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    OTIMIZAÇÃO DO LUCRO NAS EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS PELA GESTÃO ESTRATÉGICA DE CUSTOS E ORÇAMENTO.

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    O setor de serviços é atualmente um dos maiores  setores da economia nacional, com tendências de aumentar cada vez mais, no entanto encontramos um número pouco expressivo de referências bibliográficas acerca do assunto.Com a internalização das economias  se faz necessário a ampliação dos estudos de visam a otimização do lucro nas empresas prestadoras de serviços pela gestão estratégica de custos e orçamento. Durante as últimas duas décadas, o ambiente competitivo para a maioria das empresas de serviços tornou-se tão desafiador  e exigente quanto o das empresas industriais. Muitas privatizações ou a terceirização de serviços públicos efetuadas nos últimos anos mudaram completamente as regras de operação das empresas de serviço. As empresas de telecomunicações competem agressivamente com base em preço e qualidade dos serviços prestados. Até monopólios do governo, como os correios, estão sendo terceirizados. Nas empresas de serviços (bancos, telecomunicações, hotelaria, serviços médicos, ensino, consultoria etc.) vem ocorrendo o crescimento de uma competição acirrada, obrigando-as à busca constante de novos serviços e produtos, sempre com melhor qualidade. Os clientes de hoje são exigentes e esclarecidos e possuem também suporte de uma legislação sobre os seus direitos, o que não acontecia em tempos passados. Mas do que nunca, é verdadeira a afirmação de que, em um ambiente competitivo e extremamente dinâmico, vencem as organizações com administração mais eficaz de suas atividades. E, nesse ponto, o conhecimento, o controle e a administração dos custos tornam-se fundamentais.   Segundo Prince, Thomaz R. em seu livro Sistema de Informações pg.08 define a empresa como uma série de grandes redes de informação, ligando as necessidades de informação de cada processo decisório às fontes de dados e estendendo-se por todo o processo empresarial, incluindo as atividades daqueles que se utilizam das informações.   A evolução do mercado mundial indica, de forma clara, o crescimento da importância das empresas de serviço no cenário econômico, a vigorar a partir do início do terceiro milênio. Essa tendência já se faz notar, principalmente, pela participação significativa do segmento de serviços na composição do PIB no Brasil e em países desenvolvidos. Há previsões de que, dentro de poucos anos, a maior parte dos trabalhadores, em todo o mundo, estará vinculada a empresas de prestação de serviços. Estatísticas recentes efetuadas no Brasil indicam que o setor de serviços já representa 55 % do emprego e mais de 60% da criação de riqueza nacional, e a expectativa é de crescimento acentuado nos próximos 5 anos. Tendo em vista o processo de interação dinâmica entre a empresa e seu meio ambiente, um método sistemático de observação, análise, avaliação e modificação de uma organização empresarial ou de qualquer de seus segmentos ou partes torna-se imprescindível, dando condições de medir desempenhos em cada área e do conjunto, numa dimensão temporal, e de homogeneizar necessidades similares de informação no processo decisório. Portanto obtém mais benefícios àquelas organizações que tratam as informações sobre seu negócio mais dinamicamente e com precisão, e que faz uma abordagem séria sobre as possibilidades de utilização destas no auxílio nas tomadas de decisões empresariais. A competitividade  está  aumentando numa velocidade maior do que as empresas possam acompanhar, as empresas tem necessidade de crescimento e de desenvolvimento,  e isto só é possível atingir quando  as mesmas tratam das informações recebidas com muita consideração e importância. Historicamente o estudo dos custos teve o seu desenvolvimento e sua aplicação primordialmente centrados nas empresas industriais. Ainda, hoje, a grande maioria dos textos que abordam o tema ocupa-se de aplicações dos sistemas de custos a problemas das organizações de natureza fabril, a escassez  das obras bibliográficas de Contabilidade de Custos, raramente trazem em seu bojo  estudos aprofundados, focalizando as  empresas prestadoras de serviços, sempre se prioriza as empresas industriais e as comerciais, porém é de suma importância que as empresas de serviços,  possam usufruir dos benefícios desta excelente ferramenta de auxílio nas tomadas de decisões. Talvez seja essa razão principal pela qual as empresas de prestação de serviços apresentam, tão freqüentemente, deficiências na avaliação e no controle de custos. A estrutura e a atividade geralmente menos complexas dessa organizações e o seu porte, quase sempre mais modesto do que o de empresas comerciais e industriais de faturamento equivalente, estimulam a negligência do acompanhamento de custos, levando os seus administradores à ilusão de que qualquer atenção mais rigorosa dedicada ao assunto pode caracterizar desperdício de tempo e de recursos. Na verdade, é exatamente o oposto que ocorre: muitos recursos têm sido desperdiçados e muita empresa de prestação de serviços tem sido condenada ao fracasso pela falta de acompanhamento e de controle de seus custos. Há uma carência muito grande do setor de serviços em conhecer seus reais custos, formas de imputação dos mesmos, como mensurá-los, conhecer os métodos de custeio apropriados e aplicados às empresas de serviços. Os empresários ficam a mercê da sorte ou mesmo, acabam formando seus   custos comparando com a concorrência, não estabelecendo padrões próprios . Sente-se a falta de padrões de Custos , por falta de conhecimento acerca do assunto. A concorrência acirrada exige , principalmente, presença da empresa com preços competentes. Tais preços devem estar associados à capacidade de controle e conhecimento dos Custos, deve-se exigir medidas contábeis especiais, competentes e precisas para que a empresa possa ter condições de concorrência. Os paradigmas de gerenciamento dos custos deixaram, pois, de observar, apenas, obstinadamente, a produtividade, para encontrar fatores de competitividade. Para um entendimento mais aprofundado sobre o assunto sugiro a leitura completa da minha Dissertação de Mestrado sobre a Otimização do Lucro nas Empresas Prestadoras de Serviços pela Gestão Estratégica de Custos e Orçamento. - Unex Universidade de Extremadura – 2001. &nbsp

