Núcleo de Produção Científica Digital da FSG (Centro Universitário e Faculdade da Serra Gaúcha)
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    A FUNÇÃO DO COMPLIANCE NA MITIGAÇÃO AOS CRIMES AMBIENTAIS

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    O artigo 225 da Constituição Federal preceitua que é direito de todos, inclusive das futuras gerações, a garantia do meio ambiente ecologicamente equilibrado. Na contramão disso, é possível verificar diversas referências nacionais e internacionais a desastres ambientais que podem levar a crimes ambientais. São exemplos disso os desastres de Mariana e Brumadinho, oriundas do rompimento de barragens e ainda outros desastres derivados do derramamento de óleo como o ocorrido no nordeste brasileiro em 2019 e o da baía de Guanabara em 2000. Diante do cenário apresentado e considerando o já inflado sistema carcerário brasileiro, elencou-se o seguinte problema de pesquisa: Em que medida a aplicação do compliance voltado à temática ambiental revela-se positivo na mitigação de desastres e consequentemente na ocorrência de crimes ambientais? Em síntese, conclui-se que, especialmente se verificarmos que o tema ambiental é tão caro à toda sociedade, merecendo especial tutela do ordenamento jurídico, não apenas por meio de sanções administrativas, cíveis e penais, mas com a utilização do elemento da autorregulação regulada, que pode contribuir a longo prazo com uma mudança na consciência empresarial para maior sustentabilidade, além de ampliar o ambiente de fiscalização do cumprimento normativo, diminuindo o espaço de possível atividade delitiva

    A APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA OFENSIVIDADE NO DIREITO PENAL BRASILEIRO

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    PLANO DE NEGÓCIOS:

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    O presente trabalho tem como estudo a viabilidade da abertura de uma empresa de massas caseiras na cidade de Dois Lajeados. O empreendimento irá funcionar com venda sob encomenda e a pronta entrega. O maior diferencial da empresa é oferecer as massas caseiras com porções diferenciadas, atendendo a necessidade do cliente, além da qualidade. A fim de almejar os objetivos e de acordo com a justificativa da pesquisa, elaborou-se a fundamentação teórica que embasou o Empreendedorismo e o Plano de Negócios. Durante o desenvolvimento do estudo foi utilizado o método de pesquisa quantitativa, a pesquisa de mercado apresentou resultados relevantes para detectar o perfil dos consumidores, além do grande interesse dos futuros clientes pelo diferencial proposto. Por fim, foram descritos e analisados os resultados obtidos a partir da pesquisa realizada e concluído que a presente proposta de negócio possui viabilidade financeira para sua implantação

    PRÁTICA DE ESTÁGIO EM SETOR DE PESSOAS E CULTURA EM EMPRESA DE GRANDE PORTE DE CAXIAS DO SUL

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    O Guia Exame Você S/A identificou que a empresa está no ranking das “150 Melhores Empresas para Você Trabalhar no Brasil”. Por este motivo este local foi escolhido para a realização do estágio. O local é uma metalúrgica de complexo enorme. Este estágio de psicologia se deu no setor de Pessoas & Cultura (previamente chamado de Recursos Humanos, a alteração do conceito do setor deu-se pela importância com a Cultura dentro da empresa e como isso impacta as pessoas, visto que o setor não se trata de um RH tradicional que é voltado para realização de processos, mas sim focado em diagnóstico da empresa e em melhorias a partir deste). Percebo que, assim como todos os locais, este também está em processo de desenvolvimento e autocrítica, por isso encontra-se em constante evolução. Vejo que alguns pontos estão se desenvolvendo para melhor, mas ainda precisam de atenção para que atinjam seus objetivos

    EPISÓDIOS DE COMPULSÃO ALIMENTAR E FATORES ASSOCIADOS EM MULHERES ADULTAS JOVENS DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR DA CIDADE DE CAXIAS DO SUL - RS

