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    Editorial

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    Escrever Bem: o caminho do sucesso

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    Redigir com clareza é atualmente uma exigência das empresas em relação à escolha de sua equipe. Estamos em pleno processo de globalização, temos acesso à internet que é responsável por informações que chegam até nós em velocidade surpreendente.  Deparamo-nos diariamente com uma pluralidade de situações e discursos vindos de todo o planeta, o que nos mostra claramente que saber trabalhar de forma positiva com as informações que recebemos, é agora, uma questão de sobrevivência. Para a maioria dos profissionais das áreas dos negócios, escrever é uma atividade complicada, requer habilidades que, muitas vezes, acredita-se não possuir.  Desta forma, este artigo tem por objetivo quebrar o estigma de que pessoas não especializadas na área das Letras, não são capazes de redigir um bom texto. Por meio de dicas e técnicas simples, busca-se encorajar os homens de negócios a alçar posições de destaque por meio da arte da palavra. Escrever Bem: Sim, você pode! Para escrever bem é necessário produzir estratégias comunicativas adequadas para cada circunstância que nos são colocadas. Sabemos que há vários elementos que podem ser usados na construção de um texto e estes, por sua vez, são responsáveis por provocar diferentes efeitos. A insegurança daquele que se encontra frente ao desafio de escrever é o mais comum dos problemas; muitas vezes, as pessoas acreditam não possuir estratégias textuais suficientes e, por isso, acabam paralisadas frente a esta tarefa. Antes de qualquer coisa, há a necessidade de entendermos o que, afinal é escrever bem? De acordo com Agostinho Dias Carneiro, em seu livro Redação em Construção, muitas pessoas acreditam em algumas ideias equivocadas relacionadas à boa escrita. Acredita-se, por exemplo, que escrever bem é redigir de forma gramaticalmente correta ou ainda, fazer uso da norma culta e elaborada. Sabemos que, em certas situações de comunicação, essa afirmativa é absolutamente verdadeira, mas, o que devemos mesmo levar em conta, mais do que a gramática da língua em si, é quem são os nossos interlocutores e qual a relação social entre eles. Baseando-se nestas informações, podemos criar estratégias textuais que nos auxilie a atingir nossos objetivos de forma mais adequada e, esclarecemos então que escrever bem é “escrever de forma adequada à situação em que o ato de comunicação vai se realizar, seguindo uma estratégia conveniente”. (CARNEIRO; 21; 2004) Escrever não passa de uma atividade simples e sem mistérios; porém, encontramos muitas outras dificuldades durante esse processo, pois ele depende não apenas da atitude do escritor, mas também do que ele tem a falar, ou seja, do seu conteúdo. E como podemos garantir conteúdo suficiente para escrever sobre um assunto específico?  A resposta a esta pergunta é muito simples; por meio da leitura conseguimos ir mais longe. Não há como escrever sobre algo que não se conhece, mesmo que dominemos todas as técnicas de uma boa escrita, assim como o contrário também é verdadeiro; é impossível escrever bem apenas dominando um determinado conteúdo e não estando apto a utilizar-se de princípios básicos de redação. Deparamo-nos, então, mais uma vez, com o velho chavão: ler é importante para quem quer escrever bem, pois quando o fazemos, abrimos nossa mente para o mundo, nos aprofundamos em determinados assuntos, entramos em contato com ideias de outras pessoas e a consequência de tudo isso é que nos tornamos cidadãos críticos, capazes de opinar e dissertar sobre assuntos diversos. Além disso, quem lê, assimila, sem que perceba, a estrutura correta da língua, a acentuação das palavras, o uso correto da pontuação e ainda melhora muito a ortografia. Como você pode ver, a leitura resolve os nossos dois grandes problemas, o de conteúdo e o da utilização da linguagem. Mas, nem só de conteúdo e linguagem vive um texto. Para que este atinja o seu objetivo pleno e chame atenção do receptor, devemos trabalhar alguns detalhes básicos de sua estrutura. Sempre que nos propomos a escrever algo, devemos, primeiramente, fazer com que o leitor se localize, situando-o. Para que isso aconteça, precisamos pontuar e deixar bem claro o assunto que será a pauta principal do texto e ainda os motivos de estarmos escrevendo sobre ele. Pense sempre que o primeiro parágrafo deve ser voltado a uma introdução e é por meio dele que o leitor decidirá se deverá ou não prosseguir com a leitura. Não é muito mais agradável quando nos deparamos com um texto esclarecedor que nos envolve e não temos que ficar adivinhando o que o escritor quis dizer? Desta forma, coloque-se no lugar do receptor, leia e releia muitas vezes o que escreveu, peça para que outras pessoas leiam e verifique se o seu texto atingiu o