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Highway, T. 2022. Laughing with the Trickster: On Sex, Death, and Accordions. Toronto: House of Anansi
The Trickster revisited as the embodiment of a liminal space in Laughing with the Trickster: On Sex, Death, and Accordions, by Tomson Highway.O Trickster revisitado como corporização de um espaço liminar em Laughing with the Trickster: On Sex, Death, and Accordions, de Tomson Highway
MOIRA: Literatura Digital na (Re)criAÇÃO de Património
MOIRA is an artistic and cyberliterary reSEARCH project that seeks to reinterpret and recreate local versions of the Algarve legends of Enchanted Mouras. The project aims to use artistic creation as a platform for questioning and mobilizing groups and communities around intangible cultural heritage, viewing artistic creation as a dynamic agent for new interpretations and uses of that heritage, outside museums. Combining computational creativity with the revitalization of intangible cultural heritage, the MOIRA project aims to reflect on social issues such as gender and women’s rights. Using digital literature and the concept of digital heritage, the project seeks to preserve, disseminate, and generate multiple forms of knowledge on a glocal scale.MOIRA é um projeto de investigAÇÃO artística, de natureza ciberliterária, que procura reinterpretar e (re)criar versões algarvias das lendas de Mouras Encantadas. MOIRA visa usar a criação artística como plataforma para questionamento e mobilização de grupos e comunidades em torno do património cultural imaterial, recorrendo à criação artística como um agente dinâmico para novas interpretações e usos desse património, fora das instituições museológicas. Ao combinar a criatividade computacional com a revitalização do património cultural imaterial, o projeto MOIRA visa ainda refletir sobre problemáticas sociais prementes como questões de género e direitos das mulheres. Através do uso da literatura digital e do conceito de património digital, o projeto procura preservar, disseminar e gerar múltiplas formas de conhecimento à escala glocal
Beyond Maximalism: Resolving the Novelistic Incompatibilities of Realism, Paranoia, Omniscience, and Encyclopedism through Electronic Literature
In The Maximalist Novel, Stefano Ercolino defines a type of novel that displays multiform and hypertrophic tension. While Ercolino’s definition accurately identifies and classifies a significant novel form, we argue that in print form these elements are incompatible with one another, which has resulted in criticisms of maximalist novels, as well as a number of maximalist novelists who have abandoned the form. While Ercolino argues that these incompatibilities represent an ‘internal dialectic’ of the genre, we argue that this is too conflicting to be stable as a novelistic form. These incompatibilities include multiple (hybrid) realisms, the incompatibility of paranoid imagination with ethical commitment, and further incompatibilities of narratorial omniscience and an encyclopedic mode with a persuasive realism. By examining contemporary fictional works written by previously maximalist novelists, we reassess Ercolino’s ten elements in order to identify the reasons why certain authors have moved beyond the limits of his definition. In so doing, we compare and contrast Ercolino’s ‘maximalist novel’ with James Woods’s ‘hysterical realism’ and John Johnston’s ‘novel of information multiplicity.’ Using the Jonathan Franzen and Zadie Smith corpuses as examples, this paper speculates on the future form of the novel as it progresses into the 21st Century. From this literary interrogation, we apply these conclusions to digital creative practice by developing the digital novel, The Perfect Democracy (funded by the Australia Council for the Arts, 2021). This practice-led research work takes as its subject the entire population of contemporary Australia. The digital acts of scrolling, linking, and customized coded digital writing formats enable the maximalism of the print text to be lightly navigated. Electronic literature, therefore, enables the ambitions of the maximalist novel to extend the tentacular novel in new directions.Em O Romance Maximalista, Stefano Ercolino define um tipo de romance que apresenta uma tensão multiforme e hipertrófica. Embora a definição de Ercolino identifique e classifique com precisão uma forma significativa de romance, neste artigo argumentamos que na forma impressa estes elementos são incompatíveis entre si, o que resultou em críticas aos romances maximalistas, tendo levado vários romancistas maximalistas a abandonar esta forma. Enquanto Ercolino argumenta que essas incompati-bilidades representam uma ‘dialética interna’ do género, argumentamos que isso é muito conflitante para ser estável como forma romanesca. Essas incompatibilidades incluem múltiplos realismos (híbridos), a incompatibilidade da imaginação paranóica com o compromisso ético, além das incompatibilidades da omnisciência narrativa e de um modo enciclopédico com um realismo persuasivo. Ao examinar obras ficcionais contemporâneas escritas por romancistas anteriormente maximalistas, reavaliamos os dez elementos de Ercolino a fim de identificar as razões pelas quais certos