Núcleo de Produção Científica Digital da FSG (Centro Universitário e Faculdade da Serra Gaúcha)
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IMPACTOS À SAÚDE MENTAL DE TRABALHADORES DA ÁREA DA SAÚDE DURANTE A PANDEMIA
INTRODUÇÃO: Diante do cenário de pandemia, do COVID-19 foi adotada a quarentenacomo forma de controle da disseminação do coronavírus, devido sua altíssima taxa decontaminação. Porém, isolamento e distanciamento social como formas de evitar acontaminação, acaba por gerar efeitos psicológicos negativos, especialmente o mau humor e airritabilidade, assim como a raiva, o medo e a insônia, são generalizados e muitas vezesduradouros. As questões de isolamento não afetaram somente a população, mas principalmenteprofissionais da saúde que trabalharam na linha de frente do combate ao COVID-19, devidoaos desgastes do dia a dia por falta de recursos no ambiente de trabalho e até mesmo a falta desegurança enfrentada mesmo diante de uma pandemi
ÓRFÃOS DA COVID
O presente estudo consiste em um relato de experiência sobre as vivências na coordenação de um Grupo de Apoio a Perdas pela Covid-19 e tem por objetivo analisar e considerar o luto e suas consequências, com foco no cuidado aos enlutados pela pandemia, entendendo as questões que envolvem este processo e suas importâncias para a elaboração da perda de forma saudável. 
CLASSIFICAÇÃO DE RISCO VIVÊNCIA EM UNIDADE DE PRONTO ATENDIMENTO MUNICIPAL :TRIAGEM E CLASSIFICAÇÃO DE RISCO REVISÃO DE LITERATURA
Os serviços de urgência dentre eles as unidades de pronto atendimento (UPA) configuram-se, para a população brasileira, como uma das portas de entrada no sistema de saúde público e privado. Têm sido vistos pela população como um local de tratamento para qualquer tipo de queixa, pois apresentam um atendimento rápido e resolutivo evidenciando a maneira como o enfermeiro vivencia o processo de classificação de risco utilizando do protocolo de Manchester
Acadêmicos de Enfermagem em Visita técnica ao Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil CAPSi
Trata-se de uma atividade realizada por estudantes do curso de enfermagem, em visita técnica ao Centro de Atenção Psicossocial no município de Caxias do Sul
INOVAÇÃO
INTRODUÇÃO/FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: Impulsionado pela pandemia Covid-19 e pelo uso repentino de aulas síncronas e assíncronas via plataformas digitais, o tema da inovação está, recorrentemente, presente no Ensino Superior. Ao mesmo tempo em que acusamos a presença, a permanência e a idolatria de todos por esse tema, apontamos para mais uma presença. Essa voltada ao seu contrário: marcamos a presença pela falta de definição do que possa ser concebido como atividade inovadora na Educação (TAVARES, 2019). Esta pesquisa de Pós-doutorado, em andamento na UFRGS, problematiza o discurso pedagógico sobre o item lexical inovação empregado no campo da Educação, mais especificamente, no Ensino Superior - curso de Pedagogia em uma Instituição privada, localizada na região nordeste do estado do Rio Grande do Sul. O suporte teórico-metodológico é a Análise de Discurso materialista (PÊCHEUX, 2008). Analistas de discurso interrogam como estão sendo feitas as narrações dos sujeitos e dos discursos, atualmente, através de uma postura epistemologicamente questionadora, visando à produção de sentidos. Portanto, seu trabalho é o de interpretação, é o de olhar, com estranhamento, para o que está aí como se fosse já dado e acabado. Não concebemos, portanto, a língua transparente, tampouco operamos com a busca de uma intencionalidade do autor (PÊCHEUX, 1995). Propondo um diálogo com a área da Educação, a referida pesquisa busca: a) caracterizar os discursos fundadores que se servem do conceito de inovação; b) estabelecer relações entre os contextos históricos discursivos em que o item lexical inovação é empregado e os objetivos que norteiam seu emprego em determinados contextos históricos