Núcleo de Produção Científica Digital da FSG (Centro Universitário e Faculdade da Serra Gaúcha)
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    SER MULHER NO SISTEMA PENAL BRASILEIRO

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    INTRODUÇÃO: O trabalho objetiva apresentar as dificuldades vividas pelas mulheres em cumprimento de pena no Brasil. O sistema prisional, que parece ter sido criado para homens, não proporciona as devidas condições às mulheres, uma vez que seus papeis na sociedade são diferentes dos masculinos. As expectativas sobre a forma de agir feminina são rompidas quando a mulher comete um crime e acaba sendo julgada e até mesmo discriminada por tal motivo. Ademais, a separação das detentas de suas famílias, especialmente da prole, aumenta o fardo gerado pelo sistema prisional. A mulher acaba sendo socialmente condenada não só pelos crimes cometidos, mas pelo descumprimento do que a sociedade julga ser seu dever, tornando a punição duplamente dolorosa (PIMENTEL, 2013). MATERIAL E MÉTODOS: A revisão bibliográfica explorou a vida em cárcere de mulheres brasileiras e a maternidade nas prisões, correlacionando essas informações com a série Vis a Vis. Foram pesquisados artigos publicados entre 2010 e 2013, utilizando as palavras-chave: maternidade na prisão, mulheres encarceradas e prisão feminina. A busca resultou em 5 artigos, dos quais 4 foram selecionados para análise detalhada. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Historicamente, o crime foi associado aos homens, gerando superlotação em prisões masculinas e inviabilizando a necessária infraestrutura para as femininas, que geralmente são adaptadas a partir de unidades masculinas menores. A segurança nas dependências internas dos presídios femininos deve ser feita exclusivamente por mulheres (Lei de Execução Penal, art.83, par.3º). Segundo Minzon (2010 apud Foucault, 2003, p. 76), a justiça penal utiliza-se do abuso de poder para punir as detentas, oferecendo a elas uma vida indigna, pois são isoladas em celas e seus direitos são desrespeitados.  Para Mizon (2010 apud Moura e Frota, 2006, p 77), grande parte das mulheres encarceradas foram presas por envolvimento no tráfico de drogas. Algumas sofrem influência de companheiros, outras buscam nesses atos ilícitos uma forma de geração de renda, sendo responsáveis pelo sustento da família. As prisões não estão preparadas para receber as encarceradas de forma justa e digna. Nascimentos ocorrerão no presídio, já que mulheres grávidas não escapam à punição. Aos seis meses, as crianças são tiradas de suas mães e levadas ao convívio da família. Nesses seis meses iniciais, as mães e os bebês ficam juntos em espaços materno-infantis, preparados para os devidos cuidados, evitando o contato com outras presas (Braga e Angotti, 2015; Mahl e Solivo, 2019). O artigo que se destacou  foi “Da hipermaternidade à hipomaternidade no cárcere feminino brasileiro” (BRAGA; ANGOTTI, 2015). Detentas relatam que os espaços maternais são bons, mas há isolamento e controle rigoroso. As mães ficam isoladas com seus filhos, impedidas de participar de atividades rotineiras, o que as deixa deprimidas, fazendo com que anseiem pela hora de se desconectar do bebê e voltar à cela. Quando se aproximam os seis meses dos filhos, muitas começam a sofrer com a separação. Na análise das perspectivas de reestruturação da vida de mulheres que vivenciaram a maternidade no cárcere, é preciso atentar para a estrutura social em que se inserem. Sobram poucas perspectivas de reconstrução da vida em uma sociedade que as oprime, situação agravada pela passagem por um sistema penal tortuoso. O impacto na saúde dessas mulheres deve ser analisado. Políticas e ações intersetoriais são imprescindíveis, bem como posturas profissionais mais sensíveis às condições que afetam essas mulheres. Na ficção, fazemos a relação com a série Vis a Vis, com a personagem Macarena, que, ao entrar em uma relação amorosa, acabou envolvida no crime, vivendo no regime prisional, tendo um choque de realidade sobre as condições de vida e o tratamento naquele ambiente. Observa-se na série a maneira que as mulheres se tornam submissas e até mesmo perversas para conseguir se inserir dentro daquele novo cenário. CONCLUSÃO: Percebe-se que o sistema penal brasileiro apresenta um ambiente desfavorável para as mulheres. Quando não avaliados os reais motivos pelos quais as mulheres chegam até as prisões, elas acabam tendo que se adaptar àquele ambiente hostil, desumano e perigoso, perdendo a sua dignidade. O papel da psicologia é fundamental para o acompanhamento desses seres humanos, assim como a avaliação desse ambiente, que interfere diretamente na forma de agir e em como irão se adaptar

    PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS SEXUAIS NA CONTEMPORANEIDADE

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    A prostituição passou por muitas mudanças ao longo do tempo, segundo Roberts (1998) na pré-história sendo a mulher figura principal na sociedade, possuía a ideia de deusa, onde suas práticas proporcionavam conexão entre a sociedade e o espiritual, através da sexualidade. Já, na Idade Média, a prática da prostituição era vista como pecado, assim também a relação sexual quando voltada para o prazer. Na atualidade, a emancipação feminina trás a libertação da expressão sexual e do prazer, sendo que causa mudanças na postura e valores. Neste sentido, o presente trabalho tem como objetivo conhecer as vivencias das mulheres que optam por essa profissão, suas motivações, representações e significantes relacionados. Também, este resumo foi construído compreendendo teoricamente como este trabalho se dá em uma modernidade líquida, visto que a profissional do sexo é o produto a ser consumido diante da racionalidade do consumo

    MODO DE ENFRENTAMENTO ATRAVÉS DA NEUROSE OBSESSIVA

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    Inicialmente busca-se compreender quais fatores influenciam a formação da estrutura psicológica neurose obsessiva e após formada como identificá-la. No intuito de facilitar o reconhecimento da estrutura dos pacientes e realizar um plano de tratamento correspondente a sua estrutura. A neurose obsessiva pode ser conceituada como uma forma de interpretar o mundo e estar no mundo, onde há uma prevalência de determinados sintomas e recursos de defesa contra o sofrimento vivenciado. A figura paterna é crucial na formação da neurose obsessiva e há uma forte relação que o sujeito estabelece com o pai por meio de sua identificação, considerando-se que o pai é a referência primordial pelo registro do simbólico. Assim nos diz Freud, “A imagem do eu é também a imagem de nossos semelhantes, que vamos amar, a partir do nosso próprio narcisismo, ou odiar, na medida em que, ameaça à integridade de nosso eu. É nela que está preso o obsessivo, e sua oscilação entre o amor e o ódio pelos semelhantes, Freud chamou de ambivalência.” (2011, p. 19-20). O sujeito sempre se coloca em dúvida para se defender da angústia, deslocando o afeto de uma representação à outra. “É um movimento contínuo na busca da verdade que é preciso que seja repetido, a cada vez, por cada um.” (2011, p.17). Na neurose obsessiva o sujeito retira o investimento da libido no objeto da realidade e o investe na fantasia. Frequentemente representado pelo pensamento mágico, rituais mágicos, rituais de penitência para cumprir seu desejo, ou mais comumente fugir do desejo

    A INOVAÇÃO SOCIAL POR MEIO DO EMPREENDEDORISMO SOCIAL

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    O referente resumo, trata-se do resultado de uma pesquisa qualitativa e não observante, realizada atraves de uma oficina de velas artesanais com o intuito de promover o valor social e o empreendedorismo social&nbsp