objetivo. Caso a resposta seja negativa, não tenha dúvidas, você precisa reescrevê-lo. Devemos também nos preocupar com as questões de coerência e coesão, pilares imprescindíveis para a construção de um texto. Segundo Agostinho Dias Carneiro:   “Etimologicamente, texto e tecido estão relacionados e, de fato, há razão para isso: o tecido é fruto de uma junção de pequenos fios que se vão ligando até o limite de uma extensão determinada; o texto, por seu lado, também tem seus componentes ligados a fim de que formem um só corpo estrutural. Aos elementos que realizam essa ligação se atribui a função de coesão, e eles correspondem basicamente a marcas linguísticas da superfície do texto, de caráter sintático ou gramatical. (p. 37,2001)   Em outras palavras, podemos dizer que a coesão é o que nos auxilia no momento da escrita para que possamos ligar palavras e transformá-las em frases e, consequentemente, em parágrafos que, unidos, formam textos completos. Por meio dela, podemos retomar termos já citados no texto sem que precisemos repeti-los; isso se dá por meio da utilização de sinônimos, pronomes, preposições e conjunções. É importante pensarmos que em um texto bem escrito, o escritor é capaz de fazer uso dos elementos coesivos para unir ideias a respeito de um determinado assunto, transformando sua escrita em algo harmônico e, consequentemente, coerente. Ainda nos apoiando as definições de Agostinho Dias Carneiro,   A coerência, como a coesão, é uma qualidade básica da textualidade, mas, enquanto a coesão se refere às ligações da superfície textual, sintáticas e pragmáticas, a coerência está relacionada à continuidade de sentidos no texto, realizada implicitamente por uma conexão cognitiva entre elementos do texto. A coerência é a base de sentido dos textos.   Como vimos, a coerência está diretamente ligada ao sentido do texto e ela, por sua vez, depende de uma série de fatores, dentre eles, temos os que consideramos principais:   O conhecimento linguístico que implica em saber o significado das palavras e conseguir encaixá-las corretamente em uma situação; O conhecimento de mundo que é todo o conhecimento que carregamos conosco e que adquirimos durante nossas vidas; O conhecimento partilhado que nada mais é do que o conhecimento mútuo, comum entre emissor e receptor;A intertextualidade que é o diálogo entre os textos que acontece por meio de citações, paráfrases e paródias e enriquecem nossa escrita, pois trazemos a nossa fala a contribuição de outros autores que acabam se incorporando a nossas ideias e, de certa forma, dá mais força as nossas palavras. É o que chamamos de “Palimpsesto”, um texto escrito em cima de outro. (CARNEIRO, p. 44, 2001).   Vimos que ser coerente ao escrever não é uma tarefa muito simples, porém, se observarmos com atenção os tópicos já citados, podemos organizar melhor nossas ideias e estruturar nossos textos de forma mais consciente e, principalmente mais racional, pois, embora a escrita faça parte das ciências humanas, ela não deixa de ser sistemática e racional como a matemática no momento de sua estruturação. Aprenderemos, então, a estruturar nossos textos por meio da elaboração de um esquema antes de começarmos a escrever. Primeiramente, escolha o tema e anote suas ideias sobre ele. Em seguida, pense qual será o seu objetivo ao falar sobre esse tema e tenha em mente uma posição crítica estruturada sobre o assunto. Assim, estruture um esqueleto por meio de tópicos: Introdução: Situe o leitor. Desenvolvimento: Pense em quantos parágrafos precisará de acordo com os tópicos que você desenvolverá. Cite-os aqui para ficar mais fácil e os intitule, pois assim, você não perderá o foco em relação ao assunto que falará em cada um deles. Não se esqueça de usar da coesão para ligar um parágrafo ao outro, pois, afinal, eles devem estar em harmonia. Conclusão: Retome tudo o que já foi dito de forma resumida e conclusa suas ideias.   2.  A linguagem Empresarial: Você é aquilo que escreve   A reflexão sobre a escrita empresarial é de extrema importância, principalmente quando pensamos na acirrada disputa que os trabalhadores travam cotidianamente para conquistar uma vaga no mercado de trabalho. Hoje, exige-se um profissional de competências e habilidades múltiplas e que seja apto a enfrentar o novo e o inusitado dentro de uma empresa. Segundo uma notícia do dia 16 de Abril de 2013, do Jornal Gazeta do Povo, o Pós-doutor em Linguística Aplicada e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Jerônimo Rodrigues de Moraes Neto considera gravíssimo o exercício de qualquer profissão sem o conhecimento da língua portuguesa e, na mesma notícia, vimos ainda que uma pesquisa feita pelo Núcleo Brasileiro de Estágios mostrou que erros de português é o principal motivo de reprovação em processos seletivos de estágio. No estudo, que avaliou 7.219 alunos de níveis superior e médio, 28,8% perderam oportunidades por este motivo. Desta