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Recensão / Review: WHITAKER, Cord J. – Black Metaphors. How Modern Racism Emerged from Medieval Race-Thinking. Philadelphia: University of Pennsylvania Press, 2019 (247 pp.)
Cord J. Whitaker es profesor asociado de Letras Inglesas en el Wellesley College. Entre los cursos que ha dictado se encuentran: “Romance medieval y políticas de la raza”, “Chaucer” y “¿Qué es la diferencia racial?”. Ha sido publicado por el Journal of English and Germanic Philology, el Yearbook of Langland Studies, así como colaborado en el Open Access Companion to the Canterbury Tales. Es miembro de la Medieval Academy of America, de la Modern Language Association y del comité de Medievalists of Color. Actualmente prepara su siguiente estudio cuyo probable título es The Harlem Middle Ages: Color, Time, and Harlem Renaissance Medievalism
Modos à mesa e maneiras de vestir em Castela e Portugal (séculos XIV e XV).: Tese de doutorado em História, apresentada à Universidade Estadual Paulista, em Abril de 2021. Orientação da Professora Doutora Susani Silveira Lemos França
Ao longo dos séculos XIV e XV, muitas foram as autoridades eclesiásticas e seculares dos reinos de Castela e Portugal que estabeleceram ou propuseram leis e regras a respeito do comer e do vestir. A postura desses letrados pautava-se na consideração amplamente difundida de que havia modos convenientes e proveitosos de os humanos, sobretudo os cristãos, comerem e vestirem-se, e de que não observar os preceitos cristãos ou da comunidade representava, a um só tempo, pecado e delito. Para a compreensão desses modos, era necessário inquirir sobre o surgimento das duas necessidades – o comer e o vestir –, observando a relevância delas para a manutenção da vida humana na terra e os valores que deveriam servir de parâmetro para sua adequada satisfação. Além disso, era preciso que houvesse estreita correspondência entre os modos de comer e de vestir, os estados e as condições de vida das pessoas. Nesse sentido, ordenar o comer e o vestir passava impreterivelmente pela própria disposição dos estados, bem como pelo cumprimento de constituições, de leis e de regras que visavam salvaguardar o corpo, a alma e a comunidade
Corpo e cidade capturados para dentro do mapa:: dispositivos e contradispositivos a partir das imagens operacionais do Google Street View
“I am inside the map”. These are the words that open the short film Nunca é Noite no Mapa (It’s Never Nighttime in the Map) (2016), by Ernesto de Carvalho. The perception that his own immaterialized body is perpetuated in some virtual coordinate prompts reflections on the control cartographies engendered by Google Street View's Nine Eyes. This text, from the observation of a growing artistic interest in the images of this photographic device – namely the aforementioned film and The Google Trilogy(2012), by Italian artist Emilio Vavarella –, will seek to weave an investigation into how to inhabit and how to act in a world mediated by the technologies of transparency and by the omnipresence of an operational, aperspectivistic and supposedly objective image.“Eu estou dentro do mapa”. Assim abre-se o curta-metragem Nunca é Noite no Mapa(2016), de Ernesto de Carvalho. A percepção de que seu próprio corpo, imaterializado, está perpetuado em alguma coordenada virtual, incita reflexões sobre as cartografias de controle engendradas pelos Nine Eyes do Google Street View. O presente texto, a partir da constatação de um crescente interesse artístico pelas imagens deste dispositivo fotográfico – nomeadamente o filme supracitado e The Google Trilogy(2012), do italiano Emilio Vavarella –, buscará tecer uma investigação a respeito de como habitar e como agir em um mundo mediado pelas tecnologias da transparência e pela onipresença de uma imagem operacional, aperspectivística e supostamente objetiva
Arquivos privados: Repensando a história e reescrevendo a memória através da performance
This visual essay reflects on the importance of private photographic archives in the rethinking of history and the reshaping of memory. It demonstrates how performance can be used as a valid research tool in the study of photographic images.This visual essay reflects on the importance of private photographic archives in the rethinking of history and the reshaping of memory. It demonstrates how performance can be used as a valid research tool in the study of photographic images
Let the comparison pass
Amongst Fernando Pessoa’s short stories, A very original dinner seems to be in a rather unique position. On the one hand, it is the only work of its kind authored by the persona Alexander Search, and, on the other hand, it does not fit within the scope of the detective stories that dominated a good part of the short narratives written or imagined by Pessoa. In this essay, I seek to inquire to what extent the originality of the dinner will or will not be measurable.Na criação contística de Fernando Pessoa, A very original dinner ocupa uma posição singular, quer por ser a única obra do género da autoria da persona Alexander Search, quer por não ser enquadrável no âmbito dos textos policiários que dominaram uma boa parte das narrativas breves escritas ou imaginadas por Pessoa. Neste ensaio, procura-se indagar em que medida será ou não mensurável a originalidade do jantar