autores ultrapassaram os limites da sua definição. Ao fazê-lo, comparamos e contrastamos o “romance maximalista” de Ercolino com o “realismo histérico” de James Woods e o “romance da multiplicida-de da informação” de John Johnston. Usando o corpus de Jonathan Franzen e Zadie Smith como exemplos, este artigo especula sobre a forma futura do romance à medida que avança para o século XXI. A partir dessa interrogação literária, aplicamos essas conclusões à prática criativa digital envolvida no desenvolvimento do romance digital The Perfect Democracy(financiado pelo Australia Council for the Arts, 2021). Este trabalho de investigação pela prática toma como assunto toda a população da Austrália contemporânea. Os atos digitais de scrolling, hiperligação e os formatos de escrita digital codificados e personalizados permitem que o maximalismo do texto impresso seja navegado levemente. A literatura eletrónica, portanto, permite que as ambições do romance maximalista estendam o romance tentacular em novas direções
CORPOS-MEDIA: Matérias e Imaginários
The notion of media-bodies is proposed in this issue as a test, a gesture that congregates potentialities and an operative term that is being studied and experimented with in various realms of practice and thought, with a specific focus on frontier, complex and problematic bodies. Not just those deemed monstruous, but also the prosthetic, non-normative, hybrid bodies, the ones that tread thefrontiers, marking out the limits of the human and of experience: fragmented and unifying of materialities. The category of an essentially medial body is therefore assumed; one that renders its own methodologies of embodiment and revelation epistemologically operative and makes it possible to give form to and imagine further and other bodies.In today’s technoscientific experiments, it seems urgent to return to the subject of the bodies, their crossings, their languages and edits, in order to understand, first and foremost, that what is at play there is a tension and a power that are revelatory of the social, cultural and political circumstances: indeed, various inscriptions, mediations and utopias exist as a force at play within the bodies.This edition brings together several essays that articulate hybrid methodologies that try to understand which media-bodies are being projected and what materials and imaginaries they claim.A noção de corpos-media é proposta nesta edição enquanto teste, como um gesto que congrega potencialidades e como um termo operativo que está a ser tratado e experimentado em vários domínios do fazer e do pensar, nos quais se consideram em específico os corpos limítrofes, complexos, não apenas aqueles tidos como monstruosos, mas também aqueles protésicos, não-normativos, híbridos que circulam justamente nas fronteiras e que, por isso mesmo, vão circunscrevendo os limites do humano e das experiências: fragmentados e aglutinadores das materialidades. Assume-se assim a categoria de um corpo essencialmente medial, epistemologicamente operativo das suas próprias metodologias de corporização e revelação, e que permite figurar e imaginar mais eoutros corpos. No decorrer das experiências tecnocientíficas atuais parece urgente retomar a questão dos corpos, dos seus atra-vessamentos, das suas linguagens e edições para sobretudo entender que aqui se joga uma tensão e uma potência reveladora das circunstâncias sociais, culturais e políticas: pois nos corpos jogam-se como força várias inscrições, mediações e utopias.Nesta edição reúnem-se vários ensaios articuladores de metodologias híbridas que tentam perceber que corpos-media estão a ser projetados e que matérias e imaginários são reclamados
As edições primitivas da Bíblia Almeida como patrimônio da língua portuguesa: do processo inquisitorial à sua revitalização digital
The first translation of the Bible into Portuguese appeared in the 17th century, and was made by João Ferreira de Almeida, a preacher of the Dutch Reformed Church in Batavia (in modern-day Jakarta, Indonesia). In addition to being a Bible translator, Almeida also wrote works of religious controversy. For this reason, he was supposedly condemned in effigy by the Goa Inquisition. The purpose of this text will be to understand the relationship of this presumed inquisitorial condemnation with the history of the Almeida Bible, in its handwritten and printed phases. In addition, a project will be presented for the digital revitalization of its primitive editions.A primeira tradução da Bíblia em português foi produzida no século XVII por iniciativa de João Ferreira de Almeida, ministro pregador da Igreja Reformada Holandesa em Batávia (atual Jacarta, Indonésia). Além de tradutor, Almeida se notabilizou também como autor de certa literatura de polêmica religiosa, razão pela qual teria sido condenado em efígie pela Inquisição de Goa. Isto posto, o objetivo deste artigo será o de problematizar a relação dessa presumível condenação inquisitorial com a trajetória manuscrita e impressa da Bíblia Almeida, em especial tendo em vista o projeto ora em curso para revitalização do valor patrimonial de suas edições primitivas
SÁ, André Corrêa de. 2023. Ecofagias I. Portugal. Lisboa: Gradiva Publicações, 335 pp. ISBN 978-989-785-2350.
