Núcleo de Produção Científica Digital da FSG (Centro Universitário e Faculdade da Serra Gaúcha)
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    UTILIZAÇÃO DA INTERVENÇÃO DO ESTÁGIO CURRICULAR PARA CAPACITAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DE PROTOCOLO DE IDENTIFICAÇÃO DO RECÉM-NASCIDO

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    INTRODUÇÃO: Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), a identificação precisa dos pacientes é uma das metas internacionais de segurança do paciente, fundamental para prevenir eventos adversos na assistência à saúde (OMS, 2021). A prática da identificação correta dos recém-nascidos é reforçada pelo Ministério da Saúde do Brasil, que destaca a importância do uso de pulseiras de identificação como uma medida de segurança essencial em todos os serviços de saúde (Ministério da Saúde, 2014). Estudos indicam que a implementação de pulseiras de identificação é uma metodologia eficaz e de baixo custo para prevenir erros relacionados à identificação (Rissi et al., 2022). A ausência de um protocolo padronizado de identificação de recém-nascidos na instituição representa uma lacuna significativa na segurança do paciente. A identificação correta dos recém-nascidos é crucial para assegurar que cada bebê receba o tratamento adequado conforme suas necessidades individuais. A falta de identificação pode levar a uma série de problemas graves, incluindo trocas inadvertidas de bebês, administração incorreta de medicamentos, realização de procedimentos em pacientes incorretos e dificuldades na comunicação entre a equipe de saúde e os familiares. O objetivo do estudo é apresentar, através de um relato de experiência, a intervenção realizada para capacitar a equipe de enfermagem sobre o protocolo de identificação do paciente. MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de um relato de experiência sobre a intervenção de estágio curricular, realizada em uma unidade de internação de um hospital da cidade de Caxias do Sul. Por ser um relato de experiência, que visa o aprofundamento teórico de situações da prática do estágio curricular, não foi necessário o envio do projeto a um Comitê de Ética, de acordo com a Resolução nº 510, de 07/04/2016 do Conselho Nacional de Saúde. Foi garantido o sigilo das informações individuais e o anonimato dos participantes do estudo. RESULTADOS E DISCUSSÕES: A implementação do Protocolo de Identificação do Recém-Nascido foi realizada em várias etapas cuidadosamente planejadas para garantir sua eficácia e adesão por parte dos profissionais de saúde. Primeiramente, a proposta foi discutida com a enfermeira responsável técnica (RT) da instituição. Após a aprovação inicial da proposta, foi solicitado o protocolo de identificação do paciente já existente na instituição para servir como base na elaboração do novo protocolo específico para recém-nascidos. Com a aprovação do protocolo pela enfermeira RT e pela comissão de segurança do paciente, foi desenvolvido um vídeo de capacitação destinado aos profissionais de saúde, o qual foi disponibilizado por meio de formulário no Google Forms para os profissionais da instituição, seguindo procedimento padrão de outras capacitações do local. Embora não seja possível fornecer dados específicos, como taxas de incidentes reduzidos ou relatos de melhoria na comunicação entre profissionais e pais, a estrutura do protocolo e a abordagem adotada para sua implementação sugerem que os resultados esperados incluirão uma maior segurança na identificação dos recém-nascidos, uma redução dos riscos associados a trocas inadvertidas e administração incorreta de medicamentos, além de uma melhoria na confiança dos pais no cuidado prestado. CONCLUSÃO: A implementação do Protocolo de Identificação do Recém-Nascido através do uso de pulseiras representou um passo significativo para melhorar a segurança e a qualidade do cuidado neonatal na instituição. A capacitação dos profissionais e a criação de um sistema padronizado de identificação desde o nascimento até a alta hospitalar visaram mitigar riscos associados a trocas inadvertidas de bebês, administração incorreta de medicamentos e dificuldades na comunicação entre profissionais de saúde e pais

    A DIVERGÊNCIA ENTRE A CONVENÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE O DIREITO DO MAR E O ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO ACERCA DA TERRITORIALIDADE

