Revistas USC (UniSantaCruz)
Not a member yet
423 research outputs found
Sort by
A IMPLANTAÇÃO DE UM DEPARTAMENTO CONTÁBIL INTEGRADO – CONTROLADORIA
A saga de controlar as informações sempre foi e ainda é uma constante em qualquer empresa. Os contadores de plantão que o digam. Quando um empreendedor inicia um negócio, geralmente o mesmo é o “controller” de tudo; ele compra, armazena, produz, vende, paga, recebe e tudo mais. E quando o desempenho do negócio começa a evoluir, a necessidade de controlar passa a ser algo que se torna essencial. O sentimento de perder o controle é um dos inimigos mais silenciosos que um empreendedor tem, podendo levá-lo à derrocada empresarial. E isso é muito doloroso para aquele que tem boas ideias e muitas vezes nenhum “tino” para o negócio. Administrar nossos próprios recursos já é difícil e, piora quando temos que fazê-lo com o patrimônio alheio. Os controles nada mais são do que ferramentas que contribuem para que a operação tenha maior eficiência e eficácia. É muito lindo na teoria e arduamente trabalhoso na prática. O desenvolvimento de uma empresa, muitas vezes, exige que a mesma descentralize suas operações, o que facilitaria os meios de controle, o estabelecimento de rotinas internas, definição de responsabilidades, segregação de funções entre outros. A controladoria tem este perfil: descentralizador, dinâmico, funcional e operacional. A Contabilidade está diretamente relacionada aos meios de controle, pois, sabe-se que a mesma estuda, registra e controla os fatos que afetam o patrimônio, exercendo suas duas funções: administrativa e econômica. Isso se dá com a finalidade de fornecer informações úteis ao processo decisório, seja para usuários internos ou externos, por meio do uso de suas imprescindíveis técnicas: escriturar; demonstrar; analisar e auditar. Muitas empresas optam por centralizar suas operações, e, na contra-mão disso, descentralizar a geração das informações. Cabe, então, à controladoria “integrar” essas informações produzidas pelas diversas áreas de atuação. No caso de implantação desse setor, diversos pontos devem ser observados, tais como: as funções do setor, implantação do setor e profissionais envolvidos. Funções do Departamento Contábil ou “Controladoria” Entre as diversas funções desse importante setor, podemos elencar algumas atribuições que são essenciais, tais como: Aspectos Legais: Constituição e Contratos, Alvará de licença municipal, Alvará de vigilância sanitária, Vistoria dos bombeiros; Certidões, Alvará Ambiental, Registro na Junta Comercial, Cadastros Federal e Estadual. Aspectos Fiscais: Apuração de tributos federais, estaduais e municipais; Escrituração dos Livros Fiscais; Regularização de débitos federais, estaduais e municipais; Informações Fiscais das Receitas Federal e Estadual; Informações Fiscais do Município; Obrigações Acessórias Federais, Estaduais e Municipais; Revisão e planejamento tributário. Aspectos de RH: Seleção e recrutamento, Registro de Empregados, Rescisões Contratuais, Gratificação Natalina e Férias, Treinamentos, Reciclagem. Assuntos Sindicais: Legislação Previdenciária, Legislação Trabalhista, Fiscalização Previdenciária e Trabalhista, Obrigações Acessórias no âmbito Trabalhista. Aspectos Patrimoniais: Controle de bens imobilizados, Controle CIAP para créditos tributários, Controle de depreciações e amortizações, Teste de recuperabilidade de valor “impairment”, Baixas e aquisições, Obsolescência. Aspectos Financeiros: Controle de caixa; Controle de contas a receber; Controle de contas a pagar; Movimentação financeira / bancária; Descontos de títulos; Políticas de segregação de funções, rotinas, responsabilidades e controles internos; Conciliação bancária. Aspectos de Custos: Volume de produção, Levantamento dos gastos fixos e variáveis, Levantamento dos gastos diretos e indiretos, Controle extrapatrimonial dos custos de produção, Adoção do método de custeio de acordo com o sistema de custeio utilizado pela empresa, Verificação da MC e PE, Rateios de custos por produtos ou áreas, Integração com a contabilidade financeira. Aspectos Contábeis: Implantação de Plano de Contas adequado, Escrituração Contábil em Geral, Elaboração dos Livros Contábeis, Conciliações das contas contábeis e balancetes mensais, Elaboração das Demonstrações Contábeis, Elaboração e avaliação de relatórios gerenciais, Análise e avaliação dos indicadores de desempenho. Implantando o setor É de