    Aspectos trabalhistas sobre as férias individuais

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    As férias correspondem ao período do contrato de trabalho em que o empregado não presta serviços, porém recebe remuneração do empregador, após ter adquirido o direito no decurso de doze meses. Antes de dar continuidade nesse assunto, é importante conceituar os termos “Período Aquisitivo” e “Período Concessivo”. Período Aquisitivo: São os 12 meses que o empregado deve trabalhar para ter direito às férias. Esse período inicia-se com a admissão.Período Concessivo: São os 12 meses subsequentes ao período aquisitivo. É aqui que o empregador deve conceder os dias de férias. Abaixo uma figura para melhor visualização: Admissão Início do Período Aquisitivo12 Meses Término do Período AquisitivoInício do Período Concessivo Início do 2º Período Aquisitivo12 Meses Término do Período Concessivo 12 Meses Término 2º Período Aquisitivo Após apresentação dos conceitos acima, cabe analisar as regras previstas no art. 130 da CLT: “Após cada período de 12 (doze) meses de vigência do contrato de trabalho, o empregado terá direito a férias, na seguinte proporção...”. Isso quer dizer que somente após completar o período aquisitivo o empregado poderá gozar as suas férias, assim fica evidente que não é possível a concessão antecipada (salvo férias coletivas). Porém, muitos empregadores infringem essa regra e antecipam as férias individuais, com intenção de compensá-las futuramente no período de gozo, no entanto, essa prática vai contra a legislação trabalhista, já que as férias só poderiam ser gozadas após o período já apresentado acima. Nesse caso, os dias não trabalhados deverão ser considerados como licença remunerada e não como férias. O Art. 130 da CLT apresenta que, se durante o período aquisitivo o empregado vier a ter 05 faltas injustificadas, continuará com o direito de gozar 30 dias de férias, porém quando o número de faltas for superior será adotada a seguinte proporção: Férias proporcionais Até 05 faltas De 06 a 14 faltas De 15 a 23 faltas De 24 a 32 faltas 1/12 2,5 dias 2 dias 1,5 dias 1 dia 2/12 5 dias 4 dias 3 dias 2 dias 3/12 7,5 dias 6 dias 4,5 dias 3 dias 4/12 10 dias 8 dias 6 dias 4 dias 5/12 12,5 dias 10 dias 7,5 dias 5 dias 6/12 15 dias 12 dias 9 dias 6 dias 7/12 17,5 dias 14 dias 10,5 dias 7 dias 8/12 20 dias 16 dias 12 dias 8 dias 9/12 22,5 dias 18 dias 13,5 dias 9 dias 10/12 25 dias 20 dias 15 dias 10 dias 11/12 27,5 dias 22 dias 16,5 dias 11 dias 12/12 30 dias 24 dias 18 dias 12 dias Observa-se que o empregado que faltar injustificadamente por mais de 32 vezes, perderá o direito às férias. Fonte: GONÇALVES, 2009. Para exemplificar o quadro acima, vamos supor que um empregado tenha seis faltas no período aquisitivo completo, assim, ele terá direito a 24 dias de férias e não mais aos 30 dias. Se analisarmos em questões de proporção, um empregado que tem 7/12 de direito às férias e têm as mesmas 06 faltas terá direito a receber 14 dias de férias. Ao tratar de concessão de férias, faz-se referência ao Art. 134 da CLT: “As férias serão concedidas por ato do empregador, em um só período, nos 12 (doze) meses subsequentes à data em que o empregado tiver adquirido o direito”. Para fins de concessão das férias, deve ser observado: O empregado deve ser avisado, por escrito, com 30 dias de antecedência (CLT, art. 135).O período de gozo deve ser anotado na ficha ou livro de empregados, bem