Núcleo de Produção Científica Digital da FSG (Centro Universitário e Faculdade da Serra Gaúcha)
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    PSICOLOGIA HOSPITALAR: A IMPORTÂNCIA DO PSICÓLOGO

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    A psicologia hospitalar surgiu no Hospital McLean dos EUA em 1818 e cresceu após a Segunda Guerra Mundial devido à crescente compreensão dos impactos psicológicos da doença. No Brasil, Matilde Néder foi pioneira em 1954, focando em crianças em períodos cirúrgicos. O papel do psicólogo no hospital envolve restaurar a estabilidade psicológica do paciente, apoiar a equipe e familiares, com a psicoterapia breve sendo uma ferramenta crucial devido ao tempo limitado. Os cuidados paliativos são vitais, mas podem afetar os profissionais. Manter a saúde mental requer atenção ao bem-estar físico, social e mental, enquanto o estresse no trabalho pode ser influenciado por remuneração e carga horária. Em resumo, o trabalho do psicólogo é essencial no ambiente hospitalar, contribuindo para o tratamento e o bem-estar geral

    VALIDAÇÃO DO ANALISADOR HEMATOLÓGICO Sysmex® XN-1000 DE UM LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS DA SERRA GAÚCHA

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    INTRODUÇÃO/FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: A automação no setor de hematologia tem o intuito de diminuir os custos, a intervenção humana, o tempo de liberação e tornar os resultados mais precisos e reprodutíveis (BAIN, 2016). Segundo Westgard, (1999) a validação de um método analítico é um processo que visa a avaliação e estabelece o conhecimento do erro. Na validação, o erro sistemático é estimado por comparação de métodos (CLSI, 2002). O presente estudo buscou avaliar o desempenho e a confiabilidade dos resultados do equipamento Sysmex® XN-1000 e realizar a validação do mesmo frente ao equipamento já em uso no mesmo laboratório, o Sysmex® XE-2100D. MATERIAL E MÉTODOS: O estudo utilizou 86 amostras de sangue venoso obtidas em um laboratório de análises clínicas da Serra Gaúcha. As amostras foram processadas sequencialmente nos analisadores Sysmex® XE-2100D e Sysmex® XN-1000, ambos os equipamentos foram previamente submetidos a manutenções preventivas e controles diários.  Os parâmetros considerados neste estudo foram: WBC, RBC, HGB, HCT, MCV, MCH, MCHC, RDW-CV, PLT, NEU, LYN, MON, EOS, BASO. Os resultados obtidos foram analisados estatisticamente pelo programa Office Excel 2013 (Microsoft Corporation, EUA), foi aplicada análise de regressão, determinando o coeficiente de correlação (r) de Spearman e comparando-o com as especificações atuais da literatura e especificações fornecidas pela Sysmex® Corporation através das informações técnicas do produto contidas nos manuais de utilização. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Para as contagens globais, os valores de correlação obtidos são considerados excelentes. Dentre os parâmetros analisados, foi observado que o MCV, MCH, RDW-CV, NEU, LYN, EO mostram dados estatísticos (r > 0,95) que comprovam os resultados muito semelhantes e comparáveis, reforçando que a correlação entre os dois analisadores é fortemente positiva. Na análise de correlação para o parâmetro MCHC foi encontrado um r = 0,84 enquanto o recomendado no manual do equipamento é acima de 0,95. (SYSMEX, 2012). Tendo em vista que este parâmetro é derivado de outros dois parâmetros (hemoglobina e hematócrito) cujos resultados da análise de correlação atenderam aos critérios do fabricante, o parâmetro CHCM será monitorado através dos controles de qualidade internos comerciais, relatórios do programa de controle de qualidade interlaboratorial e controles de qualidade externo, a fim de avaliar a necessidade de ajustes e calibrações pela assessoria científica autorizada (Laborsys). Os resultados das médias das medições de ambos os equipamentos em análise, foram adequados e nos resultados do teste de repetibilidade é possível observar que, para todos os parâmetros, exceto o RDW-CV, há aceitação do coeficiente de variação (CV%) especificado pelo Manual do operador do equipamento Sysmex® XN-1000, apresentando um resultado satisfatório para este tipo de avaliação.   CONCLUSÃO:  O analisador hematológico Sysmex® XN-1000 foi liberado para utilização na rotina do laboratório tendo em vista que atendeu os critérios estipulados para validação nas análises de repetibilidade (executada no mesmo equipamento), diferença entre médias e correlação entre resultados do equipamento avaliado e equipamento referência. O equipamento Sysmex® XN-1000 provou ser um analisador hematológico de alto desempenho analítico, sendo adequado para laboratórios de médio e grande porte. Os resultados obtidos neste estudo indicam a confiabilidade dos parâmetros oferecidos por este analisador

