Século XXI: Revista de Relações Internacionais
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A TRAGÉDIA CHILENA
Trata-se de panorama da política e da sociedade chilenas no ano de 2013, com foco no quadragésimoaniversário do golpe de 1973, que gerou verdadeira catarse nacional. O texto tem por base a experiênciado autor como diplomata na Embaixada do Brasil em Santiago e busca compor, no complexo mosaicocultural local, um quadro-síntese das causas e consequências da ruptura democrática, quarenta anosapós sua ocorrência, por meio de um paralelo com o gênero teatral da tragédia grega. O ensaio fazuso de referências jornalísticas, acadêmicas e artísticas (teatro, cinema, literatura e música), além dotestemunho de cidadãos chilenos e de expressões populares
Cooperação Sul-Sul, Diplomacia de Prestígio ou Imperialismo "soft"? As Relações Brasil-África do Governo Lula
Durante o Governo Lula, a diplomacia brasileira conferiu um espaço privilegiado à África e as relações se tornaram intensas. Um visão coerente e uma perspectiva estratégica se tornaram a nova base das relações Brasil-África, as quais constituiram o foco principal da chamada Cooperação Sul-Sul. Para muitos, as relações com a África comprovam a dimensão solidária do programa social do PresidenteLula, enquanto outros a consideram apenas uma diplomacia de prestígio, uma perda de tempo e dinheiro. Finalmente, para alguns se trata apenas de uma diplomacia de negócios, um “imperialismo soft”, o qual seria diferente da presença chinesa na África apenas quanto a sua forma e intensidade. Neste sentido, o artigo discute o caráter das relações entre o Brasil e a África
O ATLÂNTICO SUL NO CONTEXTO DAS RELAÇÕES BRASIL-ÁFRICA
O Atlântico Sul é a principal rota comercial e de conhecimento entre Brasil e África. Contudo, como plataforma ricaem recursos naturais e biodiversidade, sua importância internacional aumenta, e a possibilidade de desenvolveresse potencial atrai potências extrarregionais. Nesse sentido, este artigo busca avaliar o desenvolvimento dasrelações brasileiras com os países africanos, dentro do contexto do Atlântico Sul
UMA ANÁLISE DA CONCEPÇÃO DE SEGURANÇA À LUZ DAS TEORIAS REALISTAS E LIBERAIS DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS
Este trabalho busca analisar a concepção de segurança dentro das Relações Internacionais, através dasTeorias Realistas e Liberais, levando em consideração seus principais expoentes, com intuito de discutiro limiar entre ambas as correntes supracitadas. Nesse sentido, inicialmente é feito um breve debatesobre o conceito de segurança, objetivando introduzir a discussão teórica em torno do vocábulo. Emseguida, são estudadas as formas de interpretação das Teorias Realistas das Relações Internacionaisda concepção de segurança, desde o realismo clássico até chegar ao realismo neoclássico. Em outromomento, observa-se a percepção de segurança para as Teorias Liberais das Relações Internacionais, doliberalismo kantiano ao neoinstitucionalismo liberal. Por 'm, é feita uma breve abordagem comparativaentre as concepções de segurança liberais e realistas, com 'nalidade de demonstrar as diferenças, mas,principalmente, as aproximações entre as duas correntes teóricas, enquanto instrumentos de análise dasRelações Internacionais
A DIFERENÇA QUE A ONTOLOGIA FAZ: INTERGOVERNAMENTALISMO LIBERAL, CONSTRUTIVISMO E INTEGRAÇÃO EUROPEIA
O presente artigo explora o debate entre Intergovernamentalismo Liberal (IL) e Construtivismosobre as motivações subjacentes ao processo de integração europeia. Após apresentar as posições dosprincipais autores dessas abordagens, a possibilidade de síntese teórica entre ambas é analisada de umponto de vista metateórico. Assume-se uma postura cética em relação a essa possibilidade, a partir dacompreensão de que os pressupostos ontológicos que fundamentam as teorias restringem o empregode ferramentas epistemológicas para explicar a realidade. Nesse sentido, a síntese baseada na aplicaçãode uma epistemologia positivista a partir de uma ontologia construtivista é considerada impossível, eserve apenas para enfraquecer a contribuição original do construtivismo para os estudos de integração
TEORIA DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS: DO REALISMO À TEORIA VERDE
O presente artigo apresenta as principais ideias que compõem as Teorias das Relações Internacionaisdesde seus primeiros registros nas anotações de Edward Carr até os modernos entendimentos teóricosdo cenário internacional que abordam questões relativas ao Pós-colonialismo e a problemática do meioambiente
CRISE DA HEGEMONIA AMERICANA E DA GLOBALIZAÇÃO: MUDANÇA OU CONTINUIDADE?
proposta deste artigo foi apresentar uma análise da crise da hegemonia americana e da globalização,abordando a possibilidade da perda desta condição pelos Estados Unidos. Diante deste cenário, foidebatida também a hipótese de passagem do centro hegemônico mundial para a Ásia oriental, maisprecisamente para China,em virtude do acirramento da crise atual. Além disso, foi objeto de estudo ofracasso do projeto neoconservador imperial norte-americano, bem como a tentativa de manutençãoda condição hegemônica mundial, após a deflagração do quadro recessivo presente, tanto pelaadministração anterior, quanto pela atual equipe da Casa Branca. Para tanto, efetuou-se uma breverevisão da bibliografia existente sobre o tema, abordando os estudos pertinentes ao mesmo. Com basenesse arcabouço teórico, buscou-se definir qual das duas possibilidades é mais provável que venha a seconsolidar: a manutenção hegemônica dos Estados Unidos, ou a ascensão da China a esta condição
UM OLHAR SOBRE A RELAÇÃO ENTRE O BRASIL E O HAITI POR MEIO DA COBERTURA DAS REVISTAS VEJA E ISTOÉ
O trabalho busca entender de que forma a política externa brasileira relativa ao Haiti é representada nasrevistas semanais brasileiras Veja e IstoÉ durante a cobertura realizada por elas sobre o terremoto queatingiu o país caribenho no dia 12 de janeiro de 2010. São utilizadas as técnicas da Análise de Conteúdoe da Análise Crítica do Discurso, buscando entender os textos produzidos e veiculados como parte deum contexto sócio-político-cultural, levando em consideração especialmente o contexto internacionalatual e a posição privilegiada que o Brasil ocupa atualmente no cenário global, devido à sua prosperidadeeconômica e estabilidade democrática
MERCOSUL: CUSTOS E BENEFÍCIOS DE DIFERENTES ACORDOS COMERCIAIS
O objetivo deste artigo foi estimar impactos de diferentes políticas de liberalização comercial sobre aeconomia do Mercosul, formado por Argentina, Brasil, Uruguai e Venezuela. Utilizou-se da metodologiados Modelos de Equilíbrio Geral Aplicado (GTAP). Foram implementados dez cenários de políticacomercial: a formação da Alca; um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE);a formação de ambos os acordos; a assinatura de Tratados de Livre Comércio (TLCs) entre os países daAmérica Latina e os EUA, sem a participação do Brasil; e a assinatura de TLCs entre países da AméricaLatina e os EUA, com a exceção do Mercosul, Bolívia e Equador. Repetiram-se as simulações excluindo-se os produtos sensíveis nas negociações internacionais. Parte da base tarifária foi modi'cada paranovamente ser submetida à simulação dos mesmos cenários. Os maiores ganhos de bem-estar foramapresentados pela formação simultânea da Alca e do acordo Mercosul-UE