como na carteira de trabalho, que deve ser entregue ao setor responsável antes do inicio do gozo de férias (CLT, art. 135, § 1º e 2º).Embora não tenha previsão expressa na legislação, entende-se que as férias devem iniciar em dia útil, já que têm a finalidade de proporcionar descanso ao trabalhador. O precedente normativo nº 100 do TST estabelece o seguinte: “Nº 100 FÉRIAS. INÍCIO DO PERÍODO DE GOZO (positivo): o início das férias, coletivas ou individuais, não poderá coincidir com sábado, domingo, feriado ou dia de compensação de repouso semanal”. No entanto, cumpre ressaltar que para aplicação do precedente supra mencionado, o mesmo deverá ser recepcionado pela Convenção Coletiva de Trabalho da categoria.Aos menores de 18 anos e aos maiores de 50 anos de idade, as férias serão sempre concedidas de uma só vez. E para os menores de 18 anos deverá coincidir com as férias escolares (CLT, art. 134, § 2º e 136 § 2º).Obviamente, o empregado em gozo de férias não poderá ser chamado para prestar nenhum tipo de serviço.O empregado não pode iniciar o gozo das férias doente. Caso o empregado adoeça antes de iniciá-la, a mesma deve ser suspensa e retomada quando o empregado receber alta médica. Se por ventura, as férias forem concedidas fora do período aquisitivo, determina o Art. 137 da CLT que a mesma deve ser remunerada em dobro, ou seja, um empregado que tem período concessivo de 01/2014 a 12/2014 e não sai de férias nesse período, no momento que sair deve receber o valor das férias em dobro. Entendido o processo de aquisição, gozo, proporcionalidade de férias e períodos surge o assunto mais interessante aos trabalhadores, relacionado à remuneração: “O empregado receberá, durante as férias, a remuneração que lhe for devida na data da sua concessão.” (Art. 142 CLT). Além da remuneração expressa no citado artigo, fará jus o empregado a um terço a mais, conforme determinação expressa na Constituição Federal, Art. 7º item XVII: “gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal”. Como o termo utilizado pelo legislador foi remuneração, verifica-se que no momento do pagamento das férias não será tomado por base apenas o salário contratual, e sim a soma de todos os adicionais que forem pagos, bem como as comissões e todas as outras verbas variáveis que o mesmo tem direito. De acordo com o Art. 143 da CLT, é facultado ao empregado converter 1/3 (um terço) do período de férias a que tiver direito em abono pecuniário (venda), no valor da remuneração que lhe seria devida nos dias correspondentes. Para ter direito a tal abono cabe ao empregado requerê-lo até 15 (quinze) dias antes do término do período aquisitivo, assim sendo, é uma opção ao empregado, independente da concordância do empregador, desde que requerido dentro desse prazo. Por outro lado, quando o requerimento do abono pecuniário de férias ocorrer após o prazo legal, ao empregador é facultado atender ou não o pedido. Em conformidade com o artigo 145 da CLT, o pagamento da remuneração das férias e, se for o caso, o do abono pecuniário, serão efetuados até 02 (dois) dias antes do início do respectivo período, sendo que o empregado dará quitação do pagamento, com indicação do início e do término das férias. Espera-se que este artigo tenha aguçado aos leitores a busca de um maior conhecimento sobre o assunto, bem com os motive a novas leituras, já que esse é um assunto tão polêmico e confuso para muitas empresas e empregados