Para uma abordagem multi- e interdisciplinar à zooantropologia histórica: primeiras reflexões a partir do Projecto FALCO
Bibliographical References
ABEELE, Baudouin van den – “Themes and developments of Falconry depictions in [the] Medieval and Early Modern Iconography of Western Europe (12th–16th centuries) – first results gained from the FalconICON database”. In GRIMM, O., et al. (ed.) – Raptor on the Fist: Falconry, its Imagery and similar Motifs throughout the Milennia on a Global Scale. Kiel: Wachholtz, 2020, pp. 685-714.
CORREIA, Joaquim Manuel da Silva; GUEDES, Natália Brito Correia – O paço real de Salvaterra de Magos: A corte, a ópera, a falcoaria. Lisboa: Livros Horizonte, 2018.
MORENO-GARCÍA, Marta, et al. (ed.) – “A osteoteca: uma ferramenta de trabalho”. Trabalhos de Arqueologia 29 (2003 - Paleoecologia humana e Arqueociências. Um programa multidisciplinar para a Arqueologia sob a tutela da Cultura), pp. 235-261.
MORENO-GARCÍA, Marta; PIMENTA, Carlos Manuel – “Ossos no lixo: o contributo arqueozoológico para o estudo da alimentação na Mértola islâmica”. In GÓMEZ MARTÍNEZ, Susana (ed.) – Memórias dos sabores mediterrânicos. Mértola: Campo Arqueológico de Mértola, 2012, pp. 159-181.
NEVES, Carlos M. L. Baeta (ed.) – História florestal, aquícola e cinegética: colectânea de documentos existentes no Arquivo Nacional da Torre do Tombo: Chancelarias reais, 6 vols. Lisboa: Ministério da Agricultura, Comércio e Pescas, 1980-1993.
SILVA, André F. O. – “Alveitares e alveitaria no Portugal medieval”. Asclepio. Revista de Historia de la Medicina y de la Ciencia 74, 2022, pp. 1-12.Referências bibliográficas
ABEELE, Baudouin van den – “Themes and developments of Falconry depictions in [the] Medieval and Early Modern Iconography of Western Europe (12th–16th centuries) – first results gained from the FalconICON database”. In GRIMM, O., et al. (ed.) – Raptor on the Fist: Falconry, its Imagery and similar Motifs throughout the Milennia on a Global Scale. Kiel: Wachholtz, 2020, pp. 685-714.
CORREIA, Joaquim Manuel da Silva; GUEDES, Natália Brito Correia – O paço real de Salvaterra de Magos: A corte, a ópera, a falcoaria. Lisboa: Livros Horizonte, 2018.
MORENO-GARCÍA, Marta, et al. (ed.) – “A osteoteca: uma ferramenta de trabalho”. Trabalhos de Arqueologia 29 (2003 - Paleoecologia humana e Arqueociências. Um programa multidisciplinar para a Arqueologia sob a tutela da Cultura), pp. 235-261.
MORENO-GARCÍA, Marta; PIMENTA, Carlos Manuel – “Ossos no lixo: o contributo arqueozoológico para o estudo da alimentação na Mértola islâmica”. In GÓMEZ MARTÍNEZ, Susana (ed.) – Memórias dos sabores mediterrânicos. Mértola: Campo Arqueológico de Mértola, 2012, pp. 159-181.
NEVES, Carlos M. L. Baeta (ed.) – História florestal, aquícola e cinegética: colectânea de documentos existentes no Arquivo Nacional da Torre do Tombo: Chancelarias reais, 6 vols. Lisboa: Ministério da Agricultura, Comércio e Pescas, 1980-1993.
