Núcleo de Produção Científica Digital da FSG (Centro Universitário e Faculdade da Serra Gaúcha)
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ATUAÇÃO PSICOSSOCIAL E PRIMEIROS CUIDADOS PSICOLÓGICOS
Este artigo relata as experiências de atuação psicossocial e de Primeiros Cuidados Psicológicos após o desastre socioambiental ocorrido no município de Cotiporã, Rio Grande do Sul, em maio de 2024. O evento, caracterizado por deslizamentos de terra devido a intensas chuvas, deixou centenas de pessoas desalojadas e causou significativos danos materiais e psicológicos. As ações descritas foram realizadas durante o estágio curricular do curso de psicologia, com ênfase em psicologia social, na Unidade Básica de Saúde Nossa Senhora da Saúde. O relato aborda a importância do apoio psicossocial, destacando as ações de Atenção Primária à Saúde a partir de conceito ampliado de saúde, como elementos cruciais na promoção da coesão social e na oferta de cuidados integrais às vítimas. A integração de equipes multiprofissionais e a implementação de intervenções de psicoeducação foram fundamentais para minimizar os impactos do desastre e promover a recuperação das pessoas afetadas
APROVAÇÃO X REPROVAÇÃO ESCOLAR FRENTE ÀS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM
Desde 1910 (Tura; Marcondes, 2011), escolas e sociedade discutem sobre reter ou não os alunos que apresentam dificuldade em atingir as habilidades e as competências tidas como necessárias para o ano letivo ou que não conseguem se alfabetizar. Entende-se a alfabetização como o início da vida escolar e, portanto, o acesso primeiro a um direito constitucional – a educação escolar. Atualmente, verificou-se que, em muitos casos, estudantes foram aprovados mesmo não estando plenamente alfabetizados, principalmente após a pandemia de COVID 19. Aprova-se os estudantes mesmo que sem a consolidação das habilidades e das competências previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC/2017) para o seu ano escolar ou, justamente por isto, deve-se reprová-los? No entanto, pouco se fala sobre como fazer para que estes estudantes consigam aprender a leitura e a escrita de maneira plena. Que implicações esta aprovação automática ou a retenção podem acarretar no ano letivo seguinte? Muitas vezes, estes estudantes não conseguem realizar as atividades propostas pela professora. E, então, o que fazer? Reprovar os estudantes seria uma alternativa para aumentar a qualidade dos processos educativos? Simplesmente, fazer mais uma vez o que já foi feito garantiria a qualidade das aprendizagens? Ou poderia se constituir em uma violência simbólica, contribuindo, desta forma, para a baixa estima das crianças, além de implicações financeiras para a gestão pública? Tendo em vista este contexto, neste Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de um Curso presencial de Pedagogia, em andamento, optou-se pela pesquisa bibliográfica, a fim de A) analisar o contexto histórico de aprovação e de reprovação escolar, mais especificamente o dos anos iniciais do Ensino Fundamental e A) refletir sobre a reprovação escolar e as suas implicações em diferentes perspectivas.
Base Nacional Comum Curricular (BNCC). http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=79601-anexo-texto-bncc-reexportado-pdf-2&category_slug=dezembro-2017-pdf&Itemid=30192 Acesso em: 11 maio 2024.