forma, saber redigir um bom texto e dominar a língua portuguesa é, certamente, essencial para transitar pelo mundo do trabalho com sucesso e, assim, fazer a diferença como profissional. Percebemos que ter domínio da língua portuguesa no mundo empresarial é ser capaz de organizar e transmitir informações por meio da oralidade e, principalmente, por meio de bons textos para a produção de documentos, para a defesa de projetos, explanação de ideias, entre outros. Um texto escrito com erros ortográficos e frases desconexas prejudica a comunicação dentro da empresa, arranha a imagem do profissional, colocando assim, sua competência em questão, além de prejudicá-lo também em suas relações interpessoais nos negócios. É imprescindível que no momento da escrita, tenhamos a linguagem como algo social e, como tal, segundo as ideias de Bakhtin, produto da interação de dois indivíduos socialmente organizados. Assim, a palavra varia de acordo com o receptor, pois pode se tratar de uma pessoa do mesmo grupo social ou não, de uma pessoa superior ou inferior em relação à hierarquia profissional e ainda uma pessoa próxima ou totalmente desconhecida. Faz-se necessário então, observarmos nosso público alvo, nossos objetivos com a escrita e, principalmente, buscarmos cuidadosamente um vocabulário que se encaixe as nossas necessidades específicas. A atenção que devemos dedicar a um texto empresarial é a mesma que dedicamos a qualquer outro tipo de texto, desta forma, precisamos encontrar por meio da linguagem, uma forma de atrair nosso leitor para transmitir a mensagem desejada de forma positiva, pois, por meio de nosso texto representamos a empresa em que trabalhamos. Além disso, devemos ter em mente que um texto voltado à empresa, segundo João Bosco Medeiros em seu livro “Redação Empresarial”, deve apresentar correção, originalidade e precisão, como explica a seguir:   Correção: é a obediência à gramática. Ninguém pode escrever sem o mínimo de cuidado gramatical, sem se preocupar com a estrutura da frase (sujeito, predicado, complemento e sua distribuição dentro da frase). Originalidade: Revela o estilo do autor, sua maneira peculiar de dizer e exprimir ideias. Ser original é ser sincero, objetivo, manifestar o que pensa, fugir aos clichês. Precisão: é o resultado da escolha da palavra certa para a ideia que se quer exprimir. A impropriedade dos termos torna a linguagem ambígua e obscura. Vocábulo preciso facilita a recepção da mensagem, garantindo sua eficácia. (p. ) Notamos que João Medeiros nos mostra o caminho mais seguro da escrita empresarial que é escrever com base na norma padrão da língua portuguesa, ter um estilo próprio e ser o mais preciso possível para que não haja ambiguidade e múltiplas interpretações da informação em pauta. Ainda retomando João Medeiros, existem mais três pontos importantes relacionados a este tipo de escrita que vão ao encontro das três aqui já mencionadas como a clareza, coerência e objetividade. Por clareza entendemos a expressão exata do pensamento, assim, para um autor ser claro, precisa apresentar coerência e evidência a ponto de ser impossível a incompreensão do texto escrito por ele. Em relação à coerência, embora já tenhamos falado bastante sobre ela, entendemos que um texto é coerente quando é harmônico e é escrito em linguagem lógica. Finalmente, a objetividade é a qualidade da linguagem direta, sem rodeios. É aquele texto que apresenta o assunto usando substantivos, que não se desculpa com argumentações falsas, não é meloso e nem artificial. Seguindo as dicas aqui expostas podemos nos sobressair perante outros profissionais que não apresentem a mesma dedicação em relação à língua portuguesa. Falar bem e saber redigir com autonomia são qualidades raras atualmente; desta forma, cabe a nós estarmos à frente para que possamos atingir novos desafios e mostrarmos quem somos dentro de uma empresa.   Conclusão A intenção deste artigo foi auxiliar o profissional dos negócios na solução de problemas relacionados à escrita de forma prática e clara. Propusemos aqui, alguns macetes e alternativas capazes de tornar o texto comercial mais eficaz, garantindo a efetividade da comunicação. Tratamos também da importância da escrita para a ascensão profissional e concluímos que escrever bem é, sem dúvida alguma, garantia de sucesso. Mais do que o domínio da língua portuguesa, a boa escrita indica outros aspectos também muito valorizados em um profissional como a alta capacidade cognitiva, o raciocínio bem estruturado, bom nível cultural, zelo e atenção a detalhes. Esperamos que este artigo tenha motivado os leitores a embrenhar-se nas atividades voltadas à escrita com prazer e, principalmente, segurança. Afinal, não basta ser  bom, é preciso visar a excelência e a escrita, é a ferramenta que nos auxilia a atingir objetivos considerados impossíveis por muitos. Assim, para o profissional que domina esta arte, o céu é o limite

