Núcleo de Produção Científica Digital da FSG (Centro Universitário e Faculdade da Serra Gaúcha)
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RELATO DE EXPERIÊNCIA
Este artigo tem como objetivo relatar a experiência vivenciada durante o estágio curricular em Psicologia, realizado ao longo de um ano em um grupo de convivência para idosos. A pesquisa explora a importância da escuta psicológica e do acolhimento emocional no processo de envelhecimento, com foco em como os silêncios, frequentemente negligenciados, atuam como instrumentos poderosos de comunicação e reflexão emocional. Durante o estágio, observou-se que os silêncios, longe de serem pausas na comunicação, carregam significados profundos, refletindo traumas, inseguranças e emoções não verbalizadas. O ambiente seguro criado no grupo de convivência facilitou o compartilhamento de experiências, permitindo que as participantes se identificassem umas com as outras e expressassem suas vivências de forma autêntica, sem receio de julgamento. Este estudo contribui para a compreensão das práticas terapêuticas com idosos, enfatizando a importância da escuta ativa e do acolhimento das emoções não-verbalizadas como estratégias essenciais no cuidado da saúde mental dessa população
Sobrevivendo ao Estágio
Este trabalho apresenta um relato de experiência realizado no contexto do estágio curricular em Psicologia, desenvolvido em uma instituição da região serrana gaúcha, que atende adultos com deficiências cognitivas, visuais e auditivas em situação de vulnerabilidade social. A intervenção foi conduzida por meio do projeto Conviver é Aprender, estruturado em quatro módulos voltados ao desenvolvimento de habilidades socioemocionais, como reconhecimento de emoções, empatia, cooperação e convivência respeitosa. As atividades utilizaram recursos acessíveis, como histórias com foco emocional, dramatizações, dinâmicas cooperativas e produções coletivas, sempre adaptadas às singularidades do público atendido. A prática foi fundamentada em referenciais da Psicologia Humanista, Psicologia Social Comunitária e da Terapia Cognitivo Comportamental. Embora o projeto tenha promovido vínculos significativos e momentos de partilha emocional entre os participantes, sua execução enfrentou obstáculos importantes relacionados à estrutura e à cultura institucional, como rigidez de rotinas, falta de espaço e contenção da expressão subjetiva dos usuários. A experiência evidenciou os limites concretos do fazer psicológico em contextos institucionalizados, ao mesmo tempo em que destacou o valor das pequenas aberturas de escuta e acolhimento. Reflete-se, assim, sobre o papel do psicólogo em formação, diante de desafios éticos e estruturais que exigem posicionamento crítico, criatividade e sensibilidade para intervir com dignidade e humanidade
ORIENTAÇÕES DE ENFERMAGEM DO AUTOCUIDADO PARA PUÉRPERA NA ALTA HOSPITALAR
Objetivo: Identificar as orientações do enfermeiro para o autocuidado das puérperas no momento da alta hospitalar. Métodos: Estudo descritivo-exploratório e transversal, com a participação de 30 puérperas. Utilizou-se um questionário abordando dados sociodemográficos e questões sobre o autocuidado. O Estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa. Os dados foram analisados por estatística descritiva. Resultados: A média de idade foi 25,33 anos, com ensino médio completo 50% e casadas com 76,6%, 60% de cesariana. As puérperas 80% receberam orientações sobre o banho de chuveiro, 80% receberam orientações sobre higiene bucal e o não uso de perfumes nas mamas e 63,3% sobre as perdas sanguíneas. O autocuidado no que tange a alimentação 76,6%, redução do álcool e tabagismo 83,3% e o sono 76,6% foi presente em sua maioria. Conclusão: A identificação das orientações favorece para um desenvolvimento de estratégias na qualificação do autocuidado para as puérperas, contribuindo para uma assistência de enfermagem mais assertiva. E a presença da enfermagem neste momento de vida da mulher o torna imprescindível e significativa com as orientações do autocuidado durante a alta hospitalar
TERAPIA ASSISTIDA POR ANIMAIS EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS
