das mãos: cirurgia e cirurgiões em Portugal durante os séculos XII a XV. Lisboa: Centro de Estudos Históricos - Universidade Nova de Lisboa, 2018. MONTEANO SORBET, Peio J. – Los navarros ante el hambre, la peste, la guerra y la fiscalidad. Pamplona: Universidad Pública de Navarra, 1999. MONTEANO SORBET, Peio J. – Un enemigo mortal e invisible: los navarros en la era de la peste (1348-1723). 2ª ed.. Pamplona: Pamiela, 2020. MONTEMAYOR, Julián – “Una ciudad frente à la peste: Toledo a fines del XVI”. En la España medieval 7 (1985) - La ciudad hispánica durante los siglos XIII al XVI. Actas del Coloquio celebrado en La Rabida y Sevilla del 14 al 19 Septiembre 1981. Vol. II., pp. 1113-1132. PEÑA, Carmen; GIRÓN, Fernando – La prevención de la enfermedad en la España bajomedieval. Granada: Universidad de Granada, 2006. PINA, Luís de – “A medicina portuense no século XV (alguns capítulos)”. Studium Generale VII (1960), pp. 387-530. RENOUARD, Yves – “Conséquences et intérêt démographique de la Peste Noire de 1348”. In Études d’histoire médiévale. Vol. 1. Paris: S. E. V. P. E. N., 1968, pp. 157-164. RENOUARD, Yves – “L’évènement mondial le plus important du XIVe siècle: la Peste Noire de 1348-1350” ”. In Études d’histoire médiévale. Vol. 1. Paris: S. E. V. P. E. N., 1968, pp. 143-155. RODRIGUES, Maria Teresa Campos – Aspectos da administração municipal de Lisboa no século XV. Lisboa: Imprensa Municipal de Lisboa, 1968. RODRIGUES, Miguel Jasmins – “Funchal”. In MARQUES, A. H. de Oliveira; GONÇALVES, Iria; ANDRADE, Amélia Aguiar – Atlas de cidades medievais portuguesas: séculos XII-XV. Lisboa: Centro de estudos Históricos da Universidade Nova de Lisboa, 1990, pp. 95-97. RODRIGUES, Miguel Jasmins – Organização dos poderes e estrutura social: a ilha da Madeira, 1460-1521. Cascais: Patrimonia, 1996. ROQUE, Mário da Costa – As pestes medievais e o “Regimento proueytoso contra ha pestenença”. Lisboa, Valentim Fernandes (1495-1496). Tentativa de interpretação à luz dos conhecimentos pestológicos actuais. Paris: Fundação Calouste Gulbenkian, 1979. RUBIO VELA, Agustín – Peste Negra, crisis y comportamientos sociales en la España del siglo XIV: la ciudad de Valencia (1348-1401). Granada: Universidad de Granada, 1979. SAINT-ÉLOY, Madeleine – “Quand la peste regnait à Nevers 1399-1628”. Bulletin philologique et historique I (1966-1968), pp. 335-366. TAVARES, Maria José P. Ferro – Os judeus em Portugal no século XV. Vol. I. Lisboa: Instituto Nacional de Investigação Científica, Universidade Nova de Lisboa - Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, 1982. TAVARES, Maria José P. Ferro – “A política municipal de saúde pública (séculos XIV- XV)”. Revista de História Económica e Social 19 (Janeiro-Abril 1987), pp. 17-32. TOUATI, François-Olivier – “Un mal que reprand la terreur? Espace urbain, maladie et epidemies au Moyen Age”. Peurs citadines, Histoire urbaine 2 (Décembre 2000), pp. 9-38

    Recensão / Review: CÓMEZ RAMOS, Rafael – El urbanismo durante el reinado de Alfonso X el Sabio. Aguilar de Campoo/Sevilha: Fundación Santa María la Real del Patrimonio Histórico/Editorial Universidad de Sevilla, 2020 (119 pp.)

