Núcleo de Produção Científica Digital da FSG (Centro Universitário e Faculdade da Serra Gaúcha)
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    IMIGRAÇÃO E POLÍTICAS PÚBLICAS: REFLEXÕES A PARTIR DE ESCUTAS COM IMIGRANTES VENEZUELANOS

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    O estágio teve como foco a compreensão da realidade social dos imigrantes em Farroupilha/RS, especialmente venezuelanos. A escolha do tema partiu da observação de uma lacuna nas políticas públicas voltadas a essa população. Para investigar a situação dos imigrantes, foi elaborado e aplicado um questionário com perguntas abertas e fechadas, totalizando 19 entrevistas. Os temas abordaram desde os motivos da migração até o acesso a serviços públicos e o acolhimento recebido no município. Observou-se também a atuação do psicólogo em diferentes frentes, com foco na escuta, no acolhimento e na articulação com políticas públicas. A experiência possibilitou vivenciar a Psicologia para além da clínica, reforçando o compromisso ético da profissão com a inclusão social e a valorização da diversidade. A prática revelou limitações estruturais, mas também evidenciou o empenho dos profissionais em atender às demandas locais de forma sensível e transformadora

    PRÁTICAS PSICOSSOCIAS EM UM SERVIÇO DE CONTRATURNO ESCOLAR

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    Este artigo apresenta um relato de experiência decorrente do estágio curricular supervisionado em Psicologia, realizado na área da assistência social, em uma instituição de contraturno escolar situada em um município da Serra Gaúcha. O estágio envolveu diversas atividades com o público infantojuvenil, com foco no fortalecimento emocional e social, mas a principal ação desenvolvida foi a elaboração e execução de um projeto formativo direcionado à coordenação e às auxiliares de educação. O objetivo foi promover reflexões e aprimoramentos nas práticas pedagógicas e relacionais da equipe. Esta iniciativa emergiu da escuta das demandas institucionais, observações e relatos, que revelaram a necessidade de apoiar a equipe no enfrentamento de desafios relacionados ao desenvolvimento infantil, manejo de comportamentos e promoção de práticas inclusivas e acolhedoras. O projeto formativo abordou temáticas como desenvolvimento infantil, ambiente respeitoso, transtornos mentais, inclusão, capacitismo e bullying. A metodologia qualitativa, participativa e interventiva, inspirada na educação popular de Paulo Freire, utilizou dinâmicas vivenciais e recursos simples para a construção coletiva do conhecimento, alinhando teoria, prática, afeto e crítica. Fundamentado em referenciais da Psicologia do Desenvolvimento, Psicologia Escolar e Educacional, e autores que discutem saúde mental e inclusão, o trabalho reflete sobre o papel da Psicologia no fortalecimento da equipe em contextos socioassistenciais. A experiência evidencia o potencial da atuação da psicologia para transformar o ambiente educativo, promovendo espaços mais acolhedores, inclusivos e comprometidos com o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes

    REUTILIZANDO E RECICLANDO

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    O presente trabalho foi construído a partir de um projeto de pesquisa na disciplina Fundamentos Teóricos e Metodológicos do Ensino de Ciências do curso de Pedagogia. Os alunos da Educação Infantil têm pouca ou nenhuma compreensão a respeito da produção de resíduos sólidos urbanos, além da consequência do seu excesso. Ademais, a conscientização sobre a importância da reciclagem é limitada. Isso resulta em práticas inadequadas de descarte pela falta de conhecimento sobre o assunto. Por isso, o objetivo principal do projeto é ajudar as crianças da Educação Infantil a compreender a geração dos resíduos sólidos urbanos e os impactos no meio ambiente e na saúde humana. Para isso, a metodologia proposta foi um estudo da realidade e, posteriormente, a explicação do assunto, visita do Codequito e atividade de produção coletiva de um cartaz referente ao tema. A culminância será com a exposição de brinquedos produzidos com material reutilizável e reciclável com a ajuda das famílias. O projeto foi aplicado em uma turma de Maternal II de uma escola de Educação Infantil privada de Caxias do Sul. Foi possível afirmar que com a conversa e a visita do Codequito as crianças compreenderam a diferença de resíduo orgânico e seletivo. Com as produções dos brinquedos foi constatado o envolvimento da família com o projeto

