Portal de Periódicos UFS (Universidade Federal de Sergipe )
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    Economia escravista no Setecentos: Resenha de "Escravos e libertos nas minas do Rio de Contas: Bahia, século XVIII", de Kátia Almeida

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    Escravos e libertos nas minas do Rio de Contas: Bahia, século XVIII, de Kátia Almeida, analisa a formação, durante o século XVIII, de uma vila sertaneja baiana e a sociedade escravista que se estabeleceu no local. Apesar de reafirmar alguns consensos historiográficos, destaca-se pela densidade empírica e centralidade da agência dos escravizados

    O jornal A Voz da Raça e os usos didáticos para o ensino de história e cultura afrobrasileira

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    Este ensaio é um relato de experiência resultante do minicurso “O Jornal A Voz da Raça e as possibilidades metodológicas para o Ensino de História e Cultura Afrobrasileira”, apresentado pelos autores no “I Simpósio: 20 anos da Lei 10.639 e as Experiências de Ensino, Pesquisa e Extensão” promovido pelo Núcleo de Estudos Afrobrasileiros e Indígenas da Universidade Estadual da Paraíba. O nosso objetivo foi o de apresentar os usos didáticos de documentos produzidos pelo Movimento Negro, especificamente a Frente Negra Brasileira. Para tanto, o trabalho está dividido em duas partes: na primeira nos debruçamos sobre as questões teóricas do aprendizado histórico; na segunda parte fizemos algumas indicações temáticas para a sala de aula de História. Por fim, esperamos indicar as possibilidades desse recurso para o ensino e desenvolvimento de uma consciência histórica, considerando que o papel do debate acadêmico é provocar a desestabilização de certezas universais acima das contradições históricas

    BETWEEN IMAGES AND SYMBOLS: THE MEDIEVAL IMAGINARY IN THE WORK OF HIERONYMUS BOSCH

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    This article analyzes the medieval imaginary in the work of Hieronymus Bosch, highlighting how his paintings function as symbolic condensations of the beliefs, fears, and hopes of medieval Christendom. The aim is to understand how the imaginary, interpreted through the works of  Le Goff, Schmitt and Baschet, is articulated in Bosch’s visual language, especially in The Garden of Earthly Delights and The Last Judgment. The method  is a bibliographical review, based on classical and contemporary texts from cultural history, art, and historical anthropology. The results indicate that Bosch not only reflects the medieval imaginary but also intensifies it, projecting it into dense and ambiguous visual narratives. It is concluded that his art constitutes a privileged expression of medieval culture, revealing spiritual, moral, and social tensions.Este artigo analisa o imaginário medieval na obra de Hieronymus Bosch, destacando como suas pinturas funcionam como condensações simbólicas das crenças, medos e esperanças da cristandade medieval. O objetivo é compreender de que modo o imaginário, à luz de autores como Le Goff, Schmitt e Baschet, articula-se na linguagem visual de Bosch, especialmente em O Jardim das Delícias Terrenas e O Juízo Final. O método adotado é a revisão bibliográfica, com base em textos clássicos e contemporâneos da história cultural, da antropologia histórica e da história da arte. Os resultados indicam que Bosch não apenas reflete o imaginário medieval, mas o intensifica, projetando-o em narrativas visuais densas e ambíguas. Conclui-se que sua arte constitui expressão privilegiada da cultura medieval, revelando tensões espirituais, morais e sociais

