Núcleo de Produção Científica Digital da FSG (Centro Universitário e Faculdade da Serra Gaúcha)
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CORRELAÇÃO DA CIRCUNFERÊNCIA DA PANTURRILHA COM DADOS DEMOGRÁFICOS E INDICADORES NUTRICIONAIS EM PACIENTES HOSPITALIZADOS NOS SETORES DO SUS DE UM HOSPITAL DA SERRA GAÚCHA
INTRODUÇÃO: Muito se tem discutido, recentemente, sobre os fatores que influenciam a desnutrição em hospitalizados, sendo imprescindível o acompanhamento desses para o diagnóstico precoce da mesma (TOLEDO et al., 2018). Portanto, o presente estudo tem como objetivo analisar a correlação entre a CP com idade, sexo, peso, IMC, risco nutricional e estado nutricional em hospitalizados dos setores SUS de um hospital da serra gaúcha. A Constituição Federal Brasileira (BRASIL, 1988) define a saúde como um direito sendo, dessa forma dever do estado prover atenção à saúde em todos os níveis de complexidade, da Atenção Básica até os atendimentos de maior complexidade oferecidos pelos hospitais (BRASIL, 1990). FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: A desnutrição é frequente em torno de 20% a 50% dos adultos hospitalizados, sendo relacionada com maior tempo de internação, custos hospitalares e mortalidade (CEDERHOLM et al., 2017; VALLEJO et al., 2017). Durante a internação a imobilização do paciente acamado se relaciona com redução da massa muscular, estudo mostrou que em 10 dias na UTI as perdas de massa magra chegavam a ser de 10% a 25% (KOEKKOEK et al., 2019). Uma medida comumente utilizada e que se relaciona com perda muscular global é a circunferência da panturrilha (CP), um método simples e não invasivo capaz de auxiliar na detecção da perda muscular, desnutrição e sarcopenia (TOLEDO et al., 2018). MATERIAL E MÉTODOS: Estudo transversal, com coleta de dados de pacientes, adultos e idosos, internados em setores do Sistema Único de Saúde (SUS) em um hospital da Serra Gaúcha. Estes pacientes eram acompanhados por acadêmicos vinculados ao estágio de nutrição clínica hospitalar. Foram coletados idade, peso e altura (para cálculo do Índice de Massa Corporal – IMC) e circunferência da panturrilha (CP). Quando possível o peso foi aferido com balança Welmy® e quando não possível era estimado (CHUMLEA; GUO, 1992; CHUMLEA; GUO; STEINBAUGH, 1994; CHUMLEA; ROCHE; STEINBAUGH, 1985). Os dados antropométricos foram coletados no momento da aplicação da Nutritional Risk Screening - NRS 2002 (KONDRUP et al., 2003), a qual investiga o risco nutricional. O estado nutricional foi classificado conforme a Avaliação Subjetiva Global (ASG), a qual avalia sintomas gastrointestinais, hábitos alimentares, perda de peso nos últimos seis meses, exame físico e alterações funcionais (DETSKY et al., 1987). A fim de atingir o objetivo proposto, foi realizada uma regressão logística binária (método enter) com o objetivo de investigar em que medida a CP (adequada ou baixa reserva muscular) poderia ser adequadamente prevista pelos fatores idade, peso, IMC, risco nutricional e estado nutricional. RESULTADOS E DISCUSSÕES: O modelo foi estatisticamente significativo [c2(4) = 234.223, p < 0,001; Nagelkerke R2 = 0,439], sendo capaz de prever adequadamente 78,7% dos casos (sendo 59,5% dos casos corretamente classificados para quem teve baixa reserva muscular e 87,9% dos casos corretamente classificados para quem tinha adequada reserva muscular). De todos os preditores, apenas idade não teve impacto estatisticamente significativo sobre a CP, sendo peso (exp(b) = 1,045 [95% IC: 1,017 – 1,074]), IMC (exp(b) = 1,269 [95% IC: 1,155 – 1,395]) e risco nutricional (Sim/Não) (exp(b) = 1,699 [95% IC: 1,073 – 2,689]). Observa-se que a variável que teve mais impacto sobre a CP foi risco nutricional (Sim/Não) onde, estar em risco nutricional pela NRS (2002) e apresentando estado nutricional desnutrido pela ASG aumentavam em 1,7 vezes as chances de o sujeito apresentar