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    A Constituição Federal de 1988 em seu art. 5º, parágrafo 3º observa o seguinte: “Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais”. Neste sentido, outras normas como a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM) possuem o status de lei ordinária.  No que diz respeito à territorialidade, o ordenamento jurídico brasileiro cita no artigo 5º do Código Penal: “aplica-se a lei brasileira, sem prejuízo de convenções, tratados e regras de direito internacional, ao crime cometido no território nacional”, com extensão dada pelo § 2º ao citar que aplica-se “a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de aeronaves ou embarcações estrangeiras de propriedade privada, achando-se aquelas em pouso no território nacional ou em voo no espaço aéreo correspondente, e estas em porto ou mar territorial do Brasil”. Ainda, o Código de Processo Penal afirma em seu artigo 89 que os crimes cometidos “em qualquer embarcação nas águas territoriais da República” ... “serão processados e julgados pela justiça do primeiro porto brasileiro em que tocar a embarcação, após o crime, ou, quando se afastar do País, pela do último em que houver tocado”. Tal posição do ordenamento jurídico brasileiro colide com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar que em seu artigo 27 observa:        “a jurisdição penal do Estado costeiro não será exercida a bordo de navio estrangeiro que passe pelo mar territorial com o fim de deter qualquer pessoa ou de realizar qualquer investigação, com relação à infração criminal cometida a bordo desse navio durante a sua passagem”. Diante de tal colisão entre o ordenamento jurídico brasileiro e o Direito Internacional, levanta-se como problemática de pesquisa o seguinte questionamento: de que maneira a questão da territorialidade pode ser resolvida afastando a colisão entre o Direito Internacional e o Direito Interno

    ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL

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    O Acidente Vascular Cerebral (AVC) acontece quando veias responsáveis por levar o sangue para o cérebro, se rompem ou entopem, causando paralisia da área comandada pela parte cerebral que foi afetada (BRANDÃO; LANZONI; PINTO, 2023). Dito isso, a reabilitação consiste em um processo multiprofissional que possibilita trazer de volta as funções corporais, a autoestima e a autopercepção de pacientes que sofreram com o AVC (CIORNAI, 2005). Sendo assim, o presente estudo terá como objetivo demonstrar como a arte terapia e a comunicação alternativa facilitam o processo de reabilitação de pacientes acometidos pelo AVC.&nbsp

    O PAPEL DA PSICOLOGIA HOSPITALAR EM CONTEXTO DE MORTE E LUTO

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    O luto é um processo subjetivo, permeado por inúmeras sensações e sentimentos, que misturam-se ao momento de vida ao qual o indivíduo está passando. Sendo assim, o enlutamento é influenciado por fatores advindos da psique do paciente/família, através da forma como a notícia sobre a doença/terminalidade de vida lhe é passada, assim como, a disponibilidade da rede de apoio. Quando a morte ocorre em ambiente hospitalar, devido às elevadas demandas da instituição, assim como alta rotatividade de pacientes, o acolhimento para familiares enlutados, pode ficar comprometido. Destarte, é possível confirmar, que algumas consequências psicopatológicas do luto, podem ser prevenidas através de manejos e intervenções da psicologia, realizadas antes do recebimento da má notícia, no momento da comunicação, assim como posteriormente (GOBBI, 2020)

