Portal de Periódicos UFS (Universidade Federal de Sergipe )
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ENTRE O TRAUMA, A ARTE DO ESQUECIMENTO E O PERIGO DA HISTÓRIA ANTIQUADA EM NIETZSCHE
Este artículo investiga el problema del exceso de información sobre hechos pasados como obstáculo para la vida creadora en la filosofía de Nietzsche, partiendo de la crítica a la historia anticuaria presentada en Sobre la utilidad y el perjuicio de la historia para la vida. Se parte de la siguiente cuestión: ¿Cómo la enfermedad histórica y el exceso de información, manifestados especialmente en el punto de vista anticuario, convierten al pasado en una carga traumática que paraliza la capacidad de acción y creación del hombre moderno? La hipótesis defendida es que Nietzsche propone una terapéutica basada en lo «no histórico» y en el «arte del olvido activo», sugiriendo que la salud de la vida depende de la capacidad de trazar horizontes limitados y de construir una «segunda naturaleza» que supere los errores heredados. En este horizonte, como alternativa emancipatoria, es preciso saber olvidar para crear, no sometiéndose a la historia como un dato inmutable, sino transfigurándola. El objetivo general es analizar la crítica de Nietzsche al punto de vista anticuario en su segunda Consideración Extemporánea, investigando cómo el dominio de la historia por la fuerza plástica de la vida permite la transfiguración del saber en acción creadora. El método adoptado es estructuralista, basado en la lectura filosófica de la obra de Nietzsche, complementada por intérpretes de su filosofía. El artículo ofrece una herramienta crítica para lidiar con la saturación informacional contemporánea, proponiendo que el valor del conocimiento debe medirse por su capacidad para potenciar la vita y no por la acumulación estéril de datos.Este artigo investiga o problema do excesso de informações sobre fatos passados, como obstáculo à vida criadora na filosofia de Nietzsche, a partir da crítica à história antiquada apresentada em Sobre a utilidade e a desvantagem da história para a vida. Parte-se da seguinte questão: Como a doença histórica e o excesso de informações, manifestados especialmente no ponto de vista antiquado, tornam o passado um fardo traumático que paralisa a capacidade de ação e criação do homem moderno? A hipótese defendida é que Nietzsche propõe uma terapêutica baseada no ‘não-histórico’ e na ‘arte do esquecimento ativo’, sugerindo que a saúde da vida depende da capacidade de traçar horizontes limitados e de construir uma ‘segunda natureza’ que supere os erros herdados. Nesse horizonte, como alternativa emancipatória, é preciso saber esquecer para criar, não se submetendo à história como dado imutável, mas transfigurando-a. O objetivo geral é analisar a crítica de Nietzsche ao ponto de vista antiquado na segunda Consideração Extemporânea, investigando como o domínio da história pela força plástica da vida permite a transfiguração do saber em ação criadora. O método adotado é estruturalista, com base na leitura filosófica da obra de Nietzsche, complementada por intérpretes. O artigo oferece uma ferramenta crítica para lidar com a saturação informacional contemporânea, propondo que o valor do conhecimento deve ser medido por sua capacidade de potencializar a vida, e não pelo acúmulo estéril de dados
Pearl Harbor e Dunkirk: A celebração das derrotas no cinema dos Estados Unidos e Reino Unido
O presente artigo analisa como Estados Unidos e Reino Unido representam Pearl Harbor e Dunkirk no cinema do século XXI, transformando derrotas militares em narrativas que reforçam identidades nacionais. Nos EUA, prevalece o heroísmo individual, a exaltação patriótica e a ideia de superação, como em Pearl Harbor, que combina espetáculo visual e romance, embora com críticas por simplificações históricas. No Reino Unido, destaca-se a resistência coletiva e o mito da “ilha sitiada”, como em Dunkirk, que utiliza múltiplas temporalidades para enfatizar esforço conjunto de soldados e civis. Apesar das diferenças, ambas as cinematografias reatualizam a memória da Segunda Guerra para dialogar com questões contemporâneas e reforçar sentidos políticos e culturais. O texto também aponta silenciamentos, evidenciando que a memória fílmica permanece seletiva
“Nem que valha o sangue alheio”: rhyme and race in Djonga
O presente artigo tem como objeto o álbum Heresia (2017), de Djonga. Por meio de um operador crítico das artes plásticas (per via di porre e per via di levare), busca-se compreender a estrutura de suas canções, e como elas Interagem com a realidade periférica narrada. Ricas em paranomásias, paralelismos e jogos de palavra, elas resgatam a oralidade do povo marginalizado, o que fica claro nas escolhas sintáticas e lexicais típicas da “linguagem do gueto”. Assim, o MC articula-se como um porta-voz de seu povo, configurando um agenciamento coletivo que desterritorializa a periferia em relação ao centro, reterritorializando-a em um espaço próprio, de cultura marcante. Isso remete, naturalmente, ao conceito de “Literatura Menor” de Deleuze e Guattari, que trata de manifestações “estrangeiras” à própria língua. Além disso, conceitos como oralitura e necropolítica são convocados para melhor compreensão de como essa rica obra musical expõe cruamente as violências Institucionais e as opressões dos menos favorecidos, em especial a população negra.
