Núcleo de Produção Científica Digital da FSG (Centro Universitário e Faculdade da Serra Gaúcha)
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SOBRE MACHISMO E VIOLÊNCIAS CONTRA AS MULHERES
INTRODUÇÃO/FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: A Lei Maria da Penha, promulgada em 07 de agosto de 2006, alterou a forma de tratar a violência contra a mulher na justiça. Propôs a criação de uma política pública estruturada, que prevê uma rede de acolhimento as mulheres. Trata-se de uma Lei que, para além do caráter punitivo, criminalizador, propõe ações de promoção e proteção as mulheres, bem como a inclusão de medidas educativas aos autores da agressão. Nestes 17 anos de implantação os crimes de violência contra a mulher deixaram de ser considerados crimes de menor potencial ofensivo com vistas a buscar a redução deste tipo de patologia social. Apesar destes avaços na legislação o Relatório “Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil”, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, publicado em março de 2023, aponta que a violência contra a mulher cresceu em 2022. Os feminicídios cresceram 6,1% em 2022, resultando em 1.437 mulheres mortas simplesmente por serem mulheres. O presente resumo apresenta os resultados iniciais da pesquisa entitulada “Violência de gênero na Cidade de Bento Gonçalves: das violências cotidianas ao feminicídio”, que teve por objetivo identificar as percepções de mulheres sobre violências cotidianas, entendendo que, para um efetivo enfrentamento das violências faz-se necessário dar visibilidade as condutas cotidianas. MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de um estudo empírico exploratório, de natureza qualitativo realizado através de dois grupos focais com 6 (seis) mulheres, universitárias e colaboradoras, com idade acima de 18 anos, de uma Faculdade na Serra Gaúcha-RS. Cada grupo focal teve a duração de uma hora e trinta minutos, conduzido por uma coordenadora, membro do GREG (Grupo de Estudos de Gênero da FSG Bento Gonçalves) implicado com a promoção de discussões que envolvem a temática da violência de gênero contra a mulher. Um roteiro, previamente elaborado, potencializou o espaço de trocas, de forma a conhecer os modos de sentir e pensar das participantes sobre violência de gênero presente no cotidiano de mulheres. RESULTADOS E DISCUSSÕES: A violência de gênero contra a mulher é uma realidade que persiste em nossa sociedade contemporânea, presente em ações aparentemente comuns e cotidianas, resultado de uma desigualdade de gênero que determina posições diferentes para homens e mulheres e as hierarquiza. “...eu tive uma certa criação machista, porque eu tenho um irmão mais velho e ele nunca foi cobrado de ficar lavando louça, limpando a casa, e é algo que eu sou sempre cobrada constantemente.” (fragmento do discurso – participante 1). O machismo está implícito em instituições culturais como na família, instituições religiosas, meios de comunicação, instituições que transformam o masculino e o feminino biológicos em gêneros distintos e hierárquicos (BUTLER, 2003). A cultura do machismo fomenta a distinção de direitos e deveres entre os gêneros, que aceitos socialmente levam a violências contra as mulheres, das mais evidentes as cotidianas (PEIXOTO E NOBRE, 2015). “...pela cultura do machismo, né, que já vem de gerações, gerações e gerações e aí, às vezes, até o próprio homem acaba não percebendo o quão machista tá sendo, até que ele age de tal forma e aí ele fica “Opa!” (fragmento do discurso – participante 2). Quando hierarquizamos os sujeitos produzimos desigualdades de poder no campo fecundo das relações de dominação. “Eu tinha medo de que ele pegasse meu celular enquanto eu dormia, apesar de não ter nada porque ele surtava por nada, ...eu acordei com os gritos . Imagina, acordar com gritos teu teu namorado gritando contigo e aí quando eu me retirei do quarto e fui no banheiro que eu comecei a ter uma crise de ansiedade, ele chutou a porta e me chamou de filha da puta.” (fragmento do discurso – participante 3). CONCLUSÕES: As situações de violência de gênero contra as mulheres tem exigido cada vez mais estudos que contribuam com o entendimento deste problema social que afeta a todos e todas. Torna-se necessário fomentar a desconstrução de posições fixas de gênero, que produzem distinções de direitos e deveres. Somente esforços conjuntos, engajamento social e políticas públicas efetivas poderão modificar este quadro. A finalidade desse estudo fora poder refletir as implicações de uma criação pautada nas concepções machistas da sociedade que influenciam no discurso das mulheres atualmente, justamente para ampliar as discussões e reflexões acerca desse movimento para o combate da violência de gênero
A NEUROCIÊNCIA E A TERAPIA DO ESQUEMA NO PROCESSO TERAPÊUTICO
A pesquisa no campo da neurociência tem enriquecido a compreensão e o aprimoramento das terapias, incluindo a Terapia do Esquema (TE), tornando-a mais eficaz no tratamento de distúrbios emocionais e psicológicos. Ao longo dos anos, o interesse científico pela relação entre comportamento humano, mente e cérebro tem crescido, levando a avanços por meio de pesquisas experimentais. O presente trabalho objetiva elencar as contribuições da neurociência e da TE no tratamento psicológico e explorar como esses estudos interligam-se. 
