Século XXI: Revista de Relações Internacionais
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ANARQUIA E DEMOCRACIA (A violência nos movimentos sociais no Brasil – 2013)
Eclodiu no Brasil em 2013 uma série de manifestações sociais de protesto que mobilizarammilhares de cidadãos, em sua maioria jovens, e que em grande parte terminaram em confrontos coma polícia e depredações. Os encontros eram agendados nas redes sociais, reunindo por isto uma massaheterogênea, com bandeiras díspares e sem lideranças identi'cáveis e expressivas. Este artigo trata decomo o movimento surgiu e, dentro dele, que grupos são os responsáveis pelas depredações, tratandomais especi'camente da minoria anarquista. Mostra como o Governo 'cou acuado, os políticosdesorientados, a população revoltada e atônita, e a mídia ensanduichada, vítima da repressão policial ealvo dos manifestantes. O texto analisa a 'loso'a anarquista e as táticas violentas, demonstrando que ogrupo anarquista black bloc contradiz princípios libertários, portanto, entendendo a violência nas ruascomo contrária ao convívio democrático. Em suma, o texto é uma crítica de esquerda à violência nosmovimentos sociais, rompendo com o preconceito de que tal posição esteja eivada de conservadorismoe direitismo
DEMANDAS POR REGULAÇÃO NA REGIÃO FRONTEIRIÇA BRASILO-URUGUAIA
A integração regional na América do Sul já foi bastante debatida e são conhecidos seus malogros. Assim,é interessante discutir as dinâmicas integracionistas sob aspectos ainda não aprofundados, tais comoos processos mais locais de integração sob a via bilateral. Dessa forma, utilizando-se de uma de&niçãomais ampla da integração regional e a partir de uma abordagem social-construtivista, o presentetrabalho pretende analisar como se expressam as demandas por integração (que são, de fato, demandaspor regulação) na região fronteiriça brasilo-uruguaia. Para tanto, entende-se que a via de cooperaçãobilateral levada a cabo por Brasil seja parte de sua estratégia de envolvimento regional e que as relaçõesbilaterais de Brasil e Uruguai na região fronteiriça possam apresentar informações quanto à formaçãodessas demandas. O artigo aponta, dentre outros, que os fatores mercadológicos são relegados aosegundo plano das condições de demanda de regulação. Ademais, veri&ca-se a importância dos agentespolíticos e sociais, e não necessariamente econômicos, na formação dessas demandas
O PAPEL DA POLÍCIA FEDERAL NA LEI DE SEGURANÇA NACIONAL E NO CONTROLE DE FRONTEIRAS NA ERA MILITAR (1964-1985)
O artigo em voga discorre a respeito do controle de fronteiras no período militar, decorrente da Leide Segurança Nacional e da fundação do Departamento de Polícia Federal no Brasil. A Polícia Federaldo período possuiu um caráter marcadamente cartorial, controlando o %uxo de pessoas no país coma preocupação de assegurar a não entrada de indivíduos que disseminassem ideologias que pudessemsubverter o ideário do regime militar. Deve-se levar em consideração o período da Guerra Fria que seestendia e o problema da repressão interna aos simpatizantes das premissas ideológicas alinhadas aocomunismo
PEACEKEEPING: SURGIMENTO, MUDANÇAS E DESAFIOS
A Organização das Nações Unidas (ONU) é a principal instituição na promoção da paz mundial. Oseu surgimento coincide com a autorização das primeiras missões de paz realizadas no contexto pós-Segunda Guerra Mundial, estabelecendo a mais tradicional estratégia de intervenção: a peacekeeping.Desde 1945, esta estratégia sofreu mudanças e ainda representa um desa'o da ONU em estabelecer apaz no mundo. Com base neste processo histórico, o artigo analisa o surgimento das missões de paz daONU, destacando as mudanças ocorridas no escopo das tradicionais peacekeeping de acordo com trêsdocumentos institucionais – An Agenda for Peace, Brahimi Report e A New Partnership Agenda: Chartinga New Horizon for UN Peacekeeping – e os desa'os destas missões face às complexidades dos con/itosarmados no mundo
A CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL FRENTE À PÓS-MODERNIDADE: UMA ANÁLISE DE VALORES
Os valores greco-romanos e judaico-cristãos plasmaram, de início, nossa civilização ocidental. Aestes valores, a história do ocidente acrescentou os valores do Iluminismo, e da modernidade liberal ecapitalista. Hoje vivemos a pós-modernidade, que conservou e exacerbou certos valores greco-romanos,a ponto de falar-se de uma volta ao paganismo. Valoriza-se também nossa herança iluminista e demodernidade. Vivemos o saber instrumental-proposital, voltado ao progresso econômico e tecnológico,em meio ao capitalismo turbinado de consumismo e especulação 'nanceira. Perdemos em grande partenossa herança cristã, o que nos tornou mais individualistas e hedonistas, menos humanistas, maissuper'ciais, vazios e falsos. Aqui re(etimos sobre isto, nos perguntando: para onde vamos
Relações Brasil-China: uma Parceria Estratégica?
