Revista da ABEM
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    660 research outputs found

    Qualidades acústicas da sala de aula para ensino coletivo de música: uso do programa I-Simpa

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    O Ensino Coletivo de Instrumentos Musicais vem se expandindo nos últimos anos no Brasil. Apesar disso, nem sempre a sala de aula possui as qualidades acústicas necessárias para o ensino musical, o que prejudica o ensino de música. O objetivo deste trabalho é utilizar um programa de simulação acústica para comparar as propriedades acústicas de diferentes ambientes. A abordagem da pesquisa foi qualitativa do tipo exploratória. Foram realizadas duas simulações utilizando o programa I-SIMPA para calcular: o Tempo de Reverberação; a intensidade sonora durante as aulas; o nível de equilíbrio sonoro entre os alunos. A simulação I demonstrou a importância do tratamento acústico para obter o Tempo de Reverberação ideal e permitir o equilíbrio entre a sonoridade dos alunos. Essas qualidades acústicas favorecem a percepção auditiva do aluno, podendo facilitar o aprendizado musical. A simulação II evidenciou a necessidade de salas amplas, com pelo menos 26 m³ por aluno, para reduzir a massa sonora em sala de aula e garantir a saúde auditiva do professor e alunos. O software I-SIMPA é uma ferramenta útil para a compreensão das qualidades acústicas da sala de música

    “Brinquedorias” no rádio

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    A partir do estudo da produção musical e artística do Movimiento de la Canción Infantil Latinoamericana y Caribeña (MoCILyC), realizado em meu Doutorado (RAMOS, 2018a), continuo a investigação, analisando concepções de infância e criança presentes nas atividades radiofônicas produzidas por integrantes do Comitê Permanente deste Movimento. Uma das questões orientadoras deste breve estudo é: o que é fazer rádio para crianças? Fundamentada em aportes da Sociologia da Infância, da Filosofia e da Educação, analiso princípios filosóficos e conceituais para a produção do programa Serelepe: uma pitada de música infantil transmitido pela Rádio UFMG Educativa. Este programa integrou o projeto de Extensão da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (EBA/UFMG), Serelepe: Brinquedorias Sonoras e Cênicas. O projeto focalizou a pesquisa e a invenção de brincadeiras. Mediante tal ênfase, verifico como as brincadeiras ocorrem no programa de rádio Serelepe. Dentre os resultados obtidos, infiro que a brincadeira, no Brinquedorias, é articulada de forma coerente com seus pressupostos conceituais em ambas as instâncias do projeto. Referente à atividade radiofônica, percebi que a brincadeira está presente nas canções com letras instigantes e ritmos que se vinculam ao conteúdo, nos diálogos cômicos e na entonação das vozes dos(as) apresentadores(as) e personagens criados em situações fantasiosas, ou seja, na dramaturgia pensada para o rádio, que podem aguçar a curiosidade e imaginação das crianças. O conceito de infância e correlatos se coaduna a dos teóricos consultados, que respeitam a sensibilidade e inteligência da criança, reconhecida como sujeito de direitos inserido em distintos contextos sociais.

    Formar-se e ser formador: rotas formativas musicais de religiosos no contexto católico brasileiro

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    Este artigo refere-se a uma parte da tese de doutorado (Xxxx, 2019) cujo objetivo foi compreender as rotas formativas de religiosos católicos, colaborando para o entendimento de processos de formação musical ocorridos, na Igreja Católica brasileira, após o Concílio Vaticano II (1962-1965). O foco da pesquisa dirigiu-se para o formar-se e o formar outros tendo como participantes quatro religiosos. O estudo enquadra-se na área de sociologia da educação musical com apoio teórico da Sociologia da vida cotidiana (Pais, 1993, 2003). Para conduzir esta pesquisa, optou-se por uma abordagem qualitativa, utilizando o estudo de caso coletivo (Stake, 1999), no qual, através de entrevistas, o caso instrumental (Stake, 1999) em que cada religioso se configurou contribuiu para a compreensão da formação musical. A formação musical neste contexto pode ser compreendida como significante de uma prática pedagógica não “formalizada”, porém plena de escolhas pedagógicas e apresentando certa sistematização

    Expediente

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    Música na Educação Profissional e Tecnológica: diferentes possibilidades formativas

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    Esta pesquisa trata da Educação Profissional e Tecnológica e teve como objetivo compreender como as formas de inserir a música no Instituto Federal de Santa Catarina campus Florianópolis (IFSC-Florianópolis) se relacionam com a proposta de educação profissional e tecnológica dessa instituição. A base teórica foi construída a partir de três eixos: princípios da Educação Profissional e Tecnológica, música como trabalho, música como prática. Adotando uma abordagem qualitativa, a pesquisa constituiu-se como um estudo de caso. Os dados foram coletados por meio de análise documental, entrevistas semiestruturadas e observações. A análise indicou que a música é inserida no IFSC-Florianópolis por meio de práticas educativo-musicais que buscam contribuir para a formação integral, a formação musical inicial e a iniciação profissional dos praticantes na área de música. A música, portanto, tem muitos potenciais formativos e pode ser inserida de diferentes formas no contexto de EPT. O que vai determinar a forma dessa inserção são as intenções e concepções dos sujeitos com ela envolvidos