    Orçamento Público: A Crise e o Equilíbrio Orçamentário

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    O objetivo deste texto é provocar a reflexão da forma como o Estado interfere na sociedade, por meio do Orçamento Público, no atual contexto econômico e a condução da política tributária incoerente. Inicialmente, é importante entender que o orçamento é um instrumento que dispõe o poder público para o exercício financeiro[1], em que são discriminadas as origens e os montantes de recursos necessários, para atingir os propósitos e metas traçados. Nesse aspecto, o orçamento deve ter conteúdo de planejamento que envolva decisões sobre a obtenção e utilização dos recursos com a eficiência e eficácia no alcance dos objetivos, isto é, cabe ao Poder Público definir as prioridades na alocação dos recursos e a melhor política na condução dos negócios públicos. Por outro lado, o Estado somente pode realizar qualquer ação, desde que a mesma esteja devidamente autorizada por Lei e, sob essa perspectiva, a Constituição Federal[2] exige três Leis básicas que devem ser elaboradas periodicamente. A primeira é o Plano Plurianual, conhecido como PPA, no qual se ordena as ações do governo que levem ao alcance dos objetivos e das metas fixadas para um período de quatro anos. No segundo momento, após aprovação do PPA pelo Legislativo, o Poder Executivo elabora a proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias e submete para a apreciação do Congresso. Nessa proposta de Lei estão contidas as metas e as prioridades da administração pública para os orçamentos anuais[3]. Desse modo, aprovada as diretrizes orçamentárias, será elaborada pelo Executivo a proposta de Lei Orçamentária Anual, que considerará tudo que foi aprovada na LDO, indicando a origem dos recursos e o montante dos dispêndios a serem efetuados pelo governo. Assim sendo, os recursos públicos são os ingressos financeiros, ou seja, as receitas públicas que têm como principal fonte a arrecadação e recolhimento de tributos[4] aos cofres públicos. Já os dispêndios são as despesas públicas, ou seja, são todos os gastos que o governo realiza, no sentido de cumprir as funções e as obrigações que lhe competem na sociedade por meio da prestação de serviços públicos[5]. Logo, o Estado interfere na vida dos cidadãos, seja por meio da arrecadação de receitas ou na prestação de serviços públicos e, nesse contexto, ele pode ajudar a promover o crescimento da economia ou até mesmo, uma crise econômica. Observa-se que atualmente o cenário econômico tem apresentado altas de inflação, taxas de juros, dólar, inadimplência, desemprego e, por outro lado, reduções no PIB, crédito, confiança do consumidor e, somados a todos esses pontos negativos, há vários outros escândalos relacionados à corrupção. Mas o que tudo isso tem a ver com o Orçamento Público? Ora, se o Poder Público tem um Orçamento com conteúdo de programa para alcançar os objetivos e metas e tudo está dando errado, existe erro de planejamento. Assim, não adianta realizar uma previsão de receita que não se realizará, bem como, definir gastos que não poderão ser executados e, é aí, que a população sente os reflexos da má gestão. A resposta do Governo para a crise econômica são as medidas corretivas relacionadas à política tributária com ajustes fiscais, seja extinguindo benefícios tributários, criando novos tributos, ou mesmo, tentando ressuscitar a CPMF para promover o milagre da multiplicação dos recursos. Na contramão do crescimento econômico, o Governo optou pelo aumento da carga tributária para ajustar as contas públicas, o que prejudica o interesse dos indivíduos em gerar riqueza, afinal ninguém quer trabalhar para pagar tributos. Nesse sentido, pode-se mencionar, por exemplo, a Curva de Laffer demonstrada na figura abaixo, desenvolvida pelo economista Arthur Laffer[6], que criou uma representação teórica para demonstrar que o aumento das alíquotas dos impostos diminuiu o incentivo para produção de riqueza, ou seja, reduz as receitas tributárias. Curva de Laffer Alguns estudos evidenciaram que o momento em que a arrecadação começa a cair é quando a taxação fica entre 30% a 40% do PIB, ou seja, o desestímulo é tão grande que se inicia um processo de fuga de capitais, evasão fiscal e atividades informais. Portanto, a resposta não é aumentar a carga tributária, pois é contrassenso punir a população para tentar assegurar o equilíbrio orçamentário e esquecer-se do crescimento da renda, que efetivamente pode gerar mais receita tribu

