Núcleo de Produção Científica Digital da FSG (Centro Universitário e Faculdade da Serra Gaúcha)
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RODA DE CONVERSA COMO ESTRATÉGIA DE MANUTENÇÃO DA SAÚDE MENTAL NAS ESCOLAS
INTRODUÇÃO: Durante o desenvolvimento infantil, as experiências emocionais, os sentimentos e as interações sociais desempenham um papel fundamental na formação da saúde mental da criança. (Santos, A. B., & Oliveira, C. D. (2018). A unidade básica de saúde (UBS), como parte do sistema de saúde pública, deve estar atenta a essas questões e oferecer suporte não apenas à criança, mas também à família e à comunidade como um todo. (Silva, E. F., & Souza, G. H. (2019). Durante o estágio curricular foi identificada uma fragilidade na atuação da UBS dentro do Programa de Saúde da Escola (PSE), devido à falta de funcionários responsáveis nas ações de promoção de saúde mental. O objetivo do estudo é apresentar, através de um relato de experiência, a intervenção realizada sobre a utilização de roda de conversa como estratégia de manutenção da saúde mental em escolas. MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de um relato de experiência sobre a intervenção de estágio curricular, que implementou atividades educativas e terapêuticas em escolas de educação infantil, da rede municipal, pertencentes ao território de uma UBS, em Caxias do Sul para promover a saúde mental infantil e realizar intervenções diretas. Por ser um relato de experiência, que visa o aprofundamento teórico de situações da prática do estágio curricular, não foi necessário o envio do projeto a um Comitê de Ética, de acordo com a Resolução nº 510, de 07/04/2016 do Conselho Nacional de Saúde. Foi garantido o sigilo das informações individuais e o anonimato dos participantes do estudo. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Um estudo de Smith, J., & Silva, M. (2020), mostrou que abordagens lúdicas e didáticas são altamente eficazes para ensinar habilidades emocionais e sociais para crianças em idade pré-escolar. Diante disso, foi realizado uma roda de conversa, de forma lúdica e didática, em que foram abordados assuntos em torno de sentimentos e emoções, além de como lidar com eles, instruindo em como identificá-los e onde procurar apoio. Foi realizado uma dinâmica com o “dado dos sentimentos”, o qual sorteava uma emoção e placas para melhor visualização. Assim houve conversas sobre cada sentimento, abordando os tópicos citados anteriormente e outros assuntos como racismo, bullying, aceitação e igualdade. Além disso, foi desenvolvido um material de avaliação da metodologia aplicada e observação do comportamento dos alunos para acompanhamento e monitoramento do progresso das crianças e o impacto das atividades por meio de observação e dos profissionais da escola. Com base em uma avaliação conjunta, conclui-se que os objetivos da intervenção foram alcançados de forma satisfatória e que as atividades realizadas foram bem recebidas pelas crianças e pela equipe escolar. Além disso, reconheceu-se que a intervenção foi eficaz em promover a compreensão das emoções, o respeito às diferenças e a expressão saudável dos sentimentos. CONCLUSÃO: Ficou evidente que as crianças na faixa etária de 4 a 5 anos apresentam desafios em manter a atenção por longos períodos, preferindo muitas vezes a interação com objetos e brinquedos, apesar disso, algumas demonstraram interesse em participar das atividades propostas. As conversas com os profissionais das escolas e os feedbacks recebidos por meio dos questionários foram positivos, indicando que as atividades foram bem recebidas pelos alunos e consideradas eficazes na promoção da saúde mental infantil. Em suma, o projeto demonstrou ser uma estratégia valiosa para promover a saúde mental das crianças desde a primeira infância, contribuindo para a criação de um ambiente escolar mais acolhedor, inclusivo e respeitoso.
REFERÊNCIAS
Santos, A. B., & Oliveira, C. D. (2018). O impacto do racismo na saúde mental infantil. Revista Brasileira de Psicologia.
Silva, E. F., & Souza, G. H. (2019). O papel da UBS na promoção da saúde mental infantil: Uma revisão integrativa. Revista de Enfermagem da UFPI.