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    INTRODUÇÃO/FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: Os episódios de compulsão alimentar (ECA) correspondem ao ato de comer compulsivo (APA, 2014), acompanhado da falta de controle sobre o quanto e o que se come (GHADIE et al., 2020). Evidências indicam que os ECA estão presentes principalmente nas mulheres (GABRIEL et al., 2021), sendo de etiologia multifatorial e complexa (BOLOGNESE et al., 2018). Desta forma, objetivou-se investigar a prevalência e os fatores associados aos ECA em mulheres adultas jovens frequentadoras de cursos da área da saúde de uma Instituição de Ensino Superior (IES) de Caxias do Sul/RS. MATERIAL E MÉTODOS: Estudo epidemiológico observacional transversal, que integra o projeto “Perfil de mulheres adultas jovens, frequentadoras do ensino superior: potenciais comportamentos de risco à saúde e fatores associados", o qual foi aprovado por um Comitê de Ética em Pesquisa, sob parecer 5.225.273. Foram incluídos indivíduos que declararam ser do sexo feminino e que frequentavam a IES no momento da coleta de dados. Aqueles com idade inferior a 18 anos e superior a 35 anos, gestantes, nutrizes e de cursos que não pertenciam à área da saúde, foram excluídos. Os dados foram coletados de setembro a outubro de 2022, em sala de aula, no horário regular da aula, por meio de um formulário eletrônico, disponibilizado pelo Google Forms®. As variáveis de exposição incluíram fatores sociodemográficos, de graduação, controle de peso, socioculturais, psicossociais e nutricionais. Os ECA foram investigados pelo instrumento Eating Disorder Examination (HAY, 1998), resultando na presença ou ausência do desfecho. A análise estatística foi realizada no software SPSS, versão 18.0, por meio do teste de Qui-Quadrado, considerando nível de significância de 5%. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Das 764 universitárias de cursos da área da saúde, 39,5% apresentavam ECA. Destaca-se elevada prevalência de ECA na amostra investigada, ao comparar com estudo realizado nos Estados Unidos (EUA) com mulheres universitárias, que encontrou prevalência de 33% (WEEDER et al., 2019). Além disso, observou-se associação entre os ECA e a cor da pele autodeclarada (p=0,031), sendo o desfecho mais prevalente naquelas que se autodeclararam como não brancas (50,6%). Resultado semelhante foi identificado no Sul do Brasil, com maior frequência de ECA em participantes que se declaravam como não brancas (DACOREGIO et al., 2022). Quanto à renda familiar, identificou-se associação linear, em que quanto menor renda, maior a prevalência dos ECA (p=0,030). Corroborando com nossos achados, na Austrália, observou-se associação entre a menor renda e os ECA (KOUPIL et al., 2017). Ainda, verificou-se associação entre as práticas de dietas para perda e controle de peso com o desfecho (p<0,001). Semelhantemente, em âmbito internacional (EUA), a prática de dietas foi considerada um fator de risco para o desenvolvimento de ECA (STICE et al., 2017). Em relação aos sintomas depressivos, os ECA foram mais prevalentes entre participantes que apresentavam sintomas depressivos (54,5%) (p<0,001). Nos EUA, em estudo com 4.798 mulheres, aquelas com compulsão alimentar apresentavam duas vezes mais probabilidade de desenvolver níveis elevados de sintomas depressivos, ao comparar àquelas sem compulsão (SKINNER, 2012). Em relação às redes sociais, houve associação entre o tempo destinado ao acesso e os ECA (p=0,004). Sabe-se que as atitudes alimentares desordenadas estão ligadas ao uso de mídias sociais em mulheres jovens (MARTINEZ et al., 2019), correspondendo aos resultados encontrados. Por fim, identificou-se associação entre ECA e o estado nutricional (p<0,001), em que as participantes com sobrepeso e obesidade tiveram maiores prevalências de ECA (53,5% e 68,8%, respectivamente). Semelhantemente aos encontrados no Distrito Federal, em que houve maior tendência de ECA em mulheres com sobrepeso (ALBUQUERQUE et al., 2021). CONCLUSÃO:  Observou-se elevada prevalência de ECA nas universitárias, os quais foram associados à cor da pele autodeclarada, renda familiar, comportamentos para perda de peso, sintomas depressivos, acesso às redes sociais e estado nutricional

    FATORES ASSOCIADOS AOS SINTOMAS DEPRESSIVOS EM MULHERES JOVENS UNIVERSITÁRIAS DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR DE CAXIAS DO SUL-RS