    A TEORIA DAS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS E SUA CONTRIBUIÇÃO NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM

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    Com a ruptura dos paradigmas tradicionais e da visão fragmentada da aprendizagem do estudante, foi necessário um novo olhar para a educação, no qual se considerasse a aprendizagem do mesmo como um todo, despertando emoções, sentimentos, atitudes, desejos e sonhos. Trabalhar as inteligências múltiplas no contexto escolar é proporcionar esta mudança com qualidade, oportunizando aos estudantes a possibilidade de intervir na sociedade, pois suas ferramentas necessárias são os conhecimentos adquiridos e alicerçados dentro da teoria de Howard Gardner. Partindo da problematização, de como a teoria de Gardner contribui para o processo de ensino e aprendizagem, esta monografia busca responder através de pesquisas bibliográficas, o reconhecimento da teoria das inteligências múltiplas no processo de ensino e aprendizagem dos estudantes, propondo um real aprofundamento sobre o assunto para que possamos mudar a realidade da educação atual, para que os estudantes não sejam mais taxados de terem pouca inteligência, deixar o preconceito de lado, trabalhar as oportunidades de se ensinar e estimular todo e qualquer tipo de inteligência, em que se possa desenvolver o potencial e a criatividade de cada estudante para seu futuro tanto pessoal como profissional. É possível por meio de estímulos das oito inteligências, proporcionar um ensino e aprendizagem diferenciado e significativo, contribuindo na prática pedagógica dos professores, despertando seu interesse em desenvolver suas próprias inteligências e a de seus estudantes. Além de proporcionar ações metodológicas diferenciadas, porém novas metodologias por parte do professor é necessário que a escola possibilite sua prática. Uma escola voltada para as inteligências múltiplas deve estar centrada no estudante, contribuindo para a construção de seus conhecimentos e respeitando suas diversidades e possibilitando a multidisciplinaridade de seus saberes com a sociedade. Contudo, a escola não é a única responsável no ensino e aprendizagem por meio das inteligências múltiplas, mas professor e estudante tem função fundamental para a concretização de uma educação voltada para a pluralidade da mente e na capacidade de todos os indivíduos se desenvolverem e serem capazes de aprender de diversas forma

    GESTÃO DEMOCRÁTICA DA EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DE PROFESSORES: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE UMA ESCOLA ESTADUAL DO PARANÁ

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    Este texto descreve uma experiência de gestão efetivada em um colégio da rede estadual do Paraná, situado no município de Fazenda Rio Grande região metropolitana de Curitiba, realizado por iniciativa da equipe pedagógica com apoio dos diretores, na expectativa de alinhar o trabalho pedagógico realizado na escola em todos os períodos, tendo como principio de trabalho a gestão democrática do ensino e a formação dos professores

    A importância do sistema braille no processo de ensino aprendizagem e inclusão das pessoas com deficiência visual e baixa visão

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    O Braille é a ferramenta de comunicação tátil utilizada pelos cegos para ler e, foi desenvolvida no ano de 1825, na França por um homem chamado Louis Braille. Ele morava em uma pequena cidade chamada Coupvray, que ficava localizada ao leste de Paris. Seu pai era carpinteiro e fabricava arqueiros para as pessoas de sua cidade. Quando Louis tinha apenas três anos de idade, feriou os olhos e ficou cego quando brincava com algumas ferramentas de trabalho de seu pai. Foi então, que Louis acabou tendo que estudar em uma instituição específica para cegos na França. Ao longo de sua vida, se aprofundou em estudos para facilitar o aprendizado e a leitura de deficientes visuais, foi aperfeiçoando suas pesquisas com o passar dos anos, até finalmente desenvolver o sistema Braille. A inclusão de alunos com deficiência visual e baixa visão, é antes de tudo, uma questão de ética, onde os profissionais da educação necessitam estar atentos à sua volta e perceber que há atualmente várias diversidades, culturas, habilidades, religiões, entre outros fatores presente em salas de aula. Portanto, identificar e respeitar essas diferenças já representa um primeiro passo para a inclusão, pois esse misto de diversidades constitui-se no ato inclusivo. No ambiente escolar, quando o assunto é o apoio e a inclusão ao aluno deficiente visual, tudo dependerá da formação que o profissional da educação recebe, pois é ela que pode assegurar que o professor desempenhe seu papel social. A metodologia utilizada para tal pesquisa é de cunho bibliográfico