Introdução: Com a tendência de envelhecimento da população, faz-se necessário o uso de técnicas que propiciem a longevidade. Diante disso, a Terapia Assistida por Animais (TAA), além de oferecer apoio emocional, pode auxiliar no desenvolvimento motor e cognitivo dos idosos. O animal, junto ao profissional de saúde, incentivará exercícios para melhorar a qualidade de vida. Os cães são os animais mais comuns na TAA, devido à sua facilidade de criação de vínculo com humanos. Objetivos: Avaliar e descrever os benefícios da TAA para o desenvolvimento das Necessidades Humanas Básicas de idosos residentes em Instituições de Longa Permanência. Métodos: Trata-se de um estudo exploratório, realizado por meio de pesquisa qualiquantitativa, com a aplicação de questionários aos idosos residentes em duas instituições de longa permanência privadas e aos enfermeiros da geriatria, na cidade de Caxias do Sul (RS). Resultados: Foram divididos em três partes, de acordo com o público-alvo de cada questionário. Entre os idosos entrevistados: 100% dos entrevistados gostam de animais, sendo os cães os mais populares. Conclusão: Os animais têm um papel importante na recuperação e reabilitação dos idosos. Embora pouco conhecida, a TAA pode trazer inúmeros benefícios, sendo o enfermeiro um profissional capacitado para realizá-la
A IMPORTÂNCIA DA UTILIZAÇÃO DA CONTABILIDADE NAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS
A contabilidade gerencial é fundamental para o sucesso das micro e pequenas empresas, fornecendo ferramentas essenciais para a tomada de decisões estratégicas e operacionais. Diferente das grandes corporações, onde há departamentos específicos dedicados à análise financeira, as pequenas empresas frequentemente dependem de informações gerenciais precisas para sobreviverem e crescerem no mercado. O presente trabalho teve como objetivo principal elucidar as ferramentas da contabilidade gerencial que possam ser utilizadas nas micro e pequenas empresas. Neste artigo foi realizada uma pesquisa bibliográfica do tipo descritiva e análise do tipo qualitativa, onde foram feitas pesquisas através da base de dados Scielo, Google Acadêmico e livros. Os resultados encontrados na presente pesquisa foram a falta de conhecimento e informações por parte dos donos e gestores das micro e pequenas empresas, onde a falta destas informações impacta diretamente na tomada de decisões, controle financeiro e planejamento, concluindo-se a importância da utilização da contabilidade gerencial na rotina dessas organizações
ATIVIDADE LÚDICA DE INTEGRAÇÃO COMO RECURSO NA BUSCA PELA RETOMADA DA NORMALIDADE APÓS EVENTOS CLIMÁTICOS ESTRESSORES
INTRODUÇÃO: Diante do desastre climático que atingiu o município de Bento Gonçalves, em maio de 2024, o Grupo de Estudos e Intervenções em Emergências e Desastres (GED) da Faculdade da Serra Gaúcha de Bento Gonçalves, elaborou e vem desenvolvendo variadas atividades que buscam contemplar diversas frentes de apoio. O Grupo promoveu campanhas de doação de alimentos e roupas, participou do recebimento e organização das doações junto ao órgão municipal e colaborou com o acolhimento às pessoas que buscavam as doações. O presente resumo se propõe a relatar encontros com as comunidades atingidas, que tiveram como objetivo promover um ambiente de apoio e integração, proporcionando um momento de retomada de aspectos da normalidade. Buscou-se, também, oferecer informações quanto aos programas destinados às pessoas atingidas pela calamidade e fazer encaminhamentos para o atendimento especializado em saúde mental oferecido pela política pública, quando for evidenciada necessidade. METODOLOGIA: As intervenções basearam-se no material da OPAS (2015), nas normativas determinadas pelo Ministério da Saúde (2024) e Conselho Regional de Psicologia do RS (2023), e sobre a metodologia de grupos de apoio (ZIMERMAN, et al., 1997). Os encontros aconteceram em locais próximos das comunidades atingidas, espaços de referência e de identidade comunitária. Além do GED, instituições parceiras também se envolveram com as atividades, sendo elas, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul - Campus Bento Gonçalves (IFRS), Paróquia São Roque e Sindicatos rurais. No que se refere à promoção de um momento de integração e retomada de aspectos da normalidade, foi realizado um bingo. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: De acordo com o Projeto Sphere e o IASC, citado no material da OPAS (2015), os primeiros cuidados psicológicos descrevem uma resposta humana e de acolhimento às pessoas em situação de sofrimento e com necessidade de apoio. Estamos diante de estressores primários, o evento climático em si, e de estressores secundários, a necessidade de reconstruir a vida, os bens e as relações, afinal, “A vida costumeira se desfaz” (BRASIL, 2024). Nesse sentido, grupos de apoio com pessoas que vivenciaram a mesma situação favorecem aspectos de identificação, contribuindo, deste modo, com o fortalecimento de vínculos, com o combate ao isolamento e à depressão (ZIMERMAN, et al., 1997). Conectar-se com o outro, numa experiência de apoio mútuo e de solidariedade produz efeitos terapêuticos. Os grupos de apoio se propõem a acessar as fortalezas do sujeito, seus recursos internos e, deste modo, estabilizar um sofrimento agudo para conectar-se com a reconstrução da vida. Ao sentirem-se seguros, próximos às pessoas, calmos e esperançosos, poderão ajudar a si mesmos, enquanto indivíduos, e também as comunidades (SÁ, WERLANG, PARANHOS, 2008). RESULTADOS E DISCUSSÕES: A moradia, lugar onde viviam, sempre representou para os moradores das comunidades atingidas, espaço de refúgio, aconchego e segurança. O vivido no mês de maio de 2024 transformou essa realidade. Em uma situação de desastre, o funcionamento de uma família e de uma comunidade é interrompido, mas o impacto da crise é individual. Não há como definir maiores ou menores perdas, são muitos os lutos que precisam ser elaborados. A chuva traz consigo o medo de que o que aconteceu volte a ocorrer, conforme um dos relatos dos participantes: “Os pingos pareciam pedras.”. Oferecer a oportunidade de falar sobre o que aconteceu e sobre o que está acontecendo, proporciona que o sujeito se coloque na posição de sobrevivente, não mais de vítima. Tal mudança de posição tem relevância no enfrentamento do vivido, conectando-se com a reconstrução (FERREIRA-SANTOS, FORTES, 2011). Dessa forma, a atividade lúdica proposta, o bingo, buscou oferecer um momento de integração e de distração da situação de vulnerabilidade, não do sentimento. O depoimento dos participantes reafirmou a importância da retomada de algum aspecto da normalidade, como no exemplo: “Como foi bom hoje, eu estava precisando disso, de ser um pouco o mesmo de sempre.” O encontro se fez no processo, com trocas e conversas, e o bingo foi conduzido por um dos participantes. CONCLUSÕES: Os encontros aconteceram em duas das comunidades atingidas. Infelizmente as condições climáticas da região ainda não permitem a continuidade dos encontros em outros locais. Seguiu-se, porém, com encontros junto à escola de uma das comunidades, buscando oferecer um espaço de escuta também para as crianças. Trata-se de uma intervenção pequena, breve, parte de uma engrenagem que envolve muitos aspectos e atores. É fato, porém, que o cuidado, a presença que dá suporte, é a maior ferramenta quando estamos falando em saúde mental e é a partir dela que se torna possível ressignificar a tragédia
ATUAÇÃO DO PSICÓLOGO NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL E A COMUNICAÇÃO COM AS EQUIPES MÉDICAS
INTRODUÇÃO: A Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), é um ambiente especializado, dedicado ao cuidado de recém-nascidos em condições críticas. O ambiente da UTIN, com suas complexidades e desafios únicos, exige uma abordagem altamente sensível. A comunicação na UTIN é um aspecto essencial da experiência, tanto para os pais quanto para os recém-nascidos. A comunicação e a interação com a equipe médica, são fundamentais para garantir um tratamento eficaz e uma experiência menos angustiante para os pais e, ou familiares. Conforme, (Da Rocha Arrais e Mourão, 2013), o psicólogo inserido neste contexto obstétrico, a partir de um enfoque da psicologia hospitalar, irá acolher os pais e auxiliá-los na vinculação entre si e com o bebê internado. O objetivo deste estudo é arpesentar contexto de atuação do Psicólogo na UTIN e seu papel na comunicação com as equipes médicas. MATERIAL E MÉTODOS: O estudo é de natureza qualitativa/quantitativa, exploratória/descritiva. Foi desenvolvido a partir da observação participante (ANGROSINO, 2009) em uma experiência de estágio curricular do curso de Psicologia, realizado em um hospital em um município de médio porte no interior do estado do Rio Grande do Sul. Realizou-se pesquisa bibliográfica predominantemente teórica oferecendo sustentação às observações desenvolvidas (Marconi; Lakatos, 2003). RESULTADOS E DISCUSSÕES: Os estudos invstigados apontam que a escuta aos pais e a compreensão de seus conteúdos internos é fundamental para o entendimento da parentalidade e de como isso está implicado diretamente com as manifestações do bebê (Terreno, 2012). A equipe médica deve praticar a escuta ativa, demonstrando interesse genuíno pelas preocupações e emoções dos pais, auxiliando na reduzição da ansiedade e melhora na compreensão sobre o tratamento dos recém-nascidos, contribuindo para um ambiente de suporte. Compreender e validar esses sentimentos pode ajudar a aliviar parte da carga emocional e criar uma relação de confiança entre os pais e a equipe. Quanto à comunicação, as informações devem ser transmitidas de forma clara e compreensível, considerando a ansiedade e o estresse que os familiares estão sentindo, ou passando no momento. A equipe médica deve fornecer atualizações periódicas sobre o estado do bebê, o andamento do tratamento e quaisquer alterações no plano de cuidado. Explicar as condições médicas de maneira acessível e detalhada, ajuda os pais a entender o que está acontecendo e a se sentirem mais envolvidos no processo de cuidado (Da Rocha Arrais e Mourão, 2013). Através de uma abordagem colaborativa, onde a equipe médica está disposta a ouvir, explicar e apoiar, é possível criar um ambiente mais acolhedor e seguro, promovendo a confiança e a cooperação. A fragilidade inerente aos recém-nascidos na UTI neonatal exige um esforço colaborativo contínuo. Desde a administração cuidadosa de medicamentos até a implementação de técnicas de fisioterapia e fonoaudiologia, cada intervenção deve ser meticulosamente planejada para atender às necessidades específicas de cada bebê, visando sua estabilização e desenvolvimento saudável. Reuniões regulares da equipe são importantes para discutir o estado do bebê, ajustar o plano de tratamento e garantir que todos os membros da equipe estejam atualizados e alinhados. A comunicação interna deve ser eficiente para evitar mal-entendidos e garantir a continuidade do cuidado (Da Rocha Arrais e Mourão, 2013). A comunicação entre os membros da equipe, o desenvolvimento de protocolos padronizados e a intervenção precoce de diversos profissionais estão sendo cada vez mais valorizados para garantir um cuidado integral e holístico (Da Rocha Arrais e Mourão, 2013). Entretanto, desafios como sobrecarga de trabalho, complexidade na coordenação entre especialidades e a necessidade de lidar com situações emocionais delicadas continuam a ser obstáculos importantes para a equipe multidisciplinar na UTI neonatal. Assim, o psicólogo hospitalar deve procurar se inserir na equipe fazendo parte da mesma somando com o seu saber, procurando fazer um trabalho interdisciplinar (Moretto, 1999). CONCLUSÃO: Destaca-se a importância da comunicação e da interação entre a equipe médica e as famílias dos recém-nascidos, sendo o psicólogo uma ponte essencial para a fluidez da comunicação. A interação contínua e transparente com os pais e responsáveis não apenas facilita uma compreensão mais profunda das necessidades do bebê, mas também contribui para o bem-estar emocional das famílias, que enfrentam um momento de grande vulnerabilidade. Em um contexto onde a complexidade dos cuidados intensivos exige precisão e atenção meticulosa, a comunicação clara e empática torna-se um pilar essencial para a eficácia do tratamento. Fortalecer as práticas de comunicação e interação na UTI Neonatal não é apenas uma questão de eficiência clínica, mas também um imperativo ético que pode impactar positivamente tanto a recuperação dos pacientes quanto a experiência geral das famílias, refletindo diretamente na qualidade do cuidado prestado e nos resultados alcançados
A PSICOLOGIA DENTRO DAS ESCOLAS
Este estudo tem como objetivo compartilhar a experiência de estágio realizada com grupos operativos de adolescentes em uma escola municipal do Rio Grande do Sul. Trata-se de um relato de experiência, apoiado nos conceitos da psicologia grupal e da adolescência. É importante destacar que esses grupos dentro da escola se mostraram um espaço fundamental para que os jovens possam colocar para fora suas emoções, conversar sobre essa fase da vida e serem ouvidos sem críticas ou julgamentos. Acredita-se que essa iniciativa atua como uma forma de prevenção na educação, ajudando no desenvolvimento dos adolescentes e cuidando da sua saúde mental