UniAnchieta Revistas Institucionais
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A METAFUNÇÃO COMPOSICIONAL EM IMAGENS COMPONENTES DA MICROESTRUTURA DE VERBETES DE UM DICIONÁRIO VISUAL
Integradas à estrutura de dicionários e associadas ao código verbal, as imagens – código semiótico não verbal – podem transmitir diversas mensagens não só por meio do conteúdo nelas representado, mas também por meio do posicionamento que ocupam na página, da saliência em relação a outros elementos, da estruturação etc. Assim, tomando as imagens como recursos multimodais, este artigo tem como objetivo analisar o código imagético que compõe a microestrutura de cinco verbetes referentes ao dicionário visual Merriam-Webster’s Compact Visual Dictionary (2010) a partir das categorias relacionadas à metafunção composicional como proposta por Kress e van Leeuwen (1996, 2006)
AS FUNÇÕES DISCURSIVAS DAS RECATEGORIZAÇÕES
Neste trabalho, propomos uma classificação das possíveis funções assumidas pelas recategorizações nos diferentes contextos discursivos. Para tal fim, retomamos a análise pioneira de Apothéloz e Reichler-Béguelin (1995) sobre as recategorizações, relacionando as expressões referenciais por nós abordadas às anáforas diretas classificadas em Cavalcante (2003) e a certas funções discursivas apontadas por Koch (2004). Com isso, analisamos textos de diversos gêneros, que foram escolhidos aleatoriamente. Com a análise dos dados, averiguamos traços funcionais das recategorizações, que vieram a compor nossa classificação e nos levaram a constatar que as recategorizações podem ser multifuncionais nos discursos
ENUNCIAÇÃO E PRÁTICA SOCIAL: O ETHOS NO DISCURSO DOS EPITÁFIOS
O artigo tematiza a cenografia e o ethos em um discurso de inscrições em lápides tumulares. Por dialogar com outras disciplinas, optamos pela Análise do Discurso, nas perspectivas de Maingueneau, que postula o primado do interdiscurso e mobiliza diferentes conhecimentos na enunciação. Privilegiamos o gênero epitáfios, o ethos, a imagem que o enunciador expressa de si no discurso e a cenografia que revela como os sujeitos pensam a morte. Confirmamos nos epitáfios um atravessamento da religiosidade, que legitima uma imagem “positiva” dos mortos, além de homenageá-los. Por isso, o sujeito empírico mobiliza os epitáfios como artifício para eternizar os falecidos
A DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA EM LIVRO DIDÁTICO DE LÍNGUA PORTUGUESA DO ENSINO MÉDIO
Neste artigo, buscamos refletir sobre os usos do texto de divulgação científica no livro didático de língua portuguesa do ensino médio. Para tanto, retomamos a noção de esfera do Círculo de Bakhtin, para compreender a divulgação científica como uma modalidade específica de relações dialógicas entre esferas (GRILLO, 2013). A análise realizada permitiume perceber que a divulgação científica é concebida no livro didático como um gênero, o que dificulta o trabalho com a diversidade textual. Em consequência disso, aspectos semióticos e multimodais próprios dos gêneros de divulgação científica são pouco considerados pelo livro didático
ESCOLHAS LEXICAIS NA ELABORAÇÃO DE ESTILO DE FALA NA LINGUAGEM AFÁSICA
A partir de uma abordagem da noção de estilo sociolinguístico como um fator de distintividade social (IRVINE, 2002), este trabalho objetiva analisar a manipulação de elementos estilísticos envolvidos no processo de construção de um ethos (AMOSSY, 2005; MAINGUENEAU, 2005) de um sujeito afásico em situações conversacionais Para esta tarefa, utilizaremos o conceito de distintividade (IRVINE, 2002) como o elemento central da noção de estilo. Os dados de nossa análise revelam que a relação entre o estilo de fala e a construção de um ethos também demonstram que traços de personalidade, de conhecimento de regras sociais e pragmáticas envolvidos no uso da linguagem não são apagados nas afasias