    Ativismo judicial sob a perspectiva da semiótica e hermenêutica jurídica

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    Em momentos de transformação do discurso jurídico, passa a ganhar maior relevo a atuação do Poder Judiciário como protagonista dos anseios do projeto democrático da Constituição Federal, especialmente quando o Poder Legislativo se vê assoberbado com reformas políticas e crise generalizada de credibilidade por parte da população. A questão é determinar quais são os estatutos discursivos que conferem legitimidade aos órgãos judicantes para produzir direito na análise dos casos em concreto, sem que isso cause inevitavelmente ruptura com o sistema de normas vigentes em nosso país e desarmonia entre os processos discursivos de produção legislativa e verificação judicial, com vistas a manter inabalados os alicerces democráticos do país. Os objetivos deste estudo são, basicamente, refletir sobre o ativismo judicial e o papel do judiciário na sociedade brasileira. O método utilizado foi a pesquisa teórica, bem como estudo de caso (jurisprudência). A conclusão aponta que há, de fato, um excesso por parte do Poder Judiciário em sua atuação recente no Brasil, desequilibrando o jogo político-democrático-institucional

    A proteção conferida pelo direito agrário aos produtores diante da importância do setor agrário na economia brasileira

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    O setor agrário possui grande relevância na economia brasileira, desta forma, fato o qual se revela na análise de sua contribuição na composição do PIB e dos impactos da ocasionadopandemia do coronavírus, em 2020, no setor. Partindo-se da exposição da importância do setor agrário na economia brasileira, o presente artigo pretende realizar o estudo do tratamento protetivo do direito para tal ramo. Primeiramente, o estudo do presente respaldou-se na apresentação da importância do setor agrário na economia brasileira. Posteriormente, foi realizado o estudo da conceituação e dos princípios orientadores do direito agrário, os quais possuem elevada importância, uma vez que o ramo do direito agrário é orientado por diversas leis esparsas. Em seguida, foi realizada a análise de algumas políticas de proteção despendidas pelo poder público aos produtores agrários, sendo as abordadas pelo artigo, as políticas agrícolas e as cláusulas obrigatórias aos contratos agrários de arrendamento e parceria rural. Por fim, o presente artigo realizou uma breve exploração do projeto de lei nº 4.588 de 2021, a fim de verificar a proposta de proteção abordada pelo referido projeto

    O superendividamento do consumidor - à luz da lei 14.181/2021

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    Com a transformação no perfil de consumo, houve um expressivo comprometimento da renda dos consumidores, e consequentemente surgiram os prejuízos de sua subsistência física, emocional e social. A facilitação do acesso ao crédito sem a devida regulação estatal promoveu a ampliação dos riscos relacionados às relações de consumo, em especial na vulnerabilidade do consumidor. Vejamos, portanto, que o superendividamento dos consumidores corresponde em um problema econômico, social e jurídico. E, diante da ausência de regulamentação para este problema social, o superendividamento tornou-se objeto de atividade legislativa desde 2012 no Congresso Nacional. Em 2021, no Brasil, o Presidente da República sancionou a Lei n° 14.181/2021, então denominada de Lei do Superendividamento, que atualiza o Código de Defesa do Consumidor e o Estatuto do Idoso para incluir regras de prevenção ao superendividamento dos consumidores, bem como regulamenta os procedimentos para renegociação de dívidas. Dito isso, o presente estudo tem como objetivo geral realizar uma análise da norma, bem como os avanços e limites da lei brasileira no enfrentamento do superendividamento dos consumidores. Utilizando-se do método de pesquisa qualitativa, à qual tem por base estudos realizados para criação, aprimoração e posteriores a promulgação da norma, que defendem a prevenção e tratamento do consumidor no Brasil. Ainda, o trabalho sustenta a importância da nova lei brasileira, identificando, a partir de seu texto normativo, seus limites de atuação na prevenção e no tratamento eficaz do superendividamento de consumidores

    POR QUE UMA EMPRESA QUEBRA?