    O PERIGO OCULTO DA EXPOSIÇÃO SOLAR EXCESSIVA

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    INTRODUÇÃO: O câncer de pele é a neoplasia de maior incidência no Brasil, apresentando diferentes tipos câncer de pele, sendo os mais comuns o não melanoma e o melanoma. O objetivo desse trabalho é explorar como a exposição prolongada ao sol, especialmente sem proteção, aumenta o risco de câncer de pele, incluindo os mecanismos biológicos envolvidos, como os danos ao DNA causados pelos raios ultravioletas. MATERIAL E MÉTODOS: Realizou-se uma revisão narrativa de literatura. Para tanto, foram utilizados trabalhos obtidos a partir da busca com os descritores "câncer de pele", "solar", "melanoma", “exposição” nos endereços eletrônicos Google Acadêmico e Scielo. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Ao analisar os grupos e fatores de risco relacionados à exposição solar, observamos que os trabalhadores agrícolas estão entre os mais vulneráveis. Isso se deve à sua exposição constante a altos níveis de radiação UV enquanto trabalham ao ar livre. A exposição prolongada ao sol é um fator de risco amplamente reconhecido para o câncer de pele, particularmente para os tipos não melanoma, como o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular. Esses tipos de câncer estão frequentemente associados a queimaduras solares repetidas e a uma exposição solar acumulada ao longo dos anos. Em decorrência disso, os trabalhadores agrícolas enfrentam desafios significativos devido a diversos fatores que aumentam sua vulnerabilidade a essa condição. Entre os principais desafios estão a falta de proteção adequada, visto que muitos deles não têm acesso a equipamentos de proteção solar essenciais, como chapéus de aba larga, roupas de proteção UV e protetores solares de amplo espectro, assim como sofrem com condições de trabalho desfavoráveis e a falta de acesso a recursos financeiros para fornecer esses equipamentos, o que agrava ainda mais a situação. As condições de trabalho na agricultura frequentemente acabam expondo esses trabalhadores a longas horas sob a luz solar direta, já que as atividades exigidas são realizadas em locais remotos, onde o acesso a áreas com sombra e instalações para proteção solar é limitado ou até inexistente. A intensa demanda por trabalho durante as épocas de plantio e colheita não permite pausas regulares para a proteção solar, resultando em exposição prolongada e cumulativa à radiação. De acordo com pesquisas realizadas, destacou-se uma maior prevalência da doença em uma população com faixa etária superior a 50 anos, atrelado ao fato de que o câncer de pele e outras lesões provocadas pelo excesso de exposição solar acometem majoritariamente indivíduos mais velhos. Diferentes estudos também apontam que o estímulo ao uso adequado de tais equipamentos está atrelado ao fortalecimento do conhecimento da doença, o que pode facilitar mudanças positivas de comportamento dos trabalhadores rurais. Entre algumas medidas importantes para minimizar os riscos da doença, é indispensável citar o uso do protetor solar regularmente, roupas claras e capazes de bloquear a exposição direta aos raios solares, luvas, óculos de sol com proteção e, sempre que possível, organizar as atividades de trabalho de acordo com os horários de maior intensidade solar. CONCLUSÃO: A implementação de programas de educação e treinamento é fundamental para proteger trabalhadores rurais dos riscos associados à exposição solar. Orientar corretamente sobre a aplicação de protetor solar, a escolha de roupas adequadas e o reconhecimento de sinais de problemas de pele são passos essenciais para promover a conscientização e o autocuidado. Além disso, incentivar autoexames regulares e avaliações dermatológicas periódicas é crucial para a detecção precoce de alterações suspeitas, permitindo a intervenção antes que se tornem graves. Criar áreas de sombra e instalar toldos ou estruturas de proteção nos locais de trabalho também oferece um alívio significativo da exposição direta ao sol durante os intervalos. A adoção dessas medidas não apenas reduz o risco de câncer de pele, mas também contribui para um ambiente de trabalho mais seguro e saudável. Proteger a saúde dos trabalhadores é vital para garantir sua segurança e melhorar sua qualidade de vida a longo prazo