e c) caracterizar o modo como o item lexical inovação trabalha no interior da formação discursiva didático-pedagógica da IES. Elegemos para o início deste estudo, a lexicografia, nos domínios da Análise de Discurso (ORLANDI, 2000). É na dialética entre as práticas de registro e de cristalização da significação das palavras que é exposto como as palavras trabalham nos acontecimentos. Assim é possível pensar o trabalho dos sentidos da linguagem nos limiares dos registros dos dicionários (físicos e digitais). Essa tecnologia linguística atende ao desejo dos humanos de compreender a língua e de, supostamente, dominá-la. A sua construção visa aos seus objetivos e ao seu público, contribuindo, desta forma, para a composição de sua proposta lexicográfica. Percebe-se, dessa forma, a construção do sentido de um discurso a cada nova ocorrência, conforme suas condições de produção. Os próximos passos da pesquisa dirigem-se às entrevistas semiestruturadas com gestores e professores para, então, analisarmos o documento intitulado Tese de Inovação, emitida pela IES. Como resultados parciais, uma vez que a pesquisa ainda está em desenvolvimento, registramos a nossa observação dirigida a como se projetam, nos dicionários, uma representação da língua pelos índices do modo como os sujeitos, afetados pelo político, produzem e utilizam a língua, conferindo sentidos às palavras. Nos dicionários físicos, encontramos a formatação típica composta por origem etimológica, classificação e acepções vagas e abrangentes, por assim poderem se referir às diferentes áreas de conhecimento. Notamos a repetição das mesmas acepções. Em nenhuma obra consultada confrontamo-nos com referências aos processos educativos. E, ao acusarmos a falta, evidenciamos nosso desejo de presença. Estabelecemos um processo de questionamento: por que houve este silenciamento? Não podemos deixar que destacar que há pequenas brechas, rupturas nas acepções dos dicionários físicos consultados. Elas podem ser observadas quando há referências às formações discursivas de alguns campos do conhecimento como à Linguística, à Biologia e ao Direito. Já nos dicionários digitais, verificamos que a forma com que as acepções foram registradas, aproximam-se da informalidade, sem referência à etimologia ou às categorias linguísticas – expediente próprio dos dicionários físicos. Neste grupo de dicionários, verificou-se a presença de conceitos mais específicos e com maior extensão e de citações de autores clássicos e das áreas anunciadas desde o título das obras. Em relação ao campo da Educação, destaca-se as referências à Epistemologia. Por fim, nota-se a presença da paráfrase e da polissemia. Se sentidos se repetem e se fixam, pelo funcionamento da repetição, no movimento da história, há possibilidades do sentido poder deslocar-se. Então, a polissemia atesta a incompletude, a abertura do discurso e por estar exposto ao equívoco, todo enunciado pode vir a ser outro, passando a se (re)significar na/pela diferença.
REFERÊNCIAS
ORLANDI, E. P. Lexicografia discursiva. Alfa, São Paulo, n. 44, p. 97-114, 2000.
PÊCHEUX, M. O discurso: estrutura ou acontecimento. 5ª edição. Campinas, São Paulo: Pontes Editores, 2008.
______. Análise do discurso: três épocas. In: GADET, F.; HANK, T. Por uma análise automática do discurso. Uma introdução à obra de M. Pêcheux. Campinas: Unicamp, 1995, p. 311-319.
TAVARES, F. G. de O. O conceito de inovação em educação: uma revisão necessária. Educação [online]. 2019, v. 44, p. 1-19. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/reveducacao Acesso em: 15 jul. 2022
NEFROPATIA
