Revista da ABEM
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A MOTIVAÇÃO PARA APRENDER MÚSICA NO ENSINO SUPERIOR: REFLEXÕES A PARTIR DE UM CURSO DE LICENCIATURA EM MÚSICA
Este artigo tem como objetivo discutir sobre a motivação para aprender música no ensino superior a partir de dados colhidos em uma pesquisa realizada no curso de Licenciatura em Música da Universidade Estadual de Maringá. Para a realização do trabalho, foi utilizado como referência teórica a Teoria da Autodeterminação (TAD). A metodologia adotada foi um survey, abrangendo questões sobre a motivação dos alunos em relação ao conteúdo, professores, colegas e perspectivas de atuação futura. A partir dos resultados obtidos, foi possível concluir, de forma geral, que os alunos encontram-se autonomamente motivados em suas atividades do curso de Música, que, de acordo com a teoria, se relaciona com sentimentos internos e pessoais, envolvendo a experiência de liberdade de escolha. Observou-se uma diminuição na percepção da motivação ao comparar o início do curso e, atualmente, assim como no que diz respeito às dificuldades com conteúdo, professores e colegas. No que diz respeito à motivação para a futura atuação docente, observou-se a predominância na motivação intrínseca, tipo de motivação mais autodeterminado. A partir dessa pesquisa, foi possível levantar reflexões sobre a motivação dos alunos de um curso de Licenciatura em Música, possibilitando conhecer alguns aspectos dos padrões motivacionais dos alunos e oferecendo respaldo para potenciais intervenções que visem melhorar a motivação dos alunos no ensino superior
INTERAÇÕES MUSICAIS VIA WEBCONFERÊNCIA NO CURSO DE LICENCIATURA EM MÚSICA A DISTÂNCIA DA UNB
Este artigo apresenta os resultados de uma dissertação de mestrado que teve como tema as interações musicais via webconferência no curso de Licenciatura em Música a distância da Universidade de Brasília (UnB). A abordagem sistêmico-relacional da interação mediada por computador sob a ótica de Alex Primo (2003, 2008) foi utilizada como referencial teórico. A pesquisa consistiu em um estudo de caso, tendo como instrumentos de coleta de dados a entrevista semiestruturada, a observação participante e um questionário com questões abertas. Os resultados demonstraram que o planejamento docente é essencial e deve atender às especificidades de cada disciplina, o ambiente on-line e síncrono deve enfatizar o uso de recursos midiáticos, sendo também necessário um olhar pedagógico, musical e tecnológico por parte dos interagentes ao utilizar a webconferência. Espera-se que este estudo possa contribuir com a educação musical no sentido de trazer reflexões acerca das interações que ocorrem no ensino e na aprendizagem musical a distância.
APLICAÇÃO DO CONCEITO DE COMPETÊNCIAS À ATUAÇÃO DO PIANISTA DE CORO
Neste artigo é apresentada uma discussão sobre o conceito de competência e resultados de survey, originados da dissertação de mestrado de Friesen. Tendo como base teórica os autores Boterf, Perrenoud e Zarifian, prevê a aplicação do conceito em questão e da argumentação adentrada à atuação do pianista de coro. As competências de pianistas colaboradores de coros no Brasil foram extraídas de dados obtidos por meio de survey nacional e mensuradas em escala Likert. Verificou-se que é possível aplicar o conceito em questão à função do profissional em foco, a qual requer o domínio de diversas competências específicas. Como implicação da prática e do emprego de ações correlatas, existe a possibilidade de que informações levantadas venham a ser utilizadas na formação de pianistas colaboradores, especialmente para atuação com coros brasileiros, e não somente considerando uma orientação voltada a este mercado de trabalho específico
A EDUCAÇÃO MUSICAL NA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR (BNCC) - ENSINO MÉDIO: TEIAS DA POLÍTICA EDUCACIONAL CURRICULAR PÓS-GOLPE 2016 NO BRASIL
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), como documento nacional, é hoje um dos maiores objetos de discussão no campo da Educação, sendo elemento de muitos tensionamentos no Brasil. Analisamos os fundamentos pedagógicos da Base, bem com o a estrutura na qual foi construída. Pontuamos os marcos legais que embasam a BNCC do ensino médio, relacionando com a Lei nº 13.415/2017, que trata da Reforma do Ensino Médio. Apontamos as interações da Educação Musical com o currículo nacional a partir da Lei nº 13.278/2016, que torna obrigatório o ensino das linguagens artísticas (Artes Visuais, Dança, Música e Teatro) na educação básica. Apresentamos as ações das associações de Educação Musical brasileira, a Abem e o Fladem, enumerando as tentativas de diálogo para uma nova perspectiva de Base Nacional que atenda a área na defesa do espaço da música na escola. Tecendo algumas considerações, apontamos que a BNCC nega o acesso democrático aos diversos conhecimentos do campo da ciência, da cultura e da arte para boa parte da população brasileira. O documento articula-se com ditames dos organismos internacionais, com foco no desenvolvimento das competências, atendendo aos critérios do preparo para o mercado de trabalho, oposto ao mundo do trabalho. Ainda há, substancialmente, submissão à lógica das avaliações de larga escala que condicionam as escolas à preparação e elaboração de testes censitários. Por fim, entendemos o desprezo pelo componente de Música, no campo da Arte, assim como Filosofia e Sociologia, por estarem associadas diretamente a uma perspectiva ontológica e, portanto, reflexiva e investigativa sobre a sociedade que vivemos, o que pode perder espaços relevantes numa composição curricular enxuta e mais preocupada com a leitura, a escrita e as ciências gerais