Submissão: 22 out. 2025 ⊶ Aceite: 05 dez. 2025This article focuses on the album Heresia (2017) by Djonga. Through a critical framework borrowed from visual arts (via per via di porre and per via di levare), it seeks to understand the structure of his songs and how they Interact with the peripheral reality they narrate. Rich In paronomasia, parallelism, and wordplay, these songs reclaim the orality of marginalized people, which is evident In the syntactic and lexical choices typical of the “ghetto language.” In this way, the MC positions himself as a spokesperson for his people, shaping a collective agency that deterritorializes the periphery In relation to the center and reterritorializes it In its own distinctive cultural space. This naturally recalls Deleuze and Guattari’s concept of “Minor Literature,” which deals with expressions that are “foreign” within their own language. Furthermore, concepts such as oralitura and necropolitics are brought In to better understand how this rich musical work starkly exposes Institutional violence and the oppression of the underprivileged, especially the Black population.
Submission: Oct 22, 2025 ⊶ Accepted: Dec 05, 202
Lista das revistas brasileiras de História: Versão de 20/01/2026
Esta Lista das Revistas Brasileiras de História (20 jan. 2026) integra o projeto Crítica Historiográfica e Padrões Epistemológicos em Periódicos de História (2000–2024) e reúne, com atualização bimestral, informações padronizadas sobre os periódicos da área. Nesta edição, inventaria 327 revistas, ordenadas alfabeticamente, com indicação da instituição de custódia, cidade, estado, situação de circulação, ISSN e endereço eletrônico
Deglutição e antropofagia na brasilidade modernista : Artes e modos de vida
Cet article cherche à considérer l\u27anthropophagie dans le modernisme brésilien du point de vue de l\u27histoire culturelle, en lien avec la l\u27anthropologie des arts. Il cherche à articuler la déglutition et l\u27élaboration comme une pratique d\u27invention et de lutte contre les colonialités, dans des processus éthiques, esthétiques et politiques qui constituent des modes de vie et des façons de se subjectiviser à travers des relations avec les savoirs locaux, dans des altérités qui dialoguent avec d\u27autres mondes sans y succomber. Par conséquent, le texte présente une analyse qui opère avec l\u27analyseur anthropophagique dans une perspective de brésilité et de modernisme. Cet ouvrage présente une inflexion critique de la vision nationaliste et des identités essentialistes dans la mesure où il affirme la singularité comme processus de différenciation et de révolution moléculaire dans la pratique anticoloniale du modernisme anthropophage. Les considérations finales visent à présenter une conclusion sur les pratiques culturelles qui opèrent dans l\u27utilisation des événements comme une opération historiographique et des arts de faire dans lesquels la déglutition est rare, singulière et un champ de possibilités pour l\u27élaboration anthropophage des Brésils dans lesquels nous devenons Brésiliens.Este artigo busca pensar a antropofagia, no modernismo, no Brasil, a partir de uma perspectiva da história cultural na relação com a antropologia com as artes. Busca-se articular o deglutir com a elaboração como prática de invenção e luta contra as colonialidades, em processos éticos, estéticos e políticos que são modos de vida e maneiras de subjetivar-se por meio das relações com saberes locais em alteridades que dialogam com os mundos outros sem a eles sucumbirem. Portanto, o texto traz uma análise que opera com o analisador antropofagia com uma perspectiva de brasilidade e modernismo. Esse trabalho tem uma inflexão crítica da visão nacionalista e de identidades essencialistas na medida em que faz valer a singularidade como processo de diferenciação e revolução molecular na prática anticolonial do modernismo antropofágico. Busca-se, nas considerações finais, apresentar uma conclusão das práticas culturais que operam nos usos dos acontecimentos enquanto operação historiográfica e artes de fazer em que o deglutir é raro, singular e campo de possibilidade de elaboração antropofágica dos brasis em que nos tornamos brasilianos(as).This article seeks to reflect on anthropophagy in modernism in Brazil from the perspective of cultural history in relation with the anthropology with the arts. It seeks to articulate swallowing with elaboration as a practice of invention and struggle against colonialities, in ethical, aesthetic and political processes that are ways of life and ways of subjectivizing oneself through relationships with local knowledge in alterities that dialogue with other worlds without succumbing to them. Therefore, the text presents an analysis that operates with the anthropophagy analyzer from a perspective of Brazilianness and modernism. This work has a critical inflection of the nationalist vision and essentialist