INTRODUÇÃO/FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: As doenças renais ocorrem quando o rim não consegue realizar a filtração dos resíduos do sangue e geralmente tem como fatores de risco algumas patologias como diabetes mellitus 2, arteriosclerose e hipertensão arterial sistêmica (HAS), ou até mesmo o estilo de vida inadequado e a falta de atividade física, sobrepeso e obesidade (ALLET, 2010; SIVIERO, 2014). A HAS quando não controlada e elevada, pode levar a nefropatia, sendo que o uso de medicações pra controle e estabilização da mesma são bem-vindas (DA SILVA, 2013). Quanto ao quadro renal, torna-se necessário avaliar o estágio da doença, bem como a consequente progressão para realização de hemodiálise ou transplante renal (BAMPI, 2019). Desta forma, o presente trabalho tem como objetivo relatar um caso de suspeita de nefropatia crônica por mau controle da HAS. METODOLOGIA: Trata-se de um relato de caso de uma atividade de extensão acadêmica. Paciente do sexo feminino, 46 anos, com obesidade grau III e perda de peso de 7,3% em 6 meses, com HAS descompensada, fazendo uso de medicações para controle da mesma (Losartana, Hidroclorotiazida e Atenolol). Procura atendimento devido a quadro de dispneia há cerca de 8 meses, acompanhado de edema e cansaço em membros inferiores, além de apresentar pressão arterial (PA) alterada. Ao procurar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) foi orientada a controlar a PA para a melhora dos sintomas e não obtendo sucesso foi encaminhada ao Pronto Socorro do Hospital. Com o exame de ecografia foi possível verificar sinais de nefropatia crônica, fazendo-se necessário início de hemodiálise, o que estabilizou o quadro da paciente. Foram realizados exames sanguíneos periodicamente mostrando alteração na Creatinina com 5,3 mg/dL (VR: 0,5 a 0,9 mg/dL) e Uréia de 51 mg/dL (VR: 17-48 mg/dL) que confirma a insuficiência renal, e a hemoglobina de 6,5 g/dL (VR: 12-16 g/dL) sendo considerada anêmica. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Paciente tentou realizar a biópsia renal para investigação e conclusão do diagnostico, porém em dois momentos sem sucesso, pois a sua PA descompensava, somente na terceira tentativa foi possível realizar a mesma e aguarda-se o resultado. Paciente com prescrição médica de dieta via oral hipossódica com 2g, com restrição de 800ml de líquidos ao dia, apresentando pouca aceitação, sendo a necessidade calórica de 20 kcal/kg e proteica de 0,8 kg/peso. A suspeita de nefropatia crônica é um potencial diagnóstico, porém sem o resultado da biopsia ainda não conclusiva. A permanência do tratamento com hemodiálise é muito importante para continuar com o quadro da paciente estabilizado, tendo em vista manutenção do balanço hídrico e das concentrações séricas de eletrólitos, bem como da excreção de uréia (ZAMBELLI, et al., 2021). O controle da hipertensão arterial, também se mostra muito importante, pois doenças renais crônicas estão associadas a elevada prevalência de HAS (ALMEIDA, 2022). CONCLUSÃO: A nefropatia crônica pode ser consequência da HAS descompensada, ocorrendo a lesão renal de forma lenta, progressiva e muitas vezes irreversível. Nessa perspectiva, é essencial a atuação multidisciplinar na sua prevenção, a fim de minimizar os danos da doença aos doentes. Além disso, faz-se necessário a prevenção da HAS, através da conscientização e sensibilização da população por hábitos alimentares e estilo de vida saudáveis
O ABUSO DE PODER NAS AUTORIDADES POLICIAIS E SUA CONTRIBUIÇÃO COM A PROPAGAÇÃO DA VIOLÊMCIA NO PAÍS
O ABUSO DE PODER NAS AUTORIDADES POLICIAIS E SUA CONTRIBUIÇÃO COM A PROPAGAÇÃO DE VIOLÊNCIA NO PAÍS
Maria Eduarda Dartora Guerra a,Fábio Agne Fayet de Souzab
a) Estudante do 2º semestre do Curso de Direito do Centro Universitário da Serra Gaúcha – FSG.
b) Orientador. Doutor em Ciências Criminais. Professor de Direito Penal e Processo Penal do Centro Universitário da Serra Gaúcha – FSG. Advogado Criminalista. Contato: [email protected]. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/1361242497259188.
*Fábio Agne Fayet de Souza:
Maria Eduarda Dartora Guerra, Endereço: Rua Olinda Pontalti Peteffi 1732- Caxias do Sul- RS- CEP: 9505618
Palavras-chave:
Violência Policial. Autoritarismo. Polícia. Infrator.