baixa reserva muscular pela CP. Da mesma forma, apresentar IMC e peso menores aumentavam em 1,26 e 1,045 vezes, respectivamente, a chance de o indivíduo apresentar baixa reserva muscular. Em conduzido com 138 pacientes internados, observou-se que 21,01% dos indivíduos eram desnutridos pela ASG e 34,78% com risco nutricional segundo a NRS (2002), os pacientes com risco nutricional e estado nutricional desnutrido apresentavam valores mais baixos na CP (LEANDRO-MERHI et al., 2019). Sendo esses achados semelhantes aos encontrados no presnete estudo CONCLUSÃO: Em virtude dos resultados apresentados verifica-se que os indivíduos hospitalizados normalmente apresentam desnutrição, sendo a CP uma ferramenta fundamental para verificar e acompanhar o risco e estado nutricional dos pacientes. Observou-se neste estudo, que os indivíduos que apresentam IMC e peso menores, risco nutricional e estado nutricional desnutrido através da ASG, tem maior prevalência de apresentar CP com baixa reserva muscular
 
ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS
Este resumo tem como tema a crise climática e a sua relação com os direitos humanos. 
RELAÇÃO ENTRE VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA E O DESENVOLVIMENTO DO TRANSTORNO DE DEPRESSÃO PÓS-PARTO EM MULHERES
INTRODUÇÃO: A gravidez é um condição fisiológica, que, aos olhos do senso comum, é um momento de grande expectativa, de felicidade e de realização, entretanto, nem sempre é vista dessa forma pelas mulheres (BRASIL, 2001). Essa fase pode gerar ansiedades e angústias devido às demandas que o período perinatal exige, como a necessidade de adaptação. Decorrente disso, podem emergir vulnerabilidades psicológicas, como a depressão pós-parto e outras psicopatologias (CARVALHO E BENINCASA, 2019). Segundo a OMS (2019), uma mulher grávida e em situação de vulnerabilidade, no momento do parto, pode sofrer violência obstétrica, que refere-se à apropriação, realizada por profissionais de saúde, sobre o corpo feminino e sobre os processos reprodutivos (CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE, 2019). Os impactos nas vítimas se referem a uma redução na autonomia e na capacidade de tomada de decisões, acarretando em consequências psicológicas negativas (REDE DE HUMANIZAÇÃO DO PARTO E NASCIMENTO, 1993). Assim, esta revisão apresenta-se como instrumento de pesquisa importante para a melhoria das políticas públicas e a visibilidade do parto como um espaço humanizado e condizente à saúde da mulher gestante. Portanto, essa revisão da literatura objetivou analisar a relação entre a violência obstétrica e o desenvolvimento do transtorno de depressão pós-parto em mulheres. MATERIAL E MÉTODOS: As buscas desta revisão bibliográfica da literatura foram conduzidas em duas bases de dados: Portal BVS e Scielo, considerando os descritores: [violência obstétrica AND depressão pós-parto OR saúde da mulher]. A pesquisa se limitou a artigos publicados nos últimos cinco anos (2019-2023), sendo encontrados 152 artigos, entre eles, 19 excluídos por repetição, e 127 pelos seguintes critérios de exclusão: não abordar depressão pós-parto em conjunto com a violência obstétrica e artigos estrangeiros. Ao final restaram 6 artigos, sendo um deles excluído por indisponibilidade de acesso. RESULTADOS E DISCUSSÕES: A violência obstétrica é vivenciada e percebida em diversos momentos da gestação, desde o trabalho de parto até o puerpério (TEIXEIRA et al., 2020). Observa-se que, mulheres em situação de vulnerabilidade, tais como aquelas em condição de pobreza, negras, jovens, sem acesso ao pré-natal ou sem suporte durante o parto, trabalhadoras sexuais, usuárias de substâncias ilícitas, em situação de rua ou encarceradas, estão sujeitas a um aumento significativo no risco de negligência e falta de assistência médica (RIBEIRO et al., 2020; TEIXEIRA et al., 2020). Essas agressões podem ser físicas ou verbais, incluindo