Portal periódicos de Universidade Metropolitana de Santos - UNIMES
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ABORDAGEM SOCIOCULTURAL DA EDUCAÇÃO E A FORMAÇÃO INTEGRAL DO EDUCANDO
Ao considerar o processo de produção do conhecimento pela teoria da aprendizagem sociocultural, percebe-se que ele resulta de um ato educativo, que também é político, em oposição ao simples aprimoramento cognitivo individual. A abordagem sociocultural utiliza diversos sistemas simbólicos que sustentam essa concepção de educação. Nesse contexto, a realidade política, cultural e social dos indivíduos torna-se parte essencial da ação educativa. Com essa perspectiva, busca-se fomentar uma reflexão ampla sobre a relação entre a educação sociocultural e a formação integral do educando. Inspirado nos pressupostos de Paulo Freire, esse movimento promove o reconhecimento do aluno como sujeito social, capacitando-o a refletir criticamente e transformar sua realidade
GESTÃO DE MUDANÇAS EM TEMPOS DE PANDEMIA: DESAFIOS DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR PRIVADA EM SANTOS/SÃO PAULO
Em fevereiro de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou uma pandemia em decorrência de um novo coronavírus causador da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS-CoV-2). Com o intuito de controlar a progressão da doença em todo o mundo, a OMS recomendou, na ocasião, medidas restritivas à população, como o isolamento social e a suspensão de atividades econômicas. Um dos setores fundamentais que mais sofreram com essas ações restritivas foram as instituições de ensino superior (IES), públicas e privadas, em todo o mundo. No Brasil, por intermédio da Portaria n.º 343/2020 e da Medida Provisória n.º 934/2020, o Ministério da Educação (MEC) determinou que cerca de 90,0% das 2.150 IES privadas brasileiras substituíssem as aulas presenciais pelo ensino remoto emergencial por tempo indeterminado. Entre elas, estava a Universidade Metropolitana de Santos (UNIMES) (organização alvo deste estudo), localizada na região metropolitana da Baixada Santista, em São Paulo. Ao migrar do ensino presencial para o remoto, a UNIMES enfrentou resistências internas, limitações tecnológicas e desafios na capacitação docente, sinalizando a importância estratégica da “gestão de mudanças” para garantir a continuidade e a qualidade do ensino. Neste contexto, considerando os novos desafios impostos à UNIMES em razão da referida pandemia e pautando-se nos desafios enfrentados pela IES para garantir a manutenção da qualidade do ensino dos seus 30 cursos de graduação, a presente pesquisa tem como objetivo descrever como a "gestão de mudanças" foi fundamental para que os gestores acadêmicos da UNIMES superassem os desafios impostos pela pandemia da COVID-19. A metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica em estudos que abordam o conceito de "gestão de mudanças". Além disso, foi apresentado um estudo de caso sobre as ações realizadas pela UNIMES durante a transição do ensino presencial para o ensino remoto. Como resultado, algumas ações para o sucesso do processo de mudança organizacional foram adotadas pela IES, a saber: (a) Para reduzir as desconfianças e as resistências dos docentes, os gestores, como o pró-reitor acadêmico, o diretor acadêmico e os coordenadores de cursos, demonstraram um comprometimento ativo durante todo o processo de mudança, participando de todas as etapas; (b) Além disso, os gestores não negligenciaram as reações emocionais e cognitivas das equipes. Dessa forma, foi promovida gradualmente uma cultura favorável à mudança, engajando aqueles mais alinhados à transformação para que pudessem atuar como multiplicadores; (c) Para garantir o envolvimento de 100% dos docentes no processo de mudança e aumentar as chances de sucesso da ação, os gestores atuaram com empatia e adotaram uma comunicação clara sobre a necessidade da transformação, enfatizando os benefícios esperados; (d) Por fim, todos os docentes foram conscientizados e capacitados para o uso de tecnologias digitais de informação e comunicação (TDICs), como o Moodle, o plugin H5P e o Google Meet, alcançando êxito no processo de ensino e aprendizagem em tempos de pandemia
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E BIG DATA NO ENSINO DE CIÊNCIAS: MODELAGEM COMPUTACIONAL E ANÁLISES DE DADOS PARA A PROMOÇÃO DO PENSAMENTO CIENTÍFICO NOS ESTUDANTES
