Núcleo de Produção Científica Digital da FSG (Centro Universitário e Faculdade da Serra Gaúcha)
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A IMPORTÂNCIA DO PROFISSIONAL DA SAÚDE MENTAL NO AMBIENTE ESCOLAR
INTRODUÇÃO/FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: O presente trabalho tem como tema trazer as principais questões a cerca da área de atuação do psicólogo no ambiente escolar, sendo este um amplo campo de atuação; segundo o Conselho Federal de Psicologia (2019), estão entre os deveres do Psicólogo Educacional: integrar a equipe pedagógica, participar da construção do plano político pedagógico da instituição, mediar situações de conflito e promover espaços de diálogo, inclusão social e convivência na diversidade. MATERIAL E MÉTODOS: O presente estudo trata-se de um relato de experiência de estágio em uma escola estadual de ensino médio em Caxias do Sul / RS. Na escola foram desenvolvidas inúmeras atividades com a comunidade escolar. Inicialmente houve criteriosa observação para entender a rotina do colégio, entre curtos espaços de tempo reuniões com a coordenação, equipe diretiva, equipe docente e conversas com colaboradores da instituição, participação da reunião de planejamento pedagógico, realizada no início do ano letivo para entender as demandas. Posteriormente foram feitas escutas coletivas com as turmas de estudantes e executadas dinâmicas, sempre bem aceitas, com foco no pensamento crítico, subjetivação e também a singularidade de cada aluno. Além disso, foram feitas escutas individuais dos adolescentes e visto a necessidade, houve encaminhamentos para atendimentos especializados fora do espaço físico escolar. Pesquisas bibliográficas foram feitas ao longo deste processo. RESULTADOS E DISCUSSÕES: A relação entre estagiária e comunidade escolar estreitou-se durante o período de estágio, possibilitando uma maior abertura e diálogo entre ambas as partes, o vínculo de confiança foi criado possibilitando que trouxessem, de forma mais espontânea, as aflições. Portanto, averiguadas as principais demandas: Por primeiro, verificou-se a desmotivação dos professores, atravessados não somente com disputas políticas em volta de questões salariais, como também a perda de sentido da escolha profissional e o não reconhecimento de sua importância. Essa desmotivação estava acarretando dificuldades na passagem de conteúdo, confiança e questionamentos aos alunos - que motivou aplicação de atividades pontuais, com intuito de reflexões acerca o papel do professor e o porquê da escolha deles para essa meritória profissão, trazendo assim provocações e encorajamento; ainda, com os professores foi realizada dinâmica com trechos do livro: Conversas Com Quem Gosta de Ensinar, de Rubem Alves, como meio de motivação. Já em relação aos estudantes, o principal desafio foi a quantidade de alunos necessitando de escuta, com sentimentos de desamparo e não validação de seus sentimentos e angústias, precisando na maioria das vezes de encaminhamento para atendimento de psicoterápico. Becker (1989, apud Bock, 2007) propõe que olhemos a adolescência como "a passagem de uma atitude de simples espectador para uma outra ativa, questionadora. Que inclusive vai gerar revisão, autocrítica, transformação" (Becker, 1989, p.10, apud Bock, 2007). Desta forma a escuta acolhedora e atenta de forma coletiva quanto individual foi de extrema importância, para que tivessem um espaço de estimulação, indagação e incentivo, para essa tomada de consciência e estabelecimento de identidade, nessa fase tão complexa que é a adolescência. Ficou nítido o acolhimento da instituição ao trabalho da estagiária, sempre pró-ativos e dispostos a colaborar com as atividades propostas, não somente na equipe docente como também por parte dos estudantes inclinados a debaterem e participarem das ações ofertadas. CONCLUSÃO: Durante o processo do estágio foi possível observar a impotância do profissional de psicologia no ambiente escolar visto a necessidade do fortalecimento dos profissionais em torno da instituição, assim como dos adolescentes em verbalizar seus anseios e sentimentos. Desta forma verifica-se imprescindível dar continuidade ao estágio no mesmo local, assim propiciando a eles a oportunidade de serem ouvidos da melhor forma, para a subjetivação e reflexão acerca de suas singularidades.