    INSANIDADE MENTAL E CRIME: INIMPUTABILIDADE POR ESQUIZOFRENIA

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    INTRODUÇÃO/FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: A associação entre insanidade mental e crime tem sido um tópico relevante tanto no campo da psicologia quanto no sistema jurídico. Segundo o Artigo 26 do Código Penal Brasileiro (Brasil, 1940), considera-se inimputável por insanidade mental a pessoa que, ao tempo da ação ou da omissão, era inteiramente incapaz de entender a natureza criminosa de seus atos devido a uma condição psicológica. A análise da inimputabilidade por doença mental é essencial para determinar a responsabilidade penal de indivíduos que cometeram crimes enquanto sofriam de transtornos psicológicos. O espectro da esquizofrenia, definido pela Associação Americana de Psiquiatria (APA, 2014) como transtorno psicótico, está descrito no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, o DSM-5. Dentre as características essenciais deste transtorno estão sintomas como delírios, alucinações, discurso e comportamentos desorganizados, além de expressão emocional diminuída, avolia, alogia e falta de sociabilidade (DUTRA, 2021). A imputabilidade penal aplicada a pessoas com o diagnóstico de esquizofrenia é uma matéria capaz de fomentar discussões doutrinárias e jurisprudenciais variadas no âmbito jurídico (DUTRA, 2021). O estudo tem por objetivo investigar como os tribunais lidam com indivíduos que apresentam esquizofrenia, como os casos são avaliados e quais critérios definem a inimputabilidade. MATERIAL E MÉTODOS: O presente trabalho trata-se de uma revisão de literatura acerca do tema de inimputabilidade mental relacionado ao transtorno de esquizofrenia. Para elaboração do trabalho, foram utilizados artigos científicos encontrados nas plataformas SciElo, Pepsic e Lilacs através dos descritores “inimputabilidade”, “insanidade mental” e “esquizofrenia”. Foram analisados cinco documentos principais, sendo uma tese de doutorado, uma tese de mestrado, 2 artigos e o Código Penal Brasileiro que tratam do tema. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Inimputabilidade por doença mental tem sido um tema considerado sensível, isso explica-se pela forma como tem sido abordado transtornos mentais no Brasil. A inimputabilidade penal e a consequente aplicação de medida de segurança são temas que exigem, acima de tudo, conhecimento técnico dos peritos para que não se incorra em injustiças ou se caia em teatros promovidos por aqueles que buscam como tática de defesa a alegação de problemas mentais para se esquivar da responsabilidade dos delitos cometidos (DUTRA, 2021). De acordo com o Código Penal Brasileiro (BRASIL, 1940) uma pessoa é considerada inimputável quando for incapaz de entender o crime cometido por uma anomalia psíquica, fato que dentro de um tribunal, é avaliado por uma equipe jurídica entre psicologia e direito. Segundo Teixeira (2008) a avaliação da responsabilidade criminal envolve um juízo balanceado entre a presença ou ausência de doença mental, entre o contexto do crime e a personalidade do acusado, muito embora predomine neste juízo a presença ou ausência de doença mental. Um outro conjunto de variáveis tem sido associado com a tomada de decisão dos peritos, nomeadamente entre as características dos crimes, a escolha da arma e o facto de o acusado actuar só ou em grupo. Já o tipo de crime parece não ter importância nessa avaliação (TEXEIRA, 2008). Segundo o mesmo autor o que é, pedido ao perito é que se pronuncie, por um lado sobre a existência ou não de doença psiquiátrica e que a quantifique em termos de gravidade e, por outro, que se pronuncie sobre as repercussões dessa doença nas possibilidades de atuação do agente face ao fato em questão. CONCLUSÃO: A relação entre inimputabilidade mental e psicologia no contexto brasileiro é uma questão complexa que envolve uma cuidadosa análise das condições mentais dos indivíduos acusados de crimes. A psicologia jurídica desempenha um papel crucial nesse contexto, fornecendo conhecimentos para identificar a capacidade mental do acusado no momento do crime. A interseção entre direito e psicologia se faz necessária a fim de garantir que indivíduos com transtornos mentais sejam tratados de forma justa e adequada dentro do sistema legal. Em conclusão, em meio a possíveis deturpações sócio-culturais e interpretações passíveis de interesses pessoais no contexto jurídico, a avaliação psicológica utilizada como ferramenta judicial a critério de decisões sobre inimputabilidade, segue sendo fundamental na garantia do tratamento jurídico subjetivo empregado pelos direitos humanos

