Núcleo de Produção Científica Digital da FSG (Centro Universitário e Faculdade da Serra Gaúcha)
Not a member yet
4156 research outputs found
Sort by
MORTE ENCEFÁLICA
A comunicação e atualização de informações em saúde, é uma das formas de práticas humanizadas oferecidas por hospitais ou instituições de saúde para com o próprio paciente e/ou seus familiares (MARÇOLA et al., 2020). Em unidades de terapia intensiva (UTI), a verbalização do médico inclui, exposição do prognóstico, quadro clínico e plano terapêutico a serem proporcionados para o paciente. Dentre as inúmeras possibilidades de más notícias presentes no ambiente hospitalar, há a abertura do protocolo de morte encefálica (ME). Quando a comunicação do início do protocolo de ME não permite, tão pouco garante espaço para retirada de dúvidas, acolhimento ou é executada de forma inadequada, pode influenciar na dificuldade de compreensão da família acerca do diagnóstico, bem como impedir sua elaboração de luto (BASTOS et al., 2018). Sendo assim, o presente estudo tem como principal função externalizar o papel do psicólogo hospitalar como intermediador nas conversas realizadas entre familiares e médicos que estão imersos no protocolo de Morte Encefálica
PROMOÇÃO E PREVENÇÃO DA SAÚDE BUCAL DE ADOLESCENTES
O presente trabalho de higiene bucal na Escola Estadual de Ensino Médio Evaristo De Antoni é uma iniciativa que visa promover a saúde oral dos adolescentes. Através do programa educativo e preventivo, busca-se reduzir a incidência de cáries e outros problemas dentários, bem como fomentar hábitos de higiene que possam perdurar por toda a vida desses jovens. Nesse sentido, o projeto apontado contribui com a saúde e o bem-estar dos estudantes, por meio de atividades dinâmicas sobre a higiene bucal, bem como a adoção de hábitos saudáveis, propiciando a esses jovens, o acesso a cuidados preventivos e permitindo a detecção precoce de problemas bucais, e consequentemente, a sua redução. A metodologia aplicada foi baseada em uma revisão da literatura com intuito que identificar estudos e práticas existentes na área da saúde bucal a fim de conduzir uma abordagem eficaz. Portanto, o conteúdo educacional desenvolvido abrange a criação de materiais educativos, distribuição de kits de higiene bucal, apresentação expositiva dialogada sobre a higiene bucal, bem como o desenvolvimento de atividades didáticas para engajar os alunos e reforçar as práticas de higiene de maneira lúdica. Os resultados esperados por este projeto foram favoráveis, visto que contribuíram com o conhecimento dos alunos sobre práticas de higiene bucal, incluindo técnicas de escovação, uso de fio dental e mudanças de hábitos. Em vista disso, a melhoria da saúde bucal contribuirá diretamente para a saúde geral dos estudantes, dado que a saúde oral dos indivíduos está intimamente relacionada ao bem-estar físico, mental e social
RESPONSABILIDADE DO ESTADO PELAS CATÁSTROFES
Não são poucos os apelos globais por uma mudança urgente para reverter os efeitos das mudanças no clima. Relatórios do IPCC (2022) e apelos do Secretário-Geral da ONU (2024) aliados aos alertas da comunidade científica denotam o tom crítico com que a situação deve ser tratada. Como observa Lavanya Rajamani (2020, p. 25) a janela de ação já está se fechando e a sociedade já sente os efeitos deste fenômeno global. Inundações, furacões e ondas de calor estão cada vez mais frequentes (Farber, 2013, p.38). Dentro deste contexto, o Estado do Rio Grande do Sul (RS) vêm sofrendo constantemente com catástrofes ambientais agravadas pelos efeitos das mudanças climáticas no planeta. Em maio de 2024 o Rio Grande do Sul sofreu com um “desastre de dimensões sem precedentes” (Winter de Carvalho; Rosa, 2024). Dados do Observatório de Clima e Saúde – Fiocruz (2024, p. 3) demonstram que quase a totalidade dos municípios do Rio Grande do Sul foram afetados por eventos extremos, desalojando meio milhão de pessoas e afetando outros dois milhões de gaúchos. Além disso a catástrofe deixou mais de uma centena de óbitos e outra de desaparecidos. Dentro deste cenário questiona-se em que medida se dá a responsabilidade estatal por catástrofes climáticas
RISCO DE DISBIOSE INTESTINAL E FATORES ASSOCIADOS EM PRATICANTES DE ATIVIDADE FÍSICA DO MUNICÍPIO DE CAXIAS DO SUL - RS