    AÇÕES DE ENDOMARKETING E SEU IMPACTO NA CULTURA ORGANIZACIONAL

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    INTRODUÇÃO: O endomarketing, ou marketing interno, refere-se a um conjunto de ações estratégicas voltadas para o público interno de uma organização, com o objetivo de engajar colaboradores, fortalecer a cultura organizacional e melhorar a comunicação. Este conceito tem ganhado destaque nos últimos anos, principalmente em um contexto corporativo onde a retenção de talentos e a motivação dos funcionários são essenciais para o sucesso das empresas (BEKIN, 2004). As ações de endomarketing são fundamentais para criar um ambiente de trabalho saudável e produtivo. Colaboradores motivados tendem a apresentar maior produtividade, menor rotatividade e, consequentemente, melhores resultados para a empresa. Além disso, a implementação de estratégias de endomarketing contribui para a construção de uma imagem positiva da organização, favorecendo a atração de novos talento. Este trabalho tem por objetivo aparesentar um recorte da experiência de estágio curricular em Psicologia MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de uma pesquisa qualitativa em que se utilizou da observação participante como estratégia de coleta de dados. Para análise dos dados realizou-se leitura aprofundada dos diários e registros de campo adotando-se um recorte etnográfico (Guimaraes et al., 2024). O campo de pesquisa foi uma empresa de médio porte, localizada na serra gaúcha. RESULTADOS E DISCUSSÕES: As principais ações de endomarketing observadas envolveram atividades comemorativas que trabalham datas importantes e melhoram o engajamento das equipes. Para estruturação das ações foi utilizado o canal do Comitê do Endomarketing, onde todas as áreas da empresa são ouvidas para definerem-se estratégias que tenham alinhamento com os desejos internos e valores da empresa. Além disso, utilizam-se de um calendário de programações que é divulgado aos colaboradores mensalmente. Dutra (2018), destaca que a comunicação transparente e frequente se torna a pedra angular do endomarketing, com ferramentas como newsletters, murais informativos e plataformas digitais internas ajudando a manter os colaboradores informados sobre os objetivos e conquistas da empresa, o que promove um senso de pertencimento. Diante das ações realizadas na empresa observaram-se melhorias no ambiente de trabalho, tornando-o mais agradável, já que proporcionar um espaço físico que seja confortável e acolhedor impacta diretamente na rotina dos colaboradores. A inclusão de atividades descontraídas e o favorecimento da saúde física e mental são elementos que podem contribuir para a satisfação no trabalho. A aplicação dessas ações resulta em um aumento significativo na satisfação dos colaboradores e na melhoria da cultura organizacional. Empresas que investem em endomarketing frequentemente observam melhora nos índices de produtividade, maior retenção de talentos e uma transformação positiva na imagem corporativa. Estudos apontam que ambientes de trabalho motivadores são diretamente correlacionados à inovação e à capacidade de adaptação das empresas frente às mudanças do mercado. Em um cenário cada vez mais competitivo, o endomarketing se estabelece como uma ferramenta essencial para fortalecer a relação entre a organização e seus colaboradores. Através de ações estratégicas voltadas para o público interno, as empresas não apenas melhoram o clima organizacional, mas também potencializam sua performance e inovação (BEKIN, 2004). CONCLUSÃO: O investimento em endomarketing deve ser visto como uma prioridade para organizações que buscam não apenas atrair, mas reter e motivar seus talentos. Assim, ao considerar as ações de endomarketing, as empresas estarão não apenas cuidando de seu ativo mais valioso - os colaboradores - mas também preparando o terreno para um futuro sustentável e de sucesso. apresentar as conclusões do estudo

    A COMPLEXA RELAÇÃO ENTRE COMUNICAÇÃO E AUTONOMIA NOS CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL (CAPS)

