Inquietude (Journal)
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    Psicanálise e mito: Uma transmissão sobre o real

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    The theme of this article aims to discuss the use of references to myths in psychoanalysis by exploring two paths: 1) The role of myth in Freud’s work; 2) The presentation of two Lacanian axioms about myth, found in Seminar 17 – the other side of psychoanalysis. Freud’s allusion to myths was a way of transmitting his theory, developed from a nascent clinical practice. Lacan, at the end of his teaching, used myth to articulate the theme of truth, positioning it as a fictional structure that cannot be entirely expressed, given that it is not-all. In this sense, we can conclude Freud’s use of myth sought to convey a guiding message for the psychoanalytic field, while at the same time, as Lacan indicates, revealing its inapprehensible and real character. It is a way of speaking about the constitution of the subject, their sexuality, and their origin, even though it cannot be fully named.A temática deste artigo busca discutir o uso da referência aos mitos na psicanálise percorrendo, para tanto, dois caminhos: 1) O lugar do mito na obra freudiana; 2) Apresentação de dois axiomas lacanianos sobre o mito, presentes no Seminário 17 – o avesso da psicanálise. A alusão aos mitos por parte de Freud foi um modo de transmissão de sua teoria construída a partir de uma clínica em nascimento. Já Lacan, ao final do ensino, serviu-se do mito para articular o tema da verdade, situando-a como uma estrutura de ficção na qual não é possível dizer inteiramente, tendo em vista que ela é não-toda. Nesse sentido, podemos concluir que o uso do mito por Freud visava assim transmitir uma mensagem – norteadora para o campo psicanalítico – mas que ao mesmo tempo, como nos indica Lacan, revela seu caráter inapreensível, real. É um modo de dizer sobre a constituição do sujeito, sobre sua sexualidade, sobre sua origem, ainda que não se consiga nomear totalmente

    A memória no ponto de relação entre sujeito e forma

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    Our objective here is to investigate the concept of memory at the point of relation between subject and form through a reflective path starting within the context of Berkeley-Locke-Kant’s theory of knowledge and entering to dialogue with traits of Lacan’s psychoanalysis, Krishnamurti’s psychology, education for autistic people by Deligny and transhumanism explained by Flusser. The methodology starts from a historical philosophical basis and develops into autonomous approaches to the issue. If considerations about the perception of form traditionally lead to the conclusion that this is the result of repetition, its limits and meanings, that is, “memory”, and that the process of intention and fixing the form, whether of the subject or of any other figure of knowledge, is established by thought, one can predict that a certain reverence for form would express a spiritual rigidity that would be said analogous to an anti-philosophy in the sense of an anti-doubt. Doubt, as a refusal of established thought, secures philosophy as the very being that, although it forges and originates thought and, consequently, memory, is transcendent to it. So, it remains for philosophy to avoid the rigidification of memory by having to deal with the paradox of dealing with it.Nosso objetivo é investigar o conceito de memória no ponto de relação entre sujeito e forma através de um percurso reflexivo começando no escopo da teoria do conhecimento de Berkeley, Locke e Kant – no que convergem quanto à questão da ideia do conhecedor e do sujeito da razão –,  passando a dialogar com traços da psicanálise de Lacan, da psicologia de Krishnamurti, da educação para autistas de Deligny e do transumanismo explicado por Flusser. A metodologia parte de uma base filosófica histórica sobre o tema e se desenvolve em aproximações autônomas sobre a questão. Se tradicionalmente as considerações sobre a percepção da forma conduzem à conclusão de que esta é o resultado da repetição, seus limites e significados, ou seja, “memória”, e que o processo de intenção de domínio e fixação da forma, seja do sujeito ou de qualquer outra figura do conhecimento, é estabelecido pelo próprio pensamento, pode-se prever que uma certa reverência à forma expressaria uma rigidez espiritual que se diria análoga a uma antifilosofia no sentido de uma antidúvida. A dúvida, como recusa do pensamento estabelecido, assegura a filosofia como o próprio ser que, embora forje e origine o pensamento e, consequentemente memória, é transcendente a ele. Assim resta à filosofia se furtar ao enrijecimento da memória tendo de lidar com o paradoxo de se haver com ela

