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EDUCAÇÃO, COMUNICAÇÃO E DIREITOS HUMANOS
Os direitos humanos e sociais norteiam pesquisas e projetos de intervenção em espaços formais, informais e não formais de educação e constituem uma das principais interfaces sociais da comunicação. O objetivo desse paper é o relato de três experiências didático-pedagógicas desenvolvidas nos cursos de graduação em Comunicação Social de uma instituição privada de ensino superior localizada na região metropolitana de São Paulo. Metodologicamente, optou-se pela descrição dos projetos realizados durante os anos de 2020 e 2021, na modalidade de ensino remoto, durante o período de isolamento social motivado pela pandemia de covid-19, que deflagrou desigualdades no acesso ao conhecimento e à informação, a partir da necessidade de reinvenção do processo de ensino-aprendizagem. Os ecossistemas educomunicacionais desenvolvidos pelos graduandos e docentes, que integraram saberes em projetos interdisciplinares e relacionaram teoria e prática, foram pautados pela garantia de direitos à educação, à cultura e à comunicação no (re)conhecimento de identidades e ações de cidadania. Como resultado, foram produzidos álbuns, podcasts e documentários, que promoveram a autonomia de pensamento e cooperação em grupo, características fundamentais de um ensino ativo e transformador.
Palavras-chave: comunicação social, direitos humanos, ensino remoto, universidade, educomunicaçã
EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS NAS ESCOLAS BRASILEIRAS: CONTEXTO, POSSIBILIDADES E DESAFIOS
A educação em direitos humanos, é uma educação voltada para a formação de valores, atitudes e ações nos indivíduos, visando o respeito a dignidade da pessoa humana, seja na educação formal ou não-formal. O objetivo geral do artigo foi discutir a educação em direitos humanos nas escolas brasileiras, os objetivos específicos foram: explanar brevemente sobre direitos humanos; demonstrar a importância da educação em direitos humanos na educação básica e apresentar o plano nacional de educação em direitos humanos. Foi utilizada a pesquisa bibliográfica de artigos e legislações que tratassem sobre educação em direitos humanos, educação e direitos humanos e sobre o plano nacional de educação em direitos humanos, sendo assim, utilizada abordagem qualitativa, explicativa e descritiva. Foi possível concluir que os direitos humanos estão presentes em todos os espaços sociais, devendo ser respeitados por todos; que a educação em direitos humanos na escola possibilita a formação de sujeitos de direito, conhecedores de seus direitos e deveres, propagadores assim da cultura dos direitos humanos na escola e comunidade; e que o PNEDH foi uma importante conquista para o Brasil, enquanto política pública, necessitando ainda de mais engajamentos coletivos para tornar sua aplicação efetiva em todos os campos de atuação da educação em direitos humanos
POLÍTICAS PÚBLICAS DE EDUCAÇÃO BÁSICA INCLUSIVA SOB A ÓTICA DA DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE BIOÉTICA E DIREITOS HUMANOS
O cenário da Educação no Brasil quanto à inclusão de pessoas com deficiência é o tema deste texto. Se a Educação é direito de todas as pessoas e dever do Estado, se há leis e normativas bastante atuais, como o Estatuto da Pessoa com Deficiência, se há tratados internacionais ratificados pelo Brasil causa perplexidade que a Educação Inclusiva ainda não seja realidade no País. O objetivo desta pesquisa é verificar se o conteúdo da Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos, aprovada pelos países membros da Organização das Nações Unidas, inclusive o Brasil, é encontrado no teor das políticas públicas educacionais brasileiras. Procedeu-se pesquisa documental, exploratória e qualitativa. As políticas públicas desde 1985 até o presente foram exploradas das para demonstrar como a Educação Inclusiva foi sendo contemplada; mais detidamente, a análise de conteúdo como preconiza Bardin, buscou a presença dos princípios da Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos no Plano Nacional de Educação de 2014 e no Plano Nacional da Educação Especial de 2020. Resultou que o teor bioético não está contemplado pelos referidos Planos. Considera-se que o Plano Nacional de Educação, pensado para uma década, a ser aplicado por mais de um governo, e o Plano Nacional da Educação Especial não revelam um cuidado ético-bioético suficiente para com pessoas já mais vulneráveis, pois ao não as incluir, as discriminam. Espera-se que outras pesquisas possam avançar e apontar meios de integrar referenciais bioéticos às políticas públicas escolares, principalmente para a inclusão das pessoas com deficiência