Núcleo de Produção Científica Digital da FSG (Centro Universitário e Faculdade da Serra Gaúcha)
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    OTIMIZAÇÃO DO PARÂMETRO DE FOLGA DE CORTE PARA ELIMINAÇÃO DO PROCESSO DE ACABAMENTO USINADO APÓS ESTAMPAGEM

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    Este estudo visa avaliar ajustes na folga de corte entre punção e matriz no processo de estampagem, com o objetivo de eliminar a necessidade de usinagem posterior. Especificamente, foram identificadas as folgas de corte atualmente utilizadas para itens que requerem usinagem, analisado o acabamento do corte com as folgas atuais, realizados testes com ajustes de folga sugeridos pela literatura para diferentes espessuras de material, e comparados os custos entre os cenários atual e proposto. Os testes consideraram espessuras de 2,0 mm, 3,0 mm e 4,25 mm, revelando melhorias significativas no acabamento do corte com as folgas ajustadas. A comparação de custos mostrou economias substanciais, além de redução no tempo de produção e maior eficiência no processo. Concluiu-se que os ajustes na folga de corte podem otimizar o processo de estampagem, eliminando a necessidade de usinagem, rebarbação, ou outros processos subsequentes, reduzindo custos e melhorando a qualidade do produto final. Estudos futuros devem explorar os efeitos dos ajustes de folga em diferentes materiais, composição química, dureza, e na geometria de corte, analisando resultados em raio interno, externo e corte reto com canto vivo

    ORIENTAÇÃO EM SALA DE ESPERA COMO ESTRATÉGIA DE COMBATE CONTRA A DENGUE

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    INTRODUÇÃO: De acordo com Costa et al (2009), uma educação em saúde bem-sucedida é capaz de estimular os indivíduos, famílias e comunidade a buscarem conhecimentos que permitam a reflexão e conscientização, proporcionem autonomia e autocuidado, de maneira a contemplar as necessidades dos sujeitos e de suas famílias. Nos serviços de saúde a sala de espera é um espaço geralmente ocupado por uma grande quantidade e diversidade de usuários de diferentes faixas etárias, e classe social e cultural, nesse sentido, torna-se um espaço muito favorável para práticas de educação em saúde (Paixão; Castro, 2006). Para Rodrigues et al., (2009), é por meio da sala de espera que os profissionais da saúde têm a oportunidade de desenvolver atividades além do cuidado, como a educação em saúde, para auxiliar na prevenção de doenças e na promoção da saúde. O objetivo do estudo é apresentar, através de um relato de experiência, a intervenção realizada sobre a atividade de educação em sala de espera, como estratégia para orientação de usuários sobre as ações para controle do mosquito da dengue. MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de um relato de experiência sobre a intervenção de estágio curricular, realizada na sala de espera de uma unidade básica de saúde em Caxias do Sul, RS. Foi realizada no período de 08 de abril a 07 de junho de 2024. Por ser um relato de experiência, que visa o aprofundamento