Núcleo de Produção Científica Digital da FSG (Centro Universitário e Faculdade da Serra Gaúcha)
Not a member yet
4156 research outputs found
Sort by
PREVALÊNCIA DE NEOPLASIA INTRAEPITELIAL CERVICAL DE ALTO GRAU NO SUL DO BRASIL E O PAPEL DO ENFERMEIRO
Objetivo: Identificar o perfil de prevalência de neoplasia intraepitelial cervical de alto grau (NIC III) no sul do Brasil. Métodos: O presente estudo trata-se de um estudo ecológico, de caráter transversal retrospectivo, por meio da análise de dados orgânicos disponíveis na plataforma DATASUS. A população deste estudo compreendeu mulheres, do sul do Brasil, que tiveram diagnóstico de neoplasia intraepitelial cervical de alto grau, em 2023. Resultados: As mulheres com faixa etária entre 35 e 39 anos são as mais acometidas por lesões cervicais de alto grau, nos três estados sul-brasileiros, totalizando 1062 casos (15,8% do total), no ano de 2023. Os casos totais de NIC III, na faixa etária de 35 a 39 anos foi sequencialmente Paraná>Santa Catarina>Rio Grande do Sul. O período de realização do preventivo mais recorrente foi dentro de um ano [25,5 – 30,2%], assim como a etnia branca, a mais prevalente, acima de 70%, para os três estados do sul do Brasil. Considerações finais: O alto número de diagnósticos positivos para NIC III, no ano de 2023, evidenciam o acesso à informação de qualidade e da educação em saúde que estão relacionados ao papel de atuação contínua da equipe de enfermagem, junto à população feminina
ACOLHIMENTO ÀS VÍTIMAS DAS CHUVAS NO RS
INTRODUÇÃO: As chuvas e enchentes que arrasaram cidades inteiras no estado do Rio Grande do Sul abriram feridas profundas em sua população, onde em sua maioria viveram momentos de sofrimento e desespero diante do evento climático (CRPRS, 2023). É em meio a situações de emergência e calamidade pública, como a situação vivenciada no Estado, que a população como um todo se mobiliza ao trabalho de profissionais de saúde mental, como psicólogos, de modo a garantir um suporte inicial às vítimas. Nesse sentido, uma das intervenções recomendadas para o atendimento imediato das vítimas de desastres ou tragédias são chamados de Primeiros Cuidados Psicológicos (PCP – OPAS, 2015), sendo uma forma interventiva de suporte e cuidado às pessoas em situações de sofrimento e com necessidades específicas de apoio. Assim, este resumo visa compartilhar a prática de intervenção em PCP às vítimas das chuvas na região da Serra Gaúcha de acordo com a vivência dos voluntários de um grupo capacitado na área. MATERIAL E MÉTODOS: O Grupo de Estudos em Emergências e Desastres – GED, da Faculdade da Serra Gaúcha de Bento Gonçalves, atuou frente ao acolhimento às vítimas das chuvas na região da Serra Gaúcha, dispondo da prática em PCP como recurso interventivo. Além disso, foi considerado o ato de acolher não meramente como uma prática, procedimento ou triagem, mas como uma postura (ZEFERINO, RODRIGUES E ASSIS, 2015), a qual detém a escuta, a disponibilidade e o cuidado com o outro como principais recursos. Assim, foram realizados atendimentos às pessoas que se encontravam vulnerabilizadas em um local organizado para tal momento, sendo que lhes eram oferecidos lanche e bebidas quentes, roupas e itens necessários para seu bem-estar e sobrevivência, bem como acolhimento diante da situação estressora. Nesse sentido, este trabalho trata-se de um estudo de pesquisa-intervenção (ROCHA E AGUIAR, 2003), onde, diante de uma demanda social, o pesquisador/voluntário exerce