Portal de Periódicos UFS (Universidade Federal de Sergipe )
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    TEMPO CIRCULAR E HISTÓRIA EM MAQUIAVEL

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    No pensamento de Maquiavel, o tema da história ocupa um lugar fundamental para a sustentação de sua filosofia política, de tal modo que o autor cunhou uma abordagem inovadora em relação à história. No entanto, a forma como o filósofo florentino concebe a história só pode ser compreendida se relacionada à sua concepção de tempo. Os filósofos do Renascimento, especialmente do Quattrocento, frequentemente usavam a imagem do círculo para se referir ao tempo e à história. Seguindo essa linha, o secretário florentino, ao analisar os tipos de regimes e suas transformações — a discussão sobre a fundação, manutenção e queda dos regimes era elementar para os autores humanistas do Renascimento elaborarem sua filosofia política —, afirma, no segundo capítulo dos Discorsi, que “este é o círculo seguido por todos os Estados que já existiram e que existem”. Essa concepção de tempo circular não é uma novidade do Renascimento, pois retoma uma tradição que remonta aos antigos, como Aristóteles e Políbio, sendo este último o grande modelo seguido por Maquiavel. O objetivo deste trabalho é articular a leitura que Maquiavel fez da concepção de tempo presente nos autores do Renascimento, relacionando-a com outros filósofos e historiadores da época, para que, então, seja possível compreender com quais intenções e como ele utiliza essa matriz conceitual. Para tanto, analisaremos a leitura que o filósofo faz das duas grandes concepções de tempo e história que o antecederam: a noção de tempo circular grega, representada especialmente nas obras de Políbio; e a noção de tempo linear do cristianismo, na expressão que o pensamento político de Agostinho lhe conferiu. Assim, a compreensão de como Maquiavel se posiciona diante dessas duas matrizes conceituais é fundamental para elucidar os caminhos que ele utilizou para elaborar sua concepção de história como magistra vitae

    Apresentação

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    Prezadas e prezados leitores, é com grande alegria que os recebemos aqui em mais um número da nossa revista de alunos O manguezal, revista que agora completa 8 anos de existência e está vinculada ao Departamento de Filosofia (DFL-UFS) e ao Programa de Pósgraduação em Filosofia (PPGF-UFS) da Universidade Federal de Sergipe

    O NEOLIBERALISMO COMO PROCESSO DE SUBJETIVAÇÃO DO CAPITAL: UMA ANÁLISE MARXISTA

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    Esta pesquisa busca compreender e investigar o neoliberalismo não só como um encadeamentocapitalista que acentua os seus processos, mas também como um fenômeno que estrutura a racionalidadesocial de tal maneira que possibilita a constituição de um novo tipo de subjetividade. Levando em contaque a perspectiva marxista entende o trabalho humano e sua organização como fatores basilares dodesenvolvimento da subjetividade, pretende-se assimilar quais são os processos do capitalismo que sãoexacerbados pelo neoliberalismo e quais as novas configurações econômicas, sociais e políticas quecontribuem para a formação desta nova subjetividade que surge no final do século XX. Nesta discussão,o neoliberalismo propicia que a lógica produtiva do mercado no capitalismo seja transposta para asrelações sociais, imprimindo, por conseguinte, um novo tipo de subjetividade que traz consigo a lógicaquantitativa, a uberização do trabalho, o individualismo exacerbado, a competição como um apelo morale a auto responsabilização

    O CONCEITO DE DEUS COMO UM ACONTECIMENTO NO PENSAMENTO DE JOHN CAPUTO

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    Em seu livro The Weakness of God: a Theology of the Event (2006), John Caputo inicia suaargumentação introdutória afirmando que Deus é um acontecimento ou, como melhor elabora depois,Deus ao menos albergaria um acontecimento e a teologia, por sua vez, seria a hermenêutica desseacontecimento, aquela responsável por trazer à tona o que existe nas entranhas do nome que usamos paradesignar Deus

    SOBRE O MÉTODO DAS QUADRATURAS APLICADO ÀS SÉRIES

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    Tradução do texto "SOBRE O MÉTODO DAS QUADRATURAS APLICADO ÀS SÉRIES" de G.W. Leibniz

