Século XXI: Revista de Relações Internacionais
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A POLÍTICA EXTERNA DO GOVERNO GEISEL (1974-1979)
A década de 1970 foi marcada por questionamentos a respeito da ordem internacional ocidental, sob aliderança dos Estados Unidos. A ruptura com as instituições de Bretton Woods, as crises do petróleo,a percepção de que os Estados Unidos estavam em franco declínio, entre outros eventos, são algumasquestões que delimitam o período e colocam desa'os para o Brasil. A política externa do governoGeisel, denominada “Pragmatismo Responsável e Ecumênico”, buscou neste contexto readequar oposicionamento brasileiro no cenário internacional. Neste artigo, buscaremos analisar os impactosdesta conjuntura na política externa brasileira, com destaque para o posicionamento brasileiro dianteda crise econômica internacional da década de 1970 e o distanciamento dos Estados Unidos
O BRASIL E A REFORMA DO CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU
Este ensaio tratará do objetivo brasileiro de ocupar uma cadeira permanente no Conselho de Segurançadas Nações Unidas. Primeiramente, aborda-se o Conselho de Segurança, suas origens, composição emétodo decisório. Em seguida, parte-se para o debate sobre a reforma, enfatizando-se o posicionamentodos principais grupos de países. A partir daí, passa-se a analisar o tema sob a ótica dos interessesbrasileiros, analisando-se a intenção em ocupar uma cadeira permanente
A POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA PARA OS GRANDES ESPAÇOS: O ESPAÇO CÓSMICO, A ANTÁRTIDA E A EXPANSÃO DA PLATAFORMA CONTINENTAL
O presente artigo versa sobre a política externa brasileira para três grandes regiões: o espaço cósmico,a Antártida e a plataforma continental. Os três espaços, aparentemente distintos para serem tratadosde maneira conjunta, guardam semelhanças e diferenças jurídico-políticas, podendo ser enquadradosdentro do estudo dos regimes internacionais. O próprio Itamaraty tem uma divisão exclusiva queos coloca conjuntamente. Cada um dos três espaços serão analisados sob dupla ótica: a do direitointernacional e a da política externa brasileira, para por (m identi(car os principais pontos de atuaçãoexterna do Brasil nessa temática
SOLIDARIEDADE, DISCURSOS E IDEOLOGIA COMO FONTES DE PODER NAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS AFRICANAS: O CASO DE ROBERT MUGABE
Quando o Ocidente passou a criticar as políticas do governo de Robert Mugabe no Zimbábue, osEstados africanos mantiveram seu apoio ao líder. Propõe-se que Mugabe garantiu a continuidadede seu regime, que passou a ser alvo de pressões e sanções ocidentais a partir de meados da décadade 1990, mobilizando estrategicamente, com seu discurso, a solidariedade dos Estados africanos. Oartigo apontará as posturas adotadas em defesa do líder e as narrativas propostas por seu discurso,demonstrando como solidariedade, ideologias e discursos foram utilizados estrategicamente nasrelações internacionais do Zimbábue para garantir a continuidade do regime de Mugabe até os dias dehoje. Será demonstrado o papel da solidariedade nas relações internacionais africanas e que discursos,ideologia e valores podem ser utilizadas estrategicamente pelos Estados com poucos recursos materiaiscomo uma fonte de poder em suas relações internacionais
PARLAMENTO DO MERCOSUL, INTEGRAÇÃO E DÉFICIT DEMOCRÁTICO
Este artigo discute a questão do dé#cit democrático no Mercosul, partindo do pressuposto de que umainstância parlamentar no âmbito da integração auxilia a sua democratização ao estabelecer mecanismosde controle e transparência sobre o processo decisório, normalmente concentrado nas mãos dosgovernos, mas é insu#ciente para a superação do dé#cit democrático. A trajetória da representaçãoparlamentar no âmbito da integração regional no Cone Sul é o pano de fundo deste artigo, que tempor objetivo analisar e compreender as implicações da institucionalização do Parlamento do Mercosul(Parlasul) no debate sobre democracia na integração regional
Acordo de Associação Inter-Regional MERCOSUL – União Europeia: entraves à aprovação e perspectivas futuras
Esse artigo analisa as negociações entre o MERCOSUL e a União Europeia para o estabelecimentode um Acordo de Associação Inter-Regional entre os países que constituem os blocos, detendo-se,particularmente, na discussão a respeito dos entraves existentes ou impostos à aprovação deste, ebuscando traçar perspectivas sobre o futuro das negociações, e sobre as possíveis consequências quea aprovação deste acordo teria para as relações políticas e econômicas dos blocos entre si. O estudo foifeito por meio de pesquisa explicativa e a abordagem metodológica utilizada foi predominantementequalitativa, utilizando-se de pesquisa bibliográ/ca e documental. O artigo apresenta um histórico dasnegociações entre os blocos econômicos para o estabelecimento de um Acordo de Associação Inter-Regional, e identi/ca, em seguida, quais são as principais di/culdades impostas às negociações para aaprovação de um acordo. Em um último momento, é traçado um quadro de perspectivas a respeito dofuturo das negociações e das possíveis consequências que a aprovação deste acordo teria para as relaçõespolíticas e econômicas interblocos
DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL E INSERÇÃO INTERNACIONAL DO BRASIL: INDUSTRIALIZAÇÃO E ARTICULAÇÃO DE ESCALAS ECONÔMICAS BRASILEIRAS
O presente texto apresenta as continuidades do desenvolvimento econômico industrial brasileiro e suasrelações com a inserção internacional do Brasil. Discute as possíveis bases teóricas do desenvolvimentismoe os re'exos nos incentivos ao aumento de produção de manufaturados. As articulações das escalaseconômicas brasileiras a um projeto industrial e de inserção internacional também são discutidas nopresente texto
A ATUAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS E OS FATORES QUE IMPEDIRAM O RECONHECIMENTO DA PALESTINA
O objeto de estudo do presente artigo é a análise da atuação das Nações Unidas para o reconhecimento doEstado palestino. O problema proposto concentra-se em desvendar qual é o papel da ONU para a soluçãodo litígio entre israelenses e palestinos. Tem-se como pressupostos centrais que a efetividade dessasações, seus resultados e o respeito dessas resoluções por parte da Sociedade Internacional evidenciam ograu de e'cácia quanto à atuação das Nações Unidas. A análise das resoluções é a metodologia adotadapara compreender os fatores que contribuíram para o frustrado plano de resolver o litígio e impediram oreconhecimento do “Estado” Palestino. Conclui-se a partir da análise que atuação da ONU no decorrerdo con)ito serviu a interesses especí'cos de alguns Estados, suscitando o descrédito da Organização
ABSTRAÇÕES IMPERFEITAS: O USO DE TEORIAS E DE CONCEITOS EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS
O presente artigo objetiva apresentar a utilização e as limitações das teorias em Relações Internacionais,bem como discutir a potencialidade de intercâmbio da mesma pelo uso de conceitos, tal como sugeridopor Amado Cervo em artigo e congressos recentes. Com base na Teoria Crítica e nos Estudos Pós-Coloniais, discute-se a interpretação da “teorização” como instrumento hegemônico e a preferênciapela “conceitualização” como recurso descolonizador. Ambas as abordagens apresentam vantagens e“armadilhas”, limitações para a construção de conhecimento. Esse estudo pretende avaliar as duas facesda aplicação tanto de conceitos como de teorias e indicar modelos alternativos de se pensar RI, semdescartar plenamente os dois instrumentos de abstração explorados