    Além da modernidade: Uma análise do pós-moderno na filosofia

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    oai:ojs2.revistainquietude.com.br:article/13This paper is about what we call “postmodern thinking” in Philosophy. For that, we highlight the philosophical perspective sent by some authors, due to the postmodern, moving towards the Cartesian concept of rationality, which helps us to situate the understanding of reason, in Modernity, and which is ‘rejected’ with the entry of the postmodern world. Following Descartes, with regard to the topic discussed here, the concept of modern reason is focused, as well as his understanding of the subject, precisely because of the understanding that modernity is distinguished – from other eras – by the relationship established between man and the reality that involves him. From this point onwards, the discussion takes place around the postmodern concept of rationality, considering the question of what would be the currently possible path for a reflection on human beings in their relationship with themselves, with others and with the world. In this direction, it is admitted to reflect on a philosophy that provides a solution to the problem of existence, and that does not conform to the understandings already known, insofar as it discusses the passage that the conception of rationality suffered from modernity to postmodernity.Este artigo trata daquilo que chamamos de “pensamento pós-moderno” na Filosofia. Para isso, evidenciamos a perspectiva filosófica, em face do pós-moderno, envidada por alguns autores, caminhando até o conceito de racionalidade cartesiano, que nos ajuda a situar o entendimento sobre a razão, na Modernidade, e que é ‘rejeitado’ com a entrada do mundo na pós-modernidade. Acompanhando Descartes, no que diz respeito ao tema aqui abordado, é focalizado o conceito de razão moderna, bem como sua compreensão de sujeito, justamente por entender que a modernidade se distingue – das demais épocas – pela relação estabelecida entre o homem e a realidade que o abraça. A partir desse ponto, trava-se a discussão em torno do conceito pós-moderno de racionalidade, levando em consideração a questão sobre qual seria o caminho atualmente possível para uma reflexão sobre o ser humano na relação consigo próprio, com o outro e com o mundo. Nesta direção, admite-se refletir sobre uma filosofia que proporcione uma solução para o problema da existência, e que não seja conforme as compreensões já conhecidas, na medida em que se discute a passagem que a concepção de racionalidade sofreu da modernidade para a pós-modernidade.

    Fake news e agência epistêmica na política da desinformação: Uma defesa da imprensa tradicional

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    In this paper, I will discuss how the fake news phenomenon, recurrent in a variety of contemporary political scenarios, presents itself as a symptom of a systematic breakdown of normative epistemic protocols of the information evaluation processes that undermines the rigor of criteria of judgment oriented towards factual truth. Therefore, we assume that the press, that is, the means of production and transmission of information historically established as good informants, has a privileged status of epistemic credibility with regard to reporting on factual truths and how, in the politics of disinformation, this status is not only neglected but, at times, undermined, creating a state of unhealthiness in the public opinion with harmful sociopolitical effects. Finally, I also comment on how the fleeting flow of information in the age of the internet and social networks creates a fertile environment for the defective and fragmented epistemic agency advanced by the fake news phenomenon.Neste trabalho, discutirei como o fenômeno fake news, recorrente numa diversidade de cenários políticos contemporâneos, se apresenta como sintoma de uma quebra sistemática de protocolos epistêmicos normativos dos processos de avaliação da informação que mina o rigor dos critérios de juízo orientados para a verdade factual. Com isso, assumimos que a imprensa, isto é, os meios de produção e transmissão de informação historicamente estabelecidos como bons informantes, goza de um status de credibilidade epistêmica privilegiado no que diz respeito a informar sobre verdades factuais e de como, na política da desinformação, esse status é não só negligenciado como, por vezes, prejudicado, promovendo um estado de insalubridade da opinião pública com efeitos sociopolíticos danosos. Por fim, também comento como o fugaz trânsito de informação na era da internet e das redes sociais configura ambiente fértil para a agência epistêmica defeituosa e pulverizada empreendida pelo fenômeno fake news

    Tutorial para leitores

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    Tutorial para leitore

    Interpretação a respeito da mulher na obra A gaia ciência de Friedrich Nietzsche

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    In this article, we analyze, through a selection of aphorisms from Friedrich Nietzsche\u27s work The gay science, how criticism of ideals can be valuable in contemplating gender relations, particularly concerning the concept of \u27woman.\u27 We aim to explore references used by the philosopher regarding women, the feminine, the artistic, the masculine, and the virtues attributed to women as deficiencies in men. Consequently, we will seek to demonstrate that, from Nietzsche\u27s perspective, everything traditionally prescribed for women, including the ideals of womanhood, stems from the construction of values perpetuated by male dominance. This offers an alternative interpretation of Nietzsche\u27s work that goes beyond the apparent criticism of women and aligns with contemporary feminism.Neste artigo, por meio de alguns aforismos da obra A gaia ciência, de Friedrich Nietzsche, analisamos como a crítica aos ideais pode ser válida para pensarmos as relações de gênero, especialmente no que diz respeito ao que é estipulado como “mulher”. Pretendemos explorar referências utilizadas pelo filósofo à mulher, ao feminino, ao artístico, ao masculino, às virtudes para as mulheres como carências dos homens. Consequentemente, buscaremos demonstrar que, da perspectiva de Nietzsche, tudo aquilo que foi determinado para as mulheres através da tradição, dos problemas a respeito da dicotomia entre homem e mulher e do ideal de mulher resulta de construções de valores efetuadas pela primazia masculina. Trata-se, portanto, de mais um olhar dirigido à obra de Nietzsche, que procura enxergar para além do aparente ataque do autor às mulheres e na direção do feminismo contemporâneo