    LINGUAGEM E FILOSOFIA: A CRÍTICA DA LINGUAGEM DE F. MAUTHNER À LUZ DO PIRRONISMO

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    Fritz Mauthner (1849-1923) developed his philosophical project of a critique of language, which he conceived as a deepening of the criticism initiated by Kant. However, through the analysis of the nature of language, Mauthner reaches skeptical conclusions about the possibility of knowing the world. The most widespread interpretation holds that Mauthnerian criticism consists of an epistemological skepticism with strictly negative consequences not only for the possibility of knowledge but also for the viability or coherence of his philosophical project. In this regard, G. Weiler (1970) considers that this type of radical skepticism becomes self-defeating, leading to mysticism. From his perspective, Mauthner presents himself as an anti-philosopher. This conclusion, however, is imprecise insofar as it does not incorporate elements that allow us to enrich and clarify the type of skepticism that comprises the critical-philosophical project. From his perspective, Mauthner presents himself as an anti-philosopher. This conclusion, however, is imprecise insofar as it does not incorporate elements that would enrich and clarify the type of skepticism that comprises the critical-philosophical project. In particular, it overlooks the differences between epistemological skepticism and Pyrrhonism. Through a critical discussion of this interpretation, the aim of this article is to recover the Pyrrhonian elements present in Mauthnerian language criticism. Our hypothesis is that this recovery allows a clearer understanding of his thought and enables a philosophically consistent perspective of it. From this, we will try to show that the Mauthnerian critical project can be understood as an original form of neopyrrhonism.Fritz Mauthner (1849-1923) desenvolveu o projeto filosófico de uma crítica da linguagem, a qual concebia como um aprofundamento do criticismo iniciado por Kant. No entanto, através da análise da natureza da linguagem, Mauthner chega a conclusões céticas sobre a possibilidade de conhecer o mundo. A interpretação mais geral sustenta que a crítica mauthneriana consiste em um ceticismo epistemológico com consequências estritamente negativas, não só para a possibilidade de conhecimento, mas também para a viabilidade ou coerência do seu próprio projeto filosófico. A esse respeito, G. Weiller (1970) considera que esse tipo de ceticismo radical devém autodestrutivo (self-defeating), conduzindo a um misticismo. Dessa perspectiva, Mauthner se apresenta como um antifilosófo. Essa conclusão, no entanto, resulta imprecisa enquanto não incorpora elementos que permitam enriquecer e esclarecer o tipo de ceticismo que compreende seu projeto crítico-filosófico. Em particular, passam despercebidas as diferenças existentes entre o ceticismo epistemológico e o pirronismo. Através de uma discussão crítica que faça uso dessa interpretação, o objetivo desse artigo consiste em recuperar os elementos pirrônicos presentes na crítica da linguagem mauthneriana. Nossa hipótese é que esta recuperação permite uma compreensão mais clara do seu pensamento e habilita uma perspectiva filosoficamente consistente deste. A partir disso, tentaremos mostrar que o projeto crítico mauthrneriano pode ser compreendido como uma forma original de pirronismo

    LINGUGAGEM, CETICISMO E ENSAIO EM MICHEL DE MONTAIGNE

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    The aim of this paper is to highlight the connection between language, literature, and Pyrrhonism in the work of Michel de Montaigne. To this end, we will first outline the Pyrrhonian skeptical reflections on language, rash judgment, and the imperturbability of the soul. In a second stage, we will show how Montaigne appropriates the skeptical problematization of language—drawing on sources such as Diogenes Laertius and Sextus Empiricus—and how he employs this critical attitude in his polemic against the Protestants. Finally, we will argue that Montaigne reinterprets and distances himself from the Pyrrhonian stance, thus inaugurating a novel way of conceiving the relationship between language, writing, and skepticism: the essayistic genre.O objetivo do nosso trabalho é assinalar o vínculo entre linguagem, literatura e pirronismo na obra de Michel de Montaigne. Em um primeiro momento, exibiremos as considerações que o ceticismo pirrônico realizou sobre a linguagem, a precipitação e a imperturbabilidade da alma. Em um segundo momento, daremos conta de como Montaigne recebeu as problematizações céticas sobre a linguagem graças a leitura de fontes como Diógenes Laércio e Sexto Empírico, e como as emprega no debate contra os protestantes. Para finalizar, argumentamos que Montaigne reinterpreta e se distancia do cuidado pirrônico, dando início a uma nova forma de entender o vínculo entre linguagem, escrita e ceticismo: o gênero ensaístico