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    Bibliography Printed sources AFONSO X, O SÁBIO – Cantigas de Santa Maria, 4 vols. Ed. Walter Mettmann. Coimbra: Acta Universitatis Conimbrigensis, 1959-1972. Las Siete Partidas, 2 vols. Ed. Alonso Díaz de Montalvo. Cópia fac-similar da edição de 1491. Madrid: Lex Nova, 1989.   Studies BERMEJO CABRERO, José Luis – “García-Gallo ante la obra legislativa de Alfonso X”. Cuadernos de Historia del Derecho 18 (2011). CHUECA GOITIA, Fernando – Breve História da Urbanismo. Lisboa: Editorial Presença, 1982. GARCÍA-GALLO, Alfonso – “El ‘Libro de leyes’ de Alfonso el Sabio. Del Espéculo a las Partidas”. Anuario de Historia del Derecho Español 21-22 (1951-1952). LADERO QUESADA, Miguel Ángel – Ciudades de la España Medieval. Introducción a su estudio. Madrid: Dykinson, 2010.Referências bibliográficas Fontes impressas AFONSO X, O SÁBIO – Cantigas de Santa Maria, 4 vols. Ed. Walter Mettmann. Coimbra: Acta Universitatis Conimbrigensis, 1959-1972. Las Siete Partidas, 2 vols. Ed. Alonso Díaz de Montalvo. Cópia fac-similar da edição de 1491. Madrid: Lex Nova, 1989.   Estudos BERMEJO CABRERO, José Luis – “García-Gallo ante la obra legislativa de Alfonso X”. Cuadernos de Historia del Derecho 18 (2011). CHUECA GOITIA, Fernando – Breve História da Urbanismo. Lisboa: Editorial Presença, 1982. GARCÍA-GALLO, Alfonso – “El ‘Libro de leyes’ de Alfonso el Sabio. Del Espéculo a las Partidas”. Anuario de Historia del Derecho Español 21-22 (1951-1952). LADERO QUESADA, Miguel Ángel – Ciudades de la España Medieval. Introducción a su estudio. Madrid: Dykinson, 2010

    Intercambios artísticos en una diócesis transfronteriza: posibles semejanzas entre las catedrales de Tui y Braga

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    This article is a result of the research project Transferencias humanas, culturales e ideológicas entre los reinos ibéricos (siglos XIII-XV), financed by the Ministerio de Economía, Industria y Competitividad (HAR2017-89398-P) and coordinated by Doutora Isabel Beceiro Pita (Instituto de Historia-CSIC) The Tudense bishopric arises in a space that, with the passing of time, will belong to two countries. The rivers Miño and Limia mark the limits of a diocese whose capital, Tui, had an important role since Roman times, with a fundamental link with Braga. Both, live the historical vicissitudes of the High Middle Ages, and their episcopal sees are restored around the same dates. After that, they tried to rebuild their cathedral buildings: first Braga, with an initial project largely destroyed around 1110 and then Tui after a period of relocation in the monastery of San Bartolomé. The multiplication of donations allows us to think that the new cathedral of Tui began around 1125, with a transept of three naves, similar to that of the cathedral of Santiago and the initial one in Braga, as well as a five-apse chevet, similar to the one proposed by the new bracarense project. These have parallels in other suffragan cathedrals of Braga: in addition to Tui, Ourense and Lamego. Along with all this, there are numerous cross-border artistic exchanges since the diocese of Tui radiates its models throughout its diocesan limits, bordering those of Braga.   Bibliography Handwritten sources Tui, Archivo Catedral de Tui, Testamento del arcediano de Tui Fernandus Johannis, Becerro I, fol.131v.-132r.; ap. doc., nº I, 20 del Mayo del 1264. Tui, Archivo Catedral de Tui, Testamento de Johan Mouro, pedrero, natural de Valença, Becerro I, fols. 58v.-59r, 5 del Octubre del 1385. Tui, Archivo Catedral de Tui, El cabildo de Tui concede permiso a Alvaro de Porto para que arregle la capilla de Santa Eufemia y haga allí su sepultura. Protocolo del notario Alonso Fernández, 19 del junio del 1461. Printed sources ÁVILA Y LA CUEVA, Francisco – Historia civil y eclesiástica de la ciudad de Tuy y su obispado, Archivo de la Catedral de Tui, 4 tomos, 1852. Ed. facs. Santiago de Compostela: Consello da Cultura Galega, 1995. FLÓREZ, Henrique – España Sagrada. Tomo XXII. Madrid: Antonio Marín, 1767. Ed. facs. Lugo: Alvarellos, 1992. VÁZQUEZ DE PARGA, Luis; LACARRA, José Mª; URÍA RIU, Juan – Las peregrinaciones a Santiago de Compostela. Pamplona: Iberdrola, Gobierno de Navarra, 1992, 3 vols. (ed. facs. de la realizada en 1948 por el C.S.I.C.) Studies ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de – Arquitectura românica de entre-Douro-e-Minho. 2 vols. Porto: 1978. Tese de Doutoramento. ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de – História da Arte em Portugal. Vol. III. O Românico. 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    Recensão: TORRES PRIETO, Susana – Los Antiguos Eslavos. Madrid: Editorial Sintesis, 2020 (213 pp.).