    Intersectionality and sorority in A Mercy, of Tony Morrison

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    A pesquisa discutiu como os movimentos feministas Iniciais nasceram brancos, um tanto racistas, pois não Incluíram as mulheres não brancas em suas lutas. Por isso, emerge o que se convencionou chamar de feminismo negro, para um revisionismo das lutas feministas. Nos anos 1990, o termo Interseccionalidade passou a ser usado para entender que as mulheres negras são Interpeladas por outros fatores, como questões sociais, religiosas, sexuais, culturais. A pesquisa embasou-se em autoras como Davis (2016), hooks (2014, 2019), Crenshaw (1989,1991). Compaixão, romance de Toni Morrison, de 2008, pôde ser analisado à luz do feminismo negro e da Interseccionalidade, nas figuras femininas cujas vidas se entrecruzam nos Estados Unidos do século XVII. Juntas, as personagens femininas Lina, Rebekka, Sorrow e Florens constroem uma vida de respeito e certa liberdade. Mas, a análise revela que isso muda com a conversão religiosa de Rebekka. Isso ocasiona a perda da sororidade entre elas e os laços se rompem, levando, ironicamente, todas as personagens a situações de Insegurança e opressão. O fim da narrativa é uma metáfora do que viria a ser a escravidão negra nos Estados Unidos dois séculos depois, com mais violência, opressão, racismo e ainda menos igualdade. Submissão: 24 mai. 2025 ⊶ Aceite: 08 out. 2025The research discussed how the feminist movements raised white and racists somehow, because they didn’t Include the non-white women In their struggles. Therefore, it was emerged what was called black feminism, for a revisionism of the feminist struggles. In the 1990s, the term Intersectionality began to be used to understand that black women are Interpellated by other factors, such as social, religious, sexual, cultural issues. The research based on authors such as Davis (2016), hooks (2014, 2019), Crenshaw (1989,1991). A Mercy, novel of Toni Morrison, from 2008, could be analyzed In light of the black feminism and the Intersectionality, over the female figures whose lives Intertwine In the United States of the XVII century. Together, the female characters Lina, Rebekka, Sorrow and Florens build a life of respect and certain freedom. But the analysis reveals that this changes with the religious conversion of Rebekka. This causes the loss of sorority between them and the bonds are broken, leading, ironically, all the characters to situations of Insecurity and oppression. The narrative’s ending is a metaphor of what would become the black slavery In the United States two centuries later, with more violence, oppression, racism and even less equality. Submission: May 24, 2025 ⊶ Accepted: Oct 08, 202

    Blade Runner – O caçador de andróides: legitimation processes in the brazilian literary polysystem

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    Do androids dream of electric sheep? (1968) é um romance de ficção científica escrito pelo autor norte-americano Philip K. Dick. Em 1982 o livro foi adaptado para o cinema pelo diretor Ridley Scott com o título de Blade Runner, tornando-se reconhecido posteriormente como um clássico cinematográfico e precursor da estética cyberpunk. O livro de ficção científica, gênero normalmente desprestigiado pela crítica literária Institucionalizada, de um autor originalmente de pulp fictions, ganhou notoriedade, circulou, e continua sendo consumido e pesquisado no Brasil após um percurso editorial de referências diretas ao filme. Este artigo se propõe a analisar como um processo de legitimação literária ocorre, utilizando como base o caso da obra selecionada, especificamente no contexto brasileiro. Como resultados, foram encontrados: a necessidade de traçar um sistema literário de ficção científica brasileiro a partir da metodologia utilizada e uma trajetória de circulação que levou o livro a ser parte de um repertório modelo para a ficção científica brasileira. Para isso, mobilizaram-se os Estudos Sistêmicos do Literário, de Itamar Even-Zohar (1990), além das análises sobre o gênero de ficção científica por Adam Roberts (2018) e Roberto de Sousa Causo (2003). Submissão: 22 out. 2025 ⊶ Aceite: 18 nov. 2025Do androids dream of electric sheep? (1968) is a science fiction novel written by american author Philip K. Dick. In 1982, the book was adapted Into a film by director Ridley Scott with the title Blade Runner, later recognized as a cinematic classic, and a precursor of the cyberpunk aesthetic. The science fiction novel, a genre often marginalized by Institutional literary criticism, and written by an author of pulp fictions, gained prominence, circulated, and became a subject of consumption and research In Brazil, following an editorial trajectory In which Brazilian publishers established direct references to the film. This paper aims to analyze how a process of literary legitimation occurs, using this specific product as a case study within the brazilian context. As research results, the following was found: the need to outline a Brazilian science fiction literary system based on the methodology used, and a trajectory of circulation that led the book to become part of the model repertoire for Brazilian science fiction. To do so, the study employed Itamar Even-Zohar’s (1990) Systemic Literary Studies, and analysis of science fiction by Adam Roberts (2018), e Roberto de Sousa Causo (2003). Submission: Oct 22, 2025 ⊶ Accepted: Nov 18, 202