    O IMBRÓGLIO DO PREÇO DE VENDA

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    Se tudo em uma empresa fosse fácil, administrativa, econômica e financeiramente falando, não estaríamos diante de tantos “fenômenos” empresariais que presenciamos atualmente. Se bem que, no caso mais recente (o da Petrobrás), os preços praticados por ela atendem, tanto as necessidades da empresa como também a de seus “diretores”, “administradores” e “outros”...   Mas por que “imbróglio”? Há vários sinônimos para esta palavra: confusão, trapalhada, bagunça, rolo, desentendimento, mentira, enrascada, complicação, embaraço, pepino, abacaxi, problema e por aí vai... Por esta ótica (da palavra), formar o preço de qualquer coisa é realmente um imbróglio, ainda mais quando a justificativa para o aumento dele é que não houve o repasse da correção de 2 anos atrás (no caso do aumento dos combustíveis anunciado pela presidente Dilma Rousseff recentemente). Seria até justificável o aumento se o mesmo não fosse por um gigantesco “imbróglio” do governo federal (desabafo!!!!).   Mas a analogia da palavra com a prática da precificação não serve apenas para dar um tema a este artigo (ou desabafar sobre a situação política do país). É realmente um “pepino” formar preço e muitas empresas acabam fazendo “trapalhadas” ao realizá-lo, o que, por consequência, podem produzir muitas “complicações”.   O preço ideal de venda é aquele que cobre os custos do produto ou serviço e ainda proporciona o retorno desejado pela empresa. O preço de venda é o valor que deverá cobrir o custo direto da mercadoria/produto/serviço, as despesas variáveis, como impostos, comissões, etc., as despesas fixas proporcionais, ou seja, aluguel, água, luz, telefone, salários, pró-labore, etc., e ainda, “sobrar” um lucro líquido adequado (ou, de preferência, desejado).           A CONHECER...   Princípio básico na formação do preço de um produto ou serviço é: ter discernimento entre os diversos gastos que compõe a base do preço. O custo estará sempre relacionado (direta ou indiretamente) ao produto; a despesa estará sempre relacionada à manutenção da atividade e geração de receitas; os investimentos, por sua vez, servirão como ferramentas para que os processos sejam executados a fim de que as atividades de produção e vendas ocorram de forma linear. Sua depreciação reflete direta ou indiretamente nos custos e despesas da empresa. Seu retorno deve ser incorporado à margem desejada de ganho.   Assim, visualizamos os componentes do preço:     ***CIF´s – Custos indiretos de fabricação   A metodologia dominante de formação de preços consiste na aplicação de um índice ou percentual (o conhecido Mark-up) sobre o custo do produto ou serviço. O percentual de Mark-up é geralmente aplicado sem um embasamento mais profundo. Pode ser o percentual usado pela empresa líder do setor ou aquele escolhido pelo administrador com base na tradição. Esse procedimento acarreta uma rentabilidade efetiva menor (caso mais raro) ou maior do que o desejado. Como calcular o preço de venda? O cálculo do preço de venda ideal é feito da seguinte forma: Custo Direto Variável /Mark- up divisor (Fator de formação do preço de venda). O mark-up divisor é calculado da seguinte forma: 100% - % despesas variáveis - % despesas fixas - % lucro desejado.     Então:   PV =  C+D (1-i-ml)   Num cenário competitivo, os preços são, quase sempre, formados pela lei da oferta e procura. Então, dado um determinado nível de preço no mercado para seu produto ou serviço, a empresa avalia se seu preço ideal de venda é compatível com aquele vigente no mercado. Em alguns casos, imperfeições temporárias do mercado permitem que uma empresa pratique seu preço ideal de venda que, com grande frequência, é calculado incorretamente. Logo, a margem de ganho a ser aplicada depende de alguns fatores, tais como:   No caso do preço de tabela, a empresa precisa buscar redução constante dos seus custos e despesas, visto que, se o seu preço é tabelado, a margem somente será maximizada se os gastos estiverem sob controle. Quanto ao mercado e concorrência, a margem fica à “mercê” da desenvoltura e amplitude da empresa em negociar seus produtos. O mercado geralmente “impõe” um equilíbrio dos preços. Vários aspectos são considerados aqui: região, produto entre outros. No padrão de preço (aquele que deveria ser aplicado) a margem é inserida no preço de acordo com o alcance que o preço pode ter. Se