    ANÁLISE DA DINÂMICA MOTIVACIONAL PARA O TRATAMENTO DO ALCOOLISMO: RELATO DE OBSERVAÇÃO NÃO-PARTICIPANTE

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    INTRODUÇÃO/FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: A temática da dependência química e grupos de mútua ajuda desperta atenção e tem sido alvo de muitos estudos, especialmente relacionado ao uso abusivo de álcool. O alcoolismo é um problema de saúde coletiva, de acordo com diversos autores, (OPAS, 2020; SCHARF 2018; RODRIGUES & KRINDGES, 2017; OLIVEIRA & FREITAS, 2014; SOBRAL, NOLASCO & SANTOS, 2010; GONÇALVES, 2008; OLIVEIRA & MENANDRO, 2001), pois traz inúmeros prejuízos físicos, psicológicos, sociais e laborais para o indivíduo etilista e aqueles à sua volta. Ao passo que, em muitas sociedades humanas, o álcool está culturalmente associado à diversão, prestígio e desinibição social, sendo a droga psicoativa mais consumida no mundo, com início na adolescência e incentivo midiático em massa (OLIVEIRA & FREITAS, 2014). Sendo assim, esse estudo objetivou analisar a dinâmica motivacional para o tratamento de alcoolismo em individuos frequentadores de dois grupos de Alcoólicos Anônimos (A.A.). MATERIAL E MÉTODOS: O presente trabalho busca compartilhar um relato de experiência em atividade de Prática de Observação do Comportamento Humano realizada no segundo semestre do ano de 2022. Investigou-se a veracidade das seguintes hipóteses: individuos alcoolistas só poderão alcançar a recuperação com suporte religioso; individuos alcoolistas só poderão alcançar a recuperação com suporte da família, apoio de amigos ou contato grupal de incentivo; os homens frequentam mais os grupos de A.A. do que as mulheres. A investigação foi realizada através da categorização dos dados coletados durante as observações feitas nas reuniões semanais dos grupos de ajuda mútua, utilizando, posteriormente, a análise de conteúdo de Bardin (BARDIN, 2016). Nesta abordagem qualitativa, também foi realizado uma revisão bibliográfica sobre os temas:  alcoolismo, religiosidade, redes de apoio, motivação, dependência química, Alcoólicos Anônimos (A.A.) e afins. As categorias de análise utilizadas foram: perfil dos integrantes (gênero e contexto socioeconômico) e motivação (espiritualidade ou redes de apoio). RESULTADOS E DISCUSSÕES: Na primeira categoria, utilizando suporte da literatura científica, confirmaram-se as hipóteses levantadas de que homens frequentam o grupo mais do que as mulheres, por serem a maioria na dependência do álcool, com faixa etária média de 30 e 50 anos, comumente passam por prejuízos financeiros, agravado pelo uso da substância, vivendo em contexto socioeconômico baixo, além de enfrentarem o desemprego, conflitos familiares, entre outros (RODRIGUES & KRINDGES, 2017; OPAS, 2020). Na segunda categoria, a motivação através da rede de apoio e da espiritualidade ficou evidente, embora também possa ser um fator desmotivacional a reação da família ao tema do alcoolismo (RODRIGUES & KRINDGES, 2017; GONÇALVES, 2008). Quanto à espiritualidade, foi possível compreender que, segundo o A.A. (2016), para superar um quadro de subordinação à droga, é necessário acreditar, inicialmente, que apenas um poder superior poderá devolver a sanidade ao doente. Todavia, a fé em si e no outro se desenvolve ao longo da experiência no processo de recuperação, e, embora seja importante essa terceirização inicial, a espiritualidade pode ser compreendida como o propósito que atravessa o ser, um bem maior que o obriga a se voltar para si e se desenvolver, reconhecendo a eficiência do programa (SCHARF, 2018). CONCLUSÃO: Sendo assim, conclui-se com esse trabalho que a abertura ao processo, a honestidade e a boa vontade tornam-se mais importantes do que a crença em um “Deus” específico, ao contrário da hipótese inicial, conforme pode-se observar nos relatos dos participantes e no livro base de  funcionamento dos grupos de A.A (2016). Além disso, todos os registros observados, embora em pequena escala, estão de acordo com a literatura científica sobre o tema, apontando para as redes de apoio enquanto fator de proteção ou risco e a espiritualidade como um fator fundamental, embora não haja a necessidade de crença em um Deus ou Religião específicos, mas sim de uma espécie de subordinação ao processo até o estabelecimento de autocontrole e automotivação

