Século XXI: Revista de Relações Internacionais
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    ARGO: UMA AVENTURA OCIDENTAL EM TERRAS ORIENTAIS

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    Este artigo busca analisar as representações do iraniano no #lme Argo, a #m de que se possa entenderas bases discursivas sobre as quais se assentam as críticas levantadas pelo Irã em relação ao #lme, paradesta maneira compreender como o mesmo atua segundo o recurso de poder do so power americanoconforme entendido por Nye (2002). Dirigido e estreado por Ben A&eck, Argo foi ganhador do Oscarde melhor #lme em 2013. O fato de o prêmio haver sido anunciado pela primeira dama Michelle Obamareforçaria os desígnios políticos da produção cujo discurso aqui analisado, e esta é nossa hipóteseinvestigativa, aprofunda o antagonismo e a incompreensão da nação norte-americana frente ao Irã

    O MONOPÓLIO DAS TEORIAS ANGLOSAXÃS NO ESTUDO DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS

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    Este artigo tem como objetivo analisar o estado da arte do estudo das relações internacionais noBrasil, centrando-se especialmente na in#uência para este campo das chamadas teorias das relaçõesinternacionais. Parte-se da tese de que o monopólio anglo-saxão de produção teórica nesta áreacompromete a construção de uma disciplina com perspectivas nacionais e regionais, comprometendosua utilidade para o desenvolvimento, e tornando-a mais um importante instrumento de manutençãodo status quo. Destaca os problemas resultantes da transformação de apenas um olhar teórico sobreas relações internacionais, vendendo um recorde de mundo como a única forma de se entendê-lo, eressalta a importância da quebra desses paradigmas e o desenvolvimento de novos modelos teóricos enovas formas de se pensar a disciplina

    O BLOCO TRANSATLÂNTICO DOS ESTADOS E A ECONOMIA POLÍTICA DO COMÉRCIO TRANSATLÂNTICO E PARCERIA DE INVESTIMENTO (TTIP)

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    O espaço do mundo é um espaço politicamente construído, dominado pelo grande capital altamenteconcentrado. A política econômica de globalização é o produto do desenvolvimento desigual ecombinado sob a dominação dos países desenvolvidos, de&nido aqui como o ‘bloco transatlânticohierárquico dos Estados’. No centro encontram-se os EUA, apoiado por seus antigos aliados políticose militares na Europa e na Ásia. O presente paper analisa o Comércio Transatlântico e Parceria deInvestimento - Transatlantic Trade and Investment Partnership (TTIP) – e seus principais objetivos nocontexto da atual conjuntura econômica e política mundial

    A Politica Externa Brasileira e a Cooperação Internacional em Saúde no Começo do Governo Lula

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    O objetivo principal do artigo é discutir as iniciativas de cooperação técnica internacional do Brasil naárea de saúde. Tendo como ponto de referência as diretrizes de política externa do governo Lulaestabelecidas em 2003, o artigo analisa a consistência entre as diretrizes gerais de política externa e osdesafios de implementação de políticas públicas setoriais em períodos de transição. O caso analisado foio da transição do governo Fernando Henrique Cardoso para o governo Lula (2002-2003). O trabalhoevidenciou a grande diversidade e a complexidade das iniciativas na área de saúde, a importância daspolíticas setoriais para a consecução da agenda internacional do país e, por outro lado, a importância dosrelacionamentos internacionais para a implementação das metas plurianuais de desenvolvimento nasaúde. Uma conclusão importante do artigo torna evidente que os ajustes entre os diferentes tipos eníveis das políticas públicas dependem de esforços institucionais específicos, não sendo produzidosautomática e espontaneamente durante as transições entre mandatos presidenciais em paísesdemocráticos

    A TERCEIRA MARGEM DO PRATA: DESCONTINUIDADES E TRAVESSIAS NA TOPOGRAFIA DA EXCLUSÃO NA INTEGRAÇÃO DO CONE SUL

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    O objetivo é examinar a permanência de estruturas logocêntricas e de formas dicotômicas de pensar quemarcam a linguagem e o pensamento dos parceiros no processo de integração do Mercosul nos seus 20anos. A partir da desestabilização do caráter essencial das oposições binárias e das categorias mutuamenteconstitutivas entre identidade e diferença, o argumento central sinaliza que, mesmo havendo espaçopara o compartilhamento de alguns valores comuns entre os membros do Mercosul e para a mediaçãocom a diferença, continuam operando na relação entre os participantes do bloco aparatos de exclusãoem circunstâncias espaço-temporalmente específicas, funcionando como um obstáculo crucial aodesenvolvimento de uma identidade mercosulina que reconheça efetivamente a riqueza da diferençaentre os membros, seja compatível com as experiências comuns compartilhadas por eles e transcenda asnormas, as regras e os princípios de coexistência previstos no Tratado de Assunção e seus protocolos. Taismecanismos de exclusão reforçaram a hierarquização espaço-temporal, a partir da qual se tem a concepçãoda diferença como anomalia ou atraso em termos de seu afastamento dos modelos de desenvolviment

