Portal dos Periódicos Científicos do CFP – UFCG (Universidade Federal de Campina Grande)
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OPERADORES DE CONTRA-ARGUMENTAÇÃO EM REDAÇÕES DO ENEM: POR UMA ANÁLISE LINGUÍSTICO-DISCURSIVA
Este artigo objetiva investigar as estratégias de argumentação em redações do ENEM-2016 nota 1000, focalizando nos operadores de contra-argumentação, partir das orientações de correção das competências 3 e 4 presentes na matriz do INEP/MEC. Para tanto, inicialmente, analisa-se a recorrência do emprego de elementos linguístico-discursivos – neste caso, especialmente, os operadores de contra-argumentação – e, discute-se a sua função comunicativa como requisito para se atingir níveis máximos nas competências 3 e 4. Para tanto, fundamenta-se nos pressupostos teóricos postulados por Ducrot (1988), além dos trabalhos mais recentes empreendidos por Koch (2004; 2015; 2017), Nascimento (2009), Ferraz e Nascimento (2015). Quanto aos procedimentos metodológicos, trata-se de uma pesquisa de base qualitativa (BORTONI-RICARDO, 2008), do tipo documental (SEVERINO, 2007). Os resultados obtidos indiciam que os operadores de contra-argumentação, especificamente, evidenciam efetivamente a função argumentativa, apontando para o ponto de vista do produtor
DA CONSCIÊNCIA À PRÁTICA: HÁBITOS DE LEITURA DE ALUNOS DO ENSINO MÉDIO DO IFRS – CAMPUS FARROUPILHA
Este artigo tem como intuito analisar os hábitos de leitura dos alunos do curso Técnico em Informática Integrado ao Ensino Médio do IFRS – campus Farroupilha, a partir de dados obtidos em uma pesquisa realizada em 2014. Por meio de um recorte nos resultados obtidos, objetiva-se verificar a relação com a leitura, as influências, além de gostos e hábitos dos adolescentes. Como um dos resultados expressivos, fica evidente a influência do incentivo dos pais sobre o posicionamento quanto à prática da leitura. Ademais, há o reconhecimento da influência das redes sociais nos hábitos de leitura. A partir dos resultados, é possível reforçar a importância de que o docente conheça o perfil do aluno, para que possa atuar como mediador de leitura
Esquema: um gênero facilitador na recepção e construção textual na universidade
O presente trabalho é fruto da oficina sobre esquema desenvolvida no V Workshop de Letramento Acadêmico, em 2017, na Universidade Federal da Paraíba, realizado pelo grupo de pesquisa Ateliê de Trabalhos Acadêmicos. O objetivo principal deste estudo é discutir sobre o gênero esquema como facilitador na recepção e na construção textual de outros gêneros no âmbito da universidade. O corpus é formado por esquemas de leitura e por esquemas para a produção futura de outro texto. Partimos da noção de gênero como constructo sócio-histórico, considerado produto das atividades sociais de linguagem, e subsidiamos nossa análise pelos aportes teóricos do Interacionismo Sociodiscursivo, em relação aos parâmetros do contexto físico e sociossubjetivo de produção (BRONCKART, 1999)
INVESTIGAÇÃO LITERÁRIA: DESVENDANDO O GÊNIO DO CRIME ATRAVÉS DAS ESTRATÉGIAS DE LEITURA
O gênio do crime (2010), de João Carlos Marinho, é um desses exemplos de texto literário que marcou inúmeras gerações de leitores. Todavia, considerando que as relações entre literatura e escola estão cada vez mais instáveis e que são escassos os projetos de mediação que aproximam os leitores dos livros, esse clássico literário parece enfrentar uma incerteza quanto a sua continuidade entre as futuras gerações. Sendo assim, o presente artigo apresenta uma proposta que objetiva estreitar os laços entre a sala de aula, os leitores contemporâneos e o universo literário e, para tal, adotamos as estratégias de leitura Solé (1998), além dos estudos de Khéde (1987); Todorov (2003), Lajolo e Zilberman (2007) e Girotto e Souza (2010)
EMPRÉSTIMOS LITERÁRIOS EM UMA BIBLIOTECA: INDÍCIOS DAS LEITURAS DE ESTUDANTES
Este trabalho interessa-se por conhecer as obras literárias lidas por estudantes do ensino médio de uma instituição pública de ensino técnico, a partir da biblioteca escolar. No contexto desta pesquisa, propõe-se uma investigação das práticas de leitura literária a partir das obras retiradas pelos alunos do IFES/Campus de Alegre do acervo da biblioteca escolar no contexto contemporâneo de novos suportes, de diversidade de produção e da indústria cultural. Para isso, este estudo dialogará com os conceitos de leitura literária, produção de sentido, comunidade de leitores e mediação nas perspectivas da História Cultural e nas contribuições de Roger Chartier para o estudo do livro e da leitura
JORNALISMO, POLÍTICA E IDEOLOGIA: A VALORAÇÃO EM ARTIGOS DE OPINIÃO DA REVISTA VEJA
Filiado ao Círculo de Bakhtin, o presente trabalho contempla um estudo dialógico do gênero discursivo artigo de opinião e seus objetivos são: a) situar, a partir da Análise Dialógica do Discurso, a noção de tom valorativo e b) analisar enunciados dos dois artigos de opinião do referido produto midiático. Para tanto, selecionamos um corpus de dois artigos publicados pela Revista Veja que exploraram o tema política. Sobre os resultados, destacamos que os textos analisados são construídos por valorações que, por se situarem historicamente e por, concretamente, convocarem sentidos, possibilitam a compreensão dialógica dos posicionamentos ideológicos do veículo de comunicação impressa aqui apresentado.Palavras-chave: Gêneros do discurso. Valoração. Artigo de opinião. Revista Veja
NA RELEITURA DE O BURGUÊS FIDALGO, UM PROJETO EM PROL DA FORMAÇÃO DE NEOLEITORES
Esse artigo apresenta uma leitura do perfil de leitor idealizado pela adaptação da peça O burguês fidalgo, de Molière, por Walcyr Carrasco (2003). Como parte da Coleção Palavra da gente – EJA , a obra passa por um explícito projeto de reendereçamento ao público da modalidade educacional de jovens e adultos. Considerando os pressupostos da estética da recepção, que atribuem um papel significativo para o leitor na configuração dos textos, recorremos ao significado substantivo e adjetivo dos gêneros literários (ROSENFELD, 1985) para analisar os traços estilísticos do drama que prevalecem nessa peça. Os expedientes lançados pelo dramaturgo, nesse processo, evidenciam uma tentativa de manipulação dos sentidos possíveis para o texto, assumindo alguns aspectos que seriam mais característicos do gênero épico