Núcleo de Produção Científica Digital da FSG (Centro Universitário e Faculdade da Serra Gaúcha)
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VOLUNTARIADO
INTRODUÇÃO: O trabalho voluntário é uma forma de trabalho não compulsório e assalariado por meio de uma organização ou diretamente para outras pessoas com quem não se tenha grau de parentesco (Amorin et al., 2019). Os projetos de voluntariado promovem a saúde e bem-estar, proporcionando benefícios diretos à população e fortalecendo a atenção primária à saúde. Ao vivenciar na prática os desafios da saúde coletiva, pode-se compreender a conexão entre agentes promotores de saúde e os objetivos de desenvolvimento sustentáveis, como saúde e bem-estar. O objetivo deste trabalho foi relatar a experiência de voluntariado de uma acadêmica do segundo semestre de medicina, da FSG Centro Universitário. MATERIAL E MÉTODOS: O relato de caso, refere-se a um voluntariado ocorrido entre os dias 18 e 25 de abril de 2025, no município de Ibimirin, na comunidade de Barro Branco, interior do estado de Pernambuco, local onde vivem cerca de 80 famílias, total de 280 comunitários. A acadêmica buscou o voluntariado via agência Karibu (Karibu, 2025), empresa referência em causas globais de âmbito social, que tem expertise neste tipo de expedição. Durante os atendimentos, uma médica, clínica geral, era a responsável técnica para a condução dos atendimentos à população, enquanto uma representante da Karibu coordenava as atividades gerais e cronograma das ações. Ainda, compuseram a equipe duas farmacêuticas, uma assistente social e uma médica pediatra. As intervenções principais foram as consultas médicas, rodas de conversa e palestra. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Ao todo, durante os dias do voluntariado, foram atendidas 70 pessoas, cujas idades variaram de crianças recém-nascidas até idosos de 85 anos. As consultas médicas foram precedidas por ações de triagem, com aferição da pressão arterial e saturação de oxigênio, teste de glicemia, medição de peso e altura, e uma breve anamnese, com relato das principais queixas e medicações em uso. O maior desafio, como acadêmica de medicina, foi me deparar com a realidade daquele local e tentar compreender a situação em que vivem aquelas pessoas. Uma leitura de realidade leva a crer que o povoado que parou no tempo, visto que não há acesso à água encanada, a terra, de tão seca, não gera frutos, os animais têm restrição a alimentos e o ser humano sobrevive, esquecido e ignorado. A comunidade de Barro Branco fica a cerca de uma hora, percorrida em estrada de chão, do município de Ibimirin/PE, e mesmo relativamente próxima, vive uma realidade muito diferente: falta de saneamento básico e água potável, as casas, na maioria são feitas de barro, o abastecimento de água é por meio de cisternas, através de caminhão pipa, isso quando os comunitários conseguem comprar; inexistência de coleta de lixo, onde o mesmo é armazenado e queimado; ausência de quitandas, mercados ou de qualquer tipo de comércio próximos. Confesso que, nos primeiros dias, me senti “enxugando gelo” parecia que todo o nosso esforço seria em vão, algo pontual para sanar a dor de uma ferida sem tratamento. Mas, aos poucos fui ouvindo o relato das pessoas e compreendi a importância de estarmos ali. Atualmente a comunidade conta com uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de apoio, a qual fomos visitar. A UBS é muito simples, e a técnica de enfermagem atende todas as manhãs, além de um médico e uma enfermeira uma vez ao mês. Esta conquista foi graças ao grupo de voluntários do ano de 2024, após conversa com o prefeito de Ibimirin/PE. Foi observado que muitos não tinham conseguido seus encaminhamentos com especialistas, desde a orientação dos médicos do voluntariado do ano anterior. Isso devido a falta de transporte público para cidade e falta de recurso financeiro dos comunitários, a maioria vive de bolsa família ou aposentadoria. Isso me gerou frustração e revolta, conversei muito a respeito com as médicas e com a coordenadora da Karibu e, no último dia uma das médicas conseguiu conversar com o secretário da saúde para tentar solucionar esta situação. Esse foi mais um fato que me deixou feliz por ter estado ali junto com essa equipe e com esse povo tão resiliente e sofrido. CONCLUSÃO: A experiência revelou que ações voluntárias são essenciais para ampliar o acesso à informação e aos cuidados básicos, consolidando-se como instrumento transformador em prol da saúde e do bem-estar de todos. Quando o propósito é maior do que qualquer dificuldade, fica mais leve o alcance dos objetivos. E, percebemos o quanto as trocas nos fazem crescer e que na realidade todos somos um só
