UniAnchieta Revistas Institucionais
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LINGUAGEM E DESLOCAMENTO EM ANGÚSTIA, DE GRACILIANO RAMOS.
Este artigo almeja analisar as reflexões do protagonista de Angústia, de Graciliano Ramos, sobre a questão da linguagem. Mostrar-se-á como esse tema se associa à identidade do narrador, estando também ligado ao seu deslocamento diante de grupos sociais. A partir de sua ambígua relação com a linguagem, serão apontados também alguns limites da leitura política desse romance
IMAGENS DE CAMPO E CIDADE NOS QUADRINHOS DE CHICO BENTO
O presente artigo procura analisar a construção de imagens relativas ao universo rural e urbano nos quadrinhos de Chico Bento. Por meio de uma análise do discurso, ancorada nos trabalhos de Charaudeau (2006; 2007), podemos dizer que a estruturação narrativa e descritiva do discurso de Chico Bento expressa a relação entre campo VS cidade a partir de pares conceituais opositores. Campo e cidade são caracterizados como espaços sócio-culturais divergentes e antagônicos; o primeiro é paradisíaco, quase um novo éden, ao passo que o segundo é marcado pela tecnologia, pela modernização, mas também por um consequente comodismo
PADRÕES DE BELEZA, GÊNERO E GRAUS DE LETRAMENTO NO DISCURSO DA REVISTA VEJA
A interpelação pela ideologia na capa da revista Veja cuja chamada é “Emagrecer pode ser uma delícia – Conflito: ela está de dieta. Ele não”, explicada pela Análise do Discurso (PÊCHEUX, 1988) e pelo Letramento (TFOUNI, 2005) permitem observar formações ideológicas, ao lado de um maior domínio da escrita, atuando como um mecanismo que interdita alguns sentidos e naturaliza outros. A análise da materialidade discursiva dessa capa recai sobre um discurso não-verbal (imagem) e um discurso verbal (textos). Divergências de padrões de beleza para o homem e para a mulher nos levam a deslocar sentidos evidentes para que novas significações surjam
A GRADAÇÃO E O GRAU DE COMPROMETIMENTO DO AUTOR EM REPORTAGEM DA REVISTA SUPERINTERESSANTE
Este artigo utiliza a Gradação, categoria que integra o Sistema de Avaliatividade sob a perspectiva sistêmico-funcional da linguagem, para analisar três reportagens de capa da revista Superinteressante. Com isso, objetiva-se entender como as subcategorias da Gradação contribuem para destacar elementos como a pertinência do assunto, o grau de comprometimento do autor, as prioridades da reportagem de capa, além de descobrir possíveis padrões de escrita neste gênero discursivo. Sendo assim, o artigo usa referências principalmente de Halliday e Mathiessen (2004) e Martin e White (2005
O ENSINO DA PRODUÇÃO DE TEXTO NA UNIVERSIDADE: O TRABALHO COM A REESCRITA
Nesta pesquisa, temos como objetivo investigar como as atividades de produção textual são encaminhadas no ensino superior, bem como as atividades de reescrita. Com base em Antunes (2003), Marcuschi (2008), Koch e Elias (2009), entre outros, assumimos a posição que vê a escrita como “produção textual”. O corpus desta pesquisa é composto por: anotações de campo e produções de textos dos alunos. Como resultado, afirmamos que as atividades de produção de texto foram encaminhadas a partir de textos-bases, seguidas de reescrita, a partir da qual os alunos conseguiam sugerir uma nova versão para os textos
MODALIDADE EM ILUSTRAÇÕES DE PLANTAS E ANIMAIS: REPRESENTAÇÕES DA REALIDADE EM UM DICIONÁRIO INFANTIL ILUSTRADO
Os dicionários infantis, obras essencialmente didáticas, apresentam uma gama de recursos visuais, entre eles, as ilustrações que acompanham o conteúdo verbal. Este artigo tem como objetivo analisar a modalidade (KRESS; VAN LEEUWEN, 2006) das ilustrações de verbetes de plantas e animais do Aurelinho: dicionário infantil ilustrado de língua portuguesa (FERREIRA, 2008). Como base teórica, utilizamos os trabalhos de Pontes (2008; 2009), Krieger (2007) e Kress e van Leeuwen (2006). Em sua grande maioria, as ilustrações analisadas aproximam-se da realidade, organizando os elementos visuais que as compõem para oferecer aos consulentes um fácil reconhecimento dos seres reais representados nas ilustrações
POIÉSIS E AUTORIA: O “FAZER POÉTICO” EM DIFERENTES CONTEXTOS DE LETRAMENTO
Apoiado nos conceitos de cultura (BHABHA), de letramentos (STREET; SOARES), de gêneros do discurso (BAKHTIN) e na perspectiva de um sujeito “trabalhador” (POSSENTI; CERTEAU), o presente artigo tem como objetivo refletir sobre a “poiésis”, produzido em práticas sociais de letramentos, ou seja, os modos de um “fazer poético”, as táticas no trabalho de dizer o mundo em que estão envolvidos/imersos os sujeitos em seu cotidiano. Um olhar crítico para espaços constitutivamente heterogêneos buscará indiciar nas práticas de/sobre linguagem não valorizadas, a singularidade ou indícios de autoria de sujeitos falantes, em seu “trabalho” com e na sua própria língua
EDUCAÇÃO E LINGUAGEM: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O ENSINO DE GRAMÁTICA DA LÍNGUA PORTUGUESA NO BRASIL
Este artigo trata da concepção de gramática, destacando a prática da escritura gramatical, com base na metodologia proposta pela Historiografia Linguística. O artigo trata também das possibilidades de relacionamento entre gramática e ensino de língua portuguesa, discutindo o estabelecimento de uma norma gramatical no Brasil da passagem do século do século XIX para o XX
O ACONTECIMENTO DOS PROTESTOS NO BRASIL EM 2013: UMA AGITAÇÃO NAS REDES DE MEMÓRIA DO CIDADÃO BRASILEIRO
Artigo discute o acontecimento dos protestos de massa desencadeados no Brasil em junho de 2013 a partir da perspectiva teórica da Análise de Discurso de orientação pecheutiana. Alguns dos enunciados que sobredeterminaram o acontecimento, dentre os quais “O gigante acordou” e “Vem pra rua”, são analisados. Demonstra-se que a emergência desses enunciados, no contexto dos protestos, implicou um trabalho político de circulação-confronto de sentidos em torno do nacionalismo e da cidadania, constituindo um jogo equívoco que mexeu com redes e trajetos de memória do sujeito cidadão brasileiro
O MAPEAMENTO FUNCIONAL DE FORMAS IMPERFECTIVAS DE PASSADO EM CONTOS ESCRITOS EM ESPANHOL
Este artigo deter-se-á no mapeamento funcional, numa perspectiva sociofuncionalista, do passado imperfectivo em Língua Espanhola, em contextos de uso das formas imperfectivas de passado. Deram suporte a nossa pesquisa os pressupostos teóricos do Sociofuncionalismo. A abordagem sociofuncionalista, de acordo com Tavares (2003), associa os postulados do Funcionalismo linguístico (HOPPER; TRAUGOTT, 1993; HOPPER, 1979, 1991; GIVÓN, 1984 e 2001) e da Sociolinguística variacionista (LABOV, 1972, 1978 e 2001). A pesquisa analisou dados de língua escrita provenientes de 24 contos escritos por autores de Língua Espanhola, selecionados a partir de parâmetros extralinguísticos (zona linguística do Espanhol, narrativas e autores)