teórico de situações da prática do estágio curricular, não foi necessário o envio do projeto a um Comitê de Ética, de acordo com a Resolução nº 510, de 07/04/2016 do Conselho Nacional de Saúde. Foi garantido o sigilo das informações individuais e o anonimato dos participantes do estudo. RESULTADOS E DISCUSSÕES: O Projeto Sala de Espera na unidade básica de saúde teve por finalidade orientar os usuários quanto à importância da prevenção e combate contra o mosquito Aedes Aegypit. Essa atividade proporcionou aos usuários um trabalho educativo com impactos positivos para a promoção da saúde e para que fiquem cientes dos perigos do agravo da transmissão da Dengue. Foi abordado os principais sinais e sintomas, os meios de transmissão, os métodos de prevenção e o tratamento. Também foi entregue folders fornecidos pela Secretaria de Saúde de Caxias do Sul para melhor entendimento sobre a temática. Estes consistiam em informações gerais sobre o Aedes aegypti, quais doenças o mosquito transmite, suas principais características e diferenças, sinais e sintomas e os meios para a prevenção da proliferação do mosquito e das larvas. Para a implementação da intervenção foram seguidas as seguintes etapas: elaboração de uma tabela para contabilizar o número de usuários/dia útil na Sala de Espera e outra tabela com as perguntas mais recorrentes dos usuários com a respostas da acadêmica como: “Existe no município alguma vacina contra o mosquito?”; “A pessoa infectada pode transmitir a doença?”; “Encontrei na minha residência um mosquito parecido com o da Dengue, o que eu faço?”; “Quais outros sintomas podemos apresentar?”; e, “Quanto tempo o ovo do mosquito permanece vivo?”. Também foi realizada uma contabilização mensal de usuários na Sala de Espera, obtendo-se um resultado de 651 usuários durante os meses de abril, março e junho. CONCLUSÃO: O número final de usuários atingidos foi excelente, permitindo assim passar o máximo de informações possíveis, as quais irão ajudar toda a comunidade quanto a prevenção, tratamento, sinais e sintomas da Dengue, proporcionando uma melhor qualidade de vida a população. Durante a realização da sala de espera, notou-se que a grande maioria dos usuários apresentavam bastante interesse em relação ao conteúdo proposto, bem como estavam sempre dispostos a tirarem suas dúvidas, além de levarem as informações para casa através dos folders explicativos. A Sala de Espere propicia uma oportunidade para o enfermeiro(a) prestar um atendimento mais humanizado, criando vínculo com os usuários e qualificando os serviços de saúde. Durante a sala de espera os profissionais podem conhecer as necessidades e as dúvidas da população, buscando por soluções que melhorem a qualidade de vida dessa comunidade. REFERÊNCIAS PAIXÃO, N. R. A.; CASTRO, A. R. M. Grupo sala de espera: trabalho multiprofissional em unidade básica de saúde. Boletim da Saúde, Porto Alegre, v. 20, n. 2, p. 71-78, jul./dez. 2006.   RODRIGUES, A.D., et al. Sala de espera: um ambiente para efetivar a educação em saúde. Vivências. v.5, n.7: p.101-106, maio, 2009