    De Casearius ao Collegium: Contribuição espinosana para o ensino de filosofia

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    This article explores the meanings that the example of the young Johannes Casearius – perhaps the most known apprentice of the new sciences of the seventeenth-century philosopher Baruch Spinoza – may have for a reflection on the teaching of Philosophy in contemporary schools. The example, considered in comparison with Spinoza’s experience with the collegium, which gathered to read and study his texts, offers the possibility to meditate on the dimensions of time and space in the relations between master and apprentice in the field of Philosophy. We seek to show how Spinoza’s attitude towards his student, considered rebellious and unpleasant, as well as towards the collegium, can help us reflect on the way in which the Philosophy teacher, despite recognizing the imperfections of some students, can put more effort into promoting the cultivation, rather than the curtailment, of philosophical thinking.El artículo examina los significados que el ejemplo del joven Johannes Casearius – quizás el más conocido aprendiz de las nuevas ciencias del filósofo del siglo XVII Benito de Spinoza – tiene para una reflexión sobre la enseñanza de la Filosofía en las escuelas contemporáneas. El ejemplo, considerado en comparación con la experiencia de Spinoza en el collegium que se reunía para leer y estudiar sus textos, ofrece la posibilidad de meditar sobre las dimensiones de tiempo y espacio en las relaciones entre maestro y aprendiz en el campo de la Filosofía. Intentamos mostrar cómo la actitud de Spinoza hacia su alumno, rebelde y desagradable, así como hacia el collegium, contribuye a la reflexión sobre la forma en que el profesor de filosofía, a pesar del reconocimiento de las imperfecciones de algunos alumnos, puede hacer más para promover el cultivo, no la restricción del pensamiento filosófico.O artigo explora os significados que o exemplo do jovem Johannes Casearius – talvez o mais conhecido aprendiz das novas ciências do filósofo seiscentista Bento de Espinosa – pode ter para uma reflexão sobre o ensino de Filosofia na escola contemporânea. O exemplo, considerado em comparação com a experiência de Espinosa junto ao collegium que se reunia para ler e estudar seus textos, oferece a possibilidade de meditar sobre as dimensões do tempo e do espaço nas relações entre mestre e aprendiz na área de Filosofia. Procura-se mostrar como a postura de Espinosa diante de seu estudante, tido como rebelde e desagradável, bem como diante do collegium pode contribuir para refletirmos sobre a maneira pela qual o professor de Filosofia, não obstante o reconhecimento das imperfeições de alguns alunos, pode se empenhar mais em promover o cultivo, e não o cerceamento do pensar filosófico

    Examinando premissas ideológicas na semântica de Frege: Uma investigação de alguns padrões de pensamento uniformizado sobre o significado nas primícias da filosofia analítica

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    The present article starts from the assumption that the dominant faction of the authors of the first phase of analytic philosophy – influenced mainly by the work of Gottlob Frege – had a more or less delimited idea of what logic should be, and that this idea founded their own ideology, understood as a standardizing set of ideas about meaning and its scientific parameters. We argue that devising principles for truth-value assignment based on semantic parameters (for effectively selection of well-formed-formulas) has led to an ideological view that is in harmony with both empiricist-positivist dogma, as well as popular sociological perspectives about the conditions for mutual communication and understanding. These conditions are intended to parallel the standards for evidence and inference available in the natural sciences and the criteria for sociological standardization of shared assumptions for effective communicative exchange. In a short appendix we conclude the article by unfolding some perspectives for an alternative view of the concept of meaning, possible thanks to the flexibility of logical parameters (through non-classical logic and semantics) and the critique of the dogmas of the first phase of analytic philosophy (Quine).O presente artigo parte do pressuposto de que a facção dominante dos autores da primeira fase da filosofia analítica – influenciada principalmente pela obra de Gottlob Frege – tinha uma ideia mais ou menos delimitada do que deveria ser a lógica, e que essa ideia fundamentava sua própria ideologia, entendida como um conjunto normatizador de ideias sobre o significado e seus parâmetros científicos. Argumentamos que a elaboração de princípios para atribuição de valor de verdade com base em parâmetros semânticos (para seleção efetiva de well-formed-formulas) levou a uma visão ideológica que está em harmonia com o dogma empirista-positivista, bem como com as perspectivas sociológicas populares sobre as condições para a comunicação e compreensão coletiva. Essas condições pretendem ser paralelas aos padrões de evidência e inferência disponíveis nas ciências naturais e aos critérios de padronização sociológica de suposições compartilhadas para uma troca comunicativa efetiva. Em um breve apêndice concluímos o artigo desdobrando algumas perspectivas para uma visão alternativa do conceito de significado, possível graças à flexibilidade dos parâmetros lógicos (através da lógica e semântica não clássicas) e da crítica aos dogmas da primeira fase da filosofia analítica (Quine)

    Tutorial para autores

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    Educação e emancipação: Problemas, perspectivas e resistências

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    ADORNO, Theodor. Educação e emancipação. Transl. Wolfgang Leo Maar. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2023.ADORNO, Theodor. Educação e emancipação. Trad. Wolfgang Leo Maar. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2023

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