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    INTRODUÇÃO: Este estudo aborda a complexa interdependência entre comunicação e autonomia no ambiente dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). A qualidade da comunicação é determinante para a capacidade dos indivíduos de exercerem sua autonomia durante o tratamento, e a falta de uma comunicação eficaz pode limitar a autonomia, gerando dependência emocional e sobrecarga para os usuários. Segundo Rosenberg (2003), "ao nos comunicarmos, nossa atenção se concentra em classificar, analisar e determinar níveis de erro, em vez de fazê-lo no que nós e os outros necessitamos e não conseguimos obter" (p. 34). Isso evidencia como uma comunicação ineficaz pode ser prejudicial à autonomia dos usuários. Quando os cuidadores adotam posturas excessivamente controladoras, as interações tornam-se ainda mais problemáticas, restringindo a independência dos indivíduos em tratamento e agravando suas condições mentais. É crucial adotar práticas que promovam a independência dos indivíduos em tratamento, facilitando sua recuperação e reintegração social. Souza, Wegner e Gorini (2007) destacam que o cuidado é uma ciência praticada tanto por profissionais especializados quanto por familiares, que desempenham um papel colaborativo na assistência ao paciente junto aos profissionais de saúde mental (Almeida et al., 2010). MATERIAL E MÉTODOS: Foi realizada uma revisão narrativa da literatura (Rother, 2007) buscando o "estado da arte" dos estudos que versam sobre desafios da comunicação para a autonomia de usuários deCentros de Atenção Psicossocial. Para isso adotaram-se estratégias de buscas em bases de dados, livros e artigos não listados de forma a fomentar a discussão sobre o tema. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Os estudos investigados apontam que cuidadores de pessoas com transtornos mentais enfrentam desafios significativos na comunicação com os pacientes, impactando em seus processos de autonomia. Mesmo sendo desafiadora, a comunicação é fundamental para estabelecer uma sem julgamentos morais, uma vez que essa pode agravar o estado de saúde mental do paciente, enquanto, o contrário, uma abordagem empática e centrada no usuário pode promover melhores resultados (ROSENBERG, 2003). Rogers, citado por Rosenberg (2003), afirma que "quando alguém realmente escuta sem julgá-lo, sem tentar assumir a responsabilidade por você, sem tentar moldá-lo, a sensação é ótima!" (p. 33), ressaltando a importância de uma comunicação empática. A construção da autonomia ocorre à medida que usuários e cuidadores conseguem lidar com suas próprias redes de dependências e co-produção de si mesmos e do contexto. No entanto, a autonomia dos pacientes com transtornos mentais é frequentemente inibida por fatores como medo de riscos, superproteção, falta de informação, estigmas e desequilíbrio de poder. O desejo de proteger a pessoa sob cuidados pode levar a um controle excessivo, impedindo que ela tome decisões por conta própria. Além disso, o estigma social relacionado aos transtornos mentais pode levar os cuidadores a subestimar a capacidade do paciente de tomar decisões sensatas, restringindo ainda mais sua autonomia. Em alguns casos, o cuidador desenvolve uma dependência emocional da pessoa sob seus cuidados, o que pode dificultar ainda mais a promoção da autonomia do paciente. CONCLUSÃO: A autonomia, como dispositivo do cuidado integral, é vista como um resgate da cidadania dessas pessoas, buscando a autoestima, o poder contratual e o autocuidado, com base no projeto de vida de cada usuário do CAPS, sendo necessário o desenvolvimento de estratégias de comunicação eficaz que favoreçam tais resultados. É necessário refletir sobre conceitos de incapacidade, necessidades, desejos, medos, angústias e sonhos dos usuários e cuidadores para que possam, um dia, voltar a gerenciar suas vidas. A promoção da autonomia através de uma comunicação eficaz e humanizada é fundamental para o sucesso do tratamento e para a reintegração social dos indivíduos em tratamento