ADEQUAÇÃO CALÓRICO-PROTEICA DAS DIETAS HOSPITALARES NO SUS
INTRODUÇÃO: A nutrição hospitalar é um componente essencial da recuperação clínica (REN et al., 2022), especialmente no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), onde a universalidade do cuidado deve incluir uma alimentação adequada e individualizada (Silva; Lopes; Menezes, 2024). A Constituição Federal de 1988 reconhece a alimentação como um direito social (Brasil, 1988), e esse direito deve atender aos princípios de qualidade, quantidade, harmonia e adequação, considerando-se fatores como idade, estado de saúde e condição socioeconômica (Landabure, 1968). A oferta insuficiente de nutrientes, a inapetência e o baixo consumo alimentar durante a internação, podem configurar formas de insegurança alimentar, comprometendo a recuperação e a dignidade do paciente. Assim, a adequação calórico-proteica das dietas hospitalares deve ser vista não apenas como um critério técnico, mas como uma exigência ética e legal. Este estudo teve como objetivo avaliar, por meio da literatura científica, a relação entre suporte nutricional e desfechos clínicos, destacando os desafios enfrentados pelo SUS na efetivação desse direito. MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de uma revisão narrativa baseada em artigos disponíveis na base de dados PubMed, SciELO (Scientific Electronic Library Online) e Portal de Periódicos CAPES. Foram utilizados os descritores: dietas hospitalares, desnutrição, direito humano a alimentação adequada, segurança alimentar, dietas hospitalares, SUS, bem como seus equivalentes em inglês. Os critérios de inclusão foram: artigos originais, publicados nos últimos 15 anos, com dados sobre a ingestão calórico-proteica em hospitais, seus impactos sobre o desfecho clínico e sua associação com a prática do cuidado nutricional no ambiente hospitalar. Foram incluídos estudos realizados no Brasil e em outros países, desde que contribuíssem para a análise crítica da desnutrição no contexto hospitalar bem como a realidade do SUS. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Apesar de ser foco de estudos e pesquisas, tanto no Brasil (DUTRA et al., 2014; TOLEDO et al., 2018) e no mundo (Fernández et al., 2015; Goates et al., 2019; Leandro-Merhi et al., 2019; Sharma et al., 2015) a desnutrição hospitalar permanece como um problema pouco a ser enfrentado, pois representa um fator relevante no prolongamento da internação, na maior incidência de complicações e no aumento da mortalidade (Lim et al., 2012). A oferta calórica, proteica e de micronutrientes constitui-se fator essencial para a recuperação e menor tempo de internação do paciente (Barker; Gout; Crowe, 2011). Em pacientes oncológicos, por exemplo, a inadequação alimentar é agravada por sintomas como náuseas, dor, alteração do paladar e inapetência, sendo essencial a intervenção nutricional para garantir a ingestão adequada de nutrientes e melhorar a resposta ao tratamento (Viana et al., 2020). Estudos internacionais reforçam a importância da adequação calórico-proteica. Na Suíça pesquisadores identificaram menor taxa de mortalidade entre pacientes que receberam suporte nutricional adequado em comparação aos que não foram assistidos nutricionalmente (Kaegi-Braun et al., 2021). De forma semelhante, um estudo conduzido na Holanda com pacientes pós-UTI apontou que o consumo energético e proteico, mesmo com suplementação, permaneceu abaixo do recomendado. Os melhores resultados foram observados entre os pacientes que receberam nutrição parenteral, enquanto aqueles em dieta oral apresentaram a menor ingestão (Slingerland-Boot et al., 2022). No contexto brasileiro, esses achados indicam um desafio persistente: embora a Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN) e a legislação vigente reconheçam a alimentação hospitalar como parte integrante do cuidado, a efetivação desse direito ainda é limitada por restrições orçamentárias, escassez de profissionais e falhas na gestão do cuidado (Brasil. Ministério da Saúde, 2013). CONCLUSÃO: A adequação calórico-proteica das dietas hospitalares não deve ser tratada como um diferencial, mas como um direito assegurado constitucionalmente e como parte fundamental da terapêutica no SUS. A negligência nesse aspecto compromete a recuperação clínica e representa uma violação à dignidade do paciente. Políticas públicas, capacitação profissional e gestão eficiente são essenciais para garantir que o cuidado nutricional seja efetivo, seguro e universal
