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Manovich, Lev. 2020. Cultural Analytics. Cambridge, Massachusetts: The MIT Press.
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Além das questões superficiais: Visões perturbadoras de uma paisagem ocidental americana
Photographer Glenn Rand’s (b. 1944, USA) Nevada 1979 features a passing car on Interstate 80, an industrial site, and the Humboldt River Valley in Eureka County. This place appears through laconic title to be at once particular to a settler nation, history, and poetic imagination, as well as revelatory of no place at all. Rand’s random western road trip offered him an opportunity to raise awareness of vision through kinesthetic sensation. Among many of his artistic peers, a photograph’s location was an arbitrary departure point for exploring surface matters. This paper redirects the attention on the artist’s formalist concerns to investigate the complex and conflicted narratives Interstate 80 implicates. It inserts this picture into the longer story of modernist formalism and American landscape photography where travel and aesthetic landscape views are indicative of settler-colonial visuality. Upon its completion in 1986, the interstate was designated as a symbol of American freedom, particularly the freedom of mobility. But to see the highway in this way depends on erasing the colonial encounter and Indigenous presence. The Humboldt River valley pictured in Nevada 1979 is part of the larger Newe (Western Shoshone) territory in the Great Basin region. It is not an arbitrary vista; it crosses through a cultural landscape, a place that embodies Newe values, identities, and memories. Further, Interstate 80 was built on top of an historical path that guided settlers westward to California. It was also aligned with the path of the first transcontinental railroad. The environmental and social impact of settler influx into this region was significant. By extending Rand’s concerns with motion to study of the various pathways, migrations, and roadblocks encoded in that landscape, this paper unsettles this image. It counters historical blindness and artistic disengagement with land that obscured Indigenous presence and authority in the Americas. Em Nevada (1979), o fotógrafo Glenn Rand’s (nascido em 1944, EUA) mostra um carro a passar pela autoestrada Interestadual 80, uma área industrial, e pelo vale do rio Humboldt, no Condado de Eureka. Através deste título lacónico, este lugar parece ser, ao mesmo tempo, específico de uma nação colonizadora, da sua história e ima-ginação poética, e revelador de nenhum lugar. A viagem aleatória de Rand para o oeste ofereceu-lhe uma opor-tunidade de aumentar a consciência da visão através da sensação cinestésica. Entre muitos de seus colegas artis-tas, a localização de uma fotografia era um ponto de partida arbitrário para explorar questões de superfície. Este artigo redireciona a atenção das preocupações formalistas do artista para investigar as narrativas complexas e conflitantes que a autoestrada Interestadual 80 implica. O artigo insere esta imagem na história mais alargada do formalismo modernista e da fotografia de paisagem americana, onde viagens e paisagens estéticas são indicativas da visualidade colonizadora. Após a sua conclusão em 1986, a interestadual foi considerada símbolo da liberdade americana, particularmente da liberdade de mobilidade. Contudo, ver esta autoestrada desta forma implica apagar o encontro colonial e a presença indígena. O vale do rio Humboldt retratado em Nevada, em 1979, faz parte do território maior dos Newe (Western Shoshone,) na região da Grande Bacia. Não é uma visão arbitrária; ele atravessa uma paisagem cultural, um lugar que incorpora valores, identidades e memórias Newe. Além disso, a Interstate 80 foi construída no topo de um caminho histórico que guiou os colonos para o oeste até a Califórnia. Também foi alinhado com o caminho da primeira ferrovia transcontinental. O impacto ambiental e social do fluxo de colonos nesta região foi significativo.Ao alargar o interesse de Rand pela questão do movimen-to ao estudo dos vários caminhos, migrações e bloqueios codificados nesta paisagem, este artigo perturba [“unsettles” — descoloniza] esta imagem e contraria a cegueira histórica e o desengajamento artístico com a terra, que produziu o obscurecimento da presença e autoridade in-dígenas nas Américas
Recensão / Review: BECEIRO PITA, Isabel (dir.) – La espiritualidad y la configuración de los reinos ibéricos (siglos XII-XV). Madrid: Editorial Dykinson S.L., 2018 (363 pp.)
Bibliography
Studies
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TEIXEIRA, Vítor Gomes – O Movimento da Observância Franciscana em Portugal (1392-1517). História, Património e Cultura de Uma Experiência de Reforma Religiosa. Porto: Centro de Estudos Franciscanos – Editorial Franciscana, 2010.Referências bibliográficas
Estudos
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TEIXEIRA, Vítor Gomes – O Movimento da Observância Franciscana em Portugal (1392-1517). História, Património e Cultura de Uma Experiência de Reforma Religiosa. Porto: Centro de Estudos Franciscanos – Editorial Franciscana, 2010
Nuevas consideraciones metodológicas para el estudio de la Crónica Geral de Espanha de 1344. (Ms. 1 de la serie Azul de la Academia das Ciências)
FERNÁNDEZ PANDIELLO, Maria – La Crónica Geral de Espanha de 1344 (Ms. A 1 de la Academia das Ciências). Estudio iconográfico-cultural y filiaciones internacionales. Lisboa: Universidade de Lisboa, 2021. Doctoral thesis.
Bibliography
Handwritten sources
Lisboa, Academia das Ciências, Ms. Série Azul 1.
Printed sources
CINTRA, Lindley (ed.) – Crónica Geral de Espanha. 4 vols. Lisboa: Academia Portuguesa da História, 2009.