    Desinformação contemporânea: Resenha de "Pós-verdade: A nova guerra contra os fatos em tempos de fake news", de Mathew D’Ancona

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    Pós-verdade: A nova guerra contra os fatos em tempos de fake news, de Mathew D\u27Ancona, busca analisar sociologicamente a pós-verdade em contextos políticos. Falha por superficialidade conceitual, falta de contextualização e generalizações. Acerta ao explorar mídias digitais e ao instigar o leitor a refletir criticamente sobre a desinformação

    Descontinuar para reconstruir: Resenha de "Reparação: Memória e reconhecimento", organizado pelo Instituto Ibirapitanga e pela historiadora Luciana da Cruz Brito

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    Reparação: Memória e reconhecimento, organizado por Luciana da Cruz Brito e pelo Instituto Ibirapitanga, visa discutir os desafios da reparação afrodiaspórica. Aponta-se a ausência de temas como racismo algorítmico. Destaca-se a articulação entre memória, justiça racial e experiências políticas transnacionais

    A religiosidade popular de Santo Antônio como Espaço de Memória e Identidade em diferentes localidades

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    Este artigo analisa como a devoção a Santo Antônio é vivenciada e ressignificada em diferentes contextos socioculturais, comparando as cidades de Itabaiana (SE) e Canudos (BA). A partir das ideias de identidade como processo em transformação e da memória como construção social, investiga como as práticas religiosas servem para afirmar o pertencimento, criar narrativas e ressignificar experiências coletivas. O estudo mostra que o sagrado está presente no cotidiano das comunidades, funcionando como um espaço dinâmico onde tradição, cultura e identidade se negociam e se renovam

    Apresentação

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    Editorial de apresentação&nbsp

    A RECUSA DE SARTRE AO EU PENSO DE KANT

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    O Ensaio sobre a transcendência do Ego tem como primeiro movimento o posicionamento de Jean-Paul Sartre (1905-1980) sobre a inviabilidade de partir do “Eu penso” tal como formulando por Kant. Nesse sentido, o presente artigo tem como objetivo expor algumas justificativas que levaram Sartre a rejeitar o conceito “Eu penso” da forma como foi formulado pela filosofia crítica. A fim de realizar o objetivo proposto, o artigo busca, em um primeiro momento, apresentar o modo como Kant formulou seu conceito de “Eu penso”. Na primeira parte, busca-se retomar alguns argumentos chave para compreender o porquê de Kant concluir a necessidade de postular o referido conceito. Na segunda parte, trabalha-se a exposição da justificativa de Sartre, segundo a qual não é possível retomar Kant devido ao objetivo de a investigação conduzir a um campo totalmente distinto da investigação crítica. Na medida em que o Ensaio sobre transcendência tem como um de seus objetivos tornar a consciência uma pura imanência, vazia de qualquer conteúdo, isso faz com que o “Eu penso” de Kant seja incompatível com essa definição.The Essay on the Transcendence of the Ego" begins with Jean-Paul Sartre\u27s (1905-1980) stance on the impossibility of adopting the concept of "I think," as formulated by Kant. In this regard, the present article aims to present some of the justifications that led Sartre to reject the concept of "I think" in the way it was formulated by critical philosophy. In order to achieve this objective, the article seeks to present the way in which Kant formulated his concept of “I think.” In the first part, we seek to revisit some key arguments in order to understand why Kant concluded that it was necessary to postulate this concept. In the second part, Sartre\u27s justification is examined, according to which it is not possible to revisit Kant due to the objective of the investigation leading to a field entirely distinct from that of critical philosophy. To the extent that The Transcendence of the Ego seeks to render consciousness a pure immanence, devoid of any content, Kant’s “I think” becomes incompatible with this definition

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