INOVAÇÃO SOCIAL
A desigualdade social e o desemprego são questões intrinsecamente ligadas que representam desafios complexos e urgentes em diversas sociedades ao redor do mundo. Enquanto a desigualdade social evidencia disparidades econômicas, sociais e de oportunidades entre diferentes segmentos da população, o desemprego impacta diretamente a qualidade de vida, a estabilidade financeira e o bem-estar de milhões de indivíduos e famílias. Ao longo deste estudo, serão explorados temas como a importância do acesso à capacitação profissional, o potencial empreendedor dos sabonetes artesanais, e as oportunidades de integração social e econômica proporcionadas por essas oficinas, O objetivo da pesquisa é evidenciar como a fabricação de sabonetes como oficina de empreendedorismo que pode impactar na vida dos participantes como meio de novo negócio de atuação. 
PSICOMOTRIZANDO NA COMUNIDADE
Os projetos sociais, vinculados às atividades físicas e esportivas, destinados às crianças e adolescentes das periferias dos grandes centros urbanos do país, têm como discurso central a ocupação do tempo livre desses indivíduos (NASCIMENTO et al., 2016). Os projetos sociais podem apresentar diferentes focos, porém a inclusão social sempre está presente, constituindo-se como alternativa de lazer para crianças e adolescentes em situação de risco social. O objetivo desse trabalho é apresentar resultados do projeto ORIAN desenvolvido em três escolas públicas do município de Caxias do Sul – RS, sendo duas na zona norte do município e outra na zona rural (Vila Oliva). 
INCIDÊNCIA DE INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS DIAGNOSTICADAS ATRAVÉS DE TESTES RÁPIDOS PELO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE EM UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DO INTERIOR DO RIO GRANDE DO SUL, NO PERÍODO DE 2019 A 2023
Introdução: As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) são um desafio para a saúde pública global. Este estudo visa analisar a incidência de sífilis, HIV, hepatite B e C diagnosticados através de testes rápidos em uma Unidade Básica de Saúde em um município no interior do Rio Grande do Sul, de 2019 a 2023. Metodologia: Foi realizado um estudo longitudinal, retrospectivo, analisando 2.289 prontuários de pacientes que realizaram testes rápidos para ISTs no período. Os dados foram coletados e analisados usando software específico. Resultados: A maioria dos testados foram mulheres (62,3%). Dentre os principais motivos para a testagem: 51,6% foram exames de rotina e 25,6% acompanhamento gestacional. Observou-se uma diminuição na testagem ao longo dos anos e a sífilis foi a IST mais frequente (5,5%), seguida por HIV (2,2%), hepatite B e C (0,8%). Discussão: Os resultados destacam a necessidade de intervenções específicas para homens, que mostraram maiores incidências de ISTs e comportamentos de risco associados. Conclusão: O estudo revela padrões críticos das ISTs, indicando a necessidade de campanhas de conscientização e estratégias de educação em saúde. O fortalecimento da oferta de serviços e a promoção de testagens regulares são essenciais para melhorar a saúde sexual e reduzir a propagação das ISTs
ANÁLISE DO RISCO NUTRICIONAL DE PACIENTES HOSPITALIZADOS ONCOLÓGICOS EM RELAÇÃO À OUTRAS ESPECIALIDADES CLÍNICAS EM SETORES SUS DE UM HOSPITAL DA SERRA GAÚCHA