    CUIDADOS MULTIDISCIPLINARES EM LESÕES POR QUEIMADURAS

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    INTRODUÇÃO: As  queimaduras  são  lesões  teciduais produzidas  por  uma  agressão  cutânea  de qualquer fonte de energia, seja térmica, química ou elétrica, onde interrompe a continuidade da pele, destruindo a primeira barreira do corpo contra agentes infecciosos, além de alterar a homeostase hidroeletrolítica, controle da temperatura interna, flexibilidade e lubrificação da superfície   corporal,   que   são   funções   exercidas   pela   pele (Quadros et al. 2023) Entende-se assim que assistência   em   enfermagem   ao   paciente   queimado   é   complexa,   e   que   necessita   de conhecimento técnico-científico que embase o profissional em sua prática, que envolve desde os cuidados iniciais até as realizaçoes de curativos diarios, além do atendimento multidisciplinar (Oliveira   et  al,  2019). O objetivo do estudo é apresentar, através de um relato de experiência, os cuidados de enfermagem realizados de forma multidisciplinar, a um paciente protador de lesão por queimadura.  MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de um relato de experiência sobre os cuidados de enfermagem realizados de forma multidisciplinar, a um paciente protador de lesão por queimadura atendimento em uma unidade básica de saúde na cidade de Caxias do Sul. Por ser um relato de experiência, que visa o aprofundamento teórico de situações da prática do estágio curricular, não foi necessário o envio do projeto a um Comitê de Ética, de acordo com a Resolução nº 510, de 07/04/2016 do Conselho Nacional de Saúde. Foi garantido o sigilo das informações individuais e o anonimato dos participantes do estudo, além do termo de autorização do uso da imagem, conforme protocolo da instituição de saúde. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Paciente do sexo Masculino F.P,64 anos, com diagnóstico de Síndrome da Imunodeficiencia Adquirida e Diabetes Tipo 2, ambas em tratamento. Foi realizado atendimento na unidade básica de saúde, no dia 21 de Maio de 2024, com relato de queimadura em ambos membros inferiores, ocasionado por garrafas pets com água quente, utilizada para aquecimento dos membros inferiores.       A B Figura 01: Membro inferior esquerdo (A) e membro inferior direito (B) no momento da chegada do paciente à unidade de saúde. Observa-se na Figura 01 as lesões no membro inferior esquerdo (MIE), apresentando tecido desvitalizado e lesões bolhosas no membro inferior direito (MID). Realizada a assepsia das lesões com solução fisiológica 0,9% aquecida, retirada do tecido desvitalizado e não rompimento das lesões bolohosas, realizado curativo fechado com gase esterilizada e sulfadiazina de Prata, conforme padronização das soluções para tratamento de lesões da unidade. Nos dias subsequentes, as lesões continuaram sendo higienizadas com solução fisiológica 0,9% aquecida, sendo que no MID observou-se o rompimento espontaneo das bolhas e foi removido o tecido sobressalente. No MIE, manteve-se o uso da Sulfadiazina de Prata, e reavaliaçao com a médica da unidade que prescreveu o uso de amoxicilina com clavulanato, via oral. Na Figura 02, observa-se que a lesao do  MIE evoluiu com a necrose em sua totalidade e em um pequeno ponto no calcâneo do MID. Nesta estapa, optou-se por realizar o desbridamento dos pontos necróticos, com uso da técnica de “jogo da velha”, com agulha descartável tamanho 40/12, realizando-se o curativo com gase esterilizada e  colagenase de uso tópico. Solicitada a avaliação da equipe do centro de especialidades, que não indicou ampliar a área de desbridamento, e alterou o antibiótico para ciprofloxacino e clindamicina, além de início do uso da papaína como cobertura.  Seguiu-se o acompanhamento do paciente, realização do desbridamento conforme técnica descrita, associado ao de papaína.         A   B Figura 02: Membro inferior esquerdo (A) e membro inferior direito (B) apresentando tecidos necróticos. Após 21 dias de acompanhamento, e ainda sem o resultado esperado alcançado, foi realizado o desbridamento cirúrgico, com cirurgião geral.  Com a realização deste procedimento, associado à continuidade dos curativos fechados, com uso de colagenase e óleo de girassol, houve melhora significativa das lesões, com visualização de tecido apresentando tecido de granulação em grande parte das mesmas (Figura 03). A   B Figura 03: Membro inferior esquerdo (A) e membro inferior direito (B) após desbridamento cirúrgico. Na continuidade da realização do acompanhamento e curativos, obserou-se melhora significativa nas lesões, cem como no controle do diabete, optado por dar seguimento ao curativos apenas com limpeza da lesão com solução fisiológica 0,9% aquecida e oleo de girasol. No momento da elaboração deste estudo, o paciente ainda encontrava-se em acompanhamento na unidade de saúde de referência. A B Figura 04: Membro inferior esquerdo (A) e membro inferior direito (B) na continuidade dos curativos. CONCLUSÃO: Evidenciou-se que o trabalho multidisciplinar de forma colaborativa é uma estratégia de sucesso para o tratamento de lesões por queimadura. O cuidado de pacientes com feridas deixa claro a necessidade de aprimoramento por parte do enfermeiro e demais profissionais, aliando o conhecimento técnico científico, o arsenal farmacologico e para cobertura de lesões, além da empatia, a escuta ativa e a comunicação, como tecnologias para o cuidado. REFERÊNCIAS QUADROS BRUNO, P. E.; WILL, Élida; DA SILVA SANTOS , G.; SCHULTZ FELBERG , J.; ZONDONADI DE SOUZA , R. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM A PACIENTES COM QUEIMADURAS DE TERCEIRO GRAU-CURATIVOS. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences , [S. l.], v. 5, n. 5, p. 1776–1793, 2023. DOI: 10.36557/2674-8169.2023v5n5p1776-1793. Disponível em: https://bjihs.emnuvens.com.br/bjihs/article/view/750. Acesso em: 30 ago. 2024

    ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DA HANSENÍASE NO RIO GRANDE DO SUL

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    A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae e ainda, mais recentemente descoberto, pelo Mycobacterium lepromatosis. Os dois bacilos da hanseníase causam condições patológicas semelhantes e visam, principalmente, a pele e o sistema nervoso periférico. Atualmente é considerada uma Doença Tropical Negligenciada, sendo endêmica em locais específicos de países das Américas, Ásia e África. A razão para uma desigualdade espacial na prevalência da hanseníase nos chamados bolsões endêmicos ainda não foi explicada, mas acredita-se que as desigualdades sociais e as condições de higiene estejam envolvidas. Neste trabalho, objetivamos avaliar a prevalência da Hanseníase no Rio Grande do Sul no período de 2016 - 2019 utilizando o banco de dados do DATA-SUS. A maior prevalência da hanseníase no RS é em pacientes do sexo masculino, na faixa etária de 60-69 anos, de raça/cor branca e paciente que apresentaram baixa escolaridade (1ª série incompleta)

    ORIENTAÇÕES NA ALTA HOSPITALAR DA PUÉRPERA E RECÉM-NASCIDO

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    NTRODUÇÃO/FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: O puerpério é caracterizado por ser o período onde a mulher fica mais vulnerável a intercorrências quando comparado ao restante do ciclo gravídico. Após o parto a mulher torna-se protagonista e precisa estar apta a realizar cuidados a si mesma e ao seu bebê, sendo assim necessita de um atendimento individualizado que atenda suas necessidades, do Recém-nascido (RN) e de sua família (Silva et al., 2020). Após o parto a mulher fica no alojamento conjunto (AC), local onde acontecem as interações entre o binômio mãe-bebê de forma natural, é neste período que a mulher necessita de uma assistência particularizada, acompanhada e voltada para a conscientização da importância do cuidado integral, assistindo o RN e à mulher em todos os seus aspectos. É neste período onde a mulher irá desenvolver suas habilidades para prestar cuidados, através da educação em saúde realizada pela assistência do enfermeiro, para que assim na alta hospitalar a mulher se sinta segura e qualificada de cuidar de si mesma e de seu RN reconhecendo sinais de risco (Mercado et al., 2017). O enfermeiro é o profissional mais capacitado e possui conhecimentos para compreender estas modificações puerperais, bem como identificar e prevenir complicações, além de orientar a mulher sobre todos os aspectos e cuidados necessários para manter sua saúde, através da educação em saúde, contribuindo para uma melhora na qualidade de vida da mulher, de sua família e da comunidade em que está inserida (Barbosa et al., 2018). Nesse contexto, a proposta deste estudo é identificar as principais orientações de enfermagem na alta hospitalar referente aos cuidados da puérpera e RN. MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de uma de uma pesquisa de campo, de abordagem qualitativa do tipo exploratório-descritivo, onde a coleta de dados foi realizada através de uma entrevista semi-estruturada, que conta com perguntas abertas e fechadas sobre o tema proposto e audiogravadas. As participantes da pesquisa foram 10 puérperas internadas em uma maternidade de um hospital filantrópico da cidade de Caxias do Sul. Rio Grande do Sul, Os critérios de inclusão foram: Mulheres puérperas, maiores de idade e