    MONITORAMENTO DA CONSISTÊNCIA DAS DIETAS HOSPITALARES

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    INTRODUÇÃO: A alimentação adequada e saudável é um direito de todos, inclusive no contexto hospitalar (Brasil, 1988). E esse direito deve atender aos princípios de qualidade, quantidade, harmonia e adequação, considerando-se fatores como idade, estado de saúde e condição socioeconômica (Landabure, 1968). A consistência da dieta está diretamente relacionada ao estado clínico do paciente e deve ser ajustada conforme suas condições de saúde. No entanto, no cotidiano dos hospitais, observa-se que a consistência das dietas frequentemente não é monitorada de forma sistemática, muitas vezes por ausência de protocolos claros, falta de fonoaudiólogos na equipe ou sobrecarga de trabalho dos nutricionistas. Essa negligência pode levar à oferta de dietas inadequadas à condição clínica do paciente, como no caso de indivíduos com disfagia, déficit neurológico, debilidade ou problemas de mastigação por edentulismo entre outros, o que compromete tanto a aceitação alimentar quanto o estado nutricional e a recuperação clínica (Coutinho; Silva, 2022). Diante disso, o presente estudo teve como objetivo analisar se a inadequação da consistência das dietas hospitalares pode configurar uma violação ao Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA). MATERIAL E MÉTODOS: Foi realizada uma revisão narrativa da literatura nas bases de dados PubMed e SciELO. Utilizaram-se os descritores: "dietas hospitalares", "consistência alimentar", "direito à alimentação" e "triagem nutricional". Foram incluídos artigos publicados entre 2005 e 2023, em português, inglês e espanhol, que abordassem a relação entre consistência das dietas, estado nutricional e implicações ético-legais no contexto hospitalar. Também foram utilizados documentos normativos e manuais do Ministério da Saúde e da FAO. RESULTADOS E DISCUSSÕES: A consistência das dietas hospitalares influencia diretamente na aceitação alimentar, no estado nutricional e na recuperação clínica dos pacientes. O cuidado nutricional no ambiente hospitalar precisa ser visto como parte do tratamento e não apenas como suporte. Os estudos analisados evidenciam que a consistência inadequada da dieta hospitalar, por exemplo, oferecer alimentos sólidos a pacientes com disfagia ou dietas pastosas sem justificativa clínica, está associada a complicações como aspiração, recusa alimentar, perda ponderal e desnutrição hospitalar. Estudo que avaliou a oferta de dietas em uma unidade hospitalar, apontou que pacientes com disfagia receberam dietas de consistência inadequada em 36% dos casos. Essas falhas ocorreram, em grande parte, pela ausência de protocolos padronizados de avaliação da deglutição e pela inexistência de um profissional fonoaudiólogo na equipe multiprofissional (Coutinho; Silva, 2022). Essas falhas podem ocorrer de forma recorrente em instituições com recursos humanos limitados ou ausência de protocolos sistematizados de avaliação e reavaliação da dieta (Brasil, 2013). Estudo de Ribeiro et al. (2022), realizado em hospitais do interior de Minas Gerais, constatou que em 28% das prescrições dietéticas havia divergência entre a consistência prescrita e a efetivamente servida ao paciente. As principais causas relatadas foram a comunicação ineficaz entre os setores de prescrição e produção e a ausência de um fluxograma de checagem da consistência da dieta antes da distribuição. Quando o acompanhamento da consistência alimentar é negligenciado, sobretudo em pacientes vulneráveis como idosos e neurológicos, há comprometimento da segurança nutricional e assistencial, o que fere os princípios do DHAA, pois, este implica não apenas na oferta de alimentos em quantidade suficiente, mas também com características físicas e funcionais adequadas à condição do indivíduo. Fornecer dietas em consistência inadequada pode ser interpretado como uma violação do DHAA, principalmente quando tal falha decorre de omissões institucionais estruturais. (FAO, 2014). A consistência da dieta não pode ser vista apenas como um ajuste técnico, mas como uma dimensão ética e legal do cuidado em saúde. CONCLUSÃO: Assim, a consistência da dieta não deve ser tratada como uma decisão operacional isolada, mas como parte integrante do cuidado ético, técnico e legal, sendo fundamental a adoção de protocolos institucionais e a valorização da atuação multiprofissional — incluindo o trabalho conjunto de nutricionistas, fonoaudiólogos, técnicos de enfermagem e cozinheiros hospitalares. O monitoramento da consistência das dietas deve ser parte integrante do cuidado nutricional humanizado, exigindo articulação entre nutricionistas, fonoaudiólogos e a equipe de saúde, além de investimentos em recursos humanos e protocolos institucionais que garantam o respeito ao DHAA nos ambientes hospitalares

    AÇÃO SOCIAL DE CONCIENTIZAÇÃO SOBRE O OUTUBRO ROSA EM COOPERATIVA DO MUNICÍPIO DE CAXIAS DO SUL

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    Internacionalmente, a campanha do Outubro Rosa é popularizada por promover a conscientização acerca do câncer de mama. No Brasil, este câncer é o que apresenta maior taxa de mortalidade entre as mulheres e, por isso, foi instituída a Lei n° 13.733 (2018) , que dispõe sobre as atividades e ações a serem realizadas durante o décimo mês do ano, a fim de informar, educar e conscientizar a sociedade. Sendo assim, têm-se que essa questão de saúde pública demanda de iniciativas individuais para ser controlada e, dessa forma, é necessário que haja engajamento populacional. Ademais, o autocuidado apresenta-se eficaz, por ter capacidade de promover medidas de prevenção, porém só pode ser realizado se houver devida informação aos indivíduos em questão. Portanto, foi proposta uma atividade, no dia 30 de outubro de 2023, na Cooperativa de Trabalho Paz e Bem, para promover a reflexão acerca da saúde individual, baseando-se em conversa sobre condições fisiológicas femininas e exames básicos necessários para a mulher adulta, o que permite o aumento na qualidade de vida. O objetivo geral dessa ação foi fundamentar-se nas ações educativas da campanha Outubro Rosa para orientar as mulheres trabalhadoras da Cooperativa sobre os cuidados a respeito de sua saúde. De forma mais específica, a ação também teve como objetivo aferir a pressão arterial dos participantes, como forma de prevenção e controle da hipertensão, realizar a entrega de um kit individual de higiene básica e pontuar a extrema importância da periodicidade de exames ginecológicos, sanando toda as dúvidas, quando questionada