fundamental importância que os profissionais dessa área sejam devidamente qualificados. Seus conhecimentos são requisitos primordiais para que o setor atinja seus objetivos, os quais são: Promover a eficácia organizacional;Promover a integração entre as áreas de atuação;Viabilizar a gestão econômica. O profissional deve ter: Registro ativo no CRC (no caso de contador), Aprovação na seleção e recrutamento, Capacitação técnica devidamente avaliada, Análise da vida pregressa. Sistemas de informações: O uso dos sistemas de informações deve atender às necessidades para tomadas de decisão, utilizando rede de computadores disponível, que seja compatível com o modelo de gestão, que atenda às necessidades dos gestores e que integre entre as áreas de atuação com adequada parametrização do sistema. Características e Perfil do Profissional Gestor de informações. Conhecimento amplo, compreendendo as normas internacionais de contabilidade, legislação fiscal, comercial e correlatas.Capacidade de se expressar de forma clara e objetiva, ótima redação, domínio de TI. Conhecer e utilizar-se de relações humanas, além de técnicas de administração. Ético e inovador, adaptando-se, pois, mudanças fazem parte do cenário empresarial e corporativo. Responsabilidades O Controller é responsável pelas seguintes áreas, entre outras: Coordenação de esforços visando à sinergia das ações;Participação ativa do processo de planejamento;Interação e apoio às áreas operacionais;Indução às melhores decisões para a empresa como um todo;Credibilidade, persuasão e motivação;Contabilidade geral;Contabilidade de custos;Contabilidade fiscal;Controle patrimonial;Planejamento: elaboração de orçamentos, acompanhamentos da execução orçamentária, análise de custos, análise de balanços, interpretação das tendências e perspectivas econômicas, sugestão de preços, estudo de mercado, balanços projetados, tabelas estatísticas;Finanças: planejamento financeiro, fluxo de caixa;TI: implantação e parametrização de sistemas integrados;Auditoria Interna: correta aplicação dos controles internos;O&M: desenvolvimento, implantação e aperfeiçoamento dos controles internos, planos de formulários, sistemas de comunicação formal, definição de normas e procedimentos internos. Nessa perspectiva, vemos que, a necessidade de controlar as informações produzidas por um ente contábil exige uma profunda atuação desse setor, e sua implantação e implementação é igualmente trabalhosa. Sabemos que o exposto não contempla toda gama de informações e detalhes que, em outras oportunidades, poderemos trabalhar com maior profundidade. Grandes empresas que se utilizam dessa ferramenta conseguem obter melhores resultados (no que diz respeito à informação) em relação àquelas que mantém essas informações no ambiente externo de seu domínio.  
5 TONS DE CUSTOS
Estamos vivendo um período de “tensão”, seja política, econômica, social e por aí vai. As pedaladas fiscais, as manobras políticas, o Moro estão nos holofotes atualmente e ficarão por um bom tempo. Enquanto isso, nas empresas, há demissão em massa, as vendas caíram, os recursos estão escassos, os custos aumentaram e o empresário não consegue visualizar uma luz no fim do túnel. Se o faturamento caiu 40%, não se consegue cortar os custos na mesma proporção, ou na mesma velocidade com que as receitas caíram. Particularmente, eu gostaria que estivéssemos no fundo do poço....... calma.....há uma justificativa válida. Se estivéssemos no fundo do poço, certamente a tendência seria “subir”, pois, não poderíamos descer mais....certo? Mas da forma como está, ainda não chegamos lá, mas estamos bem próximos. O que preocupa mais, é o fato de que se ficar por muito tempo neste “poço”, seja tarde demais e não conseguiremos subir. Por isso, é importante que os “arrochos” sejam feitos gradativamente e intensamente. Não devemos esperar melhorar. Esta é hora de reajustar as contas e enxugar os gastos, pois certamente a “gordura” que tinha se foi. Assim como disse o Ministro da Fazenda Nelson Barbosa (2016), “O Brasil não pode desperdiçar uma boa crise”, eu digo que as empresas também não. Então coloco aqui, 5 opções de cortes de gastos que, isoladamente podem não representar muito, mas que somados, ao longo do ano, podem fazer muita diferença. 