ASSOCIAÇÃO ENTRE NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA E A PREVALÊNCIA DE DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS EM ADULTOS DE ARROIO DO MEIO/RS
Introdução: O estilo de vida saudável auxilia na redução das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) e outras doenças agravantes, bem como na prevenção e tratamento das doenças. Já o estilo de vida relacionado a hábitos ruins como o tabagismo, consumo de álcool, má alimentação, sedentarismo e inatividade física são fatores de risco para o desenvolvimento de doenças. No entanto, o crescimento da inatividade física está cada vez mais presente na sociedade, sendo o sedentarismo considerado um dos principais fatores para o desenvolvimento de doenças. Objetivo: O objetivo deste estudo foi analisar a associação entre o nível de atividade física e a prevalência de doenças em moradores adultos da cidade de Arroio do Meio/RS. Método: Estudo quantitativo, descritivo e transversal, com 347 indivíduos adultos, moradores da cidade de Arroio do Meio/RS. Realizou-se um questionário online, com três etapas, contendo questões sociodemográficas, sobre uso de medicamentos e sobre o nível de atividade física, utilizando o Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ). Resultados: Quanto ao aspecto sociodemográfico, constatou-se que o grupo do sexo feminino (46,6 vs 24,8%; p≤0,05), sujeitos do grupo mais velho (36 a 59 anos) (52,4% vs 27,4%; p≤0,05), com um maior IMC (62,8% vs 34,6%; p≤0,05), considerados obesos, apresentam maior incidência de doença crônicas não transmissíveis. Quanto ao nível de escolaridade, os sujeitos com maior nível de escolaridade apresentaram uma menor prevalência de doenças comparados a sujeitos com menor nível de escolaridade (33,5 vs 54,5%; p≤0,05). E, em relação à renda/classe social, não foram encontradas diferenças significativas. No aspecto comportamental, não foram encontradas diferenças significativas entre fumantes e não fumantes. Já no consumo de álcool, há uma menor prevalência de doenças em pessoas que consomem álcool três vezes por semana (30,4 vs 50,7%; p≤0,05) em comparação aos que bebem com menor frequência. Em relação à atividade física, os sujeitos que realizam mais atividade física possuem menor prevalência de ter alguma doença do que indivíduos que fazem menos atividade física (32,2 vs 46,8%; p≤0,05). Conclusão: Indivíduos fisicamente ativos tendem a ter menores chances de desenvolver DCNT. Constatamos que as variáveis consideradas como fatores de risco para maior prevalência de DCNT são as pessoas do sexo feminino com idade superior a 36 anos, com um índice de massa corporal maior ou igual a 30, tendo como fator protetor ter ou estar no ensino superior e ingerir bebida alcoólica moderadamente.