que aceitem participar da pesquisa após assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e os critérios de exclusão foram: mulheres puérperas que passaram por intercorrências durante o trabalho de parto e puerpério imediato ou que o RN encontra-se internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal. Para a apresentação dos resultados, os nomes das puérperas foram substituídos pela letra P, seguida de uma numeração de acordo com a ordem das entrevistas (P1, P2, P3 e assim sucessivamente). Este projeto foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa, sendo o número do parecer 5.843.942. RESULTADOS E DISCUSSÕES: A população deste estudo compreendeu com a participação de 10 puérperas, com idades entre 20 á 37 anos, onde 5 (50%) são nulíparas e 5 (50%) são multíparas. Quanto à via de parto 7(70%) foi de parto cesáreo e 3(30%) de parto normal. Referente à gestação 4 (40%) foram de gestações planejadas e 6 (60%) não planejada, e por último a rede de apoio, onde às 10 (100%) terão alguma rede de apoio, mas somente 6(60%) contará com apoio do genitor (pai). A entrevista foi realizada em média 30 horas após o parto, para que assim todas tivessem recebido a maior parte das orientações durante o alojamento conjunto, ou seja, todas as mulheres foram questionadas em um momento próximo à alta hospitalar. A gravidez é caracterizada pelo desenvolvimento do feto e do organismo da mulher preparando-se para o momento do parto, desde a confirmação da gestação é iniciado o acompanhamento pré-natal, neste período a gestante deve receber orientações sobre o momento da gestação e também sobre o parto e pós-parto. Quando questionadas sobre as orientações fornecidas durante o pré-natal, os cuidados mais citados foram sobre o momento do parto, amamentação e sexualidade. Durante a aplicação do questionário parte das mulheres não recebeu orientações sobre vigilância ao sangramento vaginal, onde o sangramento denominado lóquios foi comparado a menstruação em todas as respostas P3:”Que seria normal ter um sangramento como na menstruação, forte sabe e agora que vai diminuir com o tempo, que podia vir coágulo e vai mudando de cor com o tempo”. O auxílio para amamentar o bebê pela primeira vez, torna-se evidente pelas falas que foram orientadas sobre a pega correta. A estimulação da amamentação deve ser contínua, bem como o auxílio para evitar que ocorram fissuras que consequentemente aumentam o risco de desmame precoce. A orientação e encorajamento sobre a amamentação no período de internação hospitalar é uma peça chave para o sucesso da mesma. (Teixeira et al., 2022) Relacionado a troca de fraldas, as orientações foram sobre em que momento realizar a troca, mas nada relacionado a forma correta de realizar a troca da fralda, sobre como realizar a limpeza da região íntima dos RN e sobre a vigilância a frequência da diurese e evacuação. CONCLUSÃO: Os resultados da pesquisa demonstram que o preparo das puérperas/família para o momento da alta, está atrelado a assistência da enfermagem, ao conhecimento teórico-científico, bem como competências gerenciais do enfermeiro, afim de que proporcione uma alta qualificada e segura para a puérpera e ao recém-nascido. Importante ressaltar que as informações devem ser atualizadas e transmitidas de forma clara e objetiva, tornando a mulher e família protagonistas nas ações de cuidado, esclarecendo dúvidas e idéias pré-concebidas, respeitando a individualidade e crenças de cada família. &nbsp