1 – Energia A substituição da iluminação pelas lâmpadas de LED pode ser uma boa pedida (em casa ou na empresa). Além da durabilidade, o consumo pode reduzir muito. Sensores de movimento também podem contribuir. Claro que, pode ser melhor deixar acesa uma lâmpada durante o dia inteiro do que ficar ligando e desligando. Mas há um detalhe: não adianta substituir uma lâmpada que consome 50W por uma que consome 5W achando que a conta de luz reduzirá 90%. O que consome mais são outros itens, como chuveiro, geladeira, aparelhos eletrônicos (timer da TV, ou do micro-ondas etc). Para que os mesmos não gastem energia, deve-se desligá-los da tomada (com exceção da geladeira é claro). O uso da luz do dia também pode contribuir para redução deste gasto. Para isto, necessita-se de investimentos. Alteração do telhado para telhas de vidro, por exemplo, quando houver esta condição. As “broncas” dos nossos pais antigamente para não deixarmos as luzes acesas também são válidas, e muito. Basta praticá-las. 2 – Recursos Materiais É muito difícil numa empresa não ter custos com o desperdício de materiais ou perdas no processo produtivo. Mesmo sendo “pouco” isoladamente, quando fazemos as contas destas perdas, no ano, os valores podem ser alarmantes. Materiais de escritório, por exemplo. A empresa pode fazer uma força tarefa para redução nas impressões, ou incentivar o uso dos rascunhos que não tiveram serventia. Até mesmo limitar o uso destes recursos, explorando os meios eletrônicos. Quanto a materiais (mercadorias) é muito importante para as empresas conversarem com seus fornecedores, alinhar o fornecimento com o seu processo, tornarem-se parceiros. Isto serve para os dois lados. De acordo com Lopes de Sá (1998), que foi uma das personalidades contábeis de maior representatividade no país, a teoria da Economicidade mostra-nos a necessidade e a finalidade de se manter saudável visando assim a vitalidade e sobrevivência da empresa por um longo período. Um exemplo que pode ser usado é a venda de um ativo imobilizado de grande importância para a empresa, com um lucro significativo e com recebimento a vista para pagamento de uma duplicata que está por vencer. Tal operação satisfez a necessidade do sistema de resultabilidade (lucro), do sistema de liquidez (recebimento a vista gerando meios patrimoniais suficientes), mas gerou ineficácia no sistema de economicidade, pois a empresa terá suas atividades produtivas futuras comprometidas. Esta ineficácia pode ser parcial se for adquirido em tempo hábil um equipamento substituto que satisfará a necessidade deste sistema, expressado através do meio patrimonial da produção garantindo assim a vitalidade da empresa. Este sistema visa verificar a capacidade de sobrevivência da empresa e sua capacidade de movimento. 3 – Recursos Financeiros Nas empresas, os controles financeiros são importantíssimos para coibir o uso indevido do dinheiro. Deve-se observar sempre a real necessidade do gasto. Os juros tendem a ser um dos maiores vilões dos desfalques nos fluxos de caixa, pois, é um desembolso que não tem contrapartida. É uma despesa silenciosa e invisível causada pelo uso “caro” dos recursos alheios que, muitas vezes, são necessários. Nessas horas, uma boa conversa e uma boa negociação dos ajustes nos valores devem ser consideradas. Não hesite em convidar o gerente do banco para um café. Em época de “vacas gordas” muitas vezes não percebemos que gastamos com o que não precisamos. Em casa compramos coisas que não usamos ou que passam do prazo de validade e nem vemos, como comidas, temperos etc. Damos-nos ao luxo de muitas vezes na semana usufruir do “delivery”. O valor médio de entrega é de R 768,00, fora o valor da comida. Não quero dizer que se deve cortar este gasto. Mas pode ser reduzido. O que acontece nesta época de crise é que estes supérfluos podem ser substituídos pelo feito em casa. Uma visita na casa da mãe ou da sogra pode render um almoço ou um jantar também. Além de economizar, ainda pode ganhar um aconchego. 4 – Logística Muito se fala que, o valor do barril de petróleo (Brent) caiu, mas o valor do combustível na bomba não. Pelo contrário, aumentou. Logo, se o gasto não pode ser evitado, o uso dele pode ser otimizado. Numa empresa, com frota própria, o ideal é aperfeiçoar suas cargas para que as entregas sejam feitas de forma a eliminar o número de viagens. Alia-se a isso, a manutenção como troca de óleo, pneus, mecânica entre outros. Viagens desnecessárias devem ser evitadas e veículo “vazio” (na linguagem dos motoristas = batendo grade) deve ficar parado. O veículo da família também deve ser usado com certa precaução. O que vale para empresa também vale para você. Se a padaria fica 2 quadras da sua casa, aproveite para fazer uma caminhada e falar com os vizinhos se tiver tempo. 