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    Escrita para o público em geral, mas dotada do necessário rigor académico, a obra objeto desta recensão vem preencher uma lacuna antiga e profunda na historiografia ibérica – e não apenas espanhola, apesar de ser para este espaço que se dirige em primeiro lugar –, em boa parte resultante da pouca repercussão que tiveram os estudos sobre o mundo eslavo no mundo académico em geral. Neste sentido, Los Antiguos Eslavos representa desde logo um excelente e muito bem-vindo contributo para todos os interessados (especialistas ou não) desta temática, quer no âmbito da historiografia, sobretudo medieval, quer ao nível dos estudos literários e da própria linguística histórica. O título, aliás, não podia ser mais directo e esclarecedor.   &nbsp

    A Guerra cristã na formação de Portugal, 1128-1249. : Tese de doutoramento em História, especialidade de História Medieval, apresentada à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, em Julho de 2021.

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    Tese de doutoramento em História, especialidade de História Medieval, apresentada à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, em Julho de 2021. Orientação da Professora Doutora Amélia Aguiar Andrade e do Professor Doutor Miguel Gomes Martins No panorama português, se por um lado, existem já muitos estudos setoriais de vulto sobre temas relacionados com a guerra no tempo da Reconquista, por outro lado, os que observam o objeto de um modo panorâmico ou, se quisermos, multifacetado, são ainda escassos e incidem, sobretudo, em cronologias posteriores. Interessava, por isso, perceber o comportamento dos fatores militares na cronologia que estudámos. Um outro ponto de ancoragem do presente trabalho, que estamos em crer que lhe empresta caráter inovador, é a aplicação de novos métodos de estudo, ou pelo menos métodos pouco usuais, que resultaram quer na obtenção de dados novos, quer na confirmação de dados conhecidos, embora por outras vias.O objeto de estudo, definido desde o primeiro momento, foram as operações militares terrestres conduzidas pelo poder régio ou em apoio direto desse poder. Seguidamente, interessava proceder à definição do âmbito do trabalho, tendo-se escolhido, como delimitação temporal, a cronologia simbólica de 1128-1249, entre o início do governo de D. Afonso Henriques e o final da Reconquista portuguesa, com a tomada de Faro por D. Afonso III, admitindo, naturalmente, o recuo a cronologias anteriores ou o avanço a posteriores, sempre que tal se revelasse útil para a caraterização do objeto. Espacialmente, considerou-se o alcance do braço militar régio, que compreendeu, de um modo geral no período escolhido, toda a faixa do terço ocidental da Península Ibérica

    Introdução: tornar visível a transparência

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    Before it is a physical fact, a verifiable quality of anything that allows light to pass through, transparency is nowadays a “destination”. It is invested with moral forces, and on it depend the most sophisticated democratic ambitions and the most apocalyptic technological nightmares.Antes de ser uma evidência física, a verificável qualidade de tudo aquilo que permite a passagem da luz, a transparência é hoje um “destino”. Ela surge investida de forças morais, e dela dependem as mais sofisticadas ambições democráticas e os mais apocalípticos pesadelos tecnológicos