identities insofar as it asserts singularity as a process of differentiation and molecular revolution in the anticolonial practice of anthropophagic modernism. The final considerations seek to present a conclusion of the cultural practices that operate in the use of events as a historiographical operation and arts of doing in which swallowing is rare, singular and a field of possibility for the anthropophagic elaboration of the Brazils in which we become Brazilians.Este artículo busca reflexionar sobre la antropofagia en el modernismo brasileño desde la perspectiva de la historia cultural en relación con la antropología con las artes. Busca articular la deglución con la elaboración como práctica de invención y lucha contra las colonialidades, en procesos éticos, estéticos y políticos que constituyen formas de vida y de subjetivización a través de relaciones con saberes locales en alteridades que dialogan con otros mundos sin sucumbir a ellos. Por lo tanto, el texto presenta un análisis que opera con el analizador de la antropofagia desde una perspectiva de la brasilidad y el modernismo. Este trabajo presenta una inflexión crítica de la visión nacionalista y las identidades esencialistas, en la medida en que afirma la singularidad como un proceso de diferenciación y revolución molecular en la práctica anticolonial del modernismo antropofágico. Las consideraciones finales buscan presentar una conclusión sobre las prácticas culturales que operan en el uso de los acontecimientos como una operación historiográfica y un arte de hacer, donde la deglución es rara, singular y un campo de posibilidad para la elaboración antropofágica de los Brasiles en los que nos convertimos en brasileños
Dominick LaCapra: teoría e historiografía del Holocausto
Este artigo analisa a contribuição de Dominick LaCapra para a teoria historiográfica do Holocausto, enfatizando sua abordagem interdisciplinar e o uso de conceitos psicanalíticos na análise de traumas históricos. Estruturado em três eixos, o texto explora a trajetória acadêmica de LaCapra e sua influência nos debates sobre representação e objetividade na historiografia. Em seguida, discute como o autor adapta conceitos freudianos, como luto, melancolia e transferência, para abordar as complexidades da história diante de eventos traumáticos. LaCapra propõe uma “memória crítica lúcida” que fomenta uma relação dialógica entre passado e presente, promovendo uma "preocupação empática" que evita a identificação total com o sofrimento alheio e respeita a alteridade. Este estudo destaca a relevância da memória e da ética na escrita histórica, sugerindo que a compreensão do trauma é essencial para uma historiografia crítica e transformadora
Fascistas na era digital: subsídios para comparações entre web sites da Europa e da América do Sul (1996-2008)
Esta nota de pesquisa examina a presença precoce e persistente de grupos de extremadireita e neofascistas no ciberespaço, destacando sua ocupação estratégica desde os anos 1990.A partir de debates historiográficos sobre o fascismo e de reflexões contemporâneas sobre o negacionismo, argumenta-se que a ascensão de atores políticos de extrema-direita nas redes sociais do século XXI não constitui fenômeno inédito, mas resultado de um processo de colonização digital de longa duração. A análise evidencia como a ausência de regulamentação e a subestimação do impacto político da Internet permitiram que discursos extremistas prosperassem. Com base no conceito de “mínimo fascista” de Robert Paxton e na perspectiva plural de Francisco Carlos Teixeira da Silva, defende-se que as práticas fascistas persistem entre gerações, adaptando-se a novos meios e contextos políticos
IMAGINÁRIO SOCIAL E REPRESENTAÇÕES CULTURAIS EM UM LIVRO DE LEITURA ESCOLAR PARA A INFÂNCIA
O imaginário social e as representações culturais no livro escolar de Thomas Galhardo: Segundo livro de leitura para a infância – na escola e no lar, são expoentes de um processo civilizador, disciplinador e de formação cultural, que envolveu nossa sociedade, desde sua publicação, no final do século XIX, até a última década do século passado. Estudos relativos à constituição social ganham notoriedade, dada a sua importância, e o livro referido representa um instrumento relevante na formação e educação dos indivíduos, como seres sociais e culturais, possuindo papel de destaque na busca de esquadrinhar o campo educacional que nos antecedeu. Procuramos contextualizar a produção, para, depois, analisar seu conteúdo, em diálogo com estudos sobre a época, o autor e os temas por ele tratados
Intelectual brasileira: Resenha de "Lélia Gonzalez: Rebeldias Epistêmicas", de Taynara Silva
Lélia Gonzalez: rebeldias epistêmicas, de Taynara Silva, visa resgatar a trajetória intelectual de Lélia Gonzalez. O livro carece de comparações aprofundadas, mas acerta ao inovar na forma e valorizar a identidade, o corpo e pensamento negro com voz autoral contundente