Revistas USC (UniSantaCruz)
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POLÍTICAS DO LIVRO DIDÁTICO E O MERCADO EDITORIAL
O significado e dimensão do Livro Didático (LD) pode ser compreendido por meio das políticas públicas educacionais referentes à sua produção. Para tanto, devem se estabelecer objetivos para compreender tais políticas públicas e discuti-las com as políticas do mercado editorial. A pesquisa compreende consultas bibliográficas e análise de documentos que fazem parte da proposta governamental. A importância deste recurso didático é demonstrada na sua utilização nas escolas públicas do país em que exigiu medidas de consolidação a regulamentação legal do livro didático com o Decreto n.º 91.542, de 19 de agosto de 1985, que implementou o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). A duração do programa é de 3 (três) anos, e tem como objetivo oferecer aos estudantes das escolas públicas do ensino fundamental de todo país livros didáticos gratuitos de qualidade. E com o intuito de almejar a qualidade mencionada, em 1996, iniciou-se o processo de avaliação pedagógica dos LDs, visto que as obras aprovadas pelo PNLD passaram a compor o Guia do Livro Didático, sendo que este material auxilia equipe pedagógica-admininistrativa e professores no processo de escolha do LD a ser adotado na escola. Verifica-se que o livro corresponde, para além de características puramente pedagógicas, a uma dimensão político-econômica relacionada ao Governo Federal e às editoras que produzem esse recurso didático. Nota-se que os livros didáticos aprovados no PNLD e se adotados nas escolas, visam à margem de lucro das editoras em todo território nacional. Palavras-chave: Políticas públicas. Livro didático. Mercado editorial
AS METODOLOGIAS DIFERENCIADAS E ATIVAS ENQUANTO INSTRUMENTOS PARA O DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS
Atualmente, as pesquisas voltadas à área educacional, à psicologia e à neurociência comprovam, por meio de números e estudos que o processo de aprendizagem é único e ocorre no ritmo e no tempo de cada ser humano. Cada pessoa aprende o que é mais relevante para si e o que faz sentido para ela, produzindo, assim, conexões cognitivas e emocionais. Metodologias ativas e diferenciadas possibilitam um desenvolvimento e aproveitamento diferenciado quanto aos processos de ensino e de aprendizagem, pois consideram a participação efetiva dos alunos na construção da sua própria aprendizagem, e do professor que valoriza as diferentes formas pelas quais os alunos se envolvem nesse processo, e com isso, aprendem melhor, pois essas metodologias consideram o ritmo, tempo e forma de aprender de cada um
A DANÇA NO CURRÍCULO ESCOLAR: UMA PROPOSTA DE DESENVOLVIMENTO INTEGRAL DO SER HUMANO
O objetivo deste artigo é apontar a prática da dança como ferramenta educacional para o desenvolvimento integral do indivíduo, a qual deve ser trabalhada de forma a envolvê-lo por completo. É nítida a importância da relação e da parceria dos profissionais docentes para com os estudantes na realização deste processo. No decorrer do trabalho com o corpo, existem diversos aspectos que precisam estar em sintonia. Uma vez que a educação possui a formação dos cidadãos como um de seus principais objetivos, é essencial que durante esse período os alunos comecem a refletir a respeito de suas inseguranças e sobre socialização, de forma a se expressar, se conhecer, conhecer o outro e o meio. Ao falarmos da dança como ferramenta auxiliadora no processo educacional, faz-se necessário que as diferenças desses alunos sejam respeitadas e que se tenha um olhar atento durante a realização do mesmo, rompendo preconceitos. Desta forma, as conclusões alcançadas irão expor a importância do trabalho com a dança, que deve ajudar o aluno a se desenvolver tanto interna quanto exteriormente, valorizando suas emoções e expressões de forma com que se sinta cada vez mais integrado e conhecedor de si. A pesquisa está embasada nos registros do autor e teórico da dança Rudolf Laban e em alguns documentos que regem a Educação, tais como a Base Nacional Comum Curricular, as Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, os Parâmetros Curriculares Nacionais de Arte e Educação Física, as Orientações Curriculares para o Ensino Médio e outras leis. Palavras-chave: Dança. Desenvolvimento Integral. Autoconhecimento