    PREVALÊNCIA DE USO DE TERAPIA NUTRICIONAL ORAL(TNO) NA FORMA DE SUPLEMENTO NUTRICIOAL EM PACIENTES INTERNADOS NO SETOR ONCÓLOGICO DO SUS DE UM HOSPITAL ESCOLA NA CIDADE DE CAXIAS DO SUL

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    INTRODUÇÃO: Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), todos os anos são diagnosticados mais de 18 milhões de casos de câncer e a estimativa é que que até 2040 este número chegue a 29,4 milhões de diagnósticos anuais. Considerando que atualmente uma a cada seis mortes no mundo são em decorrência do câncer e que o mau estado nutricional em pacientes oncológicos está associado ao aumento no risco de efeitos tóxicos da quimioterapia, menor qualidade de vida e sofrimento do paciente, faz-se necessária avaliação nutricional precoce com inclusão de TNO, na forma de suplementos nutricionais a fim de melhorar a qualidade de vida e a conclusão de tratamento. MATERIAL E MÉTODOS: Para a realização do resumo, foi feita a coleta de dados de prontuários eletrônicos de todos os pacientes internados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no período de 07 de março à 20 de abril de 2023 no setor de oncologia. A consulta do prontuário foi realizada a fim de verificar a prevalência de uso de suplemento oral (TNO) associados à dieta via oral de pacientes internados em um hospital escola na cidade de Caxias do Sul – RS. RESULTADOS e DISCUSSÃO: Após a avaliação dos dados obteve-se o total de 105 internações. Deste total, em 53 (50,5%) pacientes receberam TNO na forma de suplemento na dieta hospitalar e 52 (49,5%) sem uso de suplemento nutricional. As neoplasias no Brasil são vistas como um problema de saúde pública de proporção nacional. Segundo dados do Ministério da Saúde, no ano de 2014 a mortalidade por essa patologia foi responsável por 16% dos óbitos (3% a mais que a média mundial) (SALDANHA et al., 2019). Os suplementos nutricionais orais, formam o grupo de formulas mais eficientes para o combate à desnutrição, associados à dieta (HELFENSTEIN e MADALOZZO, 2020). Estudos como o de Lima e Navarro (2008), demonstram que os suplementos orais contribuem para melhora do aporte nutricional e energético e da síntese proteica, evitando o catabolismo muscular ou aumentando o sistema imune (HELFENSTEIN e MADALOZZO, 2020). Podemos notar, através dos resultados desta coleta de dados que o uso de suplementação foi necessário em metade das internações. Considerando que o suplemento nutricional é principalmente utilizado quando o paciente se encontra em risco nutricional ou desnutrido, percebe-se a prevalência destas condições nos pacientes oncológicos acompanhados, reforçando a necessidade do uso de suplementação para manutenção do bom estado nutricional e consequente maior eficácia do tratamento. A melhora dos sintomas característicos da doença, como náuseas, mudanças no paladar e disfagias pode vir por meio de técnicas como a divisão das refeições, alteração da consistência dos alimentos e variabilidade dos alimentos ofertados. Ainda, faz-se necessário o acompanhamento ao paciente ao longo do período de internação para avaliar a aceitação do suplemento, a evolução do quadro nutricional e a adequação da dieta conforme necessidades individuais de cada paciente. CONCLUSÃO: A desnutrição é comum durante o tratamento do câncer, geralmente estando relacionada à redução do consumo alimentar em decorrência dos efeitos adversos do tratamento ou à condição hipercatabólica da doença, sendo assim, nos casos de desnutrição ou risco nutricional, pode-se utilizar como estratégia para atingir o aporte nutricional adequado os suplementos nutricionais orais (RIVANDENEIRA e colaboradores, 1998). A elaboração de receitas criativas e palatáveis para pacientes oncológicos, melhora a aceitabilidade da suplementação, recupera o prazer de alimentar-se, promove maior qualidade de vida e convívio social (HELFENSTEIN e MADALOZZO, 2020)