PRODUÇÃO ACADÊMICA SOBRE MÚSICA E SURDEZ: O QUE REVELAM AS PUBLICAÇÕES BRASILEIRAS
No Brasil desde a década de 1980 que a temática sobre música e surdez vem sendo discutida no meio acadêmico, e cada vez mais tem despertado o interesse de pesquisadores de diversas áreas do conhecimento. Inserir a pessoa com perda auditiva nas possibilidades da educação musical, não se trata apenas de cumprir prerrogativas legais, mas principalmente empreender esforços para a compreensão de fenômenos mais complexos, viabilizando condições concretas de empatia. O presente artigo tem como objetivo apresentar as produções do conhecimento encontradas em língua portuguesa sobre música e surdez. Através de um extenso levantamento sistemático de literatura e seus desdobramentos que se encontram divididos em três tópicos. O primeiro tópico descreve a trajetória da pesquisa e por extensão os caminhos da metodologia empregada, o segundo tópico apresenta as produções do conhecimento encontradas e o terceiro tópico expõe as analises concernentes aos textos encontrados. As produções do conhecimento sobre a temática música e surdez, trazem uma enorme surpresa. Constatou-se que, a escassez de produções não se aplica ao ampliar o olhar para as várias dimensões das condições reais da existência humana.Este artigo integra parte de uma pesquisa em andamento pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de São Carlos, campus Sorocaba (PPGEd-So), linha de pesquisa educação especial, cujo objetivo é apresentar as produções do conhecimento sobre música e surdez. O percurso metodológico baseia-se na revisão sistemática de literatura (Costa; Couto, 2014). No Brasil, desde a década de 1980, a temática música e surdez vem sendo discutida no meio acadêmico e despertado o interesse dos pesquisadores. Inserir a pessoa com perda auditiva nas possibilidades da educação musical não é apenas cumprir prerrogativas legais, mas, principalmente, empreender esforços para compreender fenômenos mais complexos, viabilizando condições concretas de empatia. A temática faz parte do estudo de pesquisadores em várias áreas do conhecimento humano. Conclui-se que ampliar a discussão e considerar as partes de dada totalidade como conhecimentos válidos pode ajudar a elaborar intervenções efetivas que favoreçam a superação do senso-senso
PEQUENOS ENREDOS NAS ESCOLAS PARQUE DE BRASÍLIA: O QUE CONTAM AS CRIANÇAS SOBRE A AULA DE MÚSICA
Este artigo é o resultado de uma pesquisa de mestrado concluída que buscou compreender, por meio das narrativas, como as crianças dos anos iniciais veem as aulas de música nas Escolas Parque de Brasília. Baseado nos estudos da Sociologia da Infância de Manoel Sarmento, a pesquisa utiliza os conceitos da criança como ator social e culturas da infância. A metodologia empregada consiste no método (auto)biográfico cujas fontes são as narrativas infantis. Como instrumento de coleta de informações, optamos pelas Rodas de Conversa. Diante dos pequenos enredos construídos com as crianças colaboradoras da pesquisa, compreendemos com suas narrativas o tipo de escola e aula de música desejados: uma escola divertida, que acolhe, ensina musicalmente e constrói valores para a vida. As narrativas infantis escutadas poderão gerar um novo modo de ouvir histórias produzidas no espaço escolar com crianças e com músicas. Isso possibilita que ideias, proposições e, quem sabe, conceitos e princípios possam emergir conhecimentos gerados a partir das narrativas infantis
Múltiplas sonoridades com a infância – uma experiência cartográfica
Este artigo resulta de uma investigação que parte da constatação da quase inexistênciade ações mediadoras com crianças em museus na área da música, pois a prioridadeainda é das artes visuais. Outro problema é a pouca valorização dos aspectos sensíveiscom foco na transversalidade e na experiência sonora no desenvolvimento infantil.As questões centraram-se nas seguintes perguntas: experiências sonoras, tendo oviés cartográfico e a transversalidade como aportes metodológicos, podem contribuirpara os processos sensíveis das crianças? Quais pistas podemos destacar nesseprocesso? O objetivo da pesquisa foi desenvolver e refletir sobre ações de mediação/interlocução a partir das sonoridades, buscando a transversalidade como potênciade ação sensível com crianças de 4 e 5 anos de idade. A experiência ocorreu numainstituição de educação infantil e num museu. Apontamos como resultados pistascartográficas, tendo convicção de que as experiências contribuem para a ampliaçãoda escuta, da observação e da sensibilização sonora. PALAVRAS-CHAVE: práticas educativas; cartografia; sonoridades