    IMPACTOS DA COBERTURA JORNALÍSTICA EM ATINGIDOS PELOS DESASTRES CLIMÁTICOS NO RS EM 2024

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    INTRODUÇÃO: Em maio de 2024, desastres climáticos severos afetaram várias regiões do Rio Grande do Sul, resultando em perdas materiais e emocionais significativas para os moradores. Durante esses eventos, a cobertura jornalística desempenhou um papel crucial na mediação da comunicação entre as comunidades afetadas e o público geral. Na cobertura de desastres de grande escala, a imprensa serve como uma fonte de informação (Ewart; Mclean, 2019), além de, conscientemente ou não, ajudar a mobilizar a sociedade para ações de resposta, gerando comoção pública e disseminando informações em larga escala. A forma como os desastres são relatados pode influenciar significativamente os resultados no gerenciamento das respostas e nas ações preventivas (Friedman; Breitze; Solecki, 2019). No entanto, é essencial considerar as especificidades do papel que o jornalismo desempenha ao cobrir esses eventos (Dos Santos; Franzoni, 2020), podendo influenciar negativamente nas experiências individuais dos afetados se considerarmos o que preconiza a Organização Panamericana da Saúde quanto aos Primeiros Cuidados Psicológicos (PCPs), que descrevem uma resposta humana e de apoio às pessoas em situação de sofrimento diante de desastres e crises emergenciais (OPAS, 2015). Um dos príncipios para uma adequada comunicação em PCP diz respeito à não pressionar ninguém a relatar o que ele/ela passou, evitando situações desencadeadoras de sentimentos negativos e traumáticos e revivências do momento do evento, por vezes observada na prática do jornalismo. Este estudo visa analisar os impactos dessa intervenção jornalística nas populações atingidas, utilizando a metodologia de análise do discurso e os princípios dos PCP.  MATERIAL E MÉTODOS: Análise do discurso (Gil, 2002) fora aplicada a trechos selecionados de reportagens divulgadas durante o período do desastre climático no sul do Brasil, com foco em como a linguagem utilizada pelos jornalistas e entrevistados é refletida sobre o estado emocional e as necessidades das pessoas afetadas. RESULTADOS E DISCUSSÕES: A análise revela que a intervenção jornalística, ao capturar e transmitir as emoções e necessidades dos moradores, teve impactos ambíguos. Por um lado, as reportagens servem como uma plataforma para que as vozes dos afetados fossem ouvidas, oferecendo uma válvula de escape para a expressão de suas angústias. Exemplo disso é a fala de uma moradora que, ao descrever a destruição de sua casa, enfatiza a incerteza do futuro: "A gente não sabe o que fazer agora, está tudo perdido". Essa expressão de vulnerabilidade pode ser vista como um pedido implícito de apoio e solidariedade. Por outro lado, algumas abordagens mais invasivas, como questionamentos insistentes sobre perdas pessoais, podem ter exacerbado o estresse das pessoas afetadas. De acordo com os princípios do PCP, é fundamental evitar perguntas que possam reabrir feridas emocionais ou causar sofrimento adicional. Em determinado vídeo (https://www.youtube.com/watch?v=7NRthAdiXvU), a repórter, em um momento, pressiona um morador a detalhar suas perdas, o que contraria a orientação de não pressionar os entrevistados a reviverem os eventos traumáticos. Em determinada fala o repórter enfatiza: "Estamos aqui no local da tragédia, onde os moradores relatam perdas incalculáveis. Eles estão pedindo ajuda urgente das autoridades para reconstruir suas vidas." A fala do repórter deve ser avaliada quanto ao uso de termos como "tragédia" e "perdas incalculáveis", que podem intensificar o sentimento de desamparo entre os moradores. A responsabilidade jornalística aqui deveria ser para evitar a dramatização que possa amplificar danos emocionais às pessoas afetadas. A cobertura midiática, ao capturar imagens impactantes, tende a reforçar interpretações dominantes e amplifica sinais específicos, influenciando o sistema social (Roze, 2016) podendo reforçar sentimentos de terror e medo (Valencio e Valencio, 2017). Para Leonidas Donskis (2016, p. 123): “O medo fala a língua da incerteza, da insegurança e da falta de proteção que a nossa época fornece em grandes quantidades e até abundância.”. O estudo sugere que, enquanto a cobertura jornalística pode desempenhar um papel positivo na conscientização e mobilização de recursos, ela também pode ter efeitos adversos se não for conduzida com sensibilidade às condições emocionais das vítimas. As interações entre jornalistas e pessoas afetadas devem, portanto, ser guiadas por princípios que minimizem danos, conforme preconizado pela OPAS. CONCLUSÃO: A análise destaca a importância de treinamento adequado para jornalistas que cobrem desastres, incluindo a compreensão e aplicação dos princípios dos PCP. Para reduzir os impactos negativos da intervenção jornalística, é essencial que os repórteres estejam preparados para lidar com o sofrimento emocional de forma ética e compassiva, contribuindo para a resiliência das comunidades afetadas