PEDAGOGIA HOSPITALAR: A IMPORTÂNCIA DO PROFESSOR E PEDAGOGO NO PROCESSO DE RECUPERAÇÃO DO ALUNO HOSPITALIZADO
Neste artigo discute-se a importância do professor/pedagogo no processo de escolarização e recuperação do indivíduo hospitalizado. Partindo do contexto histórico e sua trajetória até os dias atuais, evidenciando os diretos das crianças e adolescentes em processo de tratamento de saúde, as práticas e saberes necessários para uma formação qualificada e habilidades adequadas destes profissionais de classes hospitalares e a relevância do envolvimento dos diversos grupos (médicos, enfermeiros, familiares) no processo de reabilitação e reintegração dessas pessoas ao grupo escolar e suas rotinas diárias. Nesta perspectiva, a proposta apresentada aponta, em especial, o grande diferencial que o professor/pedagogo pode ocasionar na vida dessas crianças e adolescentes hospitalizados, por meio das vivências, trocas de conhecimentos, diálogos e o olhar humanizado para seu aluno, com isso, auxiliando o resgate da identidade dos internados e proporcionando uma nova visão de mundo e perspectivas de um futuro promissor. O processo de ensino e aprendizagem ocorre nesse meio, de maneira adaptada, diferenciada, criativa e com um currículo flexível. Este artigo também apresenta uma abordagem de outro método educacional utilizado para dar continuidade na escolarização do aluno impossibilitado de frequentar o ensino regular, sendo esse o atendimento domiciliar, o qual possibilita o aluno a continuidade do ensino destinado à sua faixa etária. Mesmo sendo um atendimento em um ambiente em que o discente já está acostumado, faz-se necessário adaptações para melhor conforto do mesmo. A escuta do professor e pedagogo em todos os meios que a Educação permeia são de suma importância, e nos hospitais são essenciais, pois todas as pessoas que estão envolvidas com o paciente estão em constante aprendizagem. Palavras-chave: Educação. Saúde. Atendimento Domiciliar
As audiências de custódia e a instauração de inquéritos policiais militares na Polícia Militar do Paraná
O presente artigo aborda aspectos do processo penal e do processo penal militar em relação à instauração de Inquérito Policial Militar (IPM) com base nas declarações prestadas pelo flagranteado na audiência de custódia, apresentando as perspectivas sobre a justa causa inserida neste contexto. As hipóteses apresentadas refletem a respeito de que, nem sempre, as declarações de audiências de custódia suprem justa causa para instauração de IPM e indiciamento do Policial Militar (PM). A metodologia utilizada verifica uma pesquisa básica estratégica na área de ciências humanas, com propósitos de pesquisa exploratória, levantamento bibliográfico e análise de exemplos, além de utilização de métodos de pesquisa documental e levantamento de dados por meio de entrevista. Inicialmente, demonstraram-se as considerações sobre a instauração do IPM e, quanto aos crimes militares, a competência para processar e julgar sem deixar de mencionar a ampliação trazida pela Lei nº 13.491/2017. Abordou-se o tema justa causa e elementos informativos, e a correlação desses conceitos; posteriormente, foi realizado um apanhado a respeito das audiências de custódia. Por fim, foram coletados, verificados e analisados os dados obtidos por meio de entrevista, e elaboradas as considerações finais sobre o tema, que estimulam a reflexão quanto à possibilidade de aprimorar as audiências de custódia e utilizá-las não somente para cumprir suas expectativas iniciais, mas para reformular um sistema atualmente imponderado e impassível.