    PSICOBIOMA

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    INTRODUÇÃO A crescente evidência científica tem revelado a importância da microbiota intestinal na regulação da saúde mental, evidenciando uma complexa interação entre o intestino e o cérebro conhecida como eixo intestino-cérebro. Este sistema de comunicação bidirecional é mediado por vias neuroendócrinas, imunes e metabólicas, influenciando significativamente estados de humor e comportamento (LIU et al. 2022). Estudos recentes têm explorado como alterações na microbiota intestinal, como disbiose, podem afetar a função cerebral e contribuir para transtornos psiquiátricos, como depressão e ansiedade (SANCHÉZ et al., 2019). Este trabalho visa explorar essas interações, investigando como a microbiota intestinal pode influenciar na saúde mental dos indivíduos adultos. MATERIAL E MÉTODOS: Realizou-se uma revisão narrativa de literatura. Foram utilizados trabalhos obtidos a partir da busca com os descritores “Microbioma intestinal”, “Saúde mental”, “Eixo intestino-cérebro’ nos endereços eletrônicos Google Acadêmico e Scielo. RESULTADOS E DISCUSSÕES: A microbiota intestinal é composta por diversos microrganismos, que desenvolvem um papel de extrema importância na regulação das funções neurobiológicas e imunológicas. A comunicação bidirecional entre o cérebro e o intestino tem mostrado que alterações na microbiota podem influenciar estados emocionais e comportamentais, como a produção de neurotransmissores, por exemplo a serotonina, essencial para o controle do humor, sendo amplamente influenciada pela flora intestinal (MILAGRES et al., 2023). Esse eixo é uma via complexa de comunicação entre o sistema nervoso central e o sistema nervoso entérico, mediada pelo nervo vago e por metabólitos da microbiota, transmitindo sinais do trato gastrointestinal para o cérebro (LOPES et al., 2024). Disfunções como a disbiose estão associadas a uma maior produção de citocinas inflamatórias e uma menor produção de neurotransmissores benéficos. A redução na diversidade e quantidade de microrganismos intestinais benéficos tem sido relacionada com sintomas de depressão e ansiedade. Entretanto, essas condições mostram-se reversíveis, uma vez que dietas saudáveis, ricas em nutrientes como vitaminas D, complexo B, magnésio, ômega- 3 e triptofano, podem controlar os sintomas dessas doenças. O Brasil está entre os países com maior número de pessoas afetadas por transtorno de ansiedade, o índice de indivíduos com algum diagnóstico clínico dessas doenças tem aumentado de maneira constante, sendo que, dentre esses problemas a depressão é a mais frequente e incapacitante, afetando cerca de 300 milhões de pessoas (MILAGRES et al., 2023). A microbiota intestinal está sendo uma nova fonte de investigação da depressão (BARANDOUZI et al., 2020), uma vez que os bilhões de microrganismos demonstram influência na comunicação bidirecional entre o intestino e o cérebro, através de alterações nas vias neuronais, imunológicas e endócrinas (BUTLER et Al., 2019). CONCLUSÃO: O eixo intestino-cérebro é uma via crucial para a regulação da saúde mental, com a microbiota intestinal desempenhando um papel central nesta interação. As evidências recentes destacam que a disbiose pode contribuir para transtornos psiquiátricos, enquanto intervenções nutricionais, incluindo o consumo de prebióticos e probióticos, se mostram promissores na modulação da microbiota intestinal e na melhoria da saúde mental., podendo oferecer benefícios terapêuticos significativos. A compreensão desses mecanismos é fundamental para o desenvolvimento de estratégias preventivas e terapêuticas mais eficazes para doenças mentais. Estudos futuros devem continuar a explorar essas interações e a otimizar intervenções nutricionais para promover a saúde mental e o bem-estar