Estoria de Espanna, edición digital [En línea]. Editor general: Aengus; Editores: Fiona Maguire, Enrique Jerez Cabrero, Bárbara Bordalejo, Polly Duxfield, Christian Kusi Obodum y Ricardo Pichel Gotérrez, 2016 [Consultado en 19 Marzo 2022]. Disponible en https://blog.bham.ac.uk/estoriadigital/.
Studies
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Referencias bibliográficas
Fuentes manuscritas
Lisboa, Academia das Ciências, Ms. Série Azul 1.
Fuentes impresas
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Estoria de Espanna, edición digital [En línea]. Editor general: Aengus; Editores: Fiona Maguire, Enrique Jerez Cabrero, Bárbara Bordalejo, Polly Duxfield, Christian Kusi Obodum y Ricardo Pichel Gotérrez, 2016 [Consultado en 19 Marzo 2022]. Disponible en https://blog.bham.ac.uk/estoriadigital/.
Estudios
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Références bibliographiques
Sources publiées
Lisboa, Academia das Ciências, Ms. Série Azul 1.
Sources manuscrites
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Études
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Referencias bibliográficas
Fontes manuscritas
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Apresentação do Dossier Temático “Intercâmbios Peninsulares”
O dossier temático “Intercâmbios Peninsulares” constitui um dos resultados do projeto "Transferencias humanas, culturales e ideológicas entre los reinos ibéricos (siglos XIII-XV)" (Ref. HAR2017-89398-P). Financiado pelo Ministerio de Economía, Industria y Competitividad, de Espanha, o projeto desenrolou-se entre 1 de janeiro de 2018 e 30 de junho de 2021, tendo tido dois Investigadores Principais: inicialmente, Isabel Beceiro Pita, do Instituto de História do CSIC, Madrid, foi a promotora da sua apresentação; seguidamente, em virtude da aposentação da primeira IR, em 2020, César Olivera Serrano, do mesmo Instituto, foi responsável por levar este barco a bom porto
Bratton, Benjamin. 2021. The Revenge of the Real – Politics for a Post-pandemic World. London: Verso.
Book reviewsRecensã
Imemorial: Passos no Cativeiro — Ritualizar a ausência numa caminhada com fantasmas
From March to September 2022, Associação Substantivo Mágico organised the performative walk “Immemorial: Steps in Captivity” in Lisbon’s riverside area. A ritual audio-walk, which, through historical narratives — especially from the 15th to 18th century —, scenographic elements and a sound composition, (momentarily) resignified the spaces, added readings to the public form and interrupted hegemonic historical representations. The walk emphasizes i) slavery, ii) the forced erasure of identities for integration into a majority culture and iii) the “alterity” and its contribution to modern Portugal. The question defining the artistic project was: what doesn’t the public space tell us (or hide from us), this space that we walk through? We used walking as a mode of enquiry to revisit the effect of the interlocutions between public space, urbanism, and individual and collective memory. We now pose a new underlying question that grounds this posthumously produced article: How to decolonize public space? In this article we will discuss how the space and cityscapes are active systematizers of memory, urban memory systems, of the past and present. And how art can be a catalyst for sociocultural change.Entre Março e Setembro de 2022, a Associação Substantivo Mágico promoveu, na zona ribeirinha de Lisboa, a caminhada performativa, Imemorial: Passos no Cativeiro. Uma caminhada ritual em formato de audio walk que, através de narrativas históricas — sobretudo do período entre os séculos XV ao XVIII —, de elementos cenográficos, e de uma composição sonora, veio (momentaneamente) propor a ressignificação dos espaços, acrescentando leituras à forma pública e interrompendo representações históricas hegemónicas. A caminhada enfatiza i) a escravatura, ii) o apagamento forçado das identidades para integração numa cultura maioritária e iii) as alteridades e a sua contribuição para o Portugal moderno. A questão que serviu de enquadramento ao projeto artístico foi: o que não nos conta (ou nos esconde) o espaço público, este espaço por nós percorrido? Utilizámos a caminhada como modo de inquérito para revisitar o efeito das interlocuções entre espaço publico, urbanismo, memória individual e coletiva. Coloca-se agora uma nova questão de fundo que fundamenta este artigo produzido à posteriori: Como decolonizar o espaço público? Neste artigo vamos discutir modo como o espaço e as paisagens urbanas são sistematizadores ativos da memória, dos sistemas urbanos de memória, do presente e do passado. E de como a arte pode ser catalisadora de mudança sócio-cultural
Uma Breve História Visual da Longa Vida da Basílica do Bom Jesus em Goa
In this photo essay, we offer a variety of representations of the Basilica of Bom Jesus, the structure which famously houses the remains of St. Francis Xavier, highlighting its aesthetic transformations historically. Through this visual journey, we intervene in ongoing debates about the Basilica’s appearance, these having arisen over the necessity to alter the building’s iconic look. Such visual education may then hasten its replastering, a restoration that returns the Basilica to its original form and will extend its life by protecting it from climate-related damage.Neste ensaio fotográfico, oferecemos uma variedade de representações da Basílica do Bom Jesus, a estrutura que abriga famosamente os restos mortais de São Francisco Xavier, destacando suas transformações estéticas ao longo da história. Através desta jornada visual, intervimos em debates em curso sobre a aparência da Basílica, surgidos pela necessidade de alterar a aparência icônica do edifício. Tal educação visual pode acelerar sua reconstituição, uma restauração que retorna a Basílica à sua forma original e prolongará sua vida protegendo-a de danos relacionados ao clima