a margem sobre o custo torna o preço muito baixo, aumenta-se margem ou pratica-se a mesma sobre o próprio preço (ganho da margem sobre todos os componentes do preço). Caso contrário, se a margem sobre o preço o torna muito alto – impraticável – reduz-se a margem ou pratica-se a mesma sobre o custo. Exemplo: - Custo Direto Variável: R20,00;DespesasVariaˊveis:7 20,00; - Despesas Variáveis: 7%; - Despesas Fixas: 30%; - Lucro Líquido: 8%; - Preço de Venda = R 20,00 / (100% - 7% - 30% - 8%) = R20,00/55 20,00 / 55% = R 36,36. Demonstrativo do Resultado: (+) Preço de Venda:           R36,36(100 36,36 (100%); (-) Custo Direto Variável:   R 20,00 (  55%); (-) Despesas Variáveis:      R   2,54 (    7%); (-) Despesas Fixas:             R 10,91 (  30%); (=) Lucro Líquido:                R   2,91 (    8%).   Deve-se comparar o preço formado pela empresa com o preço praticado pelo mercado. Caso o preço de mercado seja menor do que o preço calculado, a empresa deverá desenvolver alguma ação para diminuir os seus custos, ou despesas, ou então, aceitar um lucro líquido menor. Entretanto, como normalmente as empresas não apresentam o seu custo fixo de forma percentual e também pelo fato de os custos e despesas fixas não seguirem a mesma proporção direta com o volume de vendas ou produção, podemos considerar então o Mark Up como sendo:100% - % despesas variáveis – % margem de contribuição desejada. Desta maneira formaremos o preço de forma mais competitiva, pois não incluiremos os custos fixos diretamente na formação de preço. Ou seja, o cálculo do preço dar-nos-á um valor que cobrirá os custos e despesas variáveis e sobrará para formar a Margem de Contribuição, que por sua vez, de acordo com o volume de vendas, deverá ser suficiente para cobrir os custos fixos da empresa e sobrar uma parcela de lucro. Markup = 100% - % despesas variáveis - % margem de contribuição necessária Preço de Venda = Custo Direto /Markup Ou Preço de Venda = Custo Direto x Markup (multiplicador) Onde Markup Multiplicador = 1/Markup Divisor   O custo direto ou custo direto variável é o valor gasto diretamente com as mercadorias, produtos, serviços que a empresa vende. Nas atividades comerciais é o valor de aquisição (ajustado pelos tributos – principalmente) das mercadorias a serem revendidas. Nas atividades industriais são os valores gastos na fabricação dos produtos a serem vendidos, envolvendo matérias-primas, insumos e mão de obra diretamente utilizada no processo de fabricação. Nas atividades de prestação de serviços são os gastos com a mão de obra diretamente envolvida e materiais utilizados na realização do serviço vendido. Exemplo: Uma empresa tem o custo direto de uma mercadoria para revenda no valor de R17,50. Considerando que as demais despesas variáveis (impostos + comissões + frete) somem 25% e que a empresa deseja ter uma margem de contribuição mínima de 40%, qual deverá ser o preço de venda desta mercadoria? E se esta empresa tem um custo fixo médio mensal de R2.500,qualolucroprevistodaempresaseelavender200unidadesporme^s?Custodeaquisic\ca~odamercadoria(custodireto)=R2.500, qual o lucro previsto da empresa se ela vender 200 unidades por mês? Custo de aquisição da mercadoria (custo direto) = R 17,50 Despesas variáveis: 25% Margem de Contribuição desejada: 40% Custos fixos mensais: R2.500Vendas:200unidadesMarkup=1002.500 Vendas: 200 unidades Markup = 100% - 25% - 40% Markup = 100% - 65% Markup = 35% = 0,35 (fator) Ou Markup Multiplicador = 1/0,35 = 2,8572 Preço de Venda = R17,50 / Markup Divisor Preço de Venda = R17,50/0,35=R17,50 / 0,35 = R 50,00 Ou Preço de Venda = R17,50xMarkupMultiplicadorPrec\codeVenda=R17,50 x Markup Multiplicador Preço de Venda = R17,50 x 2,8572 = R50,00Seaempresavender200unidadesaR50,00 Se a empresa vender 200 unidades a R 50,00 terá uma receita total de R 10.000. Logo: DRE                                                 Valor              % s/receita    Obs. Receita Vendas                              R 10.000     100%             200x R50 (-) Custo Direto                                R 3.500       35%                200x R17,50 (-) Despesas Variáveis                  R 2.500       25%                25% x R10.000 (=) Margem de Contribuição         R 4.000       40% (-) Custo Fixo                                   R 2.500 (=) Lucro                                           R 1.500       15%                1.500/10.000= 0,15 Outras situações:       &nbsp