    PICÃO-PRETO (BIDENS PILOSA) UM SUPER ALIMENTO POBREMENTE EXPLORADO

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    INTRODUÇÃO: O gênero Bidens consiste de cerca de 250 espécies, plantas cosmopolitas em distribuição (BARTOLOME; VILLASEÑOR; YANG, 2013). Sugere-se que a maioria delas contenha compostos tais como sesquiterpenos, acetilenos, lactonas e flavonóides. Além de compostos aromáticos, carotenóides, cumarinas, vitamina C e poliacetilenos. (ZAHARA et al., 2022). Bidens pilosa L. talvez seja o membro mais famoso, tendo sido utilizado para o tratamento de vários problemas de saúde, desde picada de cobra até doenças tais como as infecciosas, de origem imune, síndrome metabólica e inclusive câncer (YANG, 2014). É muito utilizada na forma de decocção (raiz), infusão (flores e folhas) ou suco. Possui folhas macias, flores de cor laranja e sabor marcante. Apresenta grande potencial alimentar, está entre as plantas mais comuns cultivadas nos trópicos em todo o mundo. Apesar disso, tem sido pobremente explorado no Brasil. Assim, dado as características da planta, o objetivo desse trabalho foi explorar o potencial alimentar do picão preto (Bidens pilosa) comparando seu conteúdo de nutrientes com vegetais ‘convencionais’. MÉTODOS: Realizou-se uma revisão de literatura utilizando as bases de dados LILACS e MEDLINE e a biblioteca eletrônica SciELO a fim de identificar artigos científicos. E de forma a localizar artigos não identificados em tal pesquisa, utilizou-se também o Google Acadêmico como forma de busca. A busca foi realizada tendo como termo indexador “Bidens Pilosa” AND “Bidens Pilosa L.” AND “Alternativa Alimentar”, e seus correspondentes em inglês “Bidens Pilosa” AND “Bidens Pilosa L.”AND “alternative food”. As publicações foram pré-selecionadas pelos títulos e, subsequentemente, pela leitura do resumo e do texto completo. Foram incluídas publicações em inglês e português que tratassem do tema proposto. RESULTADOS E DISCUSSÕES: A busca inicial resultou em 71 artigos, dos quais 7 foram selecionados para compor essa revisão. A maioria foi excluído por não se tratarem do uso do Bidens pilosa como fim alimentar, mas, como medicamento e até mesmo como conservante de alimento. Além disso, utilizou-se um livro de autor nacional que caracterizou plantas nativas do Brasil. Bidens pilosa é uma erva perene originária da América do Sul, pertence ao gênero Bidens (Asteraceae). Estima-se que esse gênero inclua cerca de 250 espécies em todo o mundo (BARTOLOME; VILLASEÑOR; YANG, 2013; ZAHARA et al., 2022). Talvez, o membro mais conhecido deste género seja o Bidens Pilosa L. (picão-preto), uma planta anual que, apesar de ser originária da América do Sul, tem sido amplamente distribuída na maioria das áreas pantropicais do mundo (XUAN; KHANH, 2016). A planta pode atingir mais de dois metros em condições favoráveis e é conhecida popularmente por muitos