REFERÊNCIAS
BOCK, A. M. B.. A adolescência como construção social: estudo sobre livros destinados a pais e educadores. Psicologia Escolar e Educacional, v. 11, n. 1, p. 63–76, jan. 2007. Disponível em: https://www.scielo.br/j/pee/a/LJkJzRzQ5YgbmhcnkKzVq3x/# . Acesso em: 05 jun 2024.
Referências técnicas para atuação de psicólogas(os) na educação básica. Conselho Federal de Psicologia. - 2. ed. Brasília: CFP, 2019.
 
OCORRÊNCIA DE TÉTANO EM INUNDAÇÕES
O resumo trata de uma revisão bibliográfica sobre a incidência de tétano após a ocorrência de eventos de inundação
FOTOTERAPIA COMO ALTERNATIVA TERAPÊUTICA PARA O MELASMA
O melasma é uma disfunção cutânea caracterizada por manchas escuras e hiperpigmentadas na pele. A fototerapia, que utiliza radiação ultravioleta (UV) absorvida por cromóforos endógenos para induzir reações fotoquímicas na pele, emergiu como uma alternativa terapêutica para o melasma. Este artigo realiza uma revisão integrativa da literatura com o objetivo de avaliar a eficácia da fototerapia no tratamento do melasma. Os resultados indicam que a fototerapia contribui significativamente para o clareamento das manchas e a uniformização da pele. Conclui-se que a fototerapia é uma abordagem segura e efetiva para o tratamento desta condição cutânea
MULHERES EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA/VULNERABILIDADE
INTRODUÇÃO: A violência contra a mulher é uma questão social complexa, enraizada em estruturas de poder, organização social e econômicas que refletem desigualdades de gênero. De acordo com Silva e Silva (2017), a violência de gênero é um fenômeno social que se origina nas relações desiguais de poder, reforçadas por uma cultura patriarcal que historicamente subjugou as mulheres. A literatura sugere que as mulheres que vivenciam violência de gênero frequentemente sofrem com sentimentos de vulnerabilidade, baixa autoestima e medo, o que torna crucial a intervenção psicológica para auxiliar na superação dessas adversidades (Azambuja & Nogueira, 2007). A violência psicológica é destacada como a mais prevalente, seguida pela violência física e sexual, segundo dados do IBGE (2014). Além disso, o fortalecimento grupal é apontado como uma estratégia eficaz para promover o sentimento de pertencimento e a reconstrução da autonomia entre as mulheres vítimas de violência (Oliveira & Araújo, 2018). Este estudo tem por objetivo de analisar o papel do psicólogo na rede de proteção à mulher em situação de violência, visando entender como as práticas psicológicas podem contribuir para a redução da violência e o fortalecimento das mulheres que vivenciam essas situações. MATERIAL E MÉTODOS: Este estudo utilizou uma abordagem de revisão bibliográfica narrativa. A pesquisa explorou as interconexões entre psicologia, políticas públicas e interdisciplinaridade nas estratégias de enfrentamento à violência. Também foram examinados relatos de experiências e estudos de caso para ilustrar a aplicação prática dessas abordagens em diferentes contextos. RESULTADOS E DISCUSSÕES: A prática da escuta qualificada e a facilitação de grupos de apoio são estratégias centrais na intervenção psicológica com mulheres em situação de violência. A escuta qualificada, entendida como uma tecnologia leve que envolve diálogo, vínculo e acolhimento, mostrou-se essencial para compreender o sofrimento psíquico das mulheres e para promover a autonomia e a inclusão social (Gomes, 2009). Esta prática não apenas auxilia no reconhecimento das necessidades individuais das mulheres, mas também facilita a construção de estratégias de enfrentamento personalizadas. A formação de grupos de apoio é outro elemento fundamental identificado na literatura. Grupos de mulheres que compartilham experiências de violência podem promover a