papel ativo na resolução de um problema coletivo. Não é possível precisar o número de pessoas acolhidas, pois se trata de uma ação em grande e largo espectro de atenção social. RESULTADOS E DISCUSSÕES: “Tenho medo de fechar meus olhos para dormir, porque quando fecho lembro de tudo que vivemos.” “Nunca vou esquecer o barulho, o cheiro forte da terra”. Inicia-se a apresentação desta seção com a fala de uma das pessoas acolhidas na intervenção, representando o abalo psíquico e emocional que as vítimas enfrentaram. Assim, a prática e atendimento em PCP destinam-se a pessoas muito abaladas e que foram recentemente expostas a uma situação de crise grave (IASC, 2007). As enchentes que assolaram o estado tiveram cenários remetidos a filmes de guerra e a catástrofe obrigou muitas famílias a abandonarem mais do que uma casa e pertences materiais: precisaram deixar para trás toda uma vida. Segundo a OPAS (2015), é importante oferecer um momento de escuta para pessoas em situações de emergência, sem pressioná-las a falar. O poder da presença, a atenção genuína e a postura disponível oferecem conforto e contribui para que as pessoas se sintam calmas e, deste modo, encontrem recursos para enfrentar o vivido. “Foi importante contar pra vocês, pra alguém que não viveu tudo aquilo.” Nesse sentido, torna-se importante compreender a funcionalidade dos PCP como uma resposta de humano para humano, que envolve a oferta de cuidados práticos não invasivos, ajuda na busca por informações, serviços e suportes sociais, além de avaliar suas necessidades básicas naquele momento. Os PCP atuam a partir de três princípios de ação: observar, escutar e se aproximar (OPAS, 2015). Além disso, segundo Sá, Werlang e Paranhos (2008), o atendimento e manejo em situações de emergência referem-se a três pontos principais, sendo eles: segurança (assegurar que todas as pessoas que recebem a assistência estejam seguros e protegidos de danos físicos e psicológicos graves), esperança (trabalhar sobre o senso de confiança, auxiliando as pessoas atingidas a se engajarem em pensamentos de otimismo, de modo a diminuir o estresse) e estabilização emocional (desenvolver capacidade de nomear e reconhecer a emoção sentida, bem como refletir antes de tomar decisões). É importante salientar que toda a comunidade pode ser voluntária e praticar os PCP, mas treinamento e estudo são importantes para uma prática mais eficiente e assertiva. CONCLUSÃO: Conclui-se, diante do experienciado pelo grupo, que os PCP representam uma abordagem sensível, afetiva e efetiva de intervenção em situações de crise e calamidade climática, sendo possível perceber a partir da execução prática os impactos positivos nos indivíduos atendidos pelo grupo. Ademais, salienta-se a necessidade de que novos estudos possam ser desenvolvidos no sentido de qualificar a escuta e a forma de acolhimento diante destas situações
FOUCAULT E A EDUCAÇÃO
O Homem é uma intervenção recente que a arqueologia do nosso pensamento mostra facilmente. E talvez o fim próprio. (Jean Michel Foucault). Poucos pensadores da segunda metade do século 20 alcançaram repercussão tão rápida e ampla quanto o francês Michel Foucault (1926-1984). Foucault foi professor, desenvolvia pesquisas e ministrava cursos. Ele não escreveu sobre educação propriamente, mas propôs abordagens inovadoras para entender as instituições e os sistemas de pensamento, a obra de Foucault tornou-se referência em uma grande abrangência de campos do conhecimento. 