INTRODUÇÃO: Nos últimos anos vem aumentando rapidamente a incidência de câncer, doença a qual é uma das principais causas de mortalidade precoce no mundo (Santos et al., 2023). Estimativas mundiais recentes realizadas por Sung et al. (2021), identificam que em 2040 será possível observar um aumento de 50% no número de casos novos de câncer, ainda em 2020 registrou-se aproximadamente 19,3 milhões de novos casos, 18,1 milhões se excluídos os cânceres de pele não melanoma; ainda, cerca de 10,0 milhões de mortes por câncer de forma geral. A desnutrição é um agravo prevalente entre pacientes com câncer e é relacionada com piores desfechos. Diante disso, segundo Araújo et al. (2010) é necessário aplicar ferramentas de avaliação nutricional para identificar pacientes que encontram-se em risco nutricional, assim consegue-se realizar condutas adequadas para evitar complicações, principalmente em pacientes oncológicos. Portanto, esse estudo objetivou-se comparar o risco nutricional de pacientes hospitalizados oncológicos em relação a outras especialidades clínicas em setores SUS de um hospital da Serra Gaúcha. MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal, com coleta de dados de pacientes acompanhados por acadêmicos vinculados ao Estágio de Nutrição Clínica Hospitalar, sendo incluídos pacientes adultos > 18 anos e <60 anos e idosos >60 anos, sendo excluídos crianças e adolescentes <18 anos, internados em setores do Sistema Único de Saúde (SUS) de um hospital da Serra Gaúcha. As informações de sexo, idade e doença foram coletadas a partir de prontuários eletrônicos. O risco nutricional foi avaliado no momento da aplicação da Nutritional Risk Screening (NRS 2002), sendo esta considerada padrão ouro, realizada nas primeiras 48 horas de admissão do doente em leitos de internação. Composta por quatro questões relacionadas ao IMC < 20,5kg/m2; perda de peso nos últimos três meses; redução da ingestão alimentar na última semana e presença de doença grave. Em hipótese de alguma resposta positiva, a triagem segue para a segunda etapa, a qual classifica o escore conforme risco nutricional, para paciente com idade ≥ 70 anos um ponto é adicionado ao escore, portanto escore total < 3 classificado como sem risco nutricional ou escore total ≥ 3 com risco nutricional (Kondrup et al., 2003). As doenças foram classificadas conforme especialidade clínica: paciente clínico (qualquer doença, excluídos pacientes oncológicos), pacientes cirúrgicos ou traumatológicos e pacientes oncológicos. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Os dados foram quantificados e analisados por meio do Microsoft Excel (2010), verificou-se que dos 749 pacientes triados, 25,77% apresentaram risco nutricional conforme a NRS 2002. Destes, os pacientes oncológicos mostraram maior prevalência de risco nutricional se comparados às demais especialidades clínicas (58,55% oncologia versus 41,45% para todas as outras), deste modo o presente estudo está em conformidade com demais resultados achados na literatura, segundo estudo realizado por Silva et al. (2021) sendo avaliados 30 pacientes, 76,7% dos pacientes admitidos não apresentaram risco, já 23,3% se encontravam em risco nutricional, sendo que destes, 57% eram pacientes oncológicos. Portanto, a partir de agora os resultados serão analisados apenas com os pacientes oncológicos, onde fora verificado grande significância em relação a variável sexo, sendo que 61,95% eram homens e 38,05% mulheres, mostrando-se assim que os homens possuem maior probabilidade de desenvolverem câncer, resultado semelhante a esse foi encontrado no estudo de Bray et al. (2018), o qual mostra incidência de casos novos de câncer em homens em 53% (9,5 milhões) e as mulheres representando 47% (8,6 milhões). Em relação à idade, não houve significância entre adultos e idosos, sendo 48,67% e 51,33% respectivamente. Dos riscos oncológicos abertos 88,68% dos pacientes receberam terapia nutricional oral a partir de suplementação hipercalórica e normoproteica ou hipercalórica e hiperproteica. CONCLUSÃO: Diante disso, sabemos que o estado nutricional pode ter um impacto significativo quando analisamos desnutrição, sarcopenia, caquexia, sobrevida global e mortalidade em pacientes internados, principalmente quando falamos de pacientes oncológicos, devido à progressão da doença e ao tipo de tratamento utilizado. Diante dos fatos aqui mencionados, é de extrema importância detectar os pacientes que apresentam risco nutricional e a partir disso introduzir intervenções nutricionais precocemente, uma vez que o estado nutricional inadequado pode estar associado a um pior prognóstico
O USO DA INTERNET E A APRENDIZAGEM ESCOLAR