Tura, M. de L. R., Marcondes, M. I. O mito do fracasso escolar e o fracasso da aprovação automática. Cadernos De Educação, (38). https://doi.org/10.15210/caduc.v0i38.1544 Acesso em: 18 abr. 2024
RELATO DE EXPERIÊNCIA:
O presente relato de experiência, referente ao Estágio II, está inserido no projetoDiversidade em Foco (DEF), vinculado à ênfase de Intervenções Psicossociaisem Contextos Ampliados, possibilitando a realização do estágio curricularsupervisionado do curso de Psicologia. O DEF tem como objetivo aproximar auniversidade da comunidade local, evidenciando a importância das intervençõessociais como forma de disseminar conhecimento, enfrentar vulnerabilidades epromover benefícios concretos à população. Com foco na diversidade e nainclusão, este projeto de intervenção buscou atender a um espaço educativoprofissionalizante voltado a adolescentes, com o intuito de contribuir ativamentepara a construção de um ambiente mais igualitário e acolhedor. A partir de umaformação integral - tanto profissional quanto pessoal - espera-se que esses jovenspossam agir de forma mais consciente, enfrentando os desafios da realidade eexercendo sua cidadania com atitudes éticas, críticas e humanas. Visando àinserção, ao crescimento e à evolução desses adolescentes no mundo do trabalho,pretendeu-se colaborar com seu desenvolvimento pessoal e profissional,especialmente por meio do acompanhamento e da construção de seus projetos devida. Tal processo vai além do simples planejamento de metas futuras; envolve odespertar da consciência sobre quem são, o que sentem, quais são seus valores,interesses e habilidades, e como esses elementos se articulam com o contexto emque vivem. Dessa forma, estabeleceu-se uma proposta de plano de ação baseadaem ferramentas e estratégias que favorecem a tomada de decisões maisconscientes, respeitando os adolescentes como sujeitos únicos, livres,responsáveis e protagonistas de suas próprias histórias
Adolescência em foco
Este artigo descreve um relato de experiência desenvolvido em estágio curricular de Psicologia, realizado em um centro educativo profissionalizante para jovens, por meio do projeto de extensão “Diversidade em Foco”. A instituição tem como objetivo promover a formação profissional e cidadã de jovens, preparando-os para o mercado de trabalho e para a construção de projetos de vida. As intervenções buscaram favorecer o desenvolvimento integral dos adolescentes, considerando aspectos emocionais, sociais e cognitivos. As atividades foram planejadas de forma lúdica e participativa, abordando temas como identidade, autoestima, inteligência emocional, autonomia e pertencimento. A intervenção planejada, intitulada “Aprendizes para a Vida”, teve como proposta central a criação de um “Diário de Viagem” coletivo, além de vivências como rodas de conversa, mindfulness, cápsula do tempo, contoterapia e atividades sobre desenvolvimento pessoal. Os resultados apontam que espaços de escuta e acolhimento contribuem na construção de autoconfiança, autoconhecimento e autoexpressão. Também foi possível observar que muitos adolescentes nunca haviam tido oportunidades para refletir sobre si mesmos e sobre seus projetos de vida. O estágio proporcionou, assim, reflexões importantes sobre o papel da Psicologia na promoção da saúde emocional e no apoio ao desenvolvimento de adolescentes em contexto educativo
COMUNICAÇÃO E PSICOLOGIA DO ESPORTE NO FUTSAL FEMININO
Este artigo descreve a experiência de um estágio supervisionado em Psicologia realizado, entre agosto de 2024 e maio de 2025, com a equipe de futsal feminino de Caxias do Sul. O objetivo foi investigar como estratégias de comunicação fundamentadas na Teoria da Autodeterminação (TAD) pode ser implementada para potencializar motivação, coesão grupal e bem-estar das atletas. O delineamento adotou abordagem mista: (a) diagnóstico inicial com Inventário de Motivação Esportiva e Escala de Relacionamento Treinador-Atleta; (b) observação sistemática de treinos; (c) oficinas psicoeducativas sobre metas, autorregulação emocional e feedback assertivo; (d) avaliação final com questionários de clima motivacional e entrevistas semiestruturadas. Comparações pré-pós indicaram aumento significativo de autonomia percebida, competência e proximidade entre as atletas. Elas relataram maior confiança para sugerir adaptações táticas e reconhecer emoções antes das partidas. Os resultados reforçam a relevância da comunicação empática e estruturada enquanto ferramenta de intervenção psicológica no futsal feminino de base. O relato oferece um protocolo aplicável em outras equipes amadoras e sugere pesquisas longitudinais para examinar impactos sobre desempenho competitivo. Assim como, continuar com as atividades psicoeducativas. 