Esta pesquisa investiga o impacto da integração de Inteligência Artificial (IA) e Big Data no ensino de Ciências, com foco na promoção de práticas pedagógicas mais inclusivas e personalizadas. A educação brasileira enfrenta desafios relacionados à qualidade do ensino, e a utilização dessas tecnologias emergentes pode oferecer soluções inovadoras para superar tais obstáculos. A problemática aborda a resistência à adoção dessas ferramentas, especialmente devido à falta de capacitação e infraestrutura nas escolas. O objetivo principal é analisar como IA e Big Data podem melhorar o ensino de Ciências, identificando desafios e benefícios para a Educação Básica. A pesquisa adota o paradigma neoperspectivista giftdeano, que promove a coexistência de verdades absolutas e relativas, enfatizando a inclusão e a diversidade. As teorias de aprendizagem tecnológica, pedagogia crítica e modelos de dados educativos foram utilizadas para guiar a investigação. O método hipotético-dedutivo foi empregado para testar as hipóteses relacionadas aos impactos dessas tecnologias na educação. A revisão bibliográfica e documental narrativa envolveu a consulta a bases de dados como Scopus, Google Scholar e Web of Science, analisando inicialmente 120 trabalhos e selecionando 40 para uma análise mais aprofundada. Os principais achados indicam que, apesar das resistências, IA e Big Data podem proporcionar um ensino mais adaptado às necessidades dos alunos, embora a infraestrutura e a formação docente ainda sejam grandes desafios. As lacunas incluem a falta de estudos em contextos escolares públicos. As contribuições teóricas e metodológicas da pesquisa oferecem novas perspectivas para a aplicação dessas tecnologias no ensino de Ciências. O valor agregado reside na transformação das práticas pedagógicas e no impacto social potencial
ENSINO HÍBRIDO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES: PANORAMA CIENTÍFICO NACIONAL PRÉ-PANDEMIA NOS CURSOS DE LICENCIATURA
Este artigo contempla uma revisão integrativa da literatura, que buscou analisar a produção científica nacional sobre o uso do Ensino Híbrido nos cursos de formação de professores tendo como foco os cursos de licenciatura, a partir de publicações científicas indexadas na base de dados Portal de periódicos Capes, Google acadêmico, Science direct e Scopus, entre 2015 e 2019. Seguindo os critérios de exclusão e inclusão definidos na pesquisa 9 artigos foram incluídos para análise nesta investigação. Os artigos analisados foram comparados e agrupados por similaridade de conteúdo considerando: os objetivos dos estudos analisados, a relevância do uso do ensino híbrido na formação de professores e a formação docente com o uso das TICs e de modalidades híbridas. Os resultados indicam que as atividades relacionadas ao Ensino Híbrido que foram desenvolvidas nos cursos de licenciatura promoveram o processo de ensino-aprendizagem de forma favorável e eficaz, além de promover uma aproximação mais ativa e colaborativa entre professor e aluno. Além disso, a formação de docentes na perspectiva do ensino híbrido juntamente com o uso das TIC’s, permitem ainda uma reflexão sobre as práticas da educação com o intuito de analisar as práticas pedagógicas conduzidas no ensino superior. Como perspectivas futuras, acredita-se que a implementação do Ensino Híbrido, somado ao ensino remoto pós pandemia, deve promover uma maior implementação do ensino híbrido nos cursos de formação de professores no Brasi
O exercício da docência pelos “profissionais com notório saber”; para onde vai a carreira do magistério?
A administração do Sistema de Ensino do Brasil é um contexto cercado de nuances e que requer atenção especial, principalmente quando objetivamos a (re)construção de uma nação crítica, participativa, consciente dos seus direitos e comprometida com seus deveres. Neste cenário complexo tomamos como pano de fundo a Reforma do Ensino Médio (REM), a qual tem sido o foco de muitos debates entre os estudiosos da Educação. O presente artigo foi desenvolvido tomando como objeto de estudo o Novo Ensino Médio (NEnMe), sobre o qual temos o objetivo de analisar possíveis impactos para o trabalho docente que a atuação de pessoas com notório saber poderá causar. Para tanto desenvolvemos uma pesquisa de revisão bibliográfica considerando as mais atuais produções teóricas que abordam nosso objeto de estudos, organizamos o texto em duas sessões teóricas sendo que na primeira busca-se apresentar todas as mudanças que a lei do NEnMe promoveu na LDBEN e na segunda focamos nosso debate especificamente nas alterações que possibilitaram a atuação de pessoas com notório saber como “docentes” nos itinerários formativos do Ensino Médio. O desenvolvimento deste trabalho nos permite concluir que a permissão legal para que não licenciados ocupem o papel social de professores da Educação Básica reforça a desvalorização do Estado por essa classe de trabalhadores
Tecnologia da Informação e Comunicação (TICs): Como um instrumento pode ser facilitador e ao mesmo tempo um desafio para professores na escola.