ACOLHIMENTO EM SAÚDE MENTAL
INTRODUÇÃO: O acolhimento humanizado em saúde mental deve ser uma prática de todos os profissionais da saúide, pois pode contribuir de forma positiva para que os pacientes possam ter uma melhor qualidade de vida. O processo de humanização teve suas raízes nos movimentos da Reforma Sanitária e Psiquiátrica, nas Conferências de Saúde e nos grupos militantes da época, surgindo como uma resposta à tensão, ao sofrimento e à insatisfação enfrentados por profissionais e pacientes diante da violência institucional do modelo manicomial (Santos, 2019). Nacionalmente, esse processo foi formalizado com a promulgação da Constituição de 1988 e com a criação do SUS, que foram responsáveis por reorganizar teoricamente e operacionalmente o sistema de saúde, rompendo com os antigos paradigmas do modelo biomédico de cuidado (Rios, 2008). A Política Nacional de Humanização – Humaniza SUS (PNH), estabelecida pelo Ministério da Saúde em 2003, inspirada em experiências inovadoras e bem-sucedidas que mostram um "SUS que dá certo", visando promover mudanças na atenção e gestão da saúde, incentivando os envolvidos a repensarem e intervirem no cotidiano da saúde pública no Brasil (Martins; Luzio, 2017). Este trabalho tem por objetivo apontar a importância do acolhimento e da escuta em saúde mental. MATERIAL E MÉTODOS: O presente estudo é um recorte de experiência de estágio curricular em psicologia realizado em um CAPS em uma cidade do interior do Rio Grande do Sul. Foi utilizada observação participante (Angrosino, 2009) como método de investigação e de pesquisa bibliográfica oferecendo sustentação às observações desenvolvidas (Marconi; Lakatos, 2003). RESULTADOS E DISCUSSÕES: O acolhimento no contexto de saúde mental, vai além de um local ou espaço físico, tendo uma compreensão de postura ética, não se limitando a horários ou profissionais específicos, mas se configurando com ação contínua e integradora nos serviço de saúde (Brasil 2004). A efetivação do acolhimento nas práticas de saúde mental ocorre por meio de uma escuta qualificada, isso implica em uma postura de suporte verticalizada de modo a erradicar relações de poder, sendo importante verificar com o usuário do serviço como se sente e se o objetivo do acolhimento foi alcançado (Sonneborn; Werba, 2013). No âmbito da psicologia a prática do acolhimento auxilia na compreensão da demanda e o que está implícito a queixa enunciada, evidenciado a complexa demanda psíquica envolvida, revelando modos que os sintomas se instalam e seus efeitos singulares no sujeito (Ieto; Cunha, 2007). No contexto de saúde mental, o acolhimento não aborda apenas a demanda imediata, mas também aspectos mais profundos que impactam no bem-estar. Dentro desse contexto, o acolhimento deve ser realizado não apenas com o paciente que procura pelos serviços de saúde, mas para todas as pessoas de suas relações, para que todos possam entender o processo em que o paciente está envolvido, tendo uma visão ampla e mais singular da doença e assim poder contribuir para que haja uma melhora em todos os aspectos do paciente, sendo também agentes transformadores do ser humano em sua integralidade. CONCLUSÃO: O acolhimento, quando realizado com uma postura ética e empática, vai além de uma simples etapa do processo de cuidado, tornando-se uma prática essencial em todos os momentos e locais do serviço de saúde mental. Portanto, o acolhimento se configura como uma ferramenta fundamental para a promoção de um cuidado integral e humanizado na saúde mental.
REFERÊNCIAS
ANGROSINO, Michael. Etnografia e observação participante. Porto Alegre: Artmed, 2009.
BRASIL. Ministério da Saúde. Acolhimento nas Práticas de Produção de Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2004. Disponível em: http://www.brasil.gov.br. Acesso em: 27 de Agosto. 2024.
IETO, E.; CUNHA, G. Psicanálise e Saúde Mental: Compreendendo as Demandas Subjacentes. São Paulo: Editora Saúde, 2007.
MARCONI, M. A.; LAKATOS, E. M. Fundamentos de metodologia científica. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2003.
MARTINS, C. P.; LUZIO, C. A.. Política HumanizaSUS: ancorar um navio no espaço*. Interface - Comunicação, Saúde, Educação, v. 21, n. 60, p. 13–22, jan. 2017.