    MOTIVAÇÃO PARA A PRÁTICA E A OPORTUNIDADE DE ESCOLHA DOS CONTEÚDOS NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA DE ALUNOS DE UMA ESCOLA DE ENSINO MÉDIO DE CAXIAS DO SUL - RS

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    O objetivo do presente estudo foi investigar os fatores motivacionais relacionados com a participação dos alunos do Ensino Médio nas aulas de Educação Física e a oportunidade de escolha deles. O método utilizado foi a pesquisa descritiva e os instrumentos de coleta utilizados, o questionário de Kobal (1996), que avalia os motivos intrínsecos e extrínsecos para a participação dos alunos nas aulas, bem como um questionário criado e validado para verificar a preferência pelo conteúdo/modalidade dos alunos. Participaram 110 alunos matriculados no Ensino Médio, de ambos os sexos com idade entre 15 e 18 anos. Em relação aos resultados, este estudo mostrou que os meninos se sentem mais motivados intrinsecamente para a participação nas aulas enquanto as meninas são mais motivadas extrinsecamente. Os meninos preferem a prática em si, onde na maioria das vezes eles se dedicaram para obter o melhor resultado possível. Já as meninas participam das aulas por fazer parte do currículo escolar e pelo fato de terem que tirar boas notas, além de preferir compreender melhor os benefícios e os motivos que estão as levando a praticar tal atividade física. Em relação as oportunidades de escolha dos conteúdos durante as aulas, os alunos ainda mantêm um comportamento tradicional, optando por esportes mais comuns, como vôlei e futebol. Esse comportamento pode refletir a prática dos professores que não diversificam e não estimulam a experiência de novas modalidades esportivas

    VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA

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    INTRODUÇÃO: O parto é, sem dúvida, um momento de muita felicidade na vida da mulher e sua família. Porém, para algumas mulheres, isso se transforma em uma vivencia de tristeza, devido a violência obstétrica. No estado do Rio Grande do Sul, não há nenhuma lei que rege este tema. Tem-se a Lei Estadual n.º 18.322/2022, de Santa Catarina, que diz: “A violência obstétrica se caracteriza por todo ato praticado pelo médico, pela equipe do hospital, por um familiar ou acompanhante que ofenda, de forma verbal ou física, as mulheres gestantes, em trabalho de parto ou, ainda, no período puerpério”. Atualmente, o código Penal Brasileiro não trata sobre esse tema, porém, tem-se alguns artigos que podem ser enquadrados. MATERIAL E MÉTODOS: Foram realizadas pesquisas em artigos entre os anos de 2020 até 2024.Os descritores usados nas pesquisas foram: Violência obstétrica e o código penal, e a responsabilidade penal quanto a violência obstétrica. A pesquisa realizada é qualitativa, onde se utilizou o método descritivo, obtido por meio da revisão bibliográfica e análise de dados coletados. O objetivo da pesquisa é verificar como o Direito Penal atua na violência Obstétrica. Também, vê sê a necessidade de ampliação do código penal para abranger esse tema, a fim de proteger as mulheres no momento do parto.  RESULTADOS E DISCUSSÕES:  É importante destacar que, o Direito Penal só pode intervir quando nenhum outro meio (civil, tributário, trabalhista, etc) for suficiente para suprir a necessidade, sendo chamado de ultima ratio legis (BOCCHI, 2023). No Brasil não há uma lei ou um dispositivo específico no Código Penal que trate sobre esse a violência Obstétrica contra a mulher, mas é possível enquadrar em outros crimes (ROSS, 2021, apud FARLA; BIAZOTTO, 2024). O atual código penal aborda leis como a Maria da Penha, e a do Feminicídio, que estão relacionadas com o gênero feminino (BOCCHI, 2023).  Por exemplo, a Lei Maria da Penha (Lei n. 11.340/2006), que tem o intuito de prevenir e punir atos de violência física, verbal, moral, sexual e patrimonial contra as mulheres. Outro caso é quando ocorre a morte da gestante ou do bebê pode, que pode ser enquadrado no artigo 121 Código Penal, que trata sobre homicídio. Nesse caso, a gestante pode passar horas em trabalho de parto sem a devida supervisão, sofrendo sem condição de um parto normal, o que pode ocasionar sofrimento fetal, levando o bebê à morte (FARLA; BIAZOTTO, 2024). Um procedimento muito comum que ocorre durante o trabalho de parto é a manobra de Kristeller, sem o devido consentimento da paciente. Essa manobra consiste em realizar uma pressão no fundo do útero para tentar facilitar a saída do feto. Essa prática é contraindicada pelo Ministério da saúde, por provocar rupturas de tecidos e fraturas na mulher e no bebê (BOCCHI, 2023). Essa prática pode ser enquadrada como crime de lesão corporal, previsto no artigo 129 do código penal. O crime de lesão corporal se enquadra neste caso pelo fato de acelerar o parto usando de uma tática que prejudique a integridade física da mulher (FERREIRA, 2024). Tendo em vista o que foi exposto, percebe-se uma carência da lei e de propostas legislativas que abordem a criminalização das práticas médicas abusivas. Percebe-se que, as intervenções médicas cirúrgicas são vistas como o exercício regular do Direito, visto que a vítima possa estar enfrentando perigo iminente que não foi provocado por ela mesma, conforme disposto no artigo 23, inciso I, do Código penal (BOCCHI, 2023). CONCLUSÃO: O direito penal intervém em casos de violência obstétrica quando visto que é um meio indispensável para a proteção deste interesse.  A violência obstétrica vai muito além de uma negligência médica, pois atinge a responsabilidade civil e ética, se trata de um tema de saúde pública. Sendo assim, é preciso que seja abordado este tema na Legislação penal vigente. Seja por meio de uma resolução do atual código Penal, ou, até mesmo, que possa ser criada uma Lei específica sobre o tema. Isso se torna necessário para que o direito das mulheres de terem um parto seguro e humanizado seja protegido

    DESAFIOS ENFRENTADOS PELA EQUIPE DE ENFERMAGEM NA GESTÃO CORRETA DO DESCARTE DE QUIMIOTERÁPICOS NO MEIO AMBIENTE

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    O presente estudo tem como objetivo realizar uma revisão bibliográfica, para identificar os desafios enfrentados pela equipe de enfermagem na gestão correta do descarte de quimioterápicos no meio ambiente. MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de uma revisão bibliográfica da literatura, definida por Gil (2008) como o levantamento, seleção e análise de publicações já divulgadas sobre determinado tema, com o objetivo de compreender e analisar criticamente o que já foi produzido sobre o assunto

    ENCHENTES DE 2024 NO RIO GRANDE DO SUL

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    As enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul configuraram-se como uma das mais graves da história recente da região, comprometendo infraestrutura, economia e a vida de milhares de famílias. O desastre evidenciou a vulnerabilidade climática do território e a insuficiência das políticas públicas de prevenção e resposta. Nesse cenário, a cooperação internacional revelou-se fundamental. Este trabalho analisa duas frentes principais: a parceria com os Países Baixos, referência em engenharia hidráulica, e a atuação do ACNUR junto a comunidades vulneráveis, como Galópolis, em Caxias do Sul. Busca-se compreender como essas ações contribuíram para respostas mais eficazes e sustentáveis.&nbsp

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