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    INTRODUÇÃO/FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: A depressão é um transtorno mental que interfere no cotidiano, sendo a principal causa global de incapacidade. Este transtorno acomete principalmente as mulheres, sendo de etiologia multifatorial (OPAS, 2017). A maior presença de sintomas depressivos (SD) em mulheres universitárias, possivelmente, ocorra devido aos fatores culturais (FERNANDES et al., 2018). Assim, objetivou-se identificar a prevalência de SD e os fatores associados em mulheres jovens universitárias de uma Instituição de Ensino Superior (IES). MATERIAL E MÉTODOS: Estudo epidemiológico observacional transversal, realizado com indivíduos do sexo feminino, matriculados em uma IES de Caxias do Sul-RS, que estavam presentes no momento da coleta de dados. O projeto foi aprovado por um Comitê de Ética em Pesquisa (parecer 5.225.273). Foram excluídos os indide 20 a 21 anos (32,7%), autodeclarou a covíduos com idade inferior a 18 anos e superior a 35 anos, gestantes, nutrizes e aqueles que não estavam matriculados em cursos vinculados à área da saúde. A coleta de dados ocorreu de setembro a outubro de 2022, em sala de aula, no horário regular de aula. Utilizou-se um questionário autoaplicável, constituído por instrumentos validados e questões adaptadas pelos autores, o qual foi disponibilizado por um formulário eletrônico (Google Forms®), englobando variáveis sociodemográficas, de graduação, comportamentais, psicossociais e nutricionais. Os SD foram investigados pelo Inventário de Depressão Maior (BECH et al., 2001), em português (ausência/presença).  Na análise estatística, aplicou-se a regressão de Poisson, utilizando método de stepwise, com modelagem de backward, no software SPSS®, versão 18.0. Foram incluídas no modelo as variáveis que atingiram até 20% de significância nas análises bivarinas. Considerou-se um intervalo de confiança em 95% (p≤0,05). RESULTADOS E DISCUSSÕES: Das 764 universitárias, a maioria tinha r de pele como branca (89,4%) e referiu renda familiar de mais de dois a cinco salários mínimos (45,5%). A prevalência de SD foi de 58,9%. Destaca-se elevada prevalência de SD neste estudo, ao comparar com os resultados de Vieira et al., (2021), que identificou prevalência de 39,9% de SD em mulheres universitárias. Após a análise de regressão, constatou-se associação entre os SD e a idade (p=0,004), em que os indivíduos mais novos apresentavam mais probabilidade de ter SD. Os indivíduos que percebiam os rendimentos nos estudos como muito bom e referiram estar muito safisfeitos com o curso, apresentavam menor probabilidade de ter SD. Corroborando com os resultados verificados no Camboja, que associaram os SD ao menor desempenho acadêmico (NGIN et al., 2018). Ao observar a qualidade do sono autorreferida, conforme a qualidade do sono piorava, maior a probabilidade de ter SD (p=0,001). Resultados semelhantes foram encontrados na China, associando a má qualidade do sono com a maior prevalência de SD (LI et al., 2020). Com relação à autopercepção de saúde em mulheres universitárias, na França e no Japão, foi encontrada associação entre a percepção de saúde ruim e a ocorrência de SD (ISHIDA et al., 2020). Achados semelhantes foram identificados neste estudo, em que os indivíduos que percebiam sua saúde como boa e muito boa apresentavam menor probabilidade de ter SD. Quanto às dietas para controle/perda de peso, verificou-se associação linear com os SD, assim, quanto mais frequente a prática, maior era a probabilidade de SD (p=0,013). Sabe-se que estratégias pouco saudáveis ​​para a perda de peso em universitários aumentam a probabilidade de ter SD (QUEHL et al., 2017). Houve associação entre o estado nutricional e os SD, em que os indivíduos com obesidade tinham 31% mais probabilidade de apresentar SD, em comparação aos eutróficos (p=0,001). Resultados que corroboram com estudo realizado nos Estados Unidos, que também encontrou essa associação (ODLAUG et al., 2015). CONCLUSÃO: Observou-se elevada prevalência de SD, sendo associados à idade, rendimento nos estudos, satisfação com curso, qualidade do sono, autopercepção de saúde, prática de dietas para controle/perda de peso e estado nutricional. O estudo reforça a importância da elaboração de estratégias de prevenção de saúde mental