 
A atividade de inteligência policial militar como ferramenta para subsidiar a produção de provas em crimes comuns
Este trabalho tem por escopo demonstrar a eficácia do serviço de inteligência policial prestado pela Polícia Militar do Estado do Paraná no combate à criminalidade de forma geral, bem como seu papel fundamental na produção de conhecimento para subsidiar a produção de provas em crimes comuns nas operações conjuntas entre a Polícia Militar e o Ministério Público. Ao final, tem-se a confirmação da hipótese de que a atividade de inteligência policial militar é uma importante ferramenta auxiliar ao Ministério Público no combate ao crime organizado, e que conhecimento produzido pode ser utilizado para auxiliar a produção de provas nos crimes não militares
Nota Fiscal Eletrônica (NF-e)
Nos últimos anos no Brasil, as empresas vem passando por grandes transformações, devido à informatização em alguns setores. É fato afirmar que entramos definitivamente em uma era tecnológica no que tange à situação fiscal e contábil no país, separando-nos da burocracia e lentidão que documentos em papel traziam e, assumindo, assim, uma era mais ágil e segura no que diz respeito a controles internos, demonstrativos e prestação de contas para com os órgãos competentes. A tecnologia traz consigo benefícios, porém ela pode trazer também problemas se não tratada de maneira coerente e organizada. Uma mudança que começou já há algum tempo, porém vem sendo recentemente conhecida pela grande maioria das entidades agora, devido ao prazo para implantação e regularização, é a nota fiscal eletrônica (NF-e). Grande parte dos empresários brasileiros já estão se modernizando e realizando as alterações segundo a legislação, para que possam seguir em conformidade, sem problemas com a realização da operação (venda de mercadorias ou prestação de serviços) de sua atividade comercial. A nota fiscal eletrônica é um documento digital, não palpável. Ela existe apenas de maneira eletrônica e tem sua validade assegurada por meio da assinatura digital juntamente com autorização da SEFAZ. Tem como propósito documentar a realização de uma operação, seja ela uma venda de mercadorias ou uma prestação de serviços, tudo em tempo real. No ato da emissão, já é sabido os valores a serem recolhidos de tributos, inibindo assim a sonegação fiscal e aumentando o recolhimento. No ato de sua emissão é gerado um arquivo XML, esse arquivo é a nota fiscal em si, e juntamente é gerado um layout, um espelho do documento, denominado DANFE (Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica) este sem validade fiscal/contábil alguma, serve apenas para o transporte da mercadoria. Um fato interessante e observado entre várias empresas, é a carência de informações de alguns empresários ou setores em relação a implantação da NF-e. A grande maioria pensa apenas em emitir o documento, não importando de que maneira, apenas não querem que o seu faturamento pare, porém se esquecem, ou muitas vezes não sabem que deixam assim uma margem de erros fiscais por não cumprimento da lei, e que isso, futuramente, pode gerar maiores problemas, pendências fiscais, multas, entre outros. Os critérios para validação de um documento fiscal estão a cada dia mais rigorosos, as exigências por parte do FISCO aumentam e é necessário realizar o preenchimento por completo de todos os campos disponíveis e de maneira correta. Como muitos querem apenas o faturamento, realizam um cadastro de cliente de qualquer forma e de produtos de maneira indevida, incompleta, como citado, pensando no ganho ou geralmente por falta de conhecimento mesmo, quer dizer, não realizam um saneamento cadastral correto de todos os clientes e produtos. Na hora de emitir o documento, vem a surpresa, a venda é impossibilitada de ser executada. Ai vem a grande questão, por que isso acontece?!. Ao gerar uma nota fiscal eletrônica, em segundos todos os dados contidos no documento passam por uma verificação da SEFAZ, e se algum campo do cadastro do cliente estiver em desacordo, a nota retorna não autorizada e o emitente deve realizar a atualização necessária para poder concluir o processo. O mesmo ocorre com o cadastro do produto, se o mesmo apresentar irregularidades fiscais, a emissão será negada até a devida regularização do item. Quando uma NF-e é autorizada e se