    Formação de professores de música: contribuições a partir de uma pesquisa sobre o contexto argentino

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    Este artigo apresenta dados e análises de uma pesquisa que buscou compreender concepções e modelos de formação de professores de música na Argentina. Esta pesquisa fundamentou-se nos paradigmas de formação docente, nos modelos de formação de professores de música e no conceito de habitus conservatorial. Foram realizados três grupos focais com alunos e 18 entrevistas com professores de uma universidade, uma escola de música popular e um conservatório de música na Argentina, além de consultas a documentos oficiais e projetos pedagógicos daquele país. Dentre outros aspectos, verificou-se a coexistência de um modelo que foca na formação do músico e outro que foi designado “quarto modelo” ou “modelo de formação do professor de música”, pois busca o equilíbrio entre conteúdos pedagógicos e conteúdos musicais. Os resultados desta pesquisa podem contribuir para discussões sobre a formação de professores de música, especialmente na América Latina, incluindo o Brasil

    A Espiritualidade na Educação Musical e o Processo de Aprendizagem: uma Revisão Integrativa

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    A pesquisa científica da espiritualidade na área da música é relativamente recente e ainda pouco explorada no que se refere à sua relação com o processo de aprendizagem. Este trabalho teve como objetivo fazer uma revisão integrativa da literatura, buscando estudos que investiguem a influência da espiritualidade no processo de aprendizagem musical, em nove bases de dados. A revisão seguiu as diretrizes do protocolo PRISMA e foi complementada pelo modelo SPIDER. Na primeira etapa foram selecionados 25 artigos considerados relevantes e na etapa seguinte, 11 artigos incluídos para análise. Os resultados indicaram que a espiritualidade no processo de aprendizagem musical promove o bem-estar e incentiva a conectividade entre os alunos e professores, além de favorecer a criatividade e o desenvolvimento de habilidades e estratégias de aprendizagem musical. A principal contribuição do trabalho revela que não são as técnicas que promovem a espiritualidade, mas o estado de fluxo que ocorre no processo

    Resenha: DELALANDE, François. A música é um jogo de criança. Trad. Alessandra Cintra. São Paulo: Peirópolis, 2019. 240

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    Na obra "A música é um jogo de criança" François Delalande suscita reflexões quanto a concepções de música e suas influências no universo da criança. Compreendendo a música enquanto jogo – que é realizado de forma natural e espontânea na infância - o autor aponta para a necessidade de um despertar antes de ensinar. A pedagogia do despertar propõe que o educador musical esteja aberto a sonoridades diversas, incentivando a criatividade presente na criança e respeitando sua relação com a pesquisa e criação sonora. A leitura instigante do livro oferece uma imersão e provocação à prática do ensino musical muitas vezes engessado a fim de aperfeiçoá-la ao repensar e reestabelecer vínculos entre a criança e a música

    Resenha: ROCHA, Inês de Almeida; IGAYARA-SOUZA, Susana Cecília; MONTI, Ednardo Monteiro Gonzaga do (org.). Sons de outrora em reflexões atuais: história da educação e música. Curitiba: CRV, 2020. 272 p.

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    Este é um livro que tem como foco a história da educação musical ereúne pesquisas desenvolvidas no Brasil, Portugal e Espanha. Possui doisprefácios, um escrito por Libânia Xavier e outro, por Joaquim Pintassilgo.Foi organizado por Inês de Almeida Rocha, Susana Cecília Igayara-Souza eEdnardo Monteiro Gonzaga do Monti, professores líderes de grupos de pes-quisa e que vêm desenvolvendo trabalhos sobre música, história e educação.É composto por 11 capítulos, envolvendo estudos de doutorado concluídos

    Historicizando o conceito de gênero: da antropologia feminista à educação musical

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    Este artigo procura trazer para a área de educação musical uma abordagem histórica do conceito de gênero, ao longo do século XX, da perspectiva antropológica e feminista. Referendando o caráter multidisciplinar na configuração epistemológica da área da educação musical, descreve contribuições conceituais e teóricas relevantes, na trajetória de elaboração do conceito de gênero enquanto categoria útil de análise social. Parte do fator biológico, objetivando apontar alguns dos determinismos que mantiveram a desigualdade de gênero na estrutura social. Objetiva também tornar acessível uma fundamentação teórica problematizada, para pesquisas na educação musical, situando-a, brevemente, na emergente produção decolonial na área. Pretende estimular licenciandas/os e professoras/es de música já atuando, no meio rural e urbano, bem como nas graduações e pós-graduações de nossas universidades, a se apoiar teoricamente no enfrentamento de questões de gênero que transversalizam práticas músico pedagógicas. Conclui que o conceito de agência pode favorecer práticas de educação musical que oportunizem tempos-espaços emancipatórios, em favor da igualdade dos papéis sociais de gênero.Palavras-chave: Gênero, Educação Musical, Antropologia Feminista

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