    A COMUNICAÇÃO NÃO VIOLENTA COM ADOLESCENTES NO SERVIÇO DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS

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    RESUMO: A Comunicação Não Violenta foi utilizada como estratégia de intervenção no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, a fim de observar e identificar comportamentos e condições a que os usuários estão expostos. Durante a pesquisa-intervenção explorou-se o cotidiano dos adolescentes, através do grupo operativo para estabelecer a comunicação não violenta. Nos encontros, foi proporcionado um espaço de acolhimento e escuta ativa, promovido para expressarem seus sentimentos, angústias e situações diárias. Adotar essa estratégia requer um longo processo de novos padrões de comunicação, mas houve progresso na forma como os usuários se relacionam

    EFEITO DO TREINAMENTO RESISTIDO PRÉ-OPERATÓRIO BARIÁTRICO: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

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    Introdução: A obesidade é uma doença crônica que aumenta o risco de doenças associadas, o tratamento se dá pela cirurgia bariátrica e na continuidade do tratamento pós-bariátrico multidisciplinar. No entanto, estudos averiguaram a viabilidade do treinamento físico resistido pré-operatório e suas consequências cirúrgicas. Objetivo: Avaliar e descrever os resultados de estudos sobre treinamento físico pré-operatório de cirurgia bariátrica. Métodos: Trata-se de uma revisão sistemática, tendo como procedimento de busca nas bases de dados PubMed, ScienceDirect, LILACS e SciElo, sendo selecionados ensaios clínicos randomizados, sobre treinamento físico pré-operatório bariátrico. Foram utilizadas as palavras chave pré-operatório e cirurgia bariátrica e treinamento resistido ou exercício, em inglês (Bariatric AND Pre-operative AND Exercise OR “Resistance Training”). Todos os termos foram direcionados para os campos correspondentes ao título, resumo e descritores em saúde (Title, Abstract, MeSH Terms), sendo utilizada a lógica computacional booleana (AND e OR) e “aspas” para palavras compostas (unitermos). Foram analisados todos os artigos publicados nas seguintes bases de dados: PubMed (MEDLINE), ScienceDirect (Elsevier) e Lilacs/SciElo (Bireme). Para fins de ilustração, a lógica computacional aplicada no PUBMED foi: (“Bariatric”[Title/Abstract] OR “Bariatric”[MeSH Terms]) AND (“Pre-operative”[Title/Abstract] OR “Pre-operative”[MeSH Terms]) AND (“Resistance Training”[Title/Abstract] OR Exercise[Title/Abstract] OR (“Resistance Training” [MeSH Terms] OR Exercise[MeSH Terms]). Além de busca manual nas referências dos estudos incluídos nesta revisão. Resultados: Participaram do estudo quatro artigos sobre o tema, com um total de 124 participantes avaliados, 80 (64,5%) pertencentes aos grupos de intervenção de exercícios pré-operatórios de cirurgia bariátrica e 44 (35,5%) pertencentes aos grupos controle. Em relação a idade média avaliada, os 124 indivíduos apresentaram média de 44,3±6,0 anos. Na avaliação qualitativa dos resultados e conclusões dos quatros estudos elegíveis à sistemática, pode-se observar que os benefícios do treinamento pré-operatório são unânimes entre os estudos, desde a melhora em relação ao medo de quedas/lesões e constrangimentos pelo excesso de peso na prática de exercícios, até a melhora da capacidade física e funcional, controle do índice de massa corporal (IMC), melhora nos escores de tempo cirúrgico e tempo de recuperação, refletindo na melhora a autoestima e na qualidade de vida de indivíduos submetidos ao procedimento operatórios bariátrico, quando submetidos a exercício físico resistido de baixa intensidade entre 4 e 16 semanas de duração, com periodicidade de 2 a 5x/semana e tempo entre 25 e 90min/dia. Conclusão: O treinamento físico pré-operatório para cirurgia bariátrica demostra ser eficaz para melhora de condições de saúde para o procedimento operatório, bem como internação e recuperação. Sugere-se que novos estudos possam averiguar o impacto do treinamento físico pré-operatório no risco a longo prazo de complicações pós-operatórias e manutenção do tratamento interdisciplinar

    II Simpósio de Ciência e Desenvolvimento- FSG Bento Gonçalves (2023)

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    Publicação dos resumos e artigos do II Simpósio de Ciência e Desenvolvimento- FSG Bento Gonçalves (2023)

    RELATO DE EXPERIÊNCIA: O PAPEL DO AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE COMO FERRAMENTA DE APOIO À SAÚDE MENTAL

