Núcleo de Produção Científica Digital da FSG (Centro Universitário e Faculdade da Serra Gaúcha)
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ÊNFASE EM CONTEXTOS DE SAÚDE, TRABALHO E GESTÃO: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE CASO EM PSICOLOGIA ORGANIZACIONAL
VII Fórum de Socialização de Práticas em Psicologia
ÊNFASE EM CONTEXTOS DE SAÚDE, TRABALHO E GESTÃO: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE CASO EM PSICOLOGIA ORGANIZACIONAL
Nome completo dos Autores: Carina Casal, Ana Claudia Baratieri Zampieri*
Curso de Psicologia, Centro Universitário da Serra Gaúcha, Caxias do Sul, RS
 
DESAFIOS DA PARTICIPAÇÃO DE FAMILIARES NOS CUIDADOS DE USUÁRIOS DO CAPS II INTEGRAÇÃO
Os Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) são serviços substitutivos de atenção à saúde mental que tem demonstrado efetividade na substituição da internação de longos períodos, por um tratamento que não isola os pacientes de suas famílias ou da comunidade, mas que envolve os familiares no atendimento com a devida atenção necessária, ajudando na recuperação e na reintegração social do indivíduo com sofrimento psíquico (Schranck, Olschowsky, 2008, apud Ferreira et al., 2016). O principal objetivo deste trabalho é entender a dinâmica da participação dos familiares no tratamento de seus parentes, identificando as limitações, desafios e angústias enfrentadas, para poder propor alternativas de participação coerentes com essa realidade. 
LUDOTERAPIA EM PACIENTES PEDIÁTRICOS COM HEMOFILIA COMO INTERVENÇÃO EM ESTÁGIO CURRICULAR NA ATENÇÃO PRIMÁRIA
INTRODUÇÃO: De acordo com Andrade (2020), as hemofilias são definidas como doenças raras, hereditárias, congênitas, recessivas ligadas ao cromossomo x, que provocam distúrbios na coagulação do sangue. O tratamento de coagulopatias é integral e disponibilizado gratuitamente no Brasil (Brasil, 2023). A hemofilia é diagnosticada ainda na infância, quando a criança apresenta episódios de sangramento espontâneos leves ou intenso. Podem ocorrer epistaxe, sangramento nas articulações, nas gengivas, órgão e nos músculos, ocasionando artropatias incapacitantes. O diagnóstico de hemofilia é considerado traumático para toda a família e tem um impacto significativo na qualidade vida do paciente (Andrade, 2020). Desde 2004, o uso do brinquedo/ brinquedo terapêutico é tratado como competência do enfermeiro e tem respaldo legal pelo Conselho Federal de Enfermagem (Claus et al., 2021). O objetivo do estudo é apresentar, através de um relato de experiência, a intervenção realizada sobre o uso da ludoterapia em pacientes pediátricos com hemofilia. MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de um relato de experiência sobre a intervenção de estágio curricular, realizada em um serviço de hemoterapia da cidade de Caxias do Sul. Por ser um relato de experiência, que visa o aprofundamento teórico de situações da prática do estágio curricular, não foi necessário o envio do projeto a um Comitê de Ética, de acordo com a Resolução nº 510, de 07/04/2016 do Conselho Nacional de Saúde. Foi garantido o sigilo das informações individuais e o anonimato dos participantes do estudo. Foi proposto a implantação da técnica de ludoterapia, com pacientes portadores de hemofilia em uso de profilaxia de fator de coagulação sintético. Utilizando o boneco terapêutico para ilustrar os procedimentos clínicos realizados pela equipe de enfermagem durante a administração de fatores de coagulação sintéticos. RESULTADOS E DISCUSSÕES: A vida da criança portadora de hemofilia é rodeada de sentimentos como insegurança, medo e sentimento de inferioridade a outras crianças, pelo fato de terem restrições de atividades. Diante dessa realidade e da necessidade constante de estar passando por procedimentos clínicos, essas crianças tendem a serem receosas com profissionais da saúde, o que dificulta a comunicação da enfermagem com o paciente, prejudicando o cuidado holístico durante seu desenvolvimento, a promoção da humanização e a adesão ao tratamento (Melo et al., 2011). Claus et al (2021), destacam a importância do brincar como um cuidado completo e humanizado. Usando essa ferramenta, a comunicação e o vínculo entre a criança e a equipe de enfermagem são fortalecidos, proporcionando segurança e