RIOS, Izabel Cristina. Humanização: a Essência da Ação Técnica e Ética nas Práticas de Saúde. Rev. Brasileira de Educação Médica, [S.L.], v. 33, n. 2, p. 253–261, 2008. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rbem/v33n2/13.pdf>. Acesso em: 29 de Agosto 2024.
SANTOS, A. B. Escuta qualificada como ferramenta de humanização do cuidado em saúde mental na Atenção Básica. APS EM REVISTA, v.1, n.2, p.170–179, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.14295/aps.v1i2.23 Acesso em: 29 de Agosto 2024.
SONNEBORN, D.; WERBA, G. C. Acolher, cuidar e respeitar: contribuição para uma teoria e técnica do acolhimento em saúde mental. Torres: Revista de Divulgação Científica da ULBRA, v. 8, n. 3, 2013. Disponível em: http://www.periodicos.ulbra.br/index.php/ci/article/view/3953. Acesso em: 27 de Agosto 2024
RELATO DE EXPERIÊNCIA: A ESCUTA QUALIFICADA COMO INSTRUMENTO DE PROMOÇÃO DA SAÚDE ESCOLAR
O presente relatório apresenta as experiências do estágio em Psicologia Escolar realizado em duas escolas públicas da serra gaúcha. A atuação teve como foco a escuta qualificada, a mediação de conflitos, o apoio à inclusão e o fortalecimento dos vínculos entre alunos, professores e gestão escolar. As atividades envolveram escutas individuais, rodas de conversa e estratégias personalizadas para dificuldades de aprendizagem. Foram identificados desafios como a ausência do Atendimento Educacional Especializado (AEE) e a resistência de alguns profissionais à presença da psicologia na escola. Apesar disso, a atuação baseada na escuta sensível e no diálogo contribuiu para avanços no bem-estar emocional e na participação dos estudantes. A experiência reafirma a importância da Psicologia Escolar como agente de transformação e promotora de uma educação mais humana, inclusiva e democrática
ARTETERAPIA COMO FERRAMENTA DE CUIDADO EM CONTEXTO HOSPITALAR: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
O presente trabalho tem como objetivo relatar a experiência de estágio curricular supervisionado em Psicologia, realizado em um hospital da Serra Gaúcha, com ênfase na utilização da arteterapia como recurso de intervenção psicológica em pacientes hospitalizados. A arteterapia, como forma de expressão simbólica, se apresenta como uma ferramenta valiosa para a promoção da saúde emocional e o acolhimento subjetivo no contexto hospitalar.
A hospitalização é um processo que pode desencadear sofrimento psíquico, sentimentos de medo, insegurança e perda de controle. Diante disso, torna-se fundamental a inserção de práticas que favoreçam a expressão emocional e o enfrentamento das adversidades por parte dos pacientes. A arteterapia, ao utilizar linguagens não verbais como o desenho, a pintura, a colagem ou a modelagem, oferece um canal alternativo de comunicação para aqueles que enfrentam dificuldades em verbalizar seus sentimentos
Este relato visa apresentar a experiência com a aplicação da arteterapia junto a pacientes de diferentes setores de internação, discutindo as possibilidades e limites dessa abordagem, bem como suas contribuições para a humanização do cuidado. Além de descrever a prática vivenciada, o trabalho buscará refletir criticamente sobre a intervenção, fundamentando-se em referenciais teóricos da psicologia e da arteterapia.