Smith, J., & Silva, M. (2020). Utilização de abordagens lúdicas e didáticas para promover o desenvolvimento emocional em crianças em idade pré-escolar. Journal of Pediatric Nursing
INCIDÊNCIA E MINIMIZAÇÃO DE LEPTOSPIROSE E HEPATITE A APÓS ENCHENTES
As inundações são frequentes no Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, e aumentam a vulnerabilidade da população a doenças transmitidas pela água, como leptospirose e hepatite A. A leptospirose, causada pela bactéria Leptospira, pode provocar sintomas como febre e dores no corpo, enquanto a hepatite A é transmitida por água e alimentos contaminados, causando cansaço e icterícia. Este estudo avalia a incidência dessas doenças após as enchentes recentes no Sul do Brasil, utilizando dados de publicações entre 2019 e 2024. A pesquisa identificou uma alta prevalence de leptospirose e hepatite A em áreas inundadas, com dados históricos mostrando picos significativos de casos durante eventos de enchentes. Observou-se uma média de 375 óbitos anuais por leptospirose no Brasil, com regiões do Sul mostrando altos índices de notificação, e melhorias no saneamento básico resultando em menores taxas de casos em algumas cidades, como Camaquã. A literatura indica um aumento de até 300% nos casos dessas doenças após inundações. Conclui-se que a transmissão dessas doenças é um grave problema de saúde pública, exacerbado por inundações, e a prevenção deve incluir investimentos em saneamento básico e planos de ação para sensibilização e orientação da população, a fim de reduzir a incidência das enfermidades
REFLEXOS DA PSICANÁLISE EM A PELE QUE HABITO
O filme A Pele que Habito (2011), dirigido por Pedro Almodóvar, explora a complexa relação entre corpo, identidade e desejo, destacando a história do cirurgião plástico Robert Ledgard. Após a morte da esposa e os problemas de sua filha, Robert transforma Vicente, um suposto agressor, em Vera, recriando sua esposa falecida. A trama aborda o conflito entre o simbólico e o real, temas centrais na psicanálise. Freud descreve o corpo erógeno como um campo de manifestação do inconsciente, enquanto Lacan discute a identidade e o desejo como marcas do significante no corpo. A análise qualitativa do filme revelou como Vicente/Vera representa a luta entre os gêneros e como Robert tenta controlar e recriar seu desejo. A transformação e o sofrimento dos personagens evidenciam a tensão entre o desejo e a realidade, refletindo a complexidade da identidade e a incapacidade de controlar os próprios desejos. O filme ilustra como a pele pode ser tanto um espaço de opressão quanto de libertação, dependendo da capacidade de enfrentar e integrar os desejos e as faltas pessoais
SAÚDE MENTAL UNIVERSITÁRIA
A saúde mental dos estudantes universitários enfrenta desafios significativos devido às pressões acadêmicas e ao distanciamento de redes de apoio. Este estudo qualitativo, baseado em revisão de literatura e discussões com profissionais do Centro Integrado de Saúde (CIS), evidenciou a necessidade de intervenções eficazes para promover o bem-estar mental. A criação de materiais informativos e estratégias de divulgação em clínicas-escola mostrou-se essencial para reduzir o estigma e aumentar a conscientização sobre a importância da ajuda psicológica. A psicologia educacional, por meio de serviços integrados de saúde mental, desempenha um papel crucial no apoio aos estudantes, melhorando sua experiência acadêmica e promovendo um ambiente educacional mais saudável e acolhedor
RELATO DE EXPERIÊNCIA
A inserção de acadêmicos estagiários e voluntários dos cursos de Psicologia e Fisioterapia em programas voltados para a terceira idade é uma prática de grande relevância, tanto para a formação dos futuros profissionais quanto para a promoção da qualidade de vida dos idosos. Este estudo, realizado com base na vivência de estagiárias de Psicologia e uma acadêmica de Fisioterapia no Grupo de Convivência na Melhor Idade da Faculdade da Serra Gaúcha (FSG), em Caxias do Sul, teve como objetivo analisar qualitativamente a experiência dos estudantes e seu impacto no desenvolvimento profissional e nos processos psicossociais do envelhecimento. Com encontros semanais envolvendo cerca de 40 mulheres acima de 60 anos, as acadêmicas planejaram e executaram atividades como palestras, exercícios de mobilidade e alongamento, proporcionando bem-estar físico e mental às participantes. As atividades contribuíram para a manutenção da saúde mental e física das idosas, promovendo uma rede de apoio social e uma vida ativa. Os resultados mostraram que a experiência de estágio foi enriquecedora, permitindo aos acadêmicos aplicar conhecimentos teóricos, desenvolver competências técnicas e interpessoais e compreender melhor as demandas psicossociais do envelhecimento. As idosas participantes relataram benefícios significativos, incluindo aumento na satisfação com a vida e fortalecimento de laços sociais. A inserção de estagiários em grupos de convivência é, portanto, uma estratégia eficaz para promover a integração social e o bem-estar psicossocial dos idosos, contribuindo para um envelhecimento saudável. Conclui-se que essa prática é essencial para a formação integral dos futuros profissionais, recomendando-se a continuidade e ampliação de programas semelhantes para potencializar os benefícios tanto para os estudantes quanto para os idosos atendidos
INTERVENÇÃO PSICOSSOCIAL COM ADOLESCENTES EM UM SERVIÇO DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS
Trabalho realizado ao longo de dois semestres com adolescentes em um serviço de convivência e fortalecimento de vínculo
ESPAÇOS DE CONVIVÊNCIA COMO FOMENTO À LUTA ANTIMANICOMIAL: UM RELATO DE CASO
Resumo do relato da prática realizada no estágio em Ênfase.