O objetivo deste artigo é analisar a parceria estratégica entre Brasil e China, a fim de evidenciar se realmente existe tal parceria e, caso haja, analisar em que áreas se verificam esta parceria de caráter estratégico. Para isso, o artigo primeiro contextualiza o estabelecimento de parcerias estratégicas no espectro da política externa brasileira e chinesa. Em seguida, apresenta as definições de parceria estratégica, bem como uma síntese do sentido da parceria estratégica sino-brasileira para acadêmicos e autoridades de ambos os países. Por último, explicita as principais críticas aos eixos político, econômico-comercial e científico-tecnológico, tidos como centrais na parceria sino-brasileira
As Relações entre África do Sul e Brasil: do Impacto da Globalização à Constituição do IBAS
A África do Sul e o Brasil são grandes países em vias de desenvolvimento e estão se posicionando como potências regionais, constituindo espaços qualificados e pólos específicos nos marcos de um sistema multipolar. A transição dos dois países a um regime democrático, tendência que marcou a fase que se abriu com o final da Guerra Fria, apresentou características peculiares. Este artigo busca avaliar a trajetória das relações bilaterais entre os dois países, que os conduziu à constituição do mais importante esquema de cooperação entre os países do Sul na atualidade, o IBAS.
APRESENTAÇÃO Os (velhos) novos desafios do Mercosul para 2014
Os (velhos) novos desafios do Mercosul para 201
FRONTEIRAS “BRASIL-URUGUAI”: CRIMINALIDADE MAIS INCIDENTE, PREVENÇÃO E ASPECTOS DE SEGURANÇA PÚBLICA
O artigo apresenta uma análise dos fatos delituosos mais incidentes na fronteira do Brasil com oUruguai e do Uruguai com o Brasil, bem como das ações dos órgãos de segurança pública desses doispaíses para seu controle e prevenção. No caso brasileiro, houve uma série de ações visando atendermudanças implantadas com a aprovação do novo Plano Estratégico através da Estratégia Nacional deSegurança Pública nas Fronteiras (ENAFRON), que entrou em vigor com o Decreto Federal nº. 7.496,de 08 de junho de 2011, modi/cando a concepção brasileira de fronteira, de uma atuação fragmentada,com ausência de estratégia indutora para ações integradas, articuladas e de cooperação com os paísesvizinhos. No caso uruguaio, há ações de caráter tático que têm por objetivo a prevenção e repressão dedelitos em áreas de fronteira, com especial interesse na contenção e desarticulação de ações ligadas aoscrimes transnacionais, com ênfase no crime organizado
A CONTRIBUIÇÃO DE THOMAS SCHELLING PARA OS ESTUDOS DE DISSUASÃO NUCLEAR
O objetivo do presente artigo é apresentar a contribuição de $omas Schelling para os estudos sobredissuasão nuclear. O artigo também traz algumas considerações sobre o que o autor entende por con&ito,bem como algumas críticas feitas pela geração que o sucedeu. Tendo em vista que na academia muitosaspectos são cíclicos, defende-se, à luz dos desa)os que sua obra enfrenta na dita era nuclear multipolarasiática, a revalorização da obra de Schelling