5 – Recursos Humanos As demissões sempre foram um meio mais rápido para redução de custos nas empresas. O impacto é imediato, apesar das custas rescisórias afetarem em cheio os fluxos de caixa. Mas existem outros meios de manobrar os custos com pessoal. Reestruturar o quadro de pessoal para utilizá-los em mais de uma atividade dentro da empresa e rodízios podem contribuir para aumentar a produtividade. Por exemplo, um gerente pode assumir mais de uma área na empresa. Corte de horas-extras exigindo que se faça o que tem que ser feito dentro do horário de trabalho, com maior eficiência e eficácia também contribuem. Neste caso, um indicador de desempenho deve ser implantado e devidamente alimentado, que dê condição de informar quando a produtividade aumenta ou diminui. Instituir metas também é uma boa saída. Acrescento um texto produzido por Luiz Fernando Alouche e Tamira Maira Fioravante que são advogados do escritório Almeida Advogados que diz respeito ao “lay-off”: “Não obstante, recentemente muitas empresas têm praticado outra medida juridicamente aceita: a suspensão temporária do contrato de trabalho, também conhecido com lay-off. Essa medida tem a vantagem de permitir que a empresa se ajuste a eventual redução na demanda, diminuindo temporariamente os seus custos e proporcionando uma rápida recuperação da produção na hipótese de melhoria do cenário econômico. Não obstante, o lay-off precisa ser devidamente negociado entre empresa e o Sindicato dos trabalhadores. O lay-off pode ter duas formas: i) redução temporária da jornada de trabalho e do salário (até o limite de 25%, devendo ser proporcional e respeitado o salário mínimo nacional); ou ii) suspensão dos contratos de trabalho para requalificação profissional. Considerando que o lay-off só pode ser realizado com a aprovação do Sindicato, a empresa precisa negociar com o sindicato dos trabalhadores a deliberação e aprovação do plano de suspensão. O prazo de lay-off é variável e depende dos motivos da medida. Quando a empresa adota a suspensão dos contratos de trabalho por motivos de mercado ou estruturais e tecnológicos o lay-off pode durar no máximo cinco meses, já em casos de catástrofes o regime poderá ter duração máxima de um ano. Em casos de lay-off através de redução de salário e jornada, não há valores pagos pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador - FAT, e a empresa permanece com a obrigação de pagamento de salários. Por outro lado, na hipótese de suspensão do contrato de trabalho para requalificação profissional, o FAT pagará os salários dos empregados, respeitado o limite do teto do seguro desemprego aplicável à época da suspensão contratual. Caberá à empresa o pagamento da diferença para aqueles empregados que percebam salários superiores. Durante o período de suspensão contratual ocorre a qualificação da mão de obra realizada através de cursos pelo SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial). Os empregados devem comprovar presença mínima 75%, sob pena de não receber os valores da bolsa paga pelo FAT. A empresa deve se atentar ao fato de que só poderá aplicar o regime de lay-off se tiver a situação contributiva regularizada perante a Receita Federal do Brasil, garantindo o pagamento de parte do salário dos empregados afastados pelo FAT. A medida poderá ser suspensa nos casos de irregularidade do regime de lay-off por parte da empresa. Isto poderá ocorrer nos seguintes casos: Não verificação do motivo indicado pela empresa para adoção do regime;Falta das comunicações ou recusa de participação no procedimento de informação e negociação por parte do empregador;Falta de pagamento pontual da compensação retributiva devida aos trabalhadores;Falta de pagamento pontual das contribuições para a seguridade social sobre a remuneração auferida pelos trabalhadores;Se ocorrer distribuição de lucros, sob qualquer forma, nomeadamente a título de levantamento por conta;Se ocorrer aumento da retribuição ou outra prestação patrimonial a administradores da empresa;Admissão de novos trabalhadores ou renovação de contrato de trabalho para preenchimento de posto de trabalho suscetível de ser assegurado por trabalhador em situação de redução ou suspensão;A decisão que ponha termo à aplicação da medida deve