SILVA, André F. O. – “Alveitares e alveitaria no Portugal medieval”. Asclepio. Revista de Historia de la Medicina y de la Ciencia 74, 2022, pp. 1-12
A Cor da História
Faz-se memória nesta Medievalista da Ana Cristina Lemos, outra jovem investigadora do Instituto de Estudos Medievais precocemente desaparecida. Especialista no estudo das iluminuras e pioneira nas pesquisas sobre a cor, a ela se ficou a dever a análise do Livro de Horas de D. Duarte, e, sobretudo, a descoberta e a valorização da colecção de Livros de Horas do Palácio de Mafra. Tal como recordam os textos adiante publicados, que lhe prestam uma última e comovida homenagem, a Ana Lemos era mais que uma investigadora competente. Não só era uma professora atenta à formação integral dos seus alunos, como uma cidadã empenhada, com uma vida de militância pelas causas cívicas, artísticas e culturais. De uma forma que lhe era própria, fazia assim justiça à velha lição de Marc Bloch, que aconselhava os aprendizes de historiador a viverem a vida do seu tempo para poderem compreender e decifrar os restos que ficaram das vidas do passado. Tanto por fazer história, como por fazer que esta acontecesse todos os dias, era quase inevitável que a Ana Lemos deixasse uma impressão viva nas vidas e nas memórias dos seus colegas, amigos e professores. Como fazem as cores de que ela tanto gostava. 
Belvoir, study of the interior castle: construction site and spatial organization
The architectural study of the inner castle of Belvoir revealed a construction site that was built from the outer wall. The stones used came from local quarries. Although only the ground floor of the fortification remains, it is possible to reconstruct part of the first floor and more specifically the location of the chapel. The castle was built quickly and several retouches are clearly visible, showing an evolving architectural project. Two elements have been identified on the ground floor: the small cistern dug in the inner courtyard, connected to the large cistern in the outer enclosure, and the room reserved for the ovens, kitchen or sugar refinery.
Bibliographical references
BAUD, Anne; D’AGOSTINO, Laurent– “Le château de Belvoir (Galilée): l’utilisation des agrafes en métal dans la maçonnerie au XIIIe siècle”. In BAUD, Anne; CHARPENTIER, Gérard (dir.) – Chantier et matériaux de construction en Orient et en Occident: actes du colloque tenu au château de Guédelon, 23-25 septembre 2015. Lyon: MOM éditions, 2020, pp. 111-127.
ELLENBLUM, Ronnie – Twelfth-Century Buildings in Palestine: A Study ot the Crusader’s Methods of Construction. Jerusalem: The Hebrew University of Jérusalem, 1986. Master thesis.
EYDOUX, Henri-Paul – Les châteaux du soleil, Forteresses et guerres des Croisées. Paris: Librairie académique Perrin, 1982.
MESQUI, Jean – Châteaux d’Orient. Liban. Syrie. Paris: Hazan, 2001.
PRINGLE, Denys – “Some Approaches to the Study of Crusader Masonry Mark in Palestine”. Levant 13 (1981), pp. 173-199.
STEM, Eliezer – “La commanderie de l'Ordre des Hospitaliers à Acre”. Bulletin Monumental 164 (2006): L'architecture en Terre Sainte au temps de Saint Louis, pp. 53-60.O estudo arquitectónico do castelo interior de Belvoir revelou uma construção a partir da muralha externa. As pedras utilizadas provieram de pedreiras locais. Embora só se conserve o piso térreo da fortaleza, é possível reconstruir parte do primeiro andar e, mais especificamente, a localização da capela. O castelo foi construído rapidamente e são bem perceptíveis alguns retoques, expondo um projecto arquitetónico em permanente evolução. Foram identificados dois elementos no piso térreo: a pequena cisterna escavada no pátio interior, ligada à grande cisterna do recinto exterior, e a sala reservada aos fornos da cozinha ou da refinaria de açúcar.
Referências bibliográficas
BAUD, Anne; D’AGOSTINO, Laurent– “Le château de Belvoir (Galilée): l’utilisation des agrafes en métal dans la maçonnerie au XIIIe siècle”. In BAUD, Anne; CHARPENTIER, Gérard (dir.) – Chantier et matériaux de construction en Orient et en Occident: actes du colloque tenu au château de Guédelon, 23-25 septembre 2015. Lyon: MOM éditions, 2020, pp. 111-127.
ELLENBLUM, Ronnie – Twelfth-Century Buildings in Palestine: A Study ot the Crusader’s Methods of Construction. Jerusalem: The Hebrew University of Jérusalem, 1986. Master thesis.
EYDOUX, Henri-Paul – Les châteaux du soleil, Forteresses et guerres des Croisées. Paris: Librairie académique Perrin, 1982.
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