procedimentos inoportunos, como episiotomias, restrição ao leito no pré-parto, clister, tricotomia, uso rotineiro de ocitocina, negação de anestesia e proibição de acompanhante durante o parto, entre outras condutas, que causam prejuízos e danos à saúde psicológica dessas mulheres. (SOUZA, 2019; ASSIS; MEURER; DELVAN, 2021; TEIXEIRA et al., 2020). Dentre esses danos apresenta-se a depressão pós-parto, condição que causa impactos nocivos tanto à mãe quanto ao bebê e torna mais difícil o estabelecimento de um vínculo entre a díade. (ASSIS; MEURER; DELVAN, 2021). Sintomas como tristeza, irritabilidade leve ou severa, ansiedade, fadiga, choro frequente e oscilações de humor estão presentes nos quadros de depressão pós-parto de forma tão intensa, que impacta diretamente nas atividades diárias das mulheres nesse período (CARVALHO; BENINCASA, 2019). A rede de apoio é fundamental nesse momento, uma vez que possibilita outras formas de encarar os problemas presentes, oferecendo segurança, amor e cuidado as mães, auxiliando-as no enfrentamento da realidade mãe-bebê, que conflitua com as expectativas que houveram durante toda a gravidez (CARVALHO; BENINCASA, 2019). CONCLUSÃO: Os estudos que relacionam-se com à análise da relação entre violência obstétrica e o desenvolvimento do transtorno de depressão pós-parto em mulheres, sugerem que esse transtorno está relacionado a violência obstétrica, sendo uma realidade, que muitas vezes passa despercebida pelas mulheres em virtude do desconhecimento do termo e da dificuldade de identificação dos atos efetuados. Por fim, para mitigar tais impactos sobre as mulheres, é crucial assegurar um atendimento imparcial e inclusivo, além de oferecer orientação abrangente sobre seus direitos desde o seu pré-natal, instruindo como abster-se de possíveis danos
PLANEJAMENTO DE ENFERMAGEM PARA PACIENTES NEONATOS COM SÍNDROME DA DIFICULDADE RESPIRATÓRIA NO PROCESSO DE ALTA HOSPITALAR
Este estudo analisa as orientações de enfermagem na alta hospitalar de neonatos com síndrome do desconforto respiratório (SDR), visando aprimorar o planejamento de cuidados e fornecer diretrizes claras às famílias. Uma revisão sistemática foi realizada com base em 3.565 artigos das bases SCIELO e BVS, resultando em 28 artigos elegíveis, dos quais 10 foram selecionados para análise. A enfermagem desempenha um papel fundamental no cuidado dos recém-nascidos prematuros, especialmente diante da SDR neonatal. A revisão destaca os desafios enfrentados durante a transição para a alta hospitalar e enfatiza a importância das orientações da equipe de enfermagem. A padronização de protocolos é essencial para superar obstáculos na prática clínica e garantir uma transição suave e segura para os pacientes e suas famílias
DE QUE FORMAS O ENVOLVIMENTO FAMILIAR NA ESCOLA CONTRIBUI PARA O DESEMPENHO ESCOLAR DOS ALUNOS DO 5° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL DE UMA ESCOLA DA REDE MUNICIPAL
O presente estudo teve como objetivo geral identificar e analisar as principais contribuições do envolvimento familiar na escola para o desempenho escolar de alunos do 5° ano do ensino fundamental. Para tanto foram selecionados 26 alunos inseridos no 5° ano do turno da manhã. Os instrumentos utilizados no estudo foram dois questionários validados por dois profissionais da área de Pedagogia, onde o primeiro era destinado aos pais e o segundo direcionado à professora titular da turma. Os resultados sugerem que o envolvimento familiar desempenha um papel fundamental no desenvolvimento e aprendizado dos alunos, colaborando com a escola, mas a responsabilidade pelo sucesso ou fracasso escolar não pode ser exclusivamente atribuída a ela, conforme evidenciado no estudo sobre a interação família-escola
A IMPORTÂNCIA DA ABORDAGEM MULTI E INTERDISCIPLINAR NO TRATAMENTO DO TDAH EM UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE