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    Por que uma empresa quebra? Simples, porque acabou o dinheiro.  Mas se apresentar capacidade de endividamento pode resolver esse problema e seguir seu caminho. Então, para uma empresa quebrar, além da falta de disponibilidades terá também que estar com sua capacidade de endividamento esgotada. Mas ainda há uma esperança: se for lucrativa poderá reverter esse quadro, pois através dos seus resultados terá condições de recompor suas disponibilidades e reduzir seu endividamento. Além disso, poderá receber aporte de capital através de investidores atraídos pela rentabilidade e com isso se recuperar e voltar a crescer. Mas se as disponibilidades se extinguirem, se não houver capacidade de endividamento e a empresa não for lucrativa, não há muito que fazer. Quando a organização chega nesse ponto, sua situação é praticamente irreversível e é comum causar espanto como se tudo tivesse acontecido de surpresa. Não, nada acontece de surpresa. Tudo é fruto da gestão e se retrata através de indicadores. Ao elaborar uma Análise das Demonstrações Contábeis, todos esses indicadores são fundamentais, não existindo um mais ou menos importante. Todos se relacionam e mostram um determinado aspecto da empresa.  Esses aspectos poderão retratar em que situação ela se encontra, as razões que a trouxeram até aqui e as projeções do que poderá ainda acontecer. A análise funciona como um diagnóstico da saúde da empresa, apresentando índices considerados bons e outros considerados ruins. É importante a seleção de um conjunto de indicadores que se relacionem, e indiquem as três vertentes fundamentais que mostram os sinais vitais da empresa: situação financeira, endividamento e rentabilidade. Indicadores isolados podem ser apenas dados. Quando analisados em conjunto com outros indicadores se transformam em informações.  São essas informações que se tornam imprescindíveis para a tomada de decisões dentro de uma organização. A falta de recursos impede a empresa de se desenvolver e, em situações críticas, a torna inadimplente fechando-lhe as portas para a tomada de crédito junto a bancos e fornecedores. A melhor maneira de verificar essa situação é o estudo dos quocientes de Liquidez, que relacionam o que a empresa possui de capital circulante em relação às suas obrigações. Tomando como base a Liquidez Corrente, que relaciona Ativos Circulantes com Passivos Circulantes, percebe-se que se esse indicador ficar acima de 1,00, a empresa possui capacidade de pagamento das dívidas, mostrando uma situação satisfatória, isto é,  que com o que possui consegue satisfazer suas obrigações. Mas a análise isolada desse índice pode induzir ao erro na interpretação da situação financeira. Nem sempre uma liquidez alta representa capacidade de pagamento e o inverso também é verdadeiro. Tudo depende dos prazos médios e, consequentemente, do ciclo operacional da atividade analisada. Por ser o Ativo Circulante formado, principalmente pelas Disponibilidades, as Contas a Receber e Estoques são recursos que já estão no caixa ou nas aplicações da empresa, e por isso disponíveis para uma utilização imediata. Das Contas a Receber espera-se que se realizem em um curto espaço de tempo, bem como os Estoques, isto é, que sejam vendidos rapidamente. Se a empresa apresenta dificuldades de caixa, esse problema pode estar relacionado aos prazos médios, por isso o relacionamento dos índices é fundamental. Estudada a situação financeira, parte-se agora para o Endividamento que será visto dentro da Estrutura de Capitais. Afinal, uma empresa pode estar com estoques, valores a receber e, principalmente, com volume alto de disponibilidades, tudo isso originado por capitais de terceiros que em algum momento deverão ser devolvidos, e quando isto ocorrer não terá mais nada. Entra nessa análise a dependência que a empresa possui desses capitais, em que o índice principal poderá ser o Endividamento Geral, que mede o tamanho da dívida em relação ao patrimônio da empresa. Se relacionarmos os Passivos de curto e de longo prazo com o Ativo Total, o indicador irá mostrar o quanto que a empresa que possui veio através de dívidas, ou o quanto que a empresa terá ainda que pagar. É natural que as dívidas causem um certo temor, mas se fossem tão ruins nenhuma empresa as teria. Para saber se as dívidas são questão de opção ou de necessidade, é importante um estudo do Grau de Alavancagem Financeira, que irá mostrar se para os sócios a utilização desses capitais alavanca ou não os seus ganhos. Outro ponto importante é conhecer se as dívidas estão concentradas no curto ou no longo prazo.  