Este trabalho refere-se a uma pesquisa de TCC, em andamento, de um Curso presencial de Pedagogia. Problematizou-se o uso da internet pelos estudantes e a sua relação, ou não, com a consolidação das habilidades e das competências previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC/2017) de um 9º ano do Ensino Fundamental do turno da manhã da rede pública de ensino do município de Caxias do Sul/RS. Optou-se, portanto, por um estudo de caso, a fim de analisar o discurso dos estudantes sobre o uso da internet e o desempenho escolar deles, bem como implicações, ou não, para a saúde física e mental destes sujeitos anunciadas nas respostas dos questionários entregues. A escolha deste ano escolar deve-se pelo fato dele ser o último ano deste nível de ensino e por ter oferta no turno da manhã. A análise das respostas dos estudantes, ainda de modo parcial, aponta para o entendimento de que muitas horas dedicadas ao uso da internet, principalmente à noite, geram prejuízos físicos. Entretanto, estes mesmos estudantes, dizem em suas respostas, que continuam ocupando várias horas da noite com o uso da internet. Podermos, portanto, pensar, a partir desta constatação, sobre os motivos de tal comportamento e a consequente pouca valorização dos processos educacionais pelos próprios estudantes – a quem a escola deveria destinar todas as suas ações didático-pedagógicas, a fim de garantir as aprendizagens dos sujeitos previstas desde a Constituição Federal/88 (e de textos legais derivados) e a consequente dinamização de processos civilizatórios através da consolidação da leitura e da escrita em diferentes linguagens.
Base Nacional Comum Curricular (BNCC). http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=79601-anexo-texto-bncc-reexportado-pdf-2&category_slug=dezembro-2017-pdf&Itemid=30192 Acesso em: 11 maio 2024
A BUSCA PELA CONSTRUÇÃO DE SENTIDO DE UMA VIDA NÃO UTILITARISTA COM ADOLESCENTES
Este relato de experiência de estãgio engloba a interação social para jovens em situação de vulnerabilidade, especialmente no contexto de grupos, onde a relação com o outro pode proporcionar um sentido de existência. A adolescência é vista como um período de construção do ‘eu’, e a intervenção busca trabalhar não apenas o indivíduo, mas também sua relação com o outro. O trabalho propôs-se a analisar as falas dos jovens a partir de uma perspectiva fenomenológica, refletindo sobre o sentido da vida e o impacto do utilitarismo na juventude. O relato partira da atuação em dois ambientes distintos: um Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) e um Centro de Formação Profissionalizante (CFP). As dinâmicas de grupo foram componentes cruciais para lidar com os diferentes desafios de cada espaço, destacando a importância de intervenções que promovam o vínculo, o respeito e o sentido de pertencimento, essenciais para o desenvolvimento integral de um sujeito
Quem eu sou?
Este trabalho apresenta as atividades desenvolvidas no Estágio Curricular Supervisionado em Psicologia II, realizado junto a uma instituição do Programa Jovem Aprendiz do Ministério do Trabalho, em Caxias do Sul. A proposta teve como objetivo contribuir para o desenvolvimento de competências socioemocionais com os adolescentes em situação de vulnerabilidade social, promovendo a construção de seus projetos de vida. A principal intervenção foi o projeto “Quem eu sou?” aplicado com 36 jovens, entre 15 e 17 anos, organizados em três turmas do curso de Administração. Sob uma perspectiva psicossocial, o projeto abordou os processos de subjetivação e a construção de sentido no contexto da juventude e do trabalho. As atividades envolveram rodas de conversa, dinâmicas em grupo, exibição de filme, aplicação de teste vocacional, uso de baralho emocional e um encontro educativo sobre sexualidade. Essas ações buscam estimular o autoconhecimento, a reflexão sobre identidade, escolhas profissionais e o sentido da vida. Os resultados evidenciaram o fortalecimento de habilidades como empatia, autonomia e responsabilidade, além de promover maior engajamento dos participantes. A escuta qualificada e a mediação dos educadores sociais foram fundamentais para a criação de um ambiente seguro, de diálogo e participação. A experiência demonstrou o potencial transformador de práticas educativas baseadas na escuta ativa, reforçando o papel da psicologia, como espaço de apoio ao desenvolvimento integral de adolescentes