conforto. Além disso, o brincar auxilia a criança a desenvolver a comunicação, compreender situações, superar preocupações, aliviar a tensão, medos e ansiedades negativas. A implementação da intervenção ocorreu com três crianças do sexo masculino portadoras de hemofilia A, com idades entre 3 e 5 anos e em uso de tratamento profilático em um serviço de hemoterapia, localizado na cidade de Caxias do Sul. A atividade teve início no dia 16 de abril de 2024. Foi adaptado um boneco de borracha de fácil higienização para simular acessos venoso central e periférico. Esse boneco foi equipado com diversos materiais como: seringa adequada, extensor, frasco simulador de remédio, bandagens adesivas, estetoscópio e uma maleta de plástico para armazenar os materiais. Inicialmente foi explicado à criança a importância dos cuidados e da administração do fator VIII de coagulação. As crianças foram incentivadas a auxiliar na simulação do procedimento de infusão do medicamento, o que permitia que elas manipulassem os materiais. Durante a implementação da ludoterapia, utilizando o boneco terapêutico foi possível observar uma melhora significativa da interação e do vínculo entre a equipe de enfermagem e as crianças participantes do projeto. Ao realizarem a simulação da administração do fator no boneco, demostraram interesse, autonomia, segurança e compreensão do motivo pelo qual deveriam fazer. Quando convidadas a irem receber o fator, não demostravam mais medo da punção venosa. A equipe médica e de enfermagem do ambulatório responsável pelo atendimento das crianças foi muito colaborativa, e recebeu com empolgação a implementação das propostas da acadêmica, aderindo de forma proativa e dando continuidade à intervenção, deixando o ambiente muito mais receptivo e estimulante para os pacientes. CONCLUSÃO: A técnica de ludoterapia se mostrou eficaz para a redução do medo das crianças em relação a punção venosa, contribuindo na estimulação da autonomia e entendimento sobre o motivo e a importância da realização do fator de coagulação em crianças hemofílicas, sendo efetiva na interação da equipe de enfermagem e os pacientes infantis. O presente estudo demonstrou a importância do atendimento humanizado e holístico da enfermagem a seus pacientes, que o fortalecimento do vínculo e da interação da equipe de enfermagem podem contribuir na adesão ao tratamento de pacientes com doenças crônicas, desde a infância até a vida adulta
DESEMPENHO DOS PROCESSOS DE SOLDAGEM MAG E HLAW EM AÇO DOMEX 700
A soldagem está entre os processos mais utilizados na indústria metal mecânica, atendendo a diversas aplicações. Entre os processos de soldagem conhecidos, o processo MAG se destaca como uma das aplicações da soldagem mais usuais dentro da indústria, devido a versatilidade e produtividade. Atualmente vem se desenvolvendo a soldagem híbrida ou HLAW, que traz características como velocidade na aplicação do cordão de solda e alta taxa de penetração. As particularidades destes dois processos de soldagem foram analisadas através de ensaios de laboratórios, e para a realização do estudo foram soldadas amostras com os processos de soldagem MAG e HLAW, utilizando como metal base o aço Domex 700. Ensaios de tração e ensaios de dobramento foram realizados seguindo as diretrizes da ASME IX, e os resultados destes ensaios foram analisados juntamente com os ensaios de macrografia e microdureza, e também comparados com os resultados de ensaios realizados para corpos de prova produzidos em aço Domex 700 sem solda. Os processos de soldagem MAG e HLAW apresentaram comportamentos distintos, que através da análise macrográfica, destacou-se a boa penetração dos cordões de solda no metal de base pelo processo de soldagem HLAW, em comparação aos cordões de solda do processo de soldagem MAG. Quanto às particularidades para a execução da soldagem, o processo MAG se destaca pela facilidade de aplicação do cordão e melhor acabamento superficial. Identificou-se através dos ensaios realizados que os corpos de prova do processo de soldagem HLAW apresentaram melhor desempenho no ensaio de tração se comparados aos corpos de prova do processo de soldagem MAG. No ensaio de dobramento a soldagem MAG apresentou melhor desempenho se comparados com os resultados obtidos da soldagem HLAW