REFLEXÕES TEÓRICAS SOBRE O USO DE MÚSICA NAS AULAS DE LÍNGUA ESTRANGEIRA
Este artigo tem por objetivo apresentar e discutir um arcabouço teórico que embase a utilização de música nas aulas de língua estrangeira (LE) sob duas abordagens: como forma de prazer e como recurso didático. Na primeira abordagem, refletimos sobre o uso de música, afetividade e aprendizagem de LE. Na segunda, discutimos o uso de canções como textos orais e escritos para o ensino-aprendizagem de leitura e compreensão oral, como subsídio à pratica de produção oral e para o ensino-aprendizagem de vocabulário, gramática e pronúncia. São abordados, ainda, os aspectos socioculturais da utilização de músicas nas aulas de LE
DESAFIOS DA LINGUÍSTICA TEXTUAL NO BRASIL
Este artigo apresenta uma visão panorâmica dos principais aspectos tratados nos estudos em Linguística Textual efetivados no Brasil. Parte-se de uma explanação geral na qual se salienta o caráter peculiar que a disciplina assume no País, investindo em dois grandes eixos – a dimensão cognitiva e a dimensão discursiva. Essas duas dimensões são, em seguida, tratadas em suas relações com áreas afins, como o Sociocognitivismo, a Análise do Discurso Crítica e a reflexão sobre heterogeneidades enunciativas. A discussão encerra com alguns apontamentos sobre as contribuições da Linguística Textual para o ensino-aprendizagem de Língua Portuguesa praticado no Brasil
ARGUMENTAÇÃO NA LÍNGUA E ARGUMENTAÇÃO NO TEXTO
O texto apresenta reflexões em torno das relações entre os estudos da argumentação na língua e a Linguística Textual, destacando que o fenômeno da argumentação engloba contexto enunciativo, escolhas linguísticas e organização do discurso. A abordagem teórica alinha-se aos postulados de Ducrot (1980) de que a argumentação está na língua, considerando também que as escolhas linguísticas estão a serviço do querer dizer de um sujeito que atua em interação (KOCH, 2004), em determinado quadro enunciativo, numa relação intersubjetiva (KERBRAT-ORECCHIONI, [1980] 1997), e é produtor de textos. O trabalho apresenta a análise de três textos da mídia jornalística impressa e eletrônic
REFERENCIAÇÃO, USO DO LÉXICO E LETRAMENTO
Este trabalho tem por objetivo avaliar em que medida os estudos sobre referenciação e lexicalização podem colaborar para as pesquisas atuais sobre letramento, tomando como base, para aplicação teórica e descritiva, um corpus composto por expressões lexicais que confirmam a atuação do princípio de “idiomaticidade” apontado por Erman e Warren (2000). Assim, em relação ao ensino de língua para o letramento, indagamos que contribuições poderão trazer a concepção de referenciação e a concepção de “representação exemplar” para a prática de uso variado e adequado do léxico
“BANDIDO BOM É BANDIDO MORTO”: A DISCURSIVIZAÇÃO DO LINCHAMENTO COMO ESTRATÉGIA DE CONTROLE SOCIAL
Neste artigo, analisaremos a discursivização do linchamento como uma estratégia de controle social, a partir da análise de uma capa da revista Galileu, edição de fevereiro de 2016, correlacionando-a a uma série enunciativa sobre esse objeto discursivo na esfera midiática. Tomamos como suporte as contribuições de Michel Foucault para a Análise do Discurso. Do ponto de vista metodológico, este estudo inscreve-se no âmbito de uma perspectiva descritivo-interpretativa, marcado prioritariamente por uma orientação qualitativa. A partir das análises realizadas, foi possível aferir que, em nossa época, o linchamento é discursivizado como uma estratégia de controle e exclusão dos sujeitos ditos anormai