INTRODUÇÃO: O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um dos quadros pelos quais muitas crianças são direcionadas para os serviços de avaliação e atendimento em saúde mental. De acordo com a Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA), o número de casos de TDAH varia entre 5% e 8% da população a nível mundial. Estima-se que 70% das crianças com o transtorno apresentem outra comorbidade e que pelo menos 10% apresentem três ou mais comorbidades (Ministério da Saúde, 2022). O TDAH é uma condição complexa que afeta o córtex pré-frontal, sendo a área em que o cérebro se organiza, se motiva e lida com as emoções; também é chamada de área de função executiva (Miller, 2022). O transtorno se reflete em três tipos principais: Hiperativo-Impulsivo, Desatento e Misto-Combinado. É reconhecido oficialmente por vários países e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em alguns países, como os Estados Unidos, portadores de TDAH são protegidos pela lei quanto a receber tratamento diferenciado na escola (ABDA, 2024). Crianças diagnosticadas podem apresentar dificuldades significativas e levar mais tempo para processar informações; porém, seus pensamentos podem ser mais rápidos, o que faz com que suas mentes sejam ágeis e gerem muitas mais ideias. Compreender o tipo específico de TDAH que a criança apresenta é primordial para o desenvolvimento de estratégias de intervenção eficazes, tanto na escola quanto em casa. Segundo Luiz Augusto Rode, não é correto afirmar que houve aumento de casos de TDAH ao longo dos anos, mas sim aumento de diagnósticos. “As pessoas que têm TDAH estão sendo mais reconhecidas, mais acolhidas dentro dos serviços de saúde e educacionais. Estamos lidando melhor com rótulos antigos que esse público recebia e acabavam não encontrando diagnóstico e tratamento adequado” (Ministério da Saúde, 2022). MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de um relato de experiência de estágio curricular em psicologia realizado em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) em um munícipio de médio porte no interior do estado do Rio Grande do Sul. Foi desenvolvido um trabalho multi e interdisicplinar com um grupo de crianças diagnosticadas com TDAH. RESULTADOS E DISCUSSÕES: A presença de uma equipe multidisciplinar na UBS se mostrou uma ferramenta valiosa. Psicólogos, pediatras, educadores e outros profissionais da saúde podem trabalhar juntos, discutindo casos e desenvolvendo planos de ação integrados que consideram o bem-estar físico, emocional e social das crianças. Frente às situações relacionadas à saúde da criança e do adolescente, é fundamental uma abordagem multiprofissional que envolva também os aspectos psicológicos da criança/adolescente e de suas famílias. É necessário que os profissionais da saúde estejam sensibilizados para os aspectos que transcendem o tratamento médico, afetando os resultados alcançados, epsecialmente no atendimento à crianças (Castro, 2007). Uma abordagem colaborativa enriquece o processo diagnóstico e oferece uma rede de suporte mais completa para as famílias, que muitas vezes se sentem perdidas do diagnóstico. Em específico ao grupo de crianças atendido na UBS, permitiu-se a troca constante de conhecimentos entre as diferentes áreas, o que contribui para uma abordagem mais humanizada do TDAH e possibilita a elaboração de diferentes atividades lúdicas, conforme o desempenho e limite de cada criança. CONCLUSÃO: A experiência evidenciou a riqueza do trabalho em conjunto das equipes multi e interdisciplinares. Destacando a sinergia entre psicologia e pediatria, em particular, permitiu um cuidado mais abrangente e eficaz para crianças com TDAH, garantindo que recebecem o suporte necessário para desenvolver seu potencial e lidar com os desafios do transtorno, além de apoiar a família e os cuidadores com informações importantes para o manejo das crianças. A abordagem multi e interdisciplinar é uma das grandes forças nas UBS’s, proporcionando um cuidado integral que beneficia não apenas os pacientes, mas também suas famílias e a comunidade como um todo