 
COMPARAÇÃO DAS TAXAS DE INTENAÇÕES SUS POR DOENÇAS SENSÍVEIS À ATENÇÃO PRIMÁRIA NO MUNICIPIO DE CAXIAS DO SUL- RS
 
ÉTICA E BIOÉTICA
INTRODUÇÃO: A Bioética pode ser compreendida como “o estudo sistemático de caráter multidisciplinar, da conduta humana na área das ciências da vida e da saúde, na medida em que esta atuação é examinada à luz dos valores e princípios morais. A ética desempenha-se com o ser humano e pretende a sua perfeição por meio do estudo dos conflitos entre o bem e o mal, que se refletem sobre o agir humano e suas finalidades. Sendo assim, o objetivo da pesquisa é descrever os achados presentes na literatura científica acerca da atuação da enfermagem no processo de ética e bioética MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de uma revisão de literatura, cujos artigos selecionados foram encontrados na base de dados Scielo. A busca ocorreu através do idioma português. Os termos utilizados para a pesquisa foram “ética e bioética”, totalizando 15 artigos encontrados, sendo selecionados 5 para compor a estrutura do trabalho. O corte temporal adotado foi de artigos publicados entre os anos 2019 e 2022 e o período de busca compreendeu o mês de março de 2023. RESULTADOS E DISCUSSÕES: O comportamento ético em atividades de saúde não se limita ao indivíduo, devendo ter também, um enfoque de responsabilidade social e ampliação dos direitos da cidadania, uma vez que sem cidadania não há saúde. A enfermagem, em seu contexto histórico, passou por diferentes momentos, desde enfermeiras que eram treinadas na prática a cuidar dos pacientes, desenvolvendo comportamento baseado em normas, com o mínimo de preparação teórica em seu trabalho, até evoluir para uma busca de conhecimento sistemático, técnico e científico. Atualmente, novas tecnologias apontam a formação de enfermeiros cada vez mais críticos e comprometidos com o ambiente de trabalho, movidos por atitudes e, principalmente, autonomia. CONCLUSÃO: A literatura no campo da enfermagem com enfoque bioético tem crescido ao longo do tempo. O estudo da produção do conhecimento em enfermagem e bioética, sem dúvida, é de extrema importância, visto que proporciona ampla visão para seleção de fontes bibliográficas pertinentes e atualizadas, o que contribui para tornar os enfermeiros mais reflexivos, conscientes e embasados em princípios éticos e morais durante o exercício da profissão.
REFERÊNCIAS
BORGES, Grasiely Faccin. Enfoque bioético: produção do conhecimento em enfermagem no Brasil. Revistea Bioética, Bahia, v. 30, n. 3, p. 1-9, set. 2002. Disponível em: https://www.scielo.br/j/bioet/a/gSHNvh7TMJRQ66rjWtQH68K/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 22 abr. 2023.
KOERICH, Magda Santos. Ética e bioética: para dar início à reflexão. Scielo, Santa Catarina, p. 1-5, 14 dez. 2004. Disponível em: https://www.scielo.br/j/tce/a/NrCmm4mctRnGGNpf5dMfbCz/?lang=pt#. Acesso em: 22 abr. 2023.
PEREIRA, Márcia dos Santos. Metodologia ativa na educação permanente para abordar ética e bioética. Revista Bioética, Minas Gerais, v. 39, n. 4, p. 1-9, dez. 2022. Disponível em: https://www.scielo.br/j/bioet/a/X3qmx6Q6DMSrQmd3Bj37M6B/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 22 abr. 2023.
 
ANÁLISE SOBRE A ESCOLHA DE ALIMENTOS EM ESCOLAS DA REDE PÚBLICA DE ENSINO
Autores indicam que, na atualidade, há inadequação das práticas alimentares adotadas na infância (CARVALHO et al., 2015), visto que a alimentação saudável se dá através dos princípios determinados por Pedro Escudero “Quantidade, Qualidade, Harmonia e Adequação”, (ESCUDERO, 1934) e a alimentação nos dias atuais tem sido baseada em alimentos pouco saudáveis, especialmente entre as crianças (CARVALHO et al., 2015). A escola é um local de colaboração que serve como catalisador da aprendizagem e da mudança de comportamento em relação à alimentação, sendo que este fato pode estar relacionado à merenda escolar e/ou atividades educacionais com os alunos (VESTENA; SCREMIN; BASTOS, 2018). É o caminho para novos conhecimentos, sendo assim deve-se considerar a opinião dos alunos sobre os ambientes naturais e sociais nos quais estão imersos, o que inclui seus hábitos alimentares. Neste contexto, nota-se que programas de intervenção escolar com foco em atividades de educação nutricional vêm sendo realizados no público infantil em todo o mundo, visando conscientizar as crianças para que façam escolhas de alimentos saudáveis e aumentem a sua preferência e consumo diário (EZENDAM et al., 2012). É fundamental que a criança desenvolva o hábito de comer alimentos variados, evitando a monotonia da