    LABORATÓRIO COMO UM ÁLIBI NO APRENDIZADO DE LÍNGUAS

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    O maior desafio para um professor de línguas estrangeiras é fazer com que seus alunos entendam o processo de aprendizado que é preciso percorrer para que possam atingir o objetivo esperado que é, obviamente, a fluência da língua alvo. Na maioria das vezes, a única experiência que nossos alunos trazem em suas bagagens em relação ao aprendizado de línguas é àquela vivenciada na aquisição da língua materna. Pode-se dizer que, essa, por sua vez, é diferente, pois pode ser descrita como imperceptível, indolor e por horas, divertida. Aprender uma língua estrangeira é embrenhar-se em um mundo totalmente desconhecido e, por esta razão, muitos alunos sentem-se perdidos, sem saber qual caminho seguir dentre tantos que lhes são apresentados, afinal, estamos na era da tecnologia e isso implica um excesso de informação que, muitas vezes, acaba por não comunicar como deveria

    A IMPORTÂNCIA DA RELAÇÃO ENTRE DIREÇÃO E PROFESSOR NA GESTÃO PARTICIPATIVA

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    Atualmente é de suma importância debates acerca da gestão participativa na esfera escolar e a participação dos funcionários e da comunidade escolar, pois para que haja um ensino de qualidade é preciso mudar o pensamento a respeito do modelo de gestão. Essa pesquisa apresenta como problema: Qual a importância da relação entre a direção e o professor na gestão participativa? Apresenta como objetivo geral: Analisar a importância da relação entre a direção e o professor na gestão participativa e especificamente: Comparar as mudanças que ocorreram na gestão tradicional para a gestão participativa; Analisar as relações entre a direção e os professores; Compreender a importância da gestão participativa. Conclui-se que é importante que o diretor como um gestor procure dirigir a escola para que todos participem da gestão e sintam-se inseridos nesse processo de participação.   Palavras-chave: Gestão Participativa. Relação Direção-Professor. Comunidad

    O SONHO AMERICANO: CONSIDERAÇÕES QUANTO AO CONTEXTO HISTÓRICO DAS DÉCADAS DE 1920 E 1930 E A PEÇA “MORTE DO CAIXEIRO VIAJANTE” DE ARTHUR MILLER

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    Este artigo apresentará um pouco do contexto histórico da vida de Arthur Miller e de sua peça, A Morte do Caixeiro Viajante, procurando, assim, elucidar alguns dos pontos da peça, principalmente quanto à visão de Miller em relação ao Sonho americano. O termo Sonho americano tornou-se o ethos nacional dos Estados Unidos da América. É um conjunto de ideais entre as quais estão a liberdade e a oportunidade de sucesso. A grande expansão econômica da década de 1920 foi um período bastante favorável para os USA. A prosperidade, todavia, não durou para sempre. A quebra da bolsa de Nova York em 1929 e a Grande Depressão que se seguiu devastaram a economia americana, e o país enfrentou um terrível período de crise. No entanto, os ideais do Sonho Americano não acabaram e, de fato, persistem até hoje. O presente estudo será embasado em trabalhos de Schumpeter (1946), Byrne (1873), Soule (1971) e Adams (1931) para realizar o contexto histórico e cultural.   Palavras-chave: História. Literatura. Arthur Miller. Morte do Caixeiro Viajant