    PREVALÊNCIA DO CÂNCER DE COLO DO ÚTERO EM BRASILEIRAS

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    INTRODUÇÃO: O Papilomavírus Humano (HPV) é um vírus que possui diversos tipos, sendo que cerca de 40 podem infectar a região anogenital e a orofaringe (MARTINS e SILVA, 2021). O vírus pertencente à família Papillomaviridae possui classes onde alguns tipos são considerados de baixo risco, causando verrugas genitais, enquanto outros são de alto risco, podendo levar ao desenvolvimento de câncer (COSTA, 2022). Portanto, o objetivo deste trabalho é identificar as prevalências, fatores de risco e causas do câncer de colo de útero (LOPES, 2020; OLIVEIRA, 2022). MATERIAL E MÉTODOS: Realizou-se uma revisão narrativa de literatura. Para tanto, foram utilizados trabalhos obtidos a partir da busca com os descritores "Papiloma Vírus", "Câncer no colo de útero", "HPV" nos endereços eletrônicos Google Acadêmico e Scielo. RESULTADOS E DISCUSSÕES: O câncer de colo de útero é o sexto tipo de câncer mais frequente na população em geral e o segundo mais comum entre mulheres (SILVA, 2021). De acordo com a Organização Pan-americana da Saúde o câncer de colo do útero pode causar, inicialmente, sangramento irregular, aumento do corrimento vaginal e sangramento após a relação sexual. Nos estágios mais avançados, pode haver dores persistentes, perda de peso, fadiga, corrimento com mau cheiro, inchaço nas pernas e outros sintomas graves, dependendo da extensão da doença (OPAS, 2024). Muitos estudos sobre HPV no Brasil focam apenas em mulheres que buscaram por atendimento, o que pode não refletir o real número de casos (AYRES, 2010). Os dados do Ministério da Saúde mostram que 54,6% das mulheres brasileiras que são sexualmente ativas estão infectadas pelo HPV, com a prevalência atingindo 38,4% entre jovens de 16 a 25 anos (COSTA, 2022). A alta taxa nesse grupo se deve ao início precoce da vida sexual, a falta de conhecimento sobre sexualidade, uso inadequado de preservativos e múltiplos parceiros (FERREIRA, 2022). Isso enfatiza a necessidade importância de estratégias que visem a prevenção e educação voltadas para o público jovem. Uma das principais estratégias que o Ministério da Saúde oferece para a população no combate ao HPV é a vacinação, tendo sua eficácia comprovada através de vários estudos realizados ao decorrer dos anos (MOURA et al., 2021). No ano de 2014, o Brasil passou a oferecer a vacina contra o HPV através do Programa Nacional de Imunizações; a vacina quadrivalente contra o HPV tem como público-alvo adolescentes de 9 a 14 anos e pessoas imunossuprimidas, independentemente da idade (COSTA, 2022). A vacina tem como objetivo a proteção para os tipos 16 e 18, que possuem alto potencial oncogênico, além dos tipos 6 e 11, de baixo risco oncogênico (COSTA, 2022). CONCLUSÃO: De acordo com as evidências apresentadas, o câncer de colo de útero é um problema de saúde pública de extrema relevância atualmente, especialmente entre as mulheres jovens. A alta prevalência do HPV, associada a fatores como o início precoce da vida sexual, o uso inadequado de preservativos e o desconhecimento sobre a sexualidade, evidencia a urgência de estratégias eficazes de prevenção e educação sexual. A vacinação, oferecida pelo Ministério da Saúde, é uma ferramenta indispensável na luta contra o HPV, com comprovada eficácia na proteção contra os tipos mais oncogênicos do vírus. Sendo assim, é crucial intensificar as campanhas de conscientização em escolas, postos de saúde, e aumentar o acesso à vacina para reduzir significativamente a incidência desse tipo de câncer e proteger a saúde das mulheres brasileiras