indicar os trabalhadores a quem se aplica e produz efeitos a partir do momento em que o empregado seja notificado. Diante de todo o exposto, verifica-se que o lay-off é um modo juridicamente válido de uma empresa se adequar a cenários temporários de retração e estagnação, sem comprometer a sua capacidade de recuperação, na hipótese de melhoria econômica. Neste momento que as atividades estão relativamente baixas, sobra um tempinho para “criação” de meios que contribuam para a redução de custos. É claro que muitas vezes a última saída é demitir. Mas qual é o risco de demitir? Se o quadro econômico der uma guinada, e voltar a crescer, a recolocação de pessoal pode ser mais difícil e até mais cara. Aquela força de trabalho que se qualificou na sua empresa poderá ter outras oportunidades e a sua empresa “perder” aquele profissional, ou terá que pagar mais por ele. A empresa pode deixar de fechar contratos, ou deixar atender os clientes por falta de mão de obra. No plano familiar, não tem muito que fazer não é? Não podemos “demitir” ninguém de casa. Até a próxima
O GERENCIALISMO E A MERCANTILIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO: CONTRADIÇÕES NO COTIDIANO ESCOLAR
O presente trabalho apresenta um estudo bibliográfico e documental sobre as Políticas Públicas Educacionais prioritariamente as que enfatizam a Gestão Democrática. Neste sentido, é primeiramente abordado alguns conceitos de Estado e Democracia, entendendo estes fundamentais para a compreensão da organicidade social estabelecida, visto que o Estado reorientou as suas políticas públicas na década de 90, imprimindo um ritmo acelerado nas reformas políticas e econômicas advindas do modelo neoliberal na economia de mercado, produzindo ações, e ou, mudanças no modelo educacional e antagonismos entre leis e o cotidiano da escola. O conceito essencial é a ressignificação de conceitos sobre gestão e a responsabilidade do gestor, bem como sua formação inicial e continuada, que favoreçam mudanças na realidade da escola pública. O gestor é analisado sob a ótica da economia de mercado, onde ele aparece mais como um gerente de empresas do que um diretor de escola. Salienta-se a formação centrada na escola como um espaço democrático capaz de propor alternativas para a efetivação de uma educação de qualidade para todos por meio do trabalho coletivo. Palavras-chaves: Políticas Públicas; Gestão Democrática; Formação Docente
EDUCAÇÃO CORPORATIVA: O PAPEL DO PEDAGOGO NO CONTEXTO EMPRESARIAL
O presente trabalho aborda as mudanças que a sociedade atual vem sofrendo e a nova estrutura que se firma, na qual se exige profissionais cada vez mais qualificados. Nesse contexto, é possível constatar que o campo de atuação do pedagogo não se restringe mais ao ambiente escolar. Sabendo disso, esta pesquisa buscou identificar qual a atuação do pedagogo no ambiente empresarial. Este estudo se justifica devido à crescente demanda de estratégias organizacionais voltadas ao desenvolvimento de pessoas dentro das organizações, e também a real importância da Educação Corporativa para o sucesso empresarial. Neste contexto, a Educação Corporativa (EC) pode ser entendida como um conjunto de estratégias educacionais contínuas que visam o desenvolvimento de competências para o negócio. O objetivo deste trabalho é compreender a importância da atuação do pedagogo empresarial na utilização da Educação Corporativa como estratégia empresarial. Para isto serão abordados os principais conceitos de Educação Corporativa, buscando, principalmente, uma clarificação no que diz respeito às características de um Sistema de Educação Corporativa (SEC) e quais os benefícios de sua implantação para as organizações. Para o cumprimento dos objetivos, optou-se por um estudo bibliográfico, buscando o aprofundamento necessário para compreensão de tal tema, discutindo e apontando os estudos dos principais autores da área. Com a pesquisa, conclui-se que é de suma importância que o curso de Pedagogia seja atualizado, pois este ainda se encontra voltado quase totalmente para a educação em ambiente escolar, o que dificulta a atuação em outros espaços. Apesar de muitos alunos e profissionais já formados terem interesse em atuar com a pedagogia empresarial. Também, pode-se considerar que, a implementação de um Sistema de Educação Corporativa baseado nos moldes de uma Universidade Corporativa, ao contrário do que muitos imaginam, é complexa. Sua operação requer uma profunda mudança na cultura da organização, sobretudo gerencial para atingir um diferencial competitivo frente ao mercado. Palavras-chave: Pedagogo Empresarial. Educação Corporativa. Universidade Corporativa