    UM CINEMA INSURGENTE: A AÇÃO EXTENSIONISTA “CINE BALAIADA” COMO COMBATE AO RACISMO NA EDUCAÇÃO BÁSICA NA CIDADE DE CAXIAS-MA

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    O presente artigo dialoga sobre uma ação extensionista que aconteceu em Caxias, cidade de relativa proeminência do Maranhão e com extrema desigualdade social. A ação extensionista da Universidade Estadual do Maranhão - UEMA e do Núcleo de Estudos, Pesquisa e Extensão sobre África e o Sul Global – NEÁFRICA visa combater parte da realidade de desigualdade e racismo existente na cidade, através da exibição de filmes como forma de promover o debate sobre as relações étnico-raciais. Através dessas exibições podemos provocar debates com a sociedade e, assim, proporcionar um ambiente reflexivo e de respeito às questões raciais e de valorização da historicidade e do cotidiano afrodescendente a partir do forte emblema da Balaiada na memória local.This article discusses an extension action that took place in Caxias, a city of relative prominence in Maranhão and with extreme social inequality. The extension action of the State University of Maranhão - UEMA and the Center for Studies, Research and Extension on Africa and the Global South - NEAPHRICA aims to combat part of the reality of inequality and racism existing in the city, through the exhibition of films as a way to promote debate on ethnic-racial relations. Through these exhibitions, we can provoke debates with society and, thus, provide a reflective environment and respect for racial issues and the appreciation of historicity and Afro-descendant daily life, based on the strong emblem of Balaiada in local memory

    The FEMALE PRESENCE IN THE SECOND WORLD WAR FROM THE MOVIES BATTLE FOR SEVASTOPOL (2015) AND THE DAWNS HERE ARE QUIET (2015)

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    Este artigo tem como objetivo discutir a representação da presença feminina durante a Segunda Guerra Mundial na União Soviética, utilizando como fontes os filmes A Batalha de Sevastopol (2015) e As Alvoradas Aqui São Tranquilas (2015). Para essa análise fílmica, emprega-se o método de decomposição proposto por Penafria (2009) e aborda-se o conceito de gênero com base na construção teórica de Scott (1995). A análise das obras revela que ambos os filmes oferecem uma perspectiva crítica sobre as percepções e representações da mulher soviética na guerra, desafiando as limitações impostas pelos papéis de gênero. No entanto, também evidenciam a persistência de estereótipos e os desafios na representação fiel e abrangente das experiências femininas nesse contexto.&nbsp

    É POSSÍVEL APRENDER HISTÓRIA NO TIKTOK?

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    El artículo examina el potencial de TikTok como herramienta educativa en la enseñanza de Historia, enfocándose en su papel para ampliar el acceso y el compromiso de los jóvenes con temas históricos. El objetivo es analizar la capacidad de la plataforma para promover el aprendizaje y la democratización del conocimiento, al tiempo que se reconocen los desafíos de desinformación y simplificación excesiva. La metodología utilizada es una revisión de literatura, categorizando el uso de TikTok en tres áreas: potencial educativo, riesgos y perspectivas críticas. Los resultados muestran que, a pesar de los beneficios como el compromiso de públicos diversos, la plataforma exige una selección rigurosa para asegurar la calidad y precisión del contenido histórico divulgado.O artigo explora o potencial do TikTok como ferramenta educacional no ensino de História, buscando entender seu papel na ampliação do acesso e engajamento de jovens com temas históricos. Este estudo visa analisar a capacidade da plataforma para promover o aprendizado histórico e a democratização do conhecimento, ao mesmo tempo em que procura reconhecer os desafios, como desinformação e simplificação excessiva. A metodologia adotada consiste em uma revisão de literatura. Em relação ao ensino de história, categorizamos o uso do TikTok em três áreas principais: potenciais educativos, riscos e perspectivas críticas. Os resultados indicam que, apesar dos benefícios, como o engajamento de públicos diversos, a plataforma exige uma seleção qualificada para assegurar a qualidade do conteúdo histórico divulgado

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