    MENOPAUSA

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    MENOPAUSA: FIM OU NOVO COMEÇO? Julia Raudzius Camargo, Katuly Schmidt, Makélen Belenzier, Marina Muterle, Patricia Kelly Wilmsen Dalla Santa* Julia Raudzius Camargo: Discente do curso de Farmácia, na instituição FSG Centro Universitário. E-mail [email protected] Katuly Schmidt: Discente do curso de Nutrição, na instituição FSG Centro Universitário. E-mail [email protected] Makélen Belenzier: Discente do curso de Enfermagem, na instituição FSG Centro Universitário. E-mail [email protected] Marina Muterle: Discente do curso de Biomedicina, na instituição FSG Centro Universitário. E-mail [email protected] *Patricia Kelly Wilmsen Dalla Santa: Docente dos cursos de Biomedicina, Farmácia e Enfermagem da FSG Centro Universitário. [email protected] Palavras-chave: Menopausa, Mulher, Hormônios, Saúde Mental, Climatério INTRODUÇÃO: A menopausa, marcada pela cessação do ciclo menstrual, desencadeia uma série de mudanças fisiológicas e hormonais que podem ter um profundo impacto na saúde mental das mulheres, influenciando seus estados emocionais e psicológicos. Para o desenvolvimento desse trabalho utilizou-se a seguinte pergunta de pesquisa: Quais são realmente os impactos gerados por ela, focando especificamente na psique? Para responder à pergunta o objetivo foi: Relatar e investigar os sintomas causados pela fase de transição. MATERIAL E MÉTODOS: Realizou-se uma revisão narrativa de literatura. Para tanto, foram utilizados trabalhos obtidos a partir da busca com os descritores "menopausa", "mulher", "hormônios", “saúde mental”, “climatério” nos endereços eletrônicos Google Acadêmico e Scielo. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Entre os sintomas psicológicos mais dominantes do período da menopausa, destacam-se a depressão e a ansiedade. Isso ocorre devido às mudanças hormonais, fatores biológicos e aos contextos psicossociais da transição. A ansiedade pode se manifestar de forma leve e moderada, já que as flutuações hormonais impactam na regulação do humor, podendo contribuir para sentimentos de inquietação e preocupações contínuas, além de distúrbios do sono. A depressão é um transtorno psicológico que pode surgir ou se intensificar nesse período, o que se deve à redução de estrogênio, influenciando diretamente no trabalho dos neurotransmissores associados ao bem-estar, como a serotonina e a dopamina. Esse quadro pode provocar falta de motivação diária, desesperança e até mesmo pensamentos suicidas. A instabilidade emocional desse período pode impactar negativamente nas relações interpessoais e na qualidade de vida da mulher. O estresse também é uma consequência que impacta nos sistemas neuroendócrino e imunológico, aumentando os níveis de cortisol, hormônio do estresse. A manifestação desses sintomas é influenciada por muitos fatores, como genética, estilo de vida, histórico de saúde mental e suporte social. Ou seja, são individuais para cada mulher e se apresentam em diferentes graus de seriedade. Para uma transição emocionalmente equilibrada, é necessário intervir com ferramentas adequadas de cuidado à saúde, como apoio social e terapias cognitivo-comportamentais. As estratégias para minimizar essa sensação variam para cada mulher, podendo ser saudáveis, como atividades físicas, ou nocivas à saúde, como o excesso de álcool, tabagismo e isolamento social. A autoestima e a autoimagem: A diminuição da libido, a carência afetiva, mudanças corporais ligadas ao hipoestrogenismo, como o acúmulo de gordura abdominal e reorganização da distribuição da gordura corporal, o que torna a flacidez corporal mais visível em alguns locais, envelhecimento cutâneo, cabelos grisalhos, sono prejudicado e ainda, a preocupação frente o que a sociedade diz e valoriza ao chegar neste período. São estes  fatores citados acima que repercutem negativamente para autoimagem feminina, causando os conflitos internos e atingindo sua vida social, familiar, amorosa e empregatícia. Por isso, os profissionais da saúde, principalmente enfermeiros, devem ter conhecimento e sensibilidade para lidar com as angústias, dúvidas, e estimular autocuidado, sendo um suporte emocional qualificado. Satisfação Conjugal: Uma vez que a saúde física e psicológica afeta a qualidade do relacionamento demonstra que a severidade dos sintomas da menopausa é impactante na relação conjugal. As várias mudanças sentidas ao longo da menopausa, tal como psicológicas, a depressão e ansiedade, e hormonal, como o decréscimo do desejo sexual, a secura vaginal e a diminuição da excitação e orgasmo, levam a uma baixa saúde sexual, que tendencialmente faz reduzir a satisfação sexual dos pares. É importante a busca pela melhoria das relações sexuais durante a menopausa pois ela ajuda a amenizar os problemas psicológicos ligados a esta fase. CONCLUSÃO: Em virtude dos fatos mencionados, concluímos que a menopausa pode interferir diretamente na saúde psicológica e física da mulher. Ao longo deste artigo, exploramos os sintomas mais dominantes desse período, como alterações de humor, instabilidades emocionais e distúrbios como ansiedade e depressão, além do impacto na autoestima e na qualidade de vida. Fica claro que é fundamental que as mulheres recebam amparo e compreensão durante essa fase de transição, para enfrentá-la com confiança e otimismo. Por fim, podemos trabalhar juntas para garantir o bem-estar das mulheres durante e após o climatério. REFERÊNCIAS HUNTER, MS. Menopausa e suas consequências psicológicas: The psychological impact of the menopause. (10-2016). TTSB, A. Imagem corporal e climatério: Terapia coagi tico-comportamental em grupo para disfunção sexual pós menopausa, (12-2018). PINHEIRO, D. Menopausa: Impacto das Represengacoes perante a menopausa,. Endocrinol Metal Clin North Am. (2015-5). &nbsp