dieta, no entanto, é típico que eventualmente aceitem certos alimentos depois de rejeitá-los inicialmente, porque isso faz parte de como as crianças aprendem naturalmente sobre novos sabores e texturas. (LIMA et al., 2012). Deste modo, o presente estudo tem como objetivo avaliar o conhecimento sobre alimentos saudáveis e não saudáveis em escolares da rede de ensino municipal e estadual situadas no interior do Rio Grande do Sul. MATERIAL E MÉTODOS: O presente estudo trata-se de uma pesquisa quantitativa e exploratória, realizada por alunas do curso de Nutrição da FSG como parte do itinerário extensionista, da qual participaram 122 crianças com faixa etária entre 7 e 8 anos em escolas da rede de ensino municipal e estadual, as quais eram situadas no interior do Rio Grande do Sul. Realizou-se atividade educativa, a qual iniciou com a distribuição de figuras de alimentos saudáveis e não saudáveis para cada aluno. Eles deveriam analisar em qual característica o alimento se classificaria (saudável/não saudável). No quadro, haviam dois cartazes com as palavras ‘saudáveis’ ‘não saudáveis’ e eles deveriam colocar as figuras nos cartazes que julgavam serem “alimentos saudáveis” e “alimentos não saudáveis”. Ao final, as estagiárias de nutrição analisaram as escolhas explicando “o que” e explicando “por que” estava ou não correto, frisando a importância de consumir os alimentos saudáveis e evitar aqueles que não são saudáveis, como os ultra processados, que possuem altos índices de açúcar, gorduras e aditivos químicos. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Após a análise dos resultados, observou-se que os alunos do 2º e 3° ano, de modo geral, fizeram melhores escolhas, relacionando em menor proporção, os alimentos ultra processados como opções saudáveis. Já dentre os alunos do 1º ano pôde-se perceber que as crianças ainda possuíam dificuldades em diferenciar alguns alimentos. Dentro desse aspecto observa-se que em sua maioria os escolares do 1° ano obtiveram o dobro de erros na categoria ‘alimentos não saudáveis’ se comparado com o 2° e 3° ano juntos, representando 66,6% dos erros cometidos. Na categoria de ‘alimentos saudáveis’ destaca-se que os alunos possuem bons fundamentos de alimentos que devem estar presentes na mesa, pois observamos margem de erro de apenas 5,49%. No estudo de Souza (2014), o qual se realizou uma pesquisa com 30 alunos do 6º ano do Ensino Fundamental com o intuito de entender um pouco sobre a alimentação dos alunos, quando perguntados sobre se possuíam alimentação saudável, os autores observaram que 33,33% responderam 1 a 3 vezes por semana, mesmo percentual (33,33%) dos que responderam 5 a 7 vezes por semana. Ainda, 16,67% responderam que realizam de 3 a 5 vezes e outros 16,67%, raramente realizam hábitos alimentares saudáveis. Quando questionados sobre a escolha do lanche adquirido na cantina da escola, 6,67% responderam que compram lanches naturais; 16,67% compram lanches assados e grande maioria 76,67% responderam que compram lanches industrializados. Ao questionar quais são os tipos de lanches comprados na cantina da escola, 16,67% responderam ter preferência por chocolates, 33,33% por chicletes e balas, o mesmo percentual (33,33%) têm preferência pelos chips e 16,67% referiram escolher os pirulitos. E, quando questionados se os lanches industrializados são benéficos à saúde, 23,33% achavam que sim e a grande maioria 76,67% considerava que os lanches industrializados não são benéficos à saúde. CONCLUSÃO: A partir do presente estudo pode-se concluir que, os alimentos classificados como ‘saudáveis’ são identificados de forma mais certeira e facilitada pelos alunos do 1°, 2° e 3° ano, já nos alimentos classificados como ‘não saudáveis’ os alunos apresentam maiores dificuldades para distingui-los corretamente, principalmente entre os alunos do 1° ano. Esse estudo mostra que a escola pode ajudar a determinar, inclusive comportamento alimentar, muito além do ato de ensinar a ler e escrever, mas sim de desenvolver educação alimentar por meio de atividades educativas lúdicas e interativas como dinâmicas sobre alimentação saudável. Por fim, conclui-se a importância das escolas colocarem em sua rotina atividades sobre educação alimentar entre os pais e os alunos logo nas séries iniciais do ensino fundamental, na tentativa de demonstrar aos mesmos que eles podem optar por melhores escolhas e que isso refletirá de modo geral beneficamente no futuro
DA INFÂNCIA À VELHICE
