Revista da ABEM
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    660 research outputs found

    Ensinar e aprender música na cultura digital: crenças e concepções de estudantes de um curso de licenciatura em música

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    Este artigo apresenta parte dos resultados de uma tese concluída (Colabardini, 2021), que teve como objetivo identificar, analisar e compreender como se dá a utilização de recursos tecnológicos digitais em um curso de licenciatura em música, discutindo a formação discente para e pelas tecno-logias. Foi de interesse da referida pesquisa ainda compreender como os discentes, que cursam as etapas finais de suas graduações, enxergam as possibilidades de aprendizagem na web e como esses conhecimentos são articulados com a formação no curso em questão. Foi seguida uma abordagem qualitativa, descritiva e analítica. Em relação a coleta de dados, foram utilizados os instrumentos questionário e entrevista semiestruturada. Os resultados trouxeram informações significativas sobre as relações estabelecidas entre os estudantes e as TDIC, dentro e fora do ambiente universitário, sendo possível constatar um grande impacto das tecnologias digitais no processo de formação dos sujeitos investigados.Palavras-chave: Cultura digital. Tecnologias digitais. Formação de professores

    Aspectos emocionais no ensino musical na primeira infância: contribuições da neurociência

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    Este artigo apresenta uma pesquisa sobre a relação entre as emoções e o ensino musical, em especial na primeira infância. Tendo como base teórica as contribuições da neurociência para a área educacional, buscou-se compreender as emoções como processo neurológico, com o objetivo de aprimorar estratégias de ensino musical. Alguns aspectos relacionados a emoções, como a memória afetiva, a curiosidade e a dinâmica de ensino, se destacaram como fatores potencializadores do processo pedagógico. Outro ponto fundamental abordado pela pesquisa diz respeito a interpretações equivocadas de fatos neurológicos, dando origem a informações falsas que são amplamente difundidas: os "neuromitos\u27\u27. Ao serem assimilados por pais e profissionais de educação, os neuromitos podem ser extremamente prejudiciais para o desenvolvimento da criança. A compreensão da relação entre emoções e o processo de aprendizagem é de grande valia para professores, especialmente na educação musical. No entanto, é preciso atenção para que as conclusões não sejam precipitadas e acabem por ter um efeito negativo para o processo pedagógico

    Educação musical em ensaios on-line: desafios e experiências de “coros virtuais” em tempos de pandemia

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    Neste artigo, discorremos sobre desafios e experiências da prática coral, analisando os processos de ensino e aprendizagem nos chamados “coros virtuais”, isto é, grupos que realizam sua prática músico-vocal através das tecnologias de informação e comunicação (TICs). Esse formato coral a distância, que se estabeleceu durante a pandemia, foi observado em ensaios de coros com distintos perfis e em eventos on-line voltados à formação de regentes, abrangendo discussões em grupos e em redes sociais, dentre outros recursos digitais e internéticos que já são fontes geradoras de conhe-cimento e troca de experiências características da atual conjuntura. Em uma pesquisa qualitativa, pautada na observação participante, conectamos os fatos apresentados com estudos embasados em referenciais teóricos da área de psicologia; analisamos as estratégias de ensino musical desenvolvidas pelos regentes (enquanto educadores) e os processos de aprendizagem dos coralistas (enquanto alu-nos) à luz dos conceitos de motivação, autoeficácia e autorregulação. Como complemento, para que pudéssemos ter dados quantitativos esclarecedores acerca dos fatos que ainda estamos vivenciando, analisamos as respostas de um survey realizado por regentes brasileiros, com a participação de cora-listas – o que se caracteriza como pesquisa social. Assim, procuramos trazer reflexões atuais à área de educação musical e propor caminhos para a atuação de regentes-educadores, por meio dessa nova forma de se fazer e de se pensar o canto coral.Palavras-chave: Coro virtual. Ensino e aprendizagem coral. Regente-educador

    Um ensaio sobre a musicobiografização como uma vertente para a pesquisa (auto)biográfica em educação musical