nomes diferentes, picão-preto no Brasil e em outros países por nomes tais como mendigo peludo, agulhas espanholas, agulhas do diabo, macaco preto e margarida ferroviária (tradução literal do inglês)(MITICH, 1994). O nome genérico ‘Bidens’ veio do latim e significa “dois dentes”, em alusão às típicas farpas gêmeas na ponta do aquênio (depois semente seca) e ‘Pilosa’ remete à aparência de cabelos macios. É facilmente reconhecido por seus aquênios alongados em forma de botão que apresentam cerdas recurvadas ou em forma de gancho, dispositivo que garante sua disseminação (e seu nome popular no Brasil ‘picão’). A minúscula inflorescência é um capitulum com centros amarelos (riquíssimo em carotenoides) e pétalas brancas. As sementes secas são marrom-escuras ou pretas, delgadas, atingem 1 cm de comprimento e estão agrupadas na ponta do caule, suas características permitem que sejam amplamente dispersas pelo vento, bem como aderem facilmente a roupas e peles de animais sendo assim, disseminados. (XUAN; KHANH, 2016). Análises bromatológicas da composição nutricional da planta mostraram que ele apresenta, para alguns nutrientes, maior concentração do que vegetais convencionais tais como alface, rúcula e couve, até mesmo mais do que outras plantas alimentícias não convencionais (PANC). (KINUPP; IBI, 2004; KINUPP; LORENZI, 2014). Comparando os vegetais alface, rúcula e couve com Bidens Pilosa L. observa-se uma superioridade do último com relação aos vegetais convencionais, e, essa diferença está, principalmente no conteúdo de micronutrientes. Com relação aos carboidratos a diferença parece não ser significativa, pois, alface tem 1,7 g, a rúcula 2,2g, a couve 4,3g e o picão 3,2 gramas de carboidratos em 100 gramas do vegetal. No entanto, ao se avaliar o conteúdo de proteínas, alface apresenta 0,6 gramas, rúcula 1,8 gramas, couve 2,9 gramas e o picão 5 gramas em 100 gramas da planta. Mais expressiva ainda é a diferença do conteúdo de micronutrientes, por exemplo, com relação ao mineral magnésio, Bidens pilosa apresenta conteúdo aproximadamente 108 vezes maior do que a alface, 36 vezes mais do que a rúcula e 18 vezes mais do que a couve. Com relação ao cálcio, o conteúdo do picão é menor do que na alface, rúcula e couve (14 mg; 117 mg; 131 mg versus 1,35 mg). Mas, com relação ao mineral cobre, o picão apresenta aproximadamente 500 vezes mais cobre do que alface, 250 vezes mais do que a rúcula e 166 vezes mais do que a couve. (KINUPP; IBI, 2004; KINUPP; LORENZI, 2014; NEPA - UNICAMP, 2011). CONCLUSÃO: Assim pode-se concluir que o picão apresenta elevado conteúdo nutricional, sendo uma excelente fonte de nutrientes, especialmente minerais como magnésio e cobre, além de proteínas e compostos bioativos, sendo uma alternativa interessante para compor a dieta de populações, no entanto, o desafio a ser superado é a inclusão dessa planta como integrante da dieta de populaçõe