UM OLHAR DA EDUCAÇÃO SOBRE A MULHER COM RESTRIÇÃO DE LIBERDADE NO BRASIL
A presente pesquisa aborda um olhar da educação sobre a mulher encarcerada, o perfil da mulher que está neste ambiente, possíveis motivos que a levaram a cometer crimes, como fica sua auto-estima, seu psicológico, como funciona o processo de ressocialização e quais preconceitos ela pode vir a sofrer. O objetivo deste trabalho foi reconhecer como a educação no cárcere auxilia a mulher para que evite cometer crimes novamente. Justifica-se esse trabalho por acreditar que a maioria destas não teve a oportunidade de estudar, uma vez sem instrução, podem vir a cometer novos crimes. Portanto, a educação no cárcere seria uma maneira da detenta acessar conhecimentos, desenvolvendo-se cognitivamente. Com o intuito de pesquisar sobre a construção de outra visão da mulher com restrição de liberdade no Brasil, optou-se por uma pesquisa bibliográfica e estudo de campo, buscando levantar conhecimentos, conhecer a realidade e melhor compreender a temática. Com o respaldo das leis que regem o Sistema Prisional e Educacional, a Política Nacional de Atenção às Mulheres em Situação de Privação de Liberdade, com a finalidade de previnir diversos tipos de violência contra a mulher no cárcere enquanto cumprem sua pena, garantindo seus direitos nesses estabelecimentos, e autores como Corenza, Magalhães e Masson (2009), que apresentam as trajetórias do Sistema Prisional da atualidade, com informações pertinentes. Conclui-se que, a educação durante o período que estão no cárcere tem papel fundamental no processo de ressocialização, buscando resgatar a identidade da detenta e tornando o ambiente mais humano, ampliando sua visão de mundo e permitindo que as mesmas retornem a sociedade preparadas para o mercado de trabalho. Palavras-chave: Mulher. Cárcere. Educação. Ressocializaçã
POSSÍVEIS CAMINHOS DE FORMAÇÃO DOCENTE PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL SOB A LUZ DA TEORIA DA COMPLEXIDADE
O marco global para redirecionar a humanidade para um caminho sustentável, foi estabelecido a partir da Rio (+20) no Rio de Janeiro em 2012. Decorrente disso, a agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável (UNITED STATES, 2015), apresenta como características principais a universalidade e a indivisibilidade. No centro da agenda 2030 estão os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que descrevem os desafios de desenvolvimento para a humanidade. Para a implementação da aprendizagem para os ODS, segue-se a ideia de integrar aos sistemas de educação formal e não-formal estratégias de ensino por meio da Educação para o Desenvolvimento Sustentável (EDS). Os objetivos da EDS visam ultrapassar barreiras sistêmicas para o desenvolvimento sustentável, como desigualdade, padrões de consumos insustentáveis, falta de capacidade institucional e degradação ambiental. Nas formações de professores percebe-se a necessidade de desenvolver conhecimentos, habilidades, atitudes, motivação e compromisso com a sustentabilidade. As práticas de ensino inovadoras poderiam promover uma aprendizagem que desenvolva competências de sustentabilidade e incluir possibilidades de colaboração orientada para projetos. Assim, esta pesquisa tem como objetivo analisar as contribuições da Teoria da Complexidade de Edgar Morin, de modo especial os Sete Saberes para a Educação do Futuro, e também da Metodologia de Projetos em busca de uma proposta de formação de professores contemple a EDS. Para tanto, esta pesquisa caracteriza-se como qualitativa, pois está interessada em contribuir com a mudança de uma situação que preocupa grande parte dos pesquisadores (FLICK, 2009), documental visto que exigirá um estudo profundo do documento EDS e bibliográfica, pelo fato de ter apoio no enquadramento teórico constituído por Morin (2009; 2011; 2015; 2016); Behrens (2013; 2015) e UNESCO (2017). Entre os principais resultados destaca-se a estreita relação entre as indicações apresentadas pelo documento Educação para o Desenvolvimento Sustentável (EDS), os princípios da Teoria da Complexidade, Os Sete Saberes para a Educação do Futuro e o uso da Metodologia de Projetos como estratégia capaz de alcançar uma educação que considere o desenvolvimento sustentável. O presente trabalho foi apresentado no XXV Colóquio da AFIRSE Portugal, na Universidade de Lisboa, em janeiro de 2018. Palavras-chave: Complexidade. Desenvolvimento Sustentável. Formação docent