    TAXA DE INTERNAÇÃO POR OBESIDADE EM HOSPITAIS PÚBLICOS DA SERRA GAÚCHA: DIFERENÇAS ENTRE HOMENS E MULHERES

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    INTRODUÇÃO/FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: A obesidade é considerada um problema de saúde pública, em razão de sua alta prevalência na população e visto que tem crescido exponencialmente nos séculos XX e XXI (DE SOUZA RAMOS, 2022). Essa doença apresenta etiologia multifatorial e está associada ao desenvolvimento de outras condições clínicas patológicas, como diabetes mellitus, hipertensão arterial e outras doenças cardiovasculares (EZEQUIEL et al., 2018). O impacto do excesso de gordura corporal, além de afetar a saúde e a longevidade, também afeta a qualidade de vida dos indivíduos, repercutindo de maneira negativa em sua interação social, redução da autoestima, aumento do estresse e depressão (CASTANHA et al., 2018). A obesidade é um grande desafio para o Sistema Único de Saúde (SUS) devido à morbimortalidade e aos altos custos orçamentários destinados a essa doença (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2019). A tendência temporal de internações por obesidade foi ascendente na maioria das regiões do Brasil. Este fato está associado ao aumento da prevalência de obesidade, nas últimas décadas no país (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2017; COSTA et. al., 2014). O crescimento da realização de cirurgias bariátricas no país foi de 300%, de 2004 para 2014, sendo também realizado no sistema público de saúde, contribuindo assim para o aumento de internações relacionadas à obesidade (CARVALHO et al., 2018). Sendo assim, o objetivo deste estudo é avaliar a taxa de internação por obesidade em hospitais de uma cidade da serra gaúcha. MATERIAIS E MÉTODOS: Estudo de tendência temporal, o qual avaliou as internações por obesidade na cidade de Caxias do Sul, no período entre 2018 a 2022. Os dados secundários referentes às internações e à projeção da população residente (coletada a partir das estimativas populacionais por ano) para o cálculo das taxas foram coletados do Sistema de Informação Hospitalar (SIH) e do banco de dados demográficos, ambos contidos no Tabnet do Departamento de Informática do SUS (DATASUS). Foram incluídas todas as AIH (Autorizações de Internação Hospitalar) relativas aos registros de internações por causas evitáveis entre adultos (20 a 80 anos ou mais) em hospitais públicos, privados ou filantrópicos que prestavam serviços ao Sistema Único de Saúde. As taxas brutas de internações foram padronizadas por 1000. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Nos resultados encontrados na tabela da DATASUS Caxias do Sul/RS, coletados entre 2018 a 2022, percebemos que houve um aumento de obesidade significativa com o passar dos anos. Em 2018, a maior taxa de internação por obesidade foi em homens e mulheres de idade entre 60 a 69 anos, totalizando 373 números de internações. No comparativo de 2019 o número se mantém mais alto nessa faixa etária de idade, com 272 internações de homens e 127 de mulheres, somando 399 internações no ano.  No ano de 2020, os números mais altos de internações continuam na faixa etária de 60 a 69 anos com um total de 371. Porém no grupo mais jovem, com idade de 20 a 29 anos, o número de internações caiu para 2. Em 2021, foram registradas 424 internações por obesidade ainda na faixa etária de 60 e 69 anos. Já em 2022 tivemos um aumento significativo tanto na faixa etária de 60 e 69 anos que continuou crescendo, totalizando 517 internações, quanto na faixa etária de 20 a 29 anos, que totalizou 21 internações, o maior número de internação desta faixa etária dos anos comparados. O total segundo a tabela DATASUS dos anos de 2018 a 2022 com idades de 20 a 80 anos ou mais para os homens foi de 3.968 internações, já para as mulheres 2.430 internações. No Brasil, no período de janeiro de 2017 a setembro de 2021, foram registradas 52.426 internações causadas pela obesidade como principal motivo. A região Sul foi responsável por 53,69% das internações ocorridas. No estudo de Gonçalves et al., (2023) mostrou que as regiões sul e sudeste foram as com maior índice de internações por obesidade. Também segundo um estudo de Canella et al., (2015), a maior frequência de pessoas obesas foi nessas mesmas regiões, moradores da área urbana e com renda média a alta, fator que deve ser considerado para a ocorrência do maior percentual de internações por obesidade nas regiões destacadas. Ainda no estudo de Gonçalves et al., (2023), observou-se que o número de internações em pacientes do sexo feminino é quase sete vezes maior que os do sexo masculino. CONCLUSÃO: Dentre as internações do DATASUS, os homens e os idosos apresentaram as maiores taxas de internação. Os resultados são preocupantes já que obesidade é questão de saúde e favorece o desenvolvimento de várias doenças, ou até comprometer as já existentes, aumentando o LDL, risco para infarto e acidente vascular encefálico, elevação da pressão arterial, por ser uma doença inflamatória podem sofrer com artrite, resistência à insulina e diversas outras.&nbsp

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