O Endividamento, a princípio, é considerado uma corda no pescoço e quanto maior a dívida, mais grossa é a corda. Se a dívida for de curto prazo, indica que a corda está próxima do pescoço não dando muito espaço para movimentação, e um pequeno erro pode ser fatal. Se a dívida está no longo prazo, a corda pode ser grossa, porém ainda está longe do pescoço, dando ainda espaço para movimentações até se encontrar uma saída. Esse estudo pode ir mais longe, se analisado o nível de Dependência bancária. Mas dentro do que está sendo analisado, podem ocorrer combinações variadas que darão perspectivas positivas ou negativas. Empresas com bom nível de liquidez, baixo endividamento, mas que não apresentam lucros, não são boas empresas. Os resultados negativos, com o tempo, deterioram a folga financeira e empurram a empresa para o endividamento. Por outro lado, pode ocorrer de empresas apresentarem baixa liquidez, alto endividamento, mas serem extremamente lucrativas, o que pode fazer com que os resultados recuperem seu caixa e diminuam seu endividamento. Por isso, torna-se fundamental o estudo da Rentabilidade apresentada pela empresa. Esse estudo começa pelo Giro do Ativo, em que se verifica se os investimentos feitos no Ativo estão gerando vendas ou não. Parte-se do princípio de que tudo o que existe na empresa tem que ajudar a proporcionar Receitas. Com o estudo desse componente, haverá a possibilidade de perceber se a empresa vem sendo mais ou menos produtiva a cada exercício. Também será vista a Margem com a qual a empresa trabalha. Tudo o que se faz é para gerar resultado. Esse estudo se abre para ver onde estão os ganhos da empresa, se vindo da Margem Bruta, Operacional ou Líquida, essa análise passa ainda pelo caixa gerado na atividade, medido pelo Ebitda. Tudo o que se investe tem que gerar receita, visto pelo Giro do Ativo. Toda Receita deve gerar resultado, visto pela Margem. A combinação dessas duas medidas proporciona o Retorno sobre o investimento, que é a Rentabilidade do Ativo. Por fim, a empresa é constituída por investidores, que aplicam seus recursos, através do Capital Social, para obter retorno. Esse retorno será medido pela Rentabilidade do Patrimônio Líquido. Quanto maior esse indicador, mais atrativa a empresa se torna para uma nova captação de recursos através do aumento do Capital. Todos esses índices se relacionam e a visão correta da empresa parte de um perfeito entendimento desses relacionamentos. Há que se conhecer sobre a empresa e sobre o seu mercado, o que dará suporte para um entendimento melhor do que vem acontecendo. Recomenda-se também a elaboração da Análise Vertical e Horizontal, possibilitando uma visão de todo o conjunto. Todos esses indicadores obtidos, se possível de ao menos três exercícios, mostrarão as tendências da empresa. Com todas essas informações, o analista terá um conhecimento aprofundado da situação econômica e financeira da empresa, e verá que em processo de quebra são apresentados quadros de Rentabilidade negativa, Endividamento alto e de curto prazo e, por fim, índices de Liquidez insatisfatórios, não tendo capacidade de pagar suas obrigações. Durante os exercícios, a Análise das Demonstrações Contábeis é peça essencial no diagnóstico da empresa, mostrando o que vem acontecendo e fornecendo informações imprescindíveis para a correta tomada de decisões. Assim, comprovando sempre que o motivo da quebra de uma empresa não é a falta de dinheiro, e sim a má gestão de um patrimônio. &nbsp

    TRAÇOS DE MODERNIDADE EM “O BEIJO NO ASFALTO”, DE NELSON RODRIGUES: UMA ANÁLISE TEXTUAL

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    Este trabalho tem por objetivo realizar uma leitura crítica da obra rodrigueana “O Beijo no Asfalto” (1961) à luz de seus elementos textuais, visando flagrar em que medida eles auxiliam na construção dos aspectos modernos do dramaturgo brasileiro Nelson Rodrigues. Para tanto, utilizamos os conceitos expostos pelo estudioso de teatro Jean-Pierre Ryngaert, em seu Introdução à análise do teatro (1995). Após realizarmos uma breve leitura dos principais temas da peça, partiremos para uma análise, ainda que preliminar, dos elementos textuais da peça, definidos por Ryngaert, a saber: título, gênero, enredo, intriga, espaço, tempo, enunciados e enunciações e personagem.   Palavras-chave: Nelson Rodrigues. Análise Textual. Modernidade

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