O objetivo principal é compreender de que forma a arteterapia pode ser integrada à atuação psicológica hospitalar como recurso de escuta, expressão e fortalecimento subjetivo, promovendo bem-estar e ampliando as possibilidades terapêuticas no ambiente hospitalar
AMOR OU CONTROLE? - TRABALHO DE PREVENÇÃO À VIOLÊNCIA E PROMOÇÃO DE RELACIONAMENTOS SAUDÁVEIS COM ADOLESCENTES
Este trabalho descreve uma intervenção psicossocial realizada com adolescentes de uma escola pública e de um centro de formação profissional, no âmbito do estágio curricular de Psicologia II – Intervenções Psicossociais em Contextos Ampliados. A ação foi desenvolvida em parceria com um órgão público voltado à prevenção da violência contra a mulher, dentro do eixo “educação inclusiva e não sexista”. A proposta teve como objetivo promover a reflexão sobre papéis de gênero, prevenção da violência nos relacionamentos afetivos e construção de vínculos baseados no respeito e no diálogo. Foram abordados temas como relacionamentos saudáveis, sinais de desrespeito e controle, ciclo da violência e redes de apoio disponíveis. Apesar da relevância dos conteúdos e da metodologia participativa, observou-se certa dificuldade de engajamento no espaço de fala, com os adolescentes mantendo uma postura mais retraída. No entanto, mesmo com baixa participação verbal, sinais de identificação e interesse puderam ser percebidos por meio de expressões, olhares e comentários informais. A experiência evidenciou a importância da criação de espaços seguros de escuta e diálogo, principalmente em ambientes educativos, reforçando o papel da escola na promoção de uma cultura de respeito. Além disso, demonstrou como ações educativas contínuas são fundamentais para o desenvolvimento da consciência crítica e para a prevenção de relacionamentos abusivos. O estágio contribuiu para o aprimoramento de competências profissionais e para a compreensão dos desafios e potências do trabalho com adolescentes em temas sensíveis
O IMPACTO DO USO EMPÍRICO DE ANTIMICROBIANOS NA CLÍNICA MÉDICA DE CÃES E GATOS
O uso empírico de antimicrobianos em cães e gatos favorece o avanço da resistência antimicrobiana (RAM), comprometendo tratamentos e elevando riscos à saúde pública. A ausência de exames laboratoriais e a falta de regulamentação eficaz agravam o problema. É essencial promover o uso racional desses medicamentos por meio de diagnósticos precisos e controle rigoroso
AS FERRAMENTAS TECNOLÓGICAS COMO FACILITADORAS DA PRÁTICA DO DELITO DE ASSÉDIO SEXUAL
INTRODUÇÃO: A presente pesquisa tem como temática o delito de assédio sexual, e delimita-se nas possibilidades que o meio digital apresenta para a sua prática. Diante desta temática formulou-se o seguinte questionamento de pesquisa: quais aspectos tecnológicos facilitam a prática do delito de assédio sexual no meio digital? A fim de responder a pergunta norteadora da investigação, foram elaboradas duas hipóteses. A primeira diz respeito às ferramentas de anonimato, redes sociais sem efetiva identificação dos usuários, facilitando a manipulação das provas ou dificultando sua produção. A comunicação assíncrona das plataformas digitais figura como segunda hipótese: a desnecessidade de permanência da vítima e do agressor no mesmo ambiente, seja ele virtual ou presencial, atua como facilitador, tornando a ação do assediador mais invasiva e persistente. O objetivo da pesquisa é propor a intersecção entre as novas tecnologias e o delito de assédio sexual, apontando as possibilidades geradas pela redes no âmbito do crime em questão. MATERIAL E MÉTODOS: O método empregado para realização desta pesquisa é o exploratório bibliográfico, com referência em fontes primárias, tais quais, livros e artigos científicos relacionados ao tema. Ainda, foi empregada técnica hipotético-dedutiva no desenvolvimento do trabalho. RESULTADOS E DISCUSSÕES: De início, faz-se necessária a explanação do que se trata o delito em tela. Muito se fala do assédio sexual como sinônimo para outros crimes, como a importunação sexual, constrangimento ilegal e até mesmo estupro. No entanto, o recorte desta pesquisa