INTRODUÇÃO/FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: A presente pesquisa tem como objetivo analisar o abuso de poder nas autoridades policiais e sua contribuição com a propagação de violência no país. Nesta perspectiva, o trabalho busca responder o seguinte questionamento: De quais formas a ilegitimidade condutiva dos policiais corrobora para o aumento da violência no Brasil? A partir desta, levantam-se hipóteses sob o aumento da marginalização do infrator dentro do sistema prisional e o predomínio do abuso de poder perante o militarismo e autoritarismo na construção histórica e sociológica do policial que acarreta em violações dos direitos humanos. Diante do exposto, a problemática percorre o âmbito da segurança pública e o cumprimento de leis, visto que, dentro do Estado Moderno de Direito os indivíduos que asseguram o cumprimento das normas é um corpo profissional especializado: judiciário e polícia. (GIDDENS, 1994, p.17). De todo modo, o serviço policial, tem uma função protetiva e educacional, todavia, ao tratar-se de ilegitimidade na ação violenta da polícia, em diversos momentos se retrata como forma de defender os cidadãos de bens e a proteção do próprio agente, camuflando a gravidade da violência e transgredindo os direitos humanos do indivíduo lesado. Desta forma o uso legítimo da força não se confunde com truculência, a fronteira entre a força e a violência é delimitada, no campo formal, pela lei, no campo racional pela necessidade técnica e, no campo moral, pelo antagonismo que deve reger a metodologia de policiais e criminosos (BALLESTRI, 1998, p.9). Além disso, ressalta-se também, que a cultura autoritária no Brasil persistiu durante a formação do Estado Democrático de Direito, concretizando assim a tolerância de abusos pelas forças de segurança e a intolerância com a dissidência política; a Polícia Militar, cujas funções estão previstas constitucionalmente, representa a maior parte da violência estatal que permanece no país. Historicamente, a polícia brasileira, em um contexto de escravidão, serve, como mecanismos de controle e ordem social a partir da repressão às organizações religiosas e culturais como agentes produtores de uma “modernidade pela força” (BRETAS; ROSEMBERG, 2013, p. 166). . MATERIAL E MÉTODO: Para a realização desta pesquisa, utilizou-se bibliografia com referência em livros e artigos científicos.RESULTADOS E DISCUSSÕES: As discussões atuais sobre a reforma da segurança pública brasileira propõem a transformação da “polícia de controle para uma polícia cidadã”, ou seja, uma polícia adequada ao regime democrático, defendendo-se, de acordo com Bengochea at al (2004, p.119) “mudanças nas políticas de qualificação profissional” nessas instituições de segurança pública. Remetendo-se a segunda hipótese da pesquisa, a marginalização do infrator é acrescida justamente pelo atual sistema prisional, uma vez que a “a Justiça é morosa, o sistema prisional é desumano e inócuo e a polícia é enfraquecida, funcionada, autoritária e afastada das comunidades, desesperada e obsoleta na sua estrutura, não conseguindo responder às exigências impostas pelo contexto atual”. Desta forma, a polícia, a prisão e delinquência formam um circuito que nunca é interrompido, pois a polícia fornece para prisão os infratores, que são transformados em delinquentes que se tornam alvos auxiliadores do controle policial (SALLA, 2000, p. 41). CONCLUSÃO: As transformações propostas para uma tornar as polícias cidadãs dependem de um sistema prisional que ressocialize o prisioneiro, uma vez que, o oposto disto fará dessas forças policiais meras propulsoras da delinquência dentro dos presídios, ressaltando a grande violação dos direitos humanos dos indivíduos sujeitos a este sistema. Portanto, a problemática afeta não somente os infratores, mas também uma sociedade que depende da efetiva atuação desses sujeitos para a devida segurança pública.
REFERÊNCIAS:
BURATO, J. A. A ditadura militar no gatilho: reflexões sobre a violência Policial Militar. Osasco. CASSIANO, B. R; FABRI, A. Q. A nova lei de abuso de autoridade e sua aplicação na defesa das instituições do Estado Democrático de Direito.
DIAS, F. G. A violência policial sob a perspectiva da seletividade penal: os agentes policiais são imunes/impunes? Revista da Defensoria Pública RS.
SUBBRACK. A violência Policial e o Poder Judiciário: estudos sobre a ilegitimidade da ação policial e a impunidade. Porto Alegre. UFRGS, 2007. Tese de doutorado. Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
2015. SUDBRACK, AW. A Violência Policial e o Poder Judiciário no Rio Grande do Sul. In: SANTOS, JVT, TEIXEIRA, NA and RUSSO, M., Violência e cidadania: práticas sociológicas e compromissos sociais. Porto Alegre: Sulina; Editora da UFRGS, 2011.
RODRIGUES. F. DELEGADO, F. MIRANDA, M. FRIEDE, R. Violação dos Direitos Humanos no Sistema Penitenciário. Revista da SJRJ, Rio de Janeiro, v. 23, n 47, nov, 19/fev.20, p. 65-95.
VIDOTTI, A. N. Um diálogo com os litigantes da violência policial na CIDH. São Paulo, 2022.
CASSIANO, B. R; FABRI, A. Q. A nova lei de abuso de autoridade e sua aplicação na defesa das instituições do Estado Democrático de Direito.