PEDAGOGIA DE PROJETOS: UMA PROPOSTA FACILITADORA NA BUSCA POR UMA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA
O presente artigo foi elaborado a partir de pesquisa qualitativa e com procedimento de coleta de dados por meio de pesquisa bibliográfica, tendo por objetivo refletir acerca da Pedagogia de Projetos como uma proposta que caracteriza e integra em seu processo a Aprendizagem Significativa. O problema de pesquisa a ser respondido neste trabalho é como a Pedagogia de Projetos pode facilitar a aprendizagem para que a mesma ocorra de forma significativa. Para isso, partiu-se dos seguintes objetivos: compreender o que é a Pedagogia de Projetos, identificar o que é a aprendizagem e como ela ocorre segundo teorias - com enfoque na Aprendizagem Significativa -, e entender a importância da Pedagogia de Projetos na busca por uma Aprendizagem Significativa. Segundo alguns pesquisadores como Behrens (2014) e Hernández (1998), a Pedagogia de Projetos teve surgimento com base nos princípios do movimento Escola Nova que buscava inserir o contexto do aluno na escola. A Aprendizagem Significativa por sua vez, compreende a aquisição de conhecimentos por meio da ligação entre conhecimentos prévios e conhecimentos novos. Portanto, a pesquisa aborda a relação entre a Pedagogia de Projetos com a Aprendizagem Significativa, considerando que o aluno aprende por meio de diversos processos. A Aprendizagem Significativa, como parte desses processos, associa-se a Pedagogia de Projetos por ter como base a significação do mundo por parte do sujeito, considerando desse modo o que o mesmo já conhece. Baseado nas mudanças e necessidades sociais e educacionais do contexto atual em que vivemos, é essencial refletirmos sobre propostas que contemplem essa realidade, no intuito de preparar o indivíduo para lidar com a mesma e atuar sobre ela com criticidade, autonomia, responsabilidade e integridade. Palavras-chave: Pedagogia de Projetos. Aprendizagem Significativa. Educaçã
A BRINQUEDOTECA COMO CONCRETIZAÇÃO DA PRÁXIS NO CURSO DE PEDAGOGIA
Este artigo traz algumas reflexões acerca da formação do curso de Pedagogia e suas limitações na formação em nível prático. Bem como faz uma análise das barreiras e perspectivas formativas, trazendo como proposta, a utilização da Brinquedoteca como laboratório e a indissociável relação entre a teoria e a prática pensada sob as dimensões de pesquisa, ensino e extensão tendo como mecanismo de efetivação, a Brinquedoteca. Palavras-chave: Brinquedoteca. Pedagogia. Práxis Pedagógica
POSSIBILIDADES NO ENSINO DE INGLÊS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UMA ANÁLISE COMPARATIVA DE METODOLOGIAS EM ESCOLAS NÃO BILÍNGUES
O ensino de inglês no Brasil tem, desde o início, uma ligação com o modelo social vigente. Com altos e baixos, houveram reformas que aumentavam a carga horária e outras que a diminuíam. Porém, sua importância sempre foi enfatizada. Com essa oscilação, várias metodologias foram testadas para que a aprendizagem ocorresse de acordo com os objetivos que eram buscados. Então, em 1996, a LDB finalmente passou a garantir o ensino da língua estrangeira a partir do ensino fundamental II. Mas o cenário mudou e a busca pela aquisição de uma segunda língua está sendo cada vez mais precoce, principalmente em escolas bilíngues. Há várias pesquisas neste tipo de instituição, na qual a vivência da segunda língua é maior, então ocorre de maneira natural. Tendo em vista a falta de estudos em escolas não bilíngues, o objetivo geral do presente trabalho é analisar a inserção de uma segunda língua nas mesmas. Para isto, foi feita uma pesquisa bibliográfica qualitativa com bases em autores como Oliveira (1999), Moral-Pereira (2016) e Brun (2004); além disso, uma experiência comparando as metodologias utilizadas em duas instituições de ensino da cidade de Curitiba para averiguar a eficácia das mesmas. Contudo, analisando as diferenças – que não foram significativas – constatou-se que independente da metodologia, o que se deve buscar primeiramente é a abordagem utilizada na escola e apresentar a língua inglesa de forma lúdica e significativa. Palavras-chave: Ensino de Língua Inglesa. Educação Infantil. Ensino de Língua Estrangeira