é o delito tipificado no artigo 216-A do Código Penal Brasileiro, que traz a seguinte redação: “constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função” (Brasil, 1940). O termo “assediar” carrega o significado de perseguir com propostas, molestar, sugerir insistentemente, importunar na tentativa de obter algo e, no contexto do assédio sexual, se trata da insistência de alguém que se encontra em posição privilegiada e se utiliza desta para obtenção de favores sexuais de outrém em situação de subalternidade (Nucci, 2014, p. 690-691). O Legislador não especificou o meio de execução do delito, sendo assim, livre, podendo se consumar com palavras, gestos, escritos ou qualquer outro meio que cause o constrangimento da vítima, um sério embaraço diante de uma coação, imposição, importunação insistente ou chantagiosa (Gomes, 2001, p. 13). Os sujeitos do crime de assédio sexual não se restringem aos vinculados enpregaticiamente, abrangendo os meios acadêmicos, entre professores, alunos e servidores; hospitalares, envolvendo médicos, auxiliares e pacientes; religiosos, entre líderes e fiéis, entre outros contextos nos quais se observa superioridade hierárquica entre as partes (Pamplona Filho, 2001, p. 183). Diferente de situações cotidianas, nas quais, diante de uma investida sexual pode-se manifestar aceite ou negativas, no assédio, a vítima teme as consequências de negar as propostas do autor, em função da sua posição de inferioridade, situações que ocorrem comumente entre patrão e funcionária ou professor e aluna (Silva, 2019, p. 17). Para além das possibilidades de contato presencial, ambientes virtuais podem propiciar anonimato e invisibilidade, sendo estas ferramentas de fácil acesso dentro das redes sociais, gerando um sentimento de segurança aos agressores e tornando-as um reduto confortável para a disseminação de mensagens constrangedoras de cunho sexual, indesejadas pelos destinatários (Silva; Oliveira; Peixoto, 2021, p. 03). O assédio sexual virtual é caracterizado pelo envio de tais mensagens de cunho sexual ou pornográfico aos canais de comunicação da vítima, sem a sua anuência, ou pela publicação destas em canais públicos (Pereira, 2019, p. 92). As dificuldades de rastreamento, bem como os cadastros facilitados, que não exigem comprovação de identidade para criação de perfis nas redes sociais, encorajam ações criminosas, disseminando a premissa de que a internet se trata de “terra sem lei” (Firmino, 2018, p. 18-19). CONCLUSÃO: Nota-se que as tecnologias, em geral, têm sido pouco abordadas no âmbito da prática do delito de assédio sexual. Todavia, assim como muitos outros crimes, o assédio sexual deve ser pensado e analisado sob a ótica das ferramentas tecnológicas presentes no cotidiano, a fim de traçar, inclusive, alternativas para o cambate a prática delituosa. A pesquisa segue em desenvolvimento, carecendo de mais estudo em torno do objeto da investigação, não sendo possível estabelecer, por ora, conclusões mais completas sobre o tema
PRODUÇÃO DE DEJETOS NA SUINOCULTURA
A criação intensiva de suínos resulta na produção de grandes quantidades de dejetos, sendo esse um dos maiores desafios da suinocultura industrial, pois a destinação incorreta desses resíduos provoca elevada contaminação ambiental (ZANELLA et al., 2009). Atualmente, há diversas alternativas sustentáveis que estão sendo discutidas e implementadas visando a redução do impacto ambiental e o aproveitamento agrícola e pecuário.. Logo, estratégias como a compostagem, o uso de biodigestores, cama sobreposta, sistema Sistrates e lagoas de decantação são práticas que vêm sendo implementadas no meio da suinocultura devido ao crescimento do número de animais no país.Contudo, a gestão adequada dos resíduos decorrentes da suinocultura em larga escala é fundamental para a sustentabilidade ambiental, garantindo o desenvolvimento suinícola e as saúdes humana e animal. Sendo assim, a adoção de práticas como compostagem, uso de biodigestores, cama sobreposta, Sistrates e lagoas de decantação possibilitam conciliar a pecuária intensiva e a preservação de recursos naturais