Tecnologia da informação e comunicação (TICs): como um instrumento pode ser facilitador e ao mesmo tempo se tornar um desafio para os professores na escola. O objetivo deste trabalho foi compreender porque a TICs pode ser considerada um instrumento facilitador e ao mesmo tempo um desafio para o trabalho dos professores na escola. A metodologia escolhida para dar luz a este artigo foi à pesquisa bibliográfica que propõe problematizar, questionar, articular conhecimentos anteriores e atuais. O instrumento TICs veio para ficar e seus impactos são grandes, pois essa tecnologia tem ação direta nas questões sociais, uma vez que, suas utilidades estão ligadas a dois pontos primordiais para evolução da espécie humana, que são a informação e a comunicação. Com o instrumento TICs a facilitação está para o saber, que não está mais limitado a emissores que estão responsáveis por dividi-los com receptores que terão somente que reproduzir como foi passado nos antigos tempos. Portanto, entende-se que tanto a Educação, tecnologia, professores e educandos são produtores do saber e por isso, juntos podem produzir mais conhecimentos. Quanto aos desafios estão a falta de incentivo do Governo e a Secretaria da Educação na profissionalização dos professores; a necessidade de os professores permanecerem se atualizando; e por fim, que esses profissionais da Educação estejam dispostos a se abrirem para mudanças de suas práticas pedagógicas, afinal, o educando desse tempo é um sujeito ativo no processo da aprendizagem
POLÍTICAS PÚBLICAS E AS PRÁTICAS ESCOLARES NA LEI 10.639/2003 – EDUCAÇÃO ÉTNICO-RACIAL:
Este trabalho apresenta algumas reflexões acerca da Lei 10.639/2003, que regulamenta a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira nas instituições de educação no país, frente aos desafios vivenciados hoje pelos povos negros, como discriminação e violência. Após mais de 20 anos da criação da lei será que podemos afirmar que de fato que esta está sendo seguida? Será que as escolas de ensino fundamental estão trabalhando esse tema de suma importância? Se não estão, por quê? Esses e outros questionamentos serão tratados a partir da análise da legislação, levantamento bibliográfico, análise de livros didáticos e no currículo santista e o PNLD plano nacional do livro e do material didátic
GAMIFICAÇÃO NO ENSINO DE CRIANÇAS COM TDAH
O estudo teve como objetivo analisar a interseção entre a gamificação e o Atendimento Educacional Especializado (AEE) para alunos diagnosticados com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Nesse sentido, a investigação baseia-se em uma prática de intervenção realizada durante curso de especialização, envolvendo estudantes do AEE misto e uma turma do ensino regular na qual esses alunos estão incluídos. Durante a intervenção, a gamificação foi aplicada para trabalhar conceitos de matemática e outras áreas do conhecimento. Os resultados mostram que os jogos pedagógicos virtuais têm potencial para serem utilizados como meio de desenvolver a atenção e o interesse dos alunos com TDAH, pois eles ampliam o engajamento, o que consequentemente melhora a aprendizagem. Conclui-se que a gamificação é uma prática educacional importante quando se trata de adaptar o conteúdo no contexto do AEE, pois responde às necessidades específicas dos estudantes com TDAH
PARA ALÉM DOS MUROS DA ESCOLA TRADICIONAL: EXPERIENCIAS REFLEXIVAS ENTRE TEORIA E PRÁTICAS
Este artigo visa demonstrar a importância de uma abordagem educacional que integre a vida e a sociedade ao processo de aprendizagem. Para tanto, utiliza-se de uma metodologia bibliográfica e estritamente qualitativa para analisar a necessidade de superar as limitações da educação tradicional, destacando o pensamento de Dewey como alternativa à abordagem enciclopedista. Dewey, renomado por suas contribuições na filosofia da educação, contesta os fundamentos da pedagogia tradicional, propondo uma educação que ultrapasse os limites físicos da escola, inserindo-se na vida cotidiana e na sociedade. Exploramos os contextos históricos pertinentes e conceitos da filosofia deweyana que diferenciam abordagens autoritárias de uma centrada no desenvolvimento natural e democrático, indo além dos muros da escola. A originalidade deste trabalho reside na articulação desses elementos para promover uma compreensão mais holística e dinâmica da educação numa abordagem escolar conectada com a sociedade num esforço de superar os seus problemas de distanciamento da experiência, fonte efetiva da problematização humana. Os resultados destacam a importância de uma abordagem educacional contextualizada e integradora, enquanto as contribuições teóricas incluem uma crítica à rigidez da educação tradicional e a promoção de um modelo mais flexível e adaptável às necessidades contemporâneas
ETHOS INFECCIOSO: A RETÓRICA NEGACIONISTA E O FRACASSO ESCOLAR NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA
Este estudo explora como os discursos do ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, atuam como um ethos infeccioso metafórico, contribuindo para a perpetuação do fracasso escolar no Brasil. Baseado nos conceitos de ethos