    INTERVENÇÃO EM ESTÁGIO CURRICULAR COMO ESTRATÉGIA DE AVALIAÇÃO DE EFICÁCIA DA CAPACITAÇÃO SOBRE ATENDIMENTO À PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA

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    INTRODUÇÃO: A criação de estratégias de ensino e iniciativas que a integram a prática, os treinamentos e a atualização dos conhecimentos dos profissionais de Enfermagem vem ganhando destaque na atualidade, servindo de subsídios que corroboram para estabelecer autonomia e segurança nas práticas exercidas (Pereira, 2021). O objetivo da avaliação de eficácia das capacitações é analisar se as competências e conhecimentos ministrados foram efetivamente adquiridos e principalmente, assegurar que as capacitações atendem ao que a organização necessita, seja para a preparação dos colaboradores para novas atividades, novos projetos ou funções, competências que trarão melhorias de processo, mudanças para aprimorar o desempenho dos colaboradores em suas atividades, orientação para prevenção de problemas e riscos, ou até mesmo uma reciclagem por um desvio de qualidade ou não conformidade. O objetivo do estudo é apresentar, através de um relato de experiência, a intervenção realizada para avaliação da eficácia da capacitação realizada sobre atendimento à parada cardiorespiratória. MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de um relato de experiência sobre a intervenção de estágio curricular, realizada em uma unidade de internação de um hospital da cidade de Caxias do Sul. Por ser um relato de experiência, que visa o aprofundamento teórico de situações da prática do estágio curricular, não foi necessário o envio do projeto a um Comitê de Ética, de acordo com a Resolução nº 510, de 07/04/2016 do Conselho Nacional de Saúde. Foi garantido o sigilo das informações individuais e o anonimato dos participantes do estudo. RESULTADOS E DISCUSSÕES: A falta de uma avaliação das atividades de capacitação no trabalho, traz como consequência a fragilidade no processo de entender os pontos a serem melhorados na aplicação de treinamentos, quais são as principais dúvidas destes funcionários, qual a necessidade de reaplicação e a periodicidade de novos treinamentos. A proposta de intervenção consistiu na implementação de um questionário a ser respondido pelos profissionais antes e após a capacitação de Parada Cardiorrespiratória, a fim de determinar a qualidade do treinamento. Uma vantagem da utilização deste método é a economia de tempo, uma vez que é mais rápido o processo de coleta, análise e tratamento dos dados, e de recursos em termos de pessoal, no que concerne ao treinamento e trabalho de campo (Bastos et al., 2023). A média de acertos aceitável é acima de 70% no pós-teste. Participaram da pesquisa 44 profissionais, sendo eles 33 Técnicos em Enfermagem e 11 Enfermeiras. Foram contabilizados apenas aqueles que atingiram o resultado esperado de 70% no pós-teste, sendo considerados no total 36 funcionários, entre eles 25 técnicos e 11 enfermeiras. Com o pós-teste dos Técnicos de Enfermagem é possível notar a melhora dos resultados atingidos, sendo 80% dos participantes aqueles que atingiram a marca. Ao mudarmos o grupo de análise, todas as enfermeiras atingiram a porcentagem necessária no pós teste para a inclusão no projeto. O aproveitamento máximo foi atingido por 63,6% dos enfermeiros e apenas 36,4% atingiram a porcentagem de corte. CONCLUSÃO: Diante do exposto, foram obtidos resultados positivos com a realização do projeto. Analisando os números obtidos é possível perceber que ambos os grupos tiveram um bom aproveitamento com o treinamento, sendo capazes de relacionar seu conhecimento com a prática clínica de seus setores. A quantidade de participantes que aumentaram o seu número de acertos entre o pré e pós-teste e o resultado geral obtido entre os dois grupos foi considerado satisfatório, evidenciando a qualidade do treinamento fornecido pela instituição. O questionário idealizado durante a elaboração deste projeto foi incluído para a avaliação deste treinamento do programa que recebe e treina os novos funcionários da instituição. É possível concluir que o questionário contribuirá para além do treinamento inicialmente proposto, sendo integrado a processos já existentes auxiliando no processo de educação continuada prezada pela instituição

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