    AS NEGOCIAÇÕES PARA O ESTABELECIMENTO DE UM ACORDO DE ASSOCIAÇÃO ENTRE A UNIÃO EUROPEIA E O MERCOSUL E AS PERCEPÇÕES DO EMPRESARIADO

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    Mesmo após uma década de negociações para o Acordo de Associação entre a União Europeia e oMercosul, que prevê o estabelecimento de uma área de livre comércio entre ambos os blocos, o mesmonão foi concluído. O presente artigo se propõe a analisar as percepções e participação ativa da classeempresarial nas negociações, principalmente dos empresários brasileiros, durante o que pode serconsiderado o seu período áureo: entre os anos de 2001 a 2004

    AS CONDIÇÕES DE POSSIBILIDADE DA GUERRA AO TERROR: AMERICANIDADE E PURITANISMO NAS PRÁTICAS DISCURSIVAS DA POLÍTICA EXTERNA NORTE- AMERICANA NO PÓS-ONZE DE SETEMBRO

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    Como foi possível conceber a “Guerra ao Terror” como opção política válida e legítima? Entendemosque sua articulação e aceitação tenha sido possível graças a um discurso de americanidade articuladopor marcadores puritanos, o que indicaria uma tentativa de se naturalizar o puritanismo como principalmarcador da identidade nacional americana. Com base em metodologias discursivas, identi%caremos asprincipais estratégias que articulam a associação entre o signi%cado de americanidade e puritanismo naspráticas discursivas da política externa norte-americana no pós-Onze de Setembro

    A UNASUL E A OEA NA RESOLUÇÃO DE CONFLITOS SUL-AMERICANOS

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    O presente trabalho procura demonstrar que os esforços empreendidos pelos países sul-americanos paraa criação de uma instância própria de cooperação em segurança e defesa para tratar os con&itos na sub-região não se explicam apenas como parte de um processo de integração expresso na institucionalizaçãoda União Sul-Americana de Nações (UNASUL) e do Conselho Sul-Americano de Defesa (CDS), mas serelacionam também a um contexto mais amplo de questionamentos quanto à validade dos instrumentosde segurança hemisférica planejados para responder às questões surgidas ainda na Guerra Fria, assimcomo de tentativas malogradas de reforma do Sistema Interamericano de Segurança (SIS)

    ENTRE O VOLUNTARISMO E O REALISMO: O PROCESSO DE REVISÃO DE MODELO ECONÔMICO DO MERCOSUL.

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    Este artigo analisa as mudanças do modelo de integração de Mercado Comum do Sul (MERCOSUL)desde a antecedente integração bilateral entre Argentina e Brasil, na década de 1980, passando peloTratado de Assunção, até o chamado novo MERCOSUL. O argumento principal é que na AméricaLatina existem atualmente três modelos de integração econômica, que são analisados na primeira seçãodo artigo: regionalismo estratégico, regionalismo produtivo e regionalismo social. Nas seguintes partesdo artigo, analisam-se as transformações do modelo de MERCOSUL a partir de 2003. Nosso argumentoé que o MERCOSUL transforma-se de um modelo de regionalismo estratégico para um modelo híbridocom elementos de regionalismo social e produtivo

    LEITURAS DO MERCOSUL: DIFERENTES PERCEPÇÕES ACERCA DO BLOCO

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    A assinatura do Tratado de Assunção, em 1991, criou o Mercado Comum do Sul (Mercosul) e se tornouum dos mais importantes marcadores institucionais da integração na América do Sul, muito emborao processo de cooperação que originou o bloco tenha começado antes disso, nos anos 1980. Mais devinte anos depois, diferentes percepções sobre a integração sul-americana podem ser identi%cadasna literatura especializada. Entre elas, em primeiro lugar, podemos destacar uma perspectiva maiscrítica, que avalia a integração a partir do incremento das transações comerciais intrarregionais e dosavanços institucionais com os quais o Tratado de Assunção se comprometia. Por outro lado, existeuma corrente mais otimista, que ganhou fôlego após a introdução de novos temas na agenda do bloco,com a chegada ao poder de governos progressistas nos anos 2000. Ambas re+etem as fases pelasquais passou o Mercosul e revelam diferentes perspectivas analíticas de seus autores. Neste artigo,tratamos inicialmente das fases do Mercosul e, em seguida, de diferentes leituras sobre sua trajetóriae perspectivas

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