ressignificação dessas vivências, fortalecendo a identidade e a autoestima das participantes (Oliveira & Araújo, 2018). No espaço dos grupos, as mulheres podem processar suas experiências de maneira coletiva, o que facilita a compreensão das contradições vividas e a construção de novas percepções e estratégias de enfrentamento. O trabalho em grupo também possibilita a articulação de uma micropolítica, que promove novas lógicas sociais e políticas capazes de enfrentar as situações de violência de gênero de maneira mais eficaz (Pelbart, 2008). As práticas de grupo são capazes de potencializar a capacidade de resistência e transformação das mulheres, conectando as dimensões política, social e cultural do fenômeno da violência. A interdisciplinaridade foi identificada como um fator crítico no sucesso das intervenções. A colaboração entre profissionais de diferentes áreas, dentro de uma rede socioassistencial e intersetorial, é essencial para abordar a violência contra a mulher de maneira integrada e não fragmentada (Salgado, 2015). Superar as divergências nas concepções de problema e intervenção é necessário para promover uma tecnologia assistencial que atenda de forma mais assertiva e resolutiva as necessidades das mulheres em situação de violência. CONCLUSÃO: A rede de proteção à mulher em situação de violência é multifacetada e deve ser orientada por práticas que promovam a escuta qualificada e o fortalecimento grupal. A escuta qualificada é uma ferramenta indispensável para a compreensão do sofrimento psíquico das mulheres e para o desenvolvimento de estratégias de enfrentamento que respeitem suas experiências e necessidades individuais. Os grupos de apoio constituem espaços onde as mulheres podem se fortalecer mutuamente, ressignificando suas experiências e desenvolvendo novas lógicas de resistência. Além disso, a interdisciplinaridade e a colaboração intersetorial são essenciais para a construção de uma rede de proteção eficaz. O enfrentamento da violência contra a mulher exige a articulação de múltiplos saberes e práticas, em uma abordagem que considera as complexidades do fenômeno social em questão.
REFERÊNCIAS
Penso, M. A., de Almeida, T. M. C., Brasil, K. C. T., de Barros, C. A., & Brandão, P. L. O atendimento a vítimas de violência e seus impactos na vida de profissionais da saúde. Psicologia em estudo, v.15, n.1, p.55-63, 2010. Disponível em <https://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-389X2010000100012>
Souto, V. S., & Castelar, M.. Psicólogas nos serviços especializados de atendimento às mulheres em situação de violência. Psicologia Em Estudo, v.25, e44031, 2020. Disponível em: <https://doi.org/10.4025/psicolestud.v25i0.44031>.
Assunção, A. P., Neres, A. B. G., Pinho, N. V., Soares, K. S. S., Viana, J. N., & De Luiz, G. M. (n.d.). A psicologia na rede de enfrentamento à violência contra a mulher na comarca de várzea grande e nossa senhora do livramento - mt. Temas psicol. v.18, n.1 Ribeirão Preto, 2010. Disponível em: <https://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-389X2010000100012>
IBGE. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Pesquisa nacional por amostra de domicílios: síntese de indicadores, Brasília, Brasília, DF: IBGE, 2024.
Salgado, M. Interdisciplinaridade e práticas de enfrentamento à violência contra a mulher. Revista Interdisciplinar de Estudos de Gênero, v.3, n.2, p.15-32, 2015.
Silva, M. A., & Silva, R. T. Violência de gênero: origem e impacto na saúde das mulheres. Revista Brasileira de Saúde Pública, v.50, n.3, p.325-331, 2017
APLICAÇÃO DE METODOLOGIA ÁGIL NO DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE DE VENDA PARA INDÚSTRIA CALÇADISTA
Aplicação de Metodologia Ágil no Desenvolvimento de Software de Venda para Indústria Calçadist