Heteronímia: uma longa história
When did heteronymy begin? Alberto Caeiro, Álvaro de Campos and Ricardo Reis — all of whom emerged in 1914 — are usually regarded as the only heteronyms truly deserving of this designation, but they’re part of what we may call the “heteronymous system”, which goes back to the writer’s youth. The famous trio qualitatively stands apart from Pessoa’s other fictitious authors, but their defining characteristics — their “dramatic” or feigned way of expressing themselves in poetry and prose, their attitudes and opinions that often diverge from those of their creator, the interactions between them and Pessoa himself, their occasional “presence” in real life (Campos), and the fact they have their own biographies and signatures — can all be found in the pseudo-authors who preceded them in the said system. This essay includes the transcription of an astonishing, previously unpublished letter in English, supposedly written by the comic heteronym Gaudêncio Nabos and sent to Pessoa from London on 26/II/1906.Quando começa a heteronímia? Embora Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis — todos eles nascidos em 1914 — sejam geralmente reconhecidos como os únicos heterónimos com pleno direito ao termo, fazem parte daquilo a que podemos chamar o “sistema heteronímico”, que remonta à juventude do escritor. O famoso trio de autores fictícios distingue-se qualitativamente, mas todas as características que os definem — o modo “dramático” ou fingido de se expressarem na poesia e na prosa, as atitudes e opiniões por vezes divergentes das do seu criador, a interacção entre eles e entre eles e o próprio Pessoa, a sua eventual “presença” na vida real (caso de Campos), o facto de terem biografias e assinaturas próprias — podem ser encontradas em outros pseudo-escritores que os antecederam no dito sistema. O presente ensaio inclui a transcrição de uma extraordinária carta em inglês, inédita, supostamente redigida pelo heterónimo humorista Gaudêncio Nabos e enviada a Pessoa a partir de Londres em 26/II/1906
Escitia y Escancia (o Escandia), el fabuloso pasado nórdico
This paper analyses neo-gothicism and its impact on the ideological propaganda in the Hispanic Middle Ages (9th-15th c.), since the initial steps taken in the Visigoth era until its apogee in early medieval chronicles, as well as both its disappearance and its recovery occurred between the 15th and 16th c. via both genealogical and poetry works. This paper also provides a specific analysis of the role played in this recovery by the name of two geographical locations, Scythia and Escancia, in the building of apologetic images, as a result of their political prestige derived from the fact that they were pointed as the very original lands in which the epic of the Visigoths began.
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VITAL FERNÁNDEZ, Sonia – Alfonso VII de León y Castilla (1126-1157). Las relaciones de poder en el centro de la acción política y social del Imperator Hispaniae. Gijón: Ediciones Trea, 2019.El artículo analiza el neogoticismo y su incidencia en la propaganda ideológica dispersa en la Edad Media hispánica desde los siglos IX al XV. Se estudia su apogeo en las crónicas medievales y su posterior desaparición, así como su recuperación entre los siglos XV y XVI de la mano de obras genealógicas y de cancioneros poéticos. Específicamente, se estudia el papel que dos topónimos, Escitia y Escancia, tuvieron en la construcción de estas imágenes apologéticas, al convertirse en muestras de prestigio político por haber sido origen de la epopeya de los visigodos.
Referencias bibliograficas
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FERNÁNDEZ ORD
Delving into the Magdalene’s vase: the ointment jar from the Middle Ages to Early Modernity
In the art of medieval and early modern Europe, Mary Magdalene can be identified by the vase she holds. Other iconographic studies of Mary Magdalene mention her ointment jar, but while images may be brought before the reader, the vase is generally mentioned as the object that permits the author to name the figure and little more. This article intends to tap the rich meanings and connotations of the vase beyond simple visual signifier in studying it – in form and materials and function – through an anthropological lens. It will do so in examining a corpus of Italian images, at the forefront of Magdalenian iconography since the invention of the “indigenous icon,” as defined by Hans Belting, and the effects of Franciscan patronage that so invested this saint with their particular strain of piety. We will see that the inventiveness of Italian artists, particularly as applied to the alabastron, continues from the 1270 panel of Guido da Siena through to the early modern era with Titian’s 1535 Pitti Magdalene. After this period, with the Counter-Reformation’s more formulaic directives, the vase seems to have lost some of its density of meaning. For the period considered, the thirteenth through the sixteenth centuries, the results will demonstrate an intimate connection with her conversion, her femaleness, and her role in the narrative of redemption.
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