percebe uma irregularidade, tanto por parte do emitente quanto do destinatário, pois são solidários na conferência do documento, existe a opção do cancelamento que ocorre da mesma forma como é realizada a emissão do documento. Porém, deve se atentar ao prazo para realização deste cancelamento, pois variam entre duas à vinte e quatro horas, dependendo da legislação vigente do Estado de origem. Uma outra opção para corrigir possíveis erros, é a utilização da carta de correção, quando autorizado e previsto em lei, que assim como a nota fiscal, teve seu formato alterado recentemente do antigo papel para o módulo eletrônico, se chamando agora CC-e. Hoje em dia, grande parte dos softwares já vem com pacotes bastante avançados no que diz respeito à nota fiscal eletrônica, desde sua emissão, verificação e validação. Porém, é válido ressaltar que, o responsável pela emissão deve ter determinado conhecimento e trabalhar de maneira preventiva, revendo e corrigindo situações que possam vir a interferir no bom andamento da empresa, tais como revisão de cadastro de clientes, revisão fiscal/tributária dos produtos comercializados, evitando que erros contínuos ocorram tornando a entidade passível de fiscalizações, gerando prejuízos desnecessários
A FALÁCIA COMO EFEITO DE PERSUASÃO NO DISCURSO RELIGIOSO
Este artigo apresenta algumas reflexões sobre a capacidade de persuasão dos líderes religiosos, por meio de técnicas de oratória e de retórica, o que leva muitos dos seus seguidores a negarem as descobertas científicas e a aceitarem como verdade muitos mitos criados por profetas da antiguidade. São trazidos conceitos de autores que falam sobre a temática religiosidade, o sagrado e o profano, bem como a análise do discurso. Este estudo se justifica tendo em vista a grande influência da religião nas sociedades da atualidade, tanto tradicionalistas, como modernas, o que se caracteriza por uma forte relação de poder sobre os comportamentos e dogmas seguidos pelos seus membros. Desse modo, torna-se relevante a temática em questão, uma vez que em nosso país existe uma grande diversidade cultural e religiosa. Neste artigo, são utilizados conceitos de diversos autores, tais como Croatto (2001), Eliade (1996) e Luz (2001). Palavras-chave: Discurso religioso. Persuasão. Religiosidade
A IMPORTÂNCIA DA FILOSOFIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL E NO ENSINO FUNDAMENTAL
Este artigo visa esclarecer a importância da Filosofia para alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental, e o quanto pode contribuir para a formação da criança e do adolescente. Utilizamos vários autores dentre eles Jerome Bruner o qual contribuiu com explicações sobre como a mente funciona com base na ciência cognitiva, já o autor Matthew Lipman propõe repensar uma educação que possibilite a autonomia do aluno por meio da prática filosófica e para somar a proposta de Lipman agregamos alguns pensamentos de Paulo Freire sobre as questões políticas que influenciam na educação. Palavras-chave: Cognição. Filosofia. Educação
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS PARA O ENSINO DE PORTUGUÊS COMO SEGUNDA LÍNGUA
Este artigo surge a partir da necessidade de uma professora de língua portuguesa da Escola Internacional de Curitiba que se vê frente a turmas heterogêneas de estrangeiros vindos de todos os lugares do mundo. Inicia-se, portanto, a elaboração, implementação e avaliação de um material específico que aborde, ao mesmo tempo, cultura e língua de maneira dinâmica, interessante e, principalmente, que surta efeito no processo evolutivo de aprendizagem dos alunos, melhorando assim, as quatro habilidades necessárias para o aprendizado de uma língua: fala, escuta, leitura e escrita. O objetivo, portanto, é mostrar as técnicas utilizadas para a criação do material em questão que já foi produzido até aqui àqueles interessados em ministrar o português como segunda língua, trocar experiências e, principalmente, verificar a viabilidade deste, uma vez que não existem muitas opções no mercado editorial. Acredita-se que por meio dele, possamos ainda, incentivar professores a enveredar por semelhantes estradas de criação, aproveitando sua própria vivência, interesse e conhecimento para a elaboração de materiais de ensino. Palavras-chave: Estrangeiros. Ensino. Materiais didáticos