PSICOLOGIA ESCOLAR
A escola pode ser considerada como uma instituição tem um papel importante na socialização e desenvolvimentos de quem a frequenta, tendo por finalidade promover acesso universal aos bens culturais produzidos pela humanidade, criar condições para a aprendizagem e para o desenvolvimento de todos (Antunes, 2008). Afim de aprimorar ainda mais o processo de ensino-aprendizagem, a Psicologia Escolar constitui-se como campo de atuação profissional cujas intervenções enfocam, não somente as relações de aprendizagem dos alunos, mas o fenômeno psicológico e os saberes produzidos pela educação (Antunes, 2008). Neste sentido, através desse estudo busca-se analisar o papel do Psicólogo no contexto escolar e a sua importância para o desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem
AÇÃO SOCIAL EM SÃO SEBASTIÃO DO CAÍ/RS APÓS DESASTRE NATURAL E SUA IMPORTÂNCIA NAS QUESTÕES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO
Introdução: O presente trabalho aborda a importância das ações sociais em saúde após desastres naturais, com foco na enchente que atingiu São Sebastião do Caí/RS em setembro de 2023. Desastres dessa magnitude causam impactos severos na saúde física e mental das populações afetadas, resultando em complicações relacionadas a doenças cardiovasculares e diabetes mellitus. Objetivo: Identificar precocemente agravamentos de saúde em indivíduos que, devido à catástrofe, ficaram sem acesso a medicamentos essenciais. Metodologia: Foram coletados dados de 20 participantes, incluindo informações sobre idade, sexo, pressão arterial e níveis de glicose. Resultados: Predominância de pacientes do sexo feminino e uma faixa etária entre 50 e 70 anos, além de uma alta proporção de hipertensão e diabetes entre os assistidos. Considerações finais: A pesquisa destaca a importância de ações de saúde pública focadas na prevenção e no cuidado após desastres. A comunicação eficaz e a parceria com a comunidade são cruciais para garantir a saúde da população afetada. Nosso estudo reforça a necessidade de intervenções rápidas e eficientes nessas situações
A PSICOLOGIA FORA DA CLÍNICA
Este trabalho apresenta um relato de experiência oriundo da prática supervisionada de estágio em Psicologia, com ênfase nos contextos de saúde, trabalho e gestão. O objetivo central é refletir sobre a atuação do psicólogo fora do setting clínico tradicional, evidenciando sua contribuição para a qualificação da experiência do paciente nos serviços de saúde. A partir das vivências da estagiária na atenção primária e no ambiente hospitalar, observam-se estratégias de cuidado pautadas na escuta qualificada, no acolhimento sensível, na condução de grupos e no fortalecimento de vínculos entre usuários, famílias e equipes multiprofissionais. Fundamentado nos princípios da Psicologia da Saúde, nas políticas públicas de humanização e nas diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), o relato demonstra como a atuação psicológica pode potencializar a corresponsabilidade entre os sujeitos envolvidos no cuidado. A perspectiva ampliada da saúde possibilita compreender o paciente em sua complexidade, valorizando os aspectos relacionais, institucionais e comunicacionais que atravessam sua trajetória de adoecimento e recuperação.A experiência de estágio permitiu aprofundar a compreensão sobre os desafios e as potencialidades do trabalho interdisciplinar na construção de práticas de cuidado mais sensíveis às singularidades dos sujeitos. Conclui-se que a Psicologia, ao se integrar de forma ética, colaborativa e empática às equipes de saúde, ocupa um lugar estratégico na construção de ambientes mais acolhedores e responsivos, contribuindo diretamente para a promoção de um cuidado integral, humanizado e transformador