INTRODUÇÃO: Existe uma conexão essencial entre o sistema digestivo e a saúde através da microbiota intestinal. Dentro da microbiota presente no intestino, os microrganismos são agrupados em quatro categorias: Bacteroidetes, Firmicutes, Proteobacteria e Actinobacteria, representando os Bacteroidetes e Firmicutes 90% da microbiota, os quais possuem a habilidade de impactar de forma benéfica ou prejudicial à saúde, desempenhando um papel significativo como indicadores da saúde intestinal (MONDA et al., 2017). A microbiota intestinal pode sofrer alteração na sua composição normal, modificando o número e espécies de bactérias presentes. Essa desordem na microbiota intestinal é denominada disbiose intestinal (COSTA et al., 2019). Fatores como estilo de vida, alimentação e prática de exercício físico podem influenciar e alterar a microbiota intestinal (RINNINELA et al., 2019). Sabe-se que a prática de exercícios físicos pode modular a relação Bacteroidetes/Firmicutes podendo potencialmente contribuir para redução de patologias associadas à obesidade, redução de peso e redução de distúrbios gastrointestinais (MONDA et al., 2017). Desta forma, o objetivo deste estudo foi avaliar sintomas de disbiose intestinal e fatores associados em indivíduos praticantes de atividade física do município de Caxias do Sul – RS. MATERIAL E MÉTODOS: Foi realizado um estudo epidemiológico observacional, com delineamento transversal, o qual incluiu indivíduos de ambos os sexos, com idade entre 18 e 60 anos, praticantes de atividade física em academias município de Caxias do Sul – RS. Para tanto, foi utilizado um questionário on-line disponibilizado através do Google Forms, o qual continha questões sociodemográficas, um questionário de sintomas gastrointestinais e um questionário para determinação do risco de disbiose intestinal. A análise estatística foi realizada através do programa SPSS 22.0, sendo as variáveis qualitativas apresentadas como frequência absoluta e relativa, e as variáveis quantitativas, como média e desvio padrão. As associações foram avaliadas através do teste Qui-Quadrado, considerando significância estatística de 5%. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da FSG Centro Universitário sob o parecer nº6.666.922. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Participaram da pesquisa 151 indivíduos, sendo 60,3% (n=91) do sexo feminino, 85,4% (n=129) de etnia branca, e 47% (n=71) que tinham entre 18 e 29 anos. Com relação ao estado civil, 65,6% (n=99) eram solteiros e no quesito escolaridade a maior parte (35,1%, n=53) possui ensino superior incompleto. Quanto a prática de atividade física, 62,3% (n=94) relataram praticar musculação 4 vezes ou mais na semana. E em relação ao risco de disbiose, 80,8% (n=122) dos indivíduos apresentaram um médio risco de disbiose. Além disso, a maior parte dos indivíduos (77,5%, n=117) relatou não fazer acompanhamento nutricional. Mesmo assim, a grande maioria (77,5%, n=117) considera ter uma alimentação saudável. Em relação ao estado nutricional, 52,3% (n= 79) dos indivíduos foram classificados como eutróficos e 45,7% (n=69) apresentam-se com excesso de peso. Além disso, 84,8% (n=128) dos indivíduos não apresentaram alterações gastrointestinais. Foi observada uma associação estatisticamente significativa entre frequência de atividade física e o sexo (p=0,003), a avaliação dos indivíduos em relação a sua alimentação (p=0,001), e o risco de disbiose (p=0,009). Em relação a frequência de consumo alimentar, os resultados demonstraram que a maioria dos indivíduos têm um consumo frequente de verduras e legumes crus (54,3%, n=82) e alimentos integrais (53,0%, n=80). Por outro lado, a maior parte apresentou não consumir com frequência verduras e legumes cozidos (72,2%, n=109), leguminosas (76,2%, n=115), sucos, doces e sobremesas (89,4%, n=135), embutidos (92,7%, n=140), biscoitos, salgadinhos e comida congelada (97,4%, n=147), leite e derivados (60,3%, n=91), refrigerantes (92,7%, n=140), carnes vermelhas (84,1%, n=127) e carnes brancas (74,8%, n=113). Além disso, foi observada uma associação estatisticamente significativa entre frequência de atividade física e o consumo de sucos, doces e sobremesas (p=0,050), no qual 63% (n=85) dos indivíduos que praticam atividade física 4 vezes ou mais na semana apresentam baixa frequência no consumo destes alimentos. CONCLUSÃO: Os resultados apresentados neste estudo permitem concluir que os indivíduos que realizam atividade física com maior frequência apresentam-se estando com estado nutricional eutrófico, com baixo ou médio risco de disbiose e ausência de sintomas gastrointestinais, além de apresentarem maior preocupação com a alimentação saudável, demonstrando um consumo mais frequente de alimentos considerados saudáveis e menos frequente de alimentos considerados não saudáveis. Desta forma, pode-se afirmar que a prática frequente de atividade física apresenta potencial para evitar ou reduzir o risco de disbiose
TEORIA DA COCULPABILIDADE E O FURTO FAMÉLICO
O tema da presente pesquisa reside na análise do furto famélico, trazendo uma abordagem sobre a teoria da coculpabilidade, a dignidade da pessoa humana e a exclusão de ilicitude. A partir disso, buscar-se-á responder o seguinte problema de pesquisa: A causa da exclusão de ilicitude pode ser levada em conta em um Estado omisso ao acesso à alimentação? Através da metodologia exploratória bibliográfica, responde-se a pergunta com a hipótese central de que é possível aplicar tanto o estado de necessidade, como exclusão de ilicitude, assim como também, pode-se utilizar o princípio da insignificância, como excludente de tipicidade