DESENVOLVER PARA TRANSFORMAR
O presente é um relato de experiência da prática de estágio curricular, onde foi realizada a aplicação do Plano de Desenvolvimento Individual (PDI) em uma indústria de médio porte na Serra Gaúcha. O objetivo foi contribuir para o desenvolvimento profissional do colaborador, alinhando suas metas pessoais às estratégias organizacionais. A partir da análise do perfil do colaborador, foram definidas metas claras e ações específicas para promover competências técnicas e comportamentais. Durante o processo, foram realizadas reuniões periódicas para acompanhamento e ajustes das atividades propostas, garantindo maior engajamento e evolução. O PDI demonstrou ser uma ferramenta eficaz para o desenvolvimento de habilidades, aumento da motivação e melhoria do desempenho no ambiente de trabalho. Além disso, evidenciou a importância da comunicação entre gestor e colaborador, fortalecendo o relacionamento e o comprometimento com os objetivos da empresa. A integração entre o desenvolvimento individual e as necessidades organizacionais mostrou-se fundamental para promover um ambiente de trabalho mais produtivo e satisfatório. Este trabalho reforça a relevância do PDI como instrumento estratégico dentro da Psicologia Organizacional, destacando seu papel no crescimento profissional e no sucesso da organização
GRUPO DE CONVIVÊNCIA MULTIPROFISSIONAL PARA PESSOAS COM DIABETES MELLITUS
O presente estudo apresenta a proposta de implementação e condução de um grupo de convivência multiprofissional destinado a pessoas diagnosticadas com diabetes mellitus. A grande crescente dessas condições crônicas e o expressivo impacto na qualidade de vida dos acometidos e nos sistemas de saúde apontam a necessidade de intervenções amplas e educativas. O grupo em questão foi conduzido por uma equipe composta por psicólogo, médico, enfermeiro, nutricionista e educador físico. O objetivo foi promover o autocuidado, a adesão ao tratamento, a melhoria dos fatores clínicos e metabólicos, o bem-estar psicossocial e a qualidade de vida dos participantes. Com a realização dos encontros buscou-se fazer com que cada indivíduo conseguisse melhorar o manejo de sua condição de saúde, tendo como resultado maior sucesso emocional e clínico, além de promover um espaço acolhedor de troca de experiências e apoio mútuo
SUINOCULTURA FAMILIAR SUSTENTÁVEL
A suinocultura familiar é caracterizada pela produção de suínos porfamílias que trabalham e residem na zona rural, as quais utilizam de mão de obra erecursos próprios. É uma produção realizada em pequena escala (dentre 10 e 99animais) visando o consumo próprio e/ou comércio local.Um dosmaiores desafios enfrentados na suinocultura é a destinação de dejetos produzidos, osquais se não tratados, provocam a contaminação do meio ambiente, resultando emcontaminação de solos, eutrofização dos cursos d'água, mau cheiro, emissão de gasestóxicos e riscos à saúde animal e humana.O uso de estratégiassustentáveis para tratamento dos dejetos suínos na agricultura familiar, possibilitaincremento na renda através da comercialização
EDUCAÇÃO EM SAÚDE E PERCEPÇÃO COMUNITÁRIA
Palavras-chave:
Conscientização. Aedes aegypti. Saúde Pública. Educação preventiva. Participação comunitária.
INTRODUÇÃO: O mosquito Aedes aegypti é reconhecido como vetor de doenças como dengue, zika e chikungunya, representando um desafio persistente para a saúde pública brasileira. Em regiões urbanas, especialmente em bairros de menor cobertura de ações preventivas, a proliferação do mosquito é favorecida por condições ambientais inadequadas e pela baixa mobilização comunitária (BRASIL, 2023). No município de Caxias do Sul (RS), o bairro Mariani e seus arredores (Reolon e Cidade Nova) destacam-se pela carência de campanhas de conscientização eficazes, configurando um cenário propício à disseminação das arboviroses. Diante dessa realidade, o presente estudo teve como objetivo investigar a percepção da comunidade local em relação ao Aedes aegypti, suas práticas preventivas e o nível de conhecimento sobre os riscos associados, visando subsidiar ações de educação em saúde mais eficazes. MATERIAL E MÉTODOS: A pesquisa foi de natureza aplicada, com abordagem mista (qualiquantitativa) e caráter exploratório-descritivo (GIL, 2002; CRESWELL, 2010). A coleta de dados foi realizada por meio de um questionário online, elaborado no Google Forms, contendo perguntas fechadas e abertas sobre perfil sociodemográfico, práticas preventivas, percepção das ações das autoridades e conhecimento sobre sintomas e canais de denúncia. A amostra foi composta por 83 moradores dos bairros Mariani, Reolon e Cidade Nova. Os dados quantitativos foram analisados através de frequências e percentuais, enquanto as respostas abertas foram interpretadas conforme a técnica de Análise de Conteúdo de Bardin (2011), permitindo