    A IMPORTÂNCIA DO MANEJO POPULACIONAL DE CÃES E GATOS - ESTUDO DE REVISÃO

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    As populações de cães e gatos de vida livre podem ser causadores de problemas socioambientais se não houver práticas de manejo apropriadas. O médico veterinário em ação conjunta com equipes de gestão pública são responsáveis por tomar as medidas cabíveis para tais manejos. Estas populações de animais errantes podem trazer maleficíos para a comunidade e para os próprios  animais, como a transmissão de zoonoses, acidentes por mordedura, descotrole reprodutivo e danos a fauna local. A implementação de políticas públicas e de medidas preventivas trazem inúmeros benefícios, pois controlam principalmente a superpopulação e a disseminação de zoonoses de maneira efetiva e adequada, servindo tanto a saúde pública quanto o bem-estar animal.&nbsp

    AVALIAÇÃO NA EFICÁCIA DA MODIFICAÇÃO DA DOBRADIÇA DE UMA PORTINHOLA DO COMPARTIMENTO DE BATERIA EM UM ÔNIBUS

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    A indústria automotiva atualmente enfrenta o desafio de reduzir o impacto ambiental de seus veículos, ao mesmo tempo em que oferece produtos cada vez mais seguros e confortáveis para seus clientes. Neste contexto, a redução de peso dos veículos se apresenta como uma estratégia fundamental para diminuir os gastos com combustível e as emissões de dióxido de carbono (CO2), que são um dos principais gases de efeito estufa responsáveis pelo aquecimento global. Diante disso, o presente resumo tem como objetivo apresentar uma análise detalhada das possibilidades de redução de peso em ônibus por meio da redução da espessura de dobradiças, visando propor soluções eficazes e viáveis que possam contribuir para a diminuição dos gastos com combustível e das emissões de CO2 no meio ambiente. Por isso, é importante buscar soluções que possam contribuir para a redução dessas emissões, como a avaliação na eficácia da modificação da dobradiça de uma portinhola do compartimento de bateria em um ônibus. Para a modificação da dobradiça, é necessário levar em consideração o material a ser utilizado, pois o mesmo precisa possuir algumas características como o baixo peso, a resistência ao desgaste, resistência ao impacto, resistência a corrosão, resistência ao atrito e entre outros, tendo em vista que o peso do ônibus é um fator crucial para a redução de emissões de poluentes. Conforme cita Murray (1993), sabemos que no estado sólido, os metais possuem uma estrutura cristalina, ou seja, os átomos ocupam posições bem definidas, o que é responsável pela facilidade na determinação de suas propriedades. Para a satisfação do cliente, quando o mesmo compra um ônibus e também principalmente pela segurança é de grande relevância que dentre as propriedades do material para a fabricação da dobradiça ressaltamos a questão do desgaste do mesmo, pois como diz Garcia, Spim e Santos (2012), o desgaste está relacionado com a perda progressiva de massa, que pode acarretar em danos superficiais e alterações dimensionais, que comprometem a operacionalidade dos componentes. Em vista disto, a preocupação com o atrito é corrente no ambiente industrial. Identificamos os tipos de desgastes que podemos encontrar nas dobradiças como o desgaste adesivo que ocorre quando as superfícies em contato com a dobradiça são sujeitas a altas pressões, o que faz com que haja uma interação molecular entre as superfícies que resulta na adesão das mesmas. Quando a dobradiça é movimentada, as superfícies aderidas são deslocadas uma em relação à outra, causando a remoção de partículas e gerando desgaste. Já no desgaste abrasivo ocorre quando partículas estranhas entram em contato com a superfície da dobradiça, causando um desgaste por meio de atrito. O tipo de abrasivo pode variar, podendo ser desde partículas de poeira até pequenas partículas de metal, o que pode resultar em danos significativos à dobradiça. Também possuímos o desgaste por fadiga da superfície que basicamente é quando a dobradiça é submetida a carregamentos repetitivos, causando micro-trincas na superfície da dobradiça. Com o tempo, essas micro-trincas se expandem e se unem, resultando em uma fratura da superfície da dobradiça. E por fim, o desgaste corrosivo é causado pela interação da dobradiça com substâncias corrosivas, como água salgada, produtos químicos e poluentes atmosféricos. A corrosão pode enfraquecer a estrutura da dobradiça, causando danos irreparáveis. Após o conhecimento dos possíveis problemas e premissas que conteríamos no desenvolvimento e fabricação da dobradiça é necessário realizarmos algumas etapas antes da fabricação como o desenvolvimento do projeto por meio de softwares e a análise da estrutura. Um exemplo é o software de elementos finitos, que permite simular o comportamento da peça sob diferentes cargas e condições de uso. Um exemplo é o software de elementos finitos, que permite simular o comportamento da peça sob diferentes cargas e condições de uso. Com base na análise de possíveis problemas e premissas, bem como na realização do projeto e na análise estrutural por meio de elementos finitos, a modificação da espessura da dobradiça da portinhola de compartimento de bateria em ônibus foi bem-sucedida. Isso é um grande avanço para a questão socioambiental, já que a produção reduzida de poluentes pode ajudar a mitigar os efeitos danosos da poluição no meio ambiente. Portanto, é crucial que as empresas continuem a buscar soluções eficazes e sustentáveis para suas operações, levando em consideração o impacto de suas atividades no planeta e na sociedade como um todo

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