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    INTRODUÇÃO/FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: A reforma psiquiátrica brasileira trouxe avanços importantes para o cuidado e acolhimento de pessoas com transtornos mentais, destacando a Lei 10.216 de 6 de abril de 2001, que visa a reinserção social do paciente em seu meio (BRASIL, 2001). Por isso, promoveu-se a criação de serviços de saúde mental que pudessem substituir as internações hospitalares (Fontes de Souza, 2020), com cuidado integral e equipe interdisciplinar. Assim, os Centros de Atenção Psicossocial constituem uma rede de atenção às pessoas com transtornos psicossociais, com o objetivo de fortalecer e preservar os laços sociais do indivíduo. Este relato está vinculado à prática de Estágio Supervisionado em Intervenções Psicossociais em Contextos Ampliados, realizada em um CAPS de um município no Rio Grande do Sul com cerca de 21.084 habitantes (IBGE, 2022). O CAPS foi inaugurado no município em agosto de 2022, e observou-se que, por ser um serviço novo, a população e a rede ainda não o reconhecem como um serviço de saúde mental. A proposta de intervenção é capacitar os agentes comunitários de saúde sobre os serviços oferecidos pelo CAPS e em saúde mental, visando uma maior abrangência do serviço na comunidade, visto que, os ACS são a ponte entre a comunidade e a rede. MATERIAL E MÉTODOS: O projeto de intervenção teve como participantes as ACS do município e foi dividio em dois momentos, São onze profissionais em atuação no momento, porém no primeiro encontro apenas quatro participaram e no segundo encontro tiveram sete participantes. No primeiro momento trabalhou-se sobre a importância do trabalho da ACS, o trabalho e público alvo do CAPS, temas envolvendo a saúde mental e discussão de casos. No segundo momento, o encontro foi com foco nas ACS, nas suas angústias e desafios, com o objetivo de realizar trocas entre as profissionais e suas vivências. Para finalizar, foi confeccionado um folder informativo sobre os temas trabalhados no primeiro encontro e entregue para as agentes comunitárias de saúde como ferramenta de apoio. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Os ACS foram instituídos em 1991, através do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACs), contribuem para a extensão de cobertura e a estruturação da Atenção Primária à Saúde (BRASIL, 2010). O ACS por ter um contato próximo com a população tem relacionamentos significativos com os usuários, essa proximidade contribui para a articulação e o fortalecimento de relações entre os sujeitos (Silva e Dalmaso, 2002). O exposto reforça a ideia do projeto de capacitá-los para que a comunidade e a rede conheçam os serviços oferecidos no CAPS e para que cada vez mais a saúde mental esteja em pauta. Ao longo dos encontros, pode-se observar algumas complexidades no trabalho dos ACS no município. O número de ACS é baixo para a demanda da cidade, pois, segundo o Anexo XXII da Portaria de Consolidação nº 2/2017, cada ACS deve ter uma microárea cuja população não ultrapasse 750 pessoas. Ou seja, para uma abrangência completa seriam necessários em torno de 25 ACS para atender plenamente a população. Essa questão traz ainda o excesso de trabalho, afinal elas auxiliam no monitoramento dos casos e resultados de intervenções através das visitas domiciliares, realizam o cadastro da família, identificam situações de risco; promovem vigilância; orientam o usuário e facilitam o acesso à unidade; promovem ações de educação em saúde (Samudio et. al, 2017). São profissionais importantes pois realizam a “articulação entre os serviços de saúde e a vida no território, a partir da compreensão dos determinantes sociais do processo saúde-doença e da necessidade de conjugar ações de cuidado, prevenção e promoção da saúde” (Morosini e Fonseca, 2018). Muitas relataram sentir-se sobrecarregadas pela quantidade de tarefas e pela falta de recursos adequados para desempenhar suas funções de forma eficiente. As ACS destacaram a necessidade de treinamento contínuo devido às constantes novas exigências e protocolos. Elas também enfatizaram a importância de uma maior valorização de suas funções, tanto em termos de remuneração quanto de reconhecimento formal no campo da saúde. CONCLUSÃO: O trabalho dos ACS é permeado por uma profunda troca de afetos e de cuidado, fazem parte da vida dos usuários de seu território e criam vínculos que facilitam a produção de saúde. Assim, nota-se a importância desta intervenção, pois o espaço direcionado ao  compartilhamento sobre saúde mental transborda para além do objetivo proposto. Porém, observou-se que os encontros foram breves e que ainda há diversas demandas. Conclui-se, portanto, que a capacitação e criação de um espaço permanente de educação e valorização para os agentes comunitários de saúde é essencial. Este espaço não apenas contribuiria para a melhoria do atendimento em saúde mental na comunidade, mas também proporcionaria um ambiente de apoio e reconhecimento para os ACS.  &nbsp

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