compreender as percepções e significados atribuídos pelos participantes. RESULTADOS E DISCUSSÕES: O levantamento revelou que 81,9% dos respondentes residem no bairro Mariani, enquanto Reolon (15,7%) e Cidade Nova (2,4%) foram representados em menor escala, mas relevantes por sua proximidade e semelhança de contexto urbano. O perfil dos participantes evidenciou predominância do sexo feminino (71,1%), com maioria casada (59%) e moradora de casa (95,8%), refletindo as características típicas da comunidade local. Quanto ao contato com as doenças, 98,8% afirmaram não ter tido casos próximos de dengue, zika ou chukingunya, o que, paradoxalmente, pode contribuir para a baixa percepção de risco. Apenas 24% relataram adotar medidas preventivas de forma frequente, enquanto 39,7% declararam “não pensar nisso” no cotidiano, sinalizando uma lacuna de sensibilização (BRASIL, 2023). A presença de entulhos e materiais que acumulam água foi considerada frequente ou constante por 66,2% dos entrevistados, evidenciando um fator ambiental crítico. Em contrapartida, 72,3% afirmaram não perceber ações eficazes das autoridades locais, apontando para a necessidade urgente de intensificação das campanhas de combate ao vetor. Em relação ao conhecimento sobre os sintomas das arboviroses, 48,2% relataram conhecer apenas alguns sintomas, enquanto 15,7% declararam desconhecer completamente. Além disso, 51,8% desconhecem os canais de denúncia de focos do mosquito, revelando uma fragilidade informacional relevante para o enfrentamento do problema. Esses achados confirmam a importância de estratégias educativas contínuas, capazes de transformar o conhecimento em prática efetiva, conforme destacado por Marques et al. (2022), que ressaltam a relevância da participação comunitária no controle do Aedes aegypti. CONCLUSÃO: O estudo evidenciou uma baixa adesão às práticas preventivas e um déficit significativo de informação sobre sintomas e canais de denúncia relacionados ao Aedes aegypti no bairro Mariani e regiões adjacentes. Apesar do contexto propício à proliferação do vetor, a população ainda não percebe a gravidade do problema como parte do seu cotidiano, o que dificulta a implementação de medidas eficazes. Os resultados demonstram a necessidade de ações integradas entre poder público e comunidade, com foco em campanhas educativas acessíveis e adaptadas à realidade local. A conscientização deve ser contínua e estimulada por lideranças comunitárias, visando consolidar hábitos preventivos. Como proposta para pesquisas futuras, sugere-se a realização de estudos de intervenção prática, avaliando o impacto de campanhas de conscientização personalizadas e o uso de ferramentas tecnológicas para facilitar a denúncia de focos do mosquito. Além disso, seria pertinente explorar a percepção de grupos específicos, como jovens e idosos, para compreender nuances no comportamento preventivo.
REFERÊNCIAS
Bardin, L. (2011). Análise de Conteúdo. Edições 70.
Brasil. Ministério da Saúde. (2023). Monitoramento e Controle do Aedes aegypti. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/combate-ao-aedes
Creswell, J. W. (2010). Projeto de Pesquisa: Métodos qualitativo, quantitativo e misto. 3. Ed. Porto Alegre: Artmed.
Gil, A. C. (2002). Como elaborar projetos de pesquisa. 4. Ed. São Paulo: Atlas.
Marques, R. C. et al. (2022). Desafios no controle do Aedes aegypti: uma abordagem de educação em saúde. Revista Brasileira de Promoção da Saúde, 35, e35134
ORIENTAÇÕES AOS FAMILIARES CONCEDIDAS PELO ENFERMEIRO NA ALTA HOSPITALAR DO RECÉM-NASCIDO
Objetivo: Descrever as orientações de enfermagem na alta hospitalar referente aos cuidados do recémnascido. Métodos: Trata-se de uma pesquisa de campo, de uma abordagem qualitativa do tipo exploratória-descritivo, onde a coleta de dados foram realizadas através de uma entrevista semiestruturada, que conta com perguntas abertas e fechadas sobre o tema proposto. Os participantes foram puérperas internadas em uma maternidade de um hospital filantrópico da cidade de Caxias do Sul, Rio Grande do Sul. Resultados/Revisão Bibliográfica/Relato de experiencia/ou/Detalhamentos de Caso: O preparo da alta hospitalar consiste em um conjunto de orientações que buscam tornar-se a mulher em cuidar do recém-nascido, porém grande parte das puérperas não receberam informações incompletas, sobre os cuidados do recém-nascido. Conclusão/Considerações finais: Existe uma grande lacuna entre a expectativa e realidade a das puérperas frente aos cuidados do recém-nascido, ressalto que a equipe de enfermagem deve estar sempre capacitada a fim de fornecer orientações atualizadas e coerentes com a individualidade de cada família. Contudo, mais estudos são necessários para compreender a abrangência dos cuidados do recém-nascido nesse momento tão importante da vida das puérperas e suas famílias