Durante os meses de março, abril e maio estão em andamento os Estágios Curriculares Supervisionados em: a) Ensino Fundamental – Anos Iniciais e b) Contextos Educacionais, ambos ofertados pelo curso de Pedagogia. A aplicação do Estágio em Contextos Educacionais deu-se a partir de uma parceria entre o curso de Pedagogia – FSG e a Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) Lar da Velhice São Francisco de Assis, localizada no bairro Marechal Floriano, em Caxias do Sul e responsável pelo atendimento de cerca de 76 idosos (número oscila, mas dificilmente é inferior a 70 moradores). A partir da exploração documental, da observação da rotina do Lar e da fundamentação teórica apoiada em Boff (2016), Aires; Suanno (2017), Morin (2000), ODS/17 e BNCC/2015 evidenciamos necessidades para a sua dinamização. O Lar é uma instituição filantrópica e mantém-se, principalmente, por meio de doações, por parte da renda dos moradores e por verbas disponibilizadas pela FAS através da apresentação de projetos para a contratação de funcionários para o acompanhamento dos idosos. De tempos em tempos os responsáveis pela instituição usam as redes sociais como forma de solicitar doações da comunidade, para reposição de materiais de higiene e alimentos de maior consumo. Buscando uma forma de realizar um projeto sustentável e que contribuísse para o desenvolvimento do Lar, propôs-se a realização de atividades que trabalhassem o plantio de forma metafórica, relacionando seus processos aos vínculos de amizade e responsabilidade social, os quais são cultivados ao longo dos anos. Aproveitando a oportunidade de estar em uma Escola Estadual, dinamizando, paralelamente, o Estágio em Ensino Fundamental com uma turma de 4° ano, realizou-se a proposta de vinculação entre os dois ambientes de atuação, aproximando, desta forma, pessoas de diferentes idades e realidades, proporcionando aos estudantes momentos de estudo e reflexão a respeito das diferentes realidades das pessoas, assim como o sentimento de empatia e autoconfiança para a organização de uma arrecadação de materiais para doação ao Lar, em um encontro organizado para a culminância das propostas de Estágio. A ODS de número 3 nos traz a necessidade de olhar para a saúde e bem-estar “Garantir o acesso à saúde de qualidade e promover o bem-estar para todos em todas as idades”. Com base neste propósito, o Lar da velhice conta com uma ampla equipe de cuidadores, enfermeiros, técnicos de enfermagem e especialistas nas áreas de nutrição, fisioterapia, psicologia, terapia ocupacional, entre outros, porém necessita do apoio da sociedade para a manutenção de materiais de maior uso, os de higiene, limpeza e alimentação (refeições de cafés da manhã e da tarde), que costumam ser utilizados com maior frequência e em grande número. A direção da Escola foi contatada para a solicitação de permissão para a realização do projeto e mostrou-se satisfeita com a proposta, auxiliando a acadêmica na elaboração de comunicados explicativos aos pais, para que todos os envolvidos estivessem a par da proposta de desenvolvimento e organização do deslocamento da turma para o dia de encontro com os idosos. Atualmente, nos encontramos na etapa de arrecadação dos materiais para doação. Os estudantes mostram-se interessados pela realidade e pela história do Lar. Os idosos ficaram contentes quando informados sobre a organização de uma visita especial e prepararam jogos com materiais recicláveis para presentear as crianças. Como forma de aumentar o número de doações e de interlocução da FSG com o Lar da Velhice, decidiu-se realizar a divulgação também para as turmas do curso de Pedagogia, buscando a mobilização de diferentes instituições para promover o bem-estar e interação social entre crianças, licenciandos, docentes e idosos.  
ACIDENTES DERMONECRÓTICOS POR PICADA DE Loxosceles spp EM CÃES E GATOS DOMÉSTICOS
O presente trabalho busca, a partir de uma revisão de literatura, juntar aspectos e caracteristicas de aranhas marrons e dermonecroses.
As aranhas marrons possuem hábitos noturnos e picam somente quando espremidas pelo corpo, pois não possuem caráter agressivo. Preferem ficar em ambientes escuros. Em épocas de clima frio costumam residir atrás de móveis, sótãos e entulhos e climas quentes em cascas de árvores e até cavernas (SOERENSEN, 2000; TILLEY, 2004; APPEL, 2006). Sua picada é de cunho indolor e esse aspecto dificulta a identificação, uma vez que o animal não demonstra desconforto na hora da ocorrência da picada, que pode passar despercebida pelo tutor (DREISBACH, 1975; FREZZA et al., 2007). O objetivo deste resumo é analisar aspectos e características das dermonecroses relacionadas a picada da aranha marrom.