    Da fenomenologia à figurologia

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    If we follow Heidegger, the Platonic idea initiates the representational turn of truth: truth, in order to appear, needs a transparent medium in and through which, while insuring itself against illusory appearance, it shows itself adequate to essence. This mid-place, which establishes a distance allowing the gaze, is both a mediator and an intercessor. Aristotle thematizes such tertium quid through the enigmatic category of the diaphanous.From Kant and his distinction between phenomena and noumena, the aesthetic-symbolic milieu, which establishes a sensible evidence supported by a categorical logic, discovers in time the agent that will henceforth fulfil the function of the diaphanous, orienting modern philosophy in the guise of a phenomenology. But this age-old framework of thought broke down in the second half of the 20th century. The pillars on which the edifice rested collapsed: the deconstruction of the subject, the radical questioning of objectivity (what is an object in the digital age?), the irruption of “real time” (electronic), these are some of the corollary aspects of the tendencies, as powerful as they are anonymous, that have contributed to ruining the phenomenological mode of thought, based on a constituent subject (woven of time), the possibility of evidence guaranteed by an objective stability (the assurance of a similarity between the phenomenon and the being). The end of phenomena marks the end of a mode of thought based on analogy.The Idea of figurology intends to promote another notion of appearance. For the Figure, transparency is no longer the medium (dia-phane) conducive to the emergence of truths separated from illusion or error. Whereas the phenomenologist’s appearing is modelled on realities with clear contours (aesthetic-noetic “wholes”), the figurological turn places a shadowy transparency at the centre of the Figure. It is a fiction without similarity.L’idea platonicienne amorce, selon Heidegger, le tournant représentationnel de la vérité : celle-ci, pour apparaître, a besoin d’un milieu transparent dans et par lequel, tout en s’assurant contre l’illusion, elle se montre adéquate à l’essence. Ce mi-lieu, qui instaure une di-stance permettant le regard, est à la fois un médiateur et un intercesseur.Aristote thématise pareil metaxu (tertium quid) à travers la catégorie énigmatique du diaphane. À partir de Kant et de sa distinction entre les phénomènes et les noumènes, le milieu esthético-symbolique instaurateur d’une évidence sensible étayée par les catégories découvre dans le temps l’agent qui remplira désormaisla fonction du diaphane. L’évidence phénoménologique est ainsi tributaire de la transparence sous les auspices du temps. Or, ce cadre de pensée séculaire s’est brisé dans la seconde moitié du XXe siècle. Les piliers sur lesquels reposait l’édifice se sont effondrés : la déconstruction du sujet, la mise en question radicale de l’objectité (qu’est-ce qu’un «objet» à l’ère numérique ?), l’irruption du «temps réel» (électronique) — voilà quelques aspects corollaires des tendances, aussi puissantes qu’anonymes, qui ont contribué à ruiner le mode de pensée phénoménologique, fondé sur un sujet constituant (tramé de temps) et l’idéal de l’évidence garantie elle-même par une stabilité objective, soit l’assurance d’une similitude entre le phénomène et l’être. La fin des phénomènes marque le terme d’un mode de pensée analogique. L’idée de figurologie promeut une autre notion du paraître. La transparence n’est plus le milieu propice à l’émergence de vérités bien découplées. Alors que l’apparaître du phénoménologue se modèle sur des réalités aux contours nets (des « entiers » esthético-noétiques), la Figure silhouette une transparence ombreuse indexée sur le réel comme ce qui esquive la représentation. C’est une fiction qui rompt avec la ressemblance.Segundo Heidegger, a ideia Platónica inicia a viragem representacional da verdade: de modo a aparecer, a verdade necessita de um medium transparente no e através do qual, enquanto se assegura contra a aparência ilusória, ela se mostra adequada à essência. Este lugar-médio, que instaura uma di-stância permitindo o olhar, é simultaneamente um mediador e um intercessor. Aristóteles tematiza tal tertium quid através da categoria enigmática do diáfano.A partir de Kant e da sua distinção entre os fenómenos e os númenos, o meio estético-simbólico, instaurador de uma evidência sensível sustentada pelas categorias, descobre no tempo o agente que irá doravante desempenhar a função do diáfano, orientando a filosofia moderna sob a forma de uma fenomenologia.Mas este secular quadro de pensamento é destruído na segunda metade do século XX. Os pilares sobre os quais o edifício assentava colapsaram: a desconstrução do sujeito, o radical questionamento da objectividade (o que é um objecto na era digital?), a irrupção do “tempo real” (electrónico) — eis alguns dos aspectos corolários das tendências, tão poderosas quanto anónimas, que contribuíram para a ruína do modo fenomenológico do pensamento, baseado no sujeito constituinte (tecido de tempo), e no ideal da evidência assegurada por uma estabilidade obe o ser). O fim dos fenómenos marca o fim de um modo de pensamento analógico. A ideia de figurologia promove uma outra noção do parecer. Para a Figura, a transparência já não é o medium propício à emergência das verdades distintas da ilusão ou do erro. Se o aparecer do fenomenólogo se modela sobre as realidades com contornos distintos (“todos” estético-noéticos), a viragem figurológica põe uma sombria transparência no centro da figura. É uma ficção que rompe com a semelhança