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    Este artigo, de caráter teórico, circunscrito à educação musical e pesquisa (auto)biográfica, trata do conceito de musicobiografização que venho construindo com as pesquisas realizadas no campo da educação musical no Brasil. Ao longo das reflexões busquei argumentar, justamente, sobrea necessidade de se assumir a musicobiografização como um acontecimento apropriador automedial para propiciar ao campo da educação musical um modo de contribuir com a formação dos sujeitos que se relacionam com a música. Com exemplos práticos advindos de pesquisas busquei compreender a automedialidade como uma refiguração do acontecimento apropriador, que, nos proferimentos performativos explícitos, no ato de fazer narrativas de si mediado pela música, é onde reside a ação.Por ser um artigo de caráter teórico ensaístico, a discussão aqui não se configura como um pensamento sistematizado, mas, uma vez localizado no movimento (auto)biográfico empreendido dentro do campo da educação musical por cerca de duas décadas, a proposta consistiu em discutir e aprofundarminha intenção em contribuir com a noção de musicobiografização para as dimensões epistemológicas e metodológicas que apontam potencialidades e desafios para a pesquisa (auto)biográfica em educação musical

    Fundamentos da semiótica da canção aplicados à musicalização de adultos

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    Este estudo tem por objetivo investigar possíveis contribuições da Semiótica da Canção – em especial as proposições de seu criador, o linguista Luiz Tatit – à educação musical de adultos. A partir de uma delimitação do objeto “canção popular”, o estudo avança para questões relativas à concomitância entre “canto” e “fala” no interior das canções. Chega, assim, aos modos de integração entre a melodia e a letra da canção, foco principal da teoria semiótica, dos quais extrai questões relativas às alterações de andamento e sua participação na construção de sentido. Ainda nessa mesma senda, o texto reflete sobre a sobreposição das oscilações do canto/fala à regularidade pulsante de ostinatos percussivo/corporais. Com isto, fundamentam-se, a partir de uma teoria especialmente criada para o estudo da canção, algumas proposições práticas para a sala de aula

    Da casa de taipa à colação de grau: interlocuções entre o perfil do estudante concluinte de licenciatura em música, as sociabilidades e o capital cultural

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    Este ensaio trata de refletir sobre o perfil do formando em Música na UERN a partir dos relatórios provenientes dos questionários dos estudantes que são preenchidos quando os alunos prestaram o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes, ENADE. Utilizamos os dados socioeconômicos dos exames realizados em 2011, 2014 e 2017. Para interpretação desses dados, recorremos à literatura que versa sobre sociabilidade (SIMMEL, 1993; 2016), a articulação entre o capital cultural e a educação (BOURDIEU, 2004; 2005; 2015), e à literatura que foca nas diversidades que ocorrem na condição sociofamiliar de uma mesma classe social e que dialoga com o desenvolvimento escolar (LAHIRE, 1997). Como resultado, percebemos que há um avanço na expansão do ensino superior nas classes populares dado que, em sua grande maioria, o estudante de Música é proveniente de famílias com baixa renda e escolaridade. Estudar Música torna-se possibilidade de ascensão no sentido do nível escolar da família. O capital cultural familiar não é uma condição sine qua non para que os alunos cheguem ao final do curso. Nesse sentido, propomos que são acionados dispositivos familiares e das sociabilidades (LAHIRE, 1997) como mecanismo de superação das dificuldades econômicas e culturais/musicais que dão suporte para que os alunos cheguem ao final do curso. Os amigos músicos e os familiares são responsáveis pela indicação de empregos, que na Música acontece antes de entrarem na graduação ou durante o curso, além de apoio moral, afetivo, e no compartilhamento de conhecimentos musicais para a superação das dificuldades encontradas durante o curso

    As questões da música na cantoria: o mito sobre o dom

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    Este artigo tem como objetivo discutir algumas questões relacionadas à música no âmbito da cantoria repentista. Para isso, serão tomados como bases conceituais as teorias de Capital Cultural e Capital Artístico de Pierre Bourdieu, e a perspectiva de talento musical apresentada nos estudos de Schroeder (2004; 2005). Para a análise foram considerados dois trechos de três entrevistas com cantadores da cidade de Juazeiro do Norte-CE, realizadas no ano de 2018. A análise nos permitiu perceber que o discurso acerca do processo de aprendizagem poético-musical, bem como do “sucesso” profissional do poeta repentista, pautava sobre a perspectiva do “dom”, encobrindo um processo mais amplo de aprendizagem musical. Com esse trabalho, esperamos levantar novos questionamentos acerca do desenvolvimento das aquisições musicais, atentando ao fato de que a aprendizagem não se restringe aos dotados de dom e/ou talento “sobrenatural”