    BARIÁTRICA E SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

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    INTRODUÇÃO: A prevalência da obesidade nos últimos anos, tem tomado formas de pandemia, no Brasil devido a fatores socioeconômico, costumes alimentares. Conforme pesquisa de 2021 a prevalência de excesso de peso alcançou 80% da população, essas pessoas na maioria de baixa renda. Mesmo sendo uma doença, muitos profissionais da saúde e até mesmo o governo, tendem culpar o próprio indivíduo.  Este resumo expandido possui o objetivo de analisar como o Sistema Único de Saúde lida com o aumento da obesidade com indicação para cirurgia bariátrica. MATERIAL E MÉTODOS: Realizou-se uma revisão narrativa de literatura. Foram utilizados trabalhos obtidos a partir da busca com os descritores Bariátrica, SUS, Políticas Públicas, no endereço eletrônico Scielo. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Foi a partir do processo de medicalização que a obesidade deixou de ser apenas uma característica, e se transformou em fator de risco para doenças cardiovasculares. Em 1990, a obesidade passou a ser considerada doença. Com o índice aproximativo, passou a contribuir para tipos de corpos desejáveis, aceitáveis e desviantes, o que fez pessoas com peso normal irem em uma busca obsessiva de um corpo magro. A obesidade é a primeira epidemia não infecciosa da história da humanidade. Na esfera individual, as pessoas em situação de obesidade se dividem entre a culpa por ‘comer mal’, ‘comer demasiado’ e o constrangimento ‘por existir milhões de indivíduos sem ter o que comer’. Pesquisadores e associações de consumidores consideram o marketing de alimentos a primeira causa da luta contra obesidade. O Brasil enfrenta desafios significativos em relação à obesidade e ao acesso à cirurgia bariátrica. Entre 1974 e 2003, a obesidade mórbida no país aumentou 255%. Desde a criação do SUS em 1988, várias políticas e estratégias foram implementadas para abordar o problema da obesidade. Mesmo assim, 75% dos indivíduos que necessitam da cirurgia usam exclusivamente o SUS, e o mesmo realiza menos de 10% dos procedimentos necessários. Houve avanços e retrocessos ao acesso à cirurgia bariátrica pelo SUS, como o procedimento de videolaparoscopia, que é mais eficaz e tem menor taxa de complicações, só foi incorporado pelo SUS em 2017. Atualmente, apenas 98 hospitais em todo o Brasil realizam cirurgias bariátricas pelo SUS, e quatro estados (Amazonas, Rondônia, Roraima e Amapá) não oferecem o procedimento. Também se criaram algumas estratégias de promoção da saúde correlatas à obesidade nas políticas públicas do Brasil, como em 2006 a implementação da Vigilância Alimentar e Nutricional no SUS. Lei n° 11.346 cria o Sistema de Segurança Alimentar e Nutricional; em 2007 o Decreto n° 6.286 institui a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional: Projeto de Lei n° 1.755 propõe restrições na venda de refrigerantes nas escolas; em 2013 a publicação do Guia Alimentar para a População Brasileira: Estratégias de prevenção e controle da obesidade. Mais recentemente teve-se alguns avanços como a publicação de manuais e diretrizes para a atenção básica à saúde; revisão das diretrizes para o manejo da obesidade e publicação de novas diretrizes para a organização das linhas de cuidado. CONCLUSÃO: O texto fala sobre como lidar com a obesidade de uma maneira mais compreensiva, não basta focar apenas nas pessoas que possuem a doença, mas também no ambiente em que vivem. É importante ter políticas públicas que auxiliem em áreas como: saúde, transporte e alimentação para mudar os hábitos das pessoas. Ele também mostra que as pessoas obesas muitas vezes enfrentam preconceito, o que dificulta o tratamento delas, inclusive quando optam pela cirurgia de redução de estômago. O artigo propõe usar políticas que humanizem o atendimento e combatam esse preconceito. Por fim, destaca que é fundamental criar regras para a publicidade de alimentos, melhorar as informações nos rótulos dos produtos e aumentar a verba destinada ao sistema público de saúde, para garantir um atendimento justo para todos

    GRUPO DE CONVIVÊNCIA PARA DIABÉTICOS

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    O diabetes mellitus é uma das doenças mundialmente mais prevalentes em adultos e está entre as principais causas de perda de anos de vida saudável, o que se agrava com o acelerado envelhecimento populacional no Brasil (MUZY et al., 2021). Além de complicações físicas, o diabetes tem um impacto expressivo na saúde mental e no bem-estar dos indivíduos. O autocuidado diário, que envolve a monitoração dos níveis de glicose, a necessidade de aderir a dietas rígidas e o gerenciamento do estresse, podem levar a um desgaste da condição de vida. Diante disso, os grupos de convivência estimulam o indivíduo a adquirir maior autonomia, melhorar sua autoestima, qualidade de vida, senso de humor e promover sua inclusão social (WICHMANN et al., 2013)

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