    El conde D. Enrique Manuel (c.1343-1414) y las relaciones cortesanas luso-castellanas en tiempos de crisis dinásticas

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    This article is a result of the research project Transferencias humanas, culturales e ideológicas entre los reinos ibéricos (siglos XIII-XV), financed by the Ministerio de Economía, Industria y Competitividad (HAR2017-89398-P) and coordinated by Doutora Isabel Beceiro Pita (Instituto de Historia-CSIC). This article analyzes the biographical data of Count Enrique Manuel, son of the famous writer Don Juan Manuel, from various points of view. On the one hand, his kinship relations with other descendants of Don Juan Manuel are explained, especially with the kings of Portugal, Castile and Aragon. This close family relationship allows us to understand a second level of analysis: his political leadership during the reigns of Fernando I of Portugal and Juan I of Castile. In those years, a marriage alliance and a succession agreement were prepared that finally failed with the triumph of João I de Avis. Thirdly, the breakdown of his own family is studied, since one of his daughters remained in Portugal and the rest of the children went into exile in Castile. Finally, the religious and symbolic messages used by the Manuel lineage at the end of the 14th century are analyzed within the context of the Portuguese-Castilian rivalry.   Bibliography Handwritten sources Madrid, Real Academia de la Historia, Colección de D. Luis de Salazar y Castro (colección Salazar), D-17, D-21, D-4, M-4, M-5, M-9, M-51, 0-20. Toledo, Archivo Histórico de la Nobleza, Montealegre, carp. 362. Valladolid, Archivo General de Simancas, Escribanía Mayor de Rentas (EMR), serie Mercedes y Privilegios, l. 10. Printed sources As Gavetas da Torre do Tombo, VII. (GAV.XVII, Maços 3-9). Lisboa: Centro de Estudos Históricos Ultramarinos, 1968. Estoria de Dom Nuno Alvrez Pereyra. Ed. de Adelino de Almeida Calado. Coimbra: Universidade de Coimbra, 1991. 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En tercer lugar, se estudia la ruptura de su propia familia, ya que una de sus hijas permaneció en Portugal y el resto de los hijos se exiliaron en Castilla. Por último, se analizan los mensajes religiosos y simbólicos que utilizó el linaje Manuel a finales del siglo XIV dentro del contexto de la rivalidad luso-castellana.   Referências bibliográficas Fontes manuscritas  Madrid, Real Academia de la Historia, Colección de D. Luis de Salazar y Castro (colección Salazar), D-17, D-21, D-4, M-4, M-5, M-9, M-51, 0-20. Toledo, Archivo Histórico de la Nobleza, Montealegre, carp. 362. Valladolid, Archivo General de Simancas, Escribanía Mayor de Rentas (EMR), serie Mercedes y Privilegios, l. 10. Fontes impressas  As Gavetas da Torre do Tombo, VII. (GAV.XVII, Maços 3-9). Lisboa: Centro de Estudos Históricos Ultramarinos, 1968. Estoria de Dom Nuno Alvrez Pereyra. Ed. de Adelino de Almeida Calado. Coimbra: Universidade de Coimbra, 1991. 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