    Música, seu ensino e suas coisas: caminhos teórico-metodológicos para estudos sobre música, tecnologia e educação

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    O presente artigo tem como objetivo apresentar um caminho teórico-metodológico para o estudo da relação entre música, tecnologia e educação. Esse caminho tem como fundamento principal a teoria ator-rede (Latour, 2012, 2019), seus conceitos e metodologia, associada a outros dois cam-pos de estudos: a cibercultura e seus desdobramentos pedagógicos na educação online; e a música, também com seus desdobramentos na educação musical. A associação entre teoria ator-rede, ciber-cultura e música foi desenvolvida na tese de doutorado intitulada As coisas e o ensino de violão, que é descrita de maneira resumida no final do texto. Assim, além de apresentar um caminho teórico de pesquisa em música, o texto descreve uma pesquisa já concluída e construída a partir desses funda-mentos. A teoria ator-rede tem como premissa analisar os fenômenos sociais, estudando as associa-ções entre seus elementos constituintes, que podem ser humanos, objetos, ideias, instituições, dentre outros. O principal argumento para a adoção desse referencial teórico é a possibilidade de refletir sobre tecnologias digitais no ensino de música como uma rede de associações formada por objetos (computadores, smartphones, internet) e pessoas (docentes, estudantes), assim como por elementos culturais de indivíduos, grupos e instituições – incluindo concepções de música e de ensino de músi-ca. Ou seja, compreender as tecnologias digitais na educação musical como um fenômeno complexo e estudá-lo dentro dessa complexidade.Palavras-chave: Tecnologias na educação musical. Educação musical e cultura digital. Música  e cultura digital

    Processos de ensino e aprendizagem do piano para aluno com paralisia cerebral: Escola Livre de Música como espaço inclusivo

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    Este artigo apresenta processos de ensino e aprendizagem do piano para aluno com paralisia cerebral hemiplégica espástica esquerda (HEE), em uma Escola Livre de Música entre os anos de 2018 e 2020. Com utilização da metodologia qualitativa e com o método da pesquisa-ação, buscou-se refletir sobre a ação pedagógica a partir da produção de material adaptado de piano para o aluno que tinha não só o movimento do lado esquerdo do corpo comprometido - principalmente o braço e a mão esquerda -, mas também, dificuldades de locomoção. A coleta de dados da pesquisa teve como aporte teórico a prática reflexiva, compreendendo as transformações necessárias para os processos de ensino e aprendizagem do piano em contexto inclusivo. A pesquisa apontou novos caminhos nos processos de ensino e aprendizado do piano para um público que se encontrava afastado dessa prática instrumental. Para além das aulas de piano ministradas ao estudante, os resultados demonstraram que todo o processo de reflexão e adaptação dos materiais utilizados nas aulas repercutiu significativamente na concepção e preparação das aulas também para os demais alunos. Na concepção inclusiva, a escola de música envolveu um conjunto de indivíduos, propiciando a todos uma interação musical e social, tornando-se verdadeiramente um espaço de trocas e aprendizagens musicais

    Gênero e sexualidade na formação e atuação em música: um estudo com duas professoras universitárias de música

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    Este artigo apresenta concepções de duas professoras universitárias de violoncelo acerca de gênero e sexualidade, evidenciando a relação que percebem entre esses temas e a formação e atuação em música. O texto deriva de uma pesquisa de mestrado, a qual se caracteriza como um estudo de casos múltiplos, com a adoção de entrevistas narrativas e entrevistas semiestruturadas como técnicas de coleta de material empírico. Neste artigo, as concepções das colaboradoras são analisadas a partir de proposições de Scott (1995; 2010) e Butler (2003). Os resultados indicam que as trajetórias das professoras norteiam suas concepções sobre gênero e sexualidade, que, por sua vez, orientam aspectos de sua atuação como professoras no ensino superior. Ambas consideram o tema relevante na formação integral do ser humano, mas divergem quanto à sua relevância na/para a formação superior em música. É esperado, com os resultados deste estudo, o fortalecimento do debate sobre gênero e sexualidade na formação e atuação na área

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