    A DESCRIÇÃO DO USO DE VOCÊ E CÊ NA LINGUAGEM FALADA EM CURITIBA, PARANÁ

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    Neste artigo, realizamos a descrição da variação no uso do pronome de segunda pessoa você(s) e sua variante cê(s) na cidade de Curitiba, no estado do Paraná. Para tal, adotamos os pressupostos teórico-metodológicos da Sociolinguística Variacionista para descrever e demonstrar se a escolha no uso das variantes analisadas é influenciada por fatores linguísticos e sociais. A amostra compreende a análise de 12 informantes, estratificados de acordo com o sexo (feminino e masculino) e a idade (20 a 35 anos e 45 a 60 anos). A análise foi realizada por meio de entrevistas orais, gravadas com aparelho celular, na qual cada informante era estimulado a dar sua opinião referente a um fato ocorrido. Nossa hipótese inicial era de que o pronome de segunda pessoa você estaria sofrendo novamente uma mudança em seu uso, visto que ele se origina da forma de tratamento Vossa Mercê. Tal hipótese não se verificou neste trabalho, pois obtivemos um uso mais recorrente do pronome você em mais de 80% dos casos analisados. Porém, pudemos confirmar que há uma variação estável no uso do pronome você, quando utilizado em posição de sujeito.   Palavras-chave: Sociolinguística. Linguística. Variação. Curitiba

    A CULTURA E A CONSTITUIÇÃO DO TRABALHO DOCENTE

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    O artigo objetiva refletir sobre a construção da cultura profissional docente. É decorrente do grupo de pesquisa CULTPROF – A cultura do Profissional docente - que investiga a temática. Entende-se que a educação é concebida enquanto um fenômeno condicionado pelos acontecimentos que a circundam, é histórica, como histórica é a sociedade. O método de pesquisa se fundamenta nesses aspectos tratados a partir de fontes primárias e secundárias em vários tempos históricos. Entende-se que a cultura pode ser conceituada como hábitos e capacidades adquiridos pelo homem na convivência em uma sociedade e envolve costumes, conhecimentos, crenças. Sabe-se que os indivíduos não se explicam por si mesmos, mas no conjunto das relações que estabelecem, portanto, são múltiplas as determinações que precedem a construção da cultura e o constituem enquanto indivíduo. O que esses indivíduos são depende das condições materiais e de produção a que estão submetidos. Assim as pessoas possuem raízes ligadas as suas heranças culturais, memória, história e ideologias transmitidas pelas gerações durante o processo de socialização. Com isso o profissional docente é forjado por meio de suas vivências, na relação teoria e prática que estabelece nessas relações e que servem de cenário no processo de formação de seus alunos pelo qual é responsável. A profissionalidade docente é construída no ofício de ser professor e na reflexão que isso acarreta com relação ao conhecimento científico produzido, pois ele não é mero produto do meio, mas sim um produto das relações sociais ativas. Apresentam-se análises significativas da coleta de dados das fontes pesquisadas.   Palavras-chave: Cultura Docente. Trabalho. Profissional

    RELATO DE EXPERIÊNCIA: REENCANTANDO A MATEMÁTICA POR MEIO DA ARTE

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    Este projeto foi desenvolvido em duas turmas de 1º ano do ciclo I do período da tarde em uma escola Municipal da Rede Municipal de Curitiba, cada uma contendo 27 alunos de 05 a 06 anos de idade, sendo que em uma sala havia dois alunos com necessidades educacionais especiais (NEEs): um com Síndrome de Down e uma aluna com Autismo, e a outra turma tendo uma aluna de inclusão com Ananismo e algumas dificuldades cognitivas. O projeto objetivou desenvolver nos alunos a capacidade de ler o mundo em que vivem percebendo alguns conceitos matemáticos, presentes nos objetos e na natureza, e principalmente, entendendo que a geometria pode contribuir para a aprendizagem dos números e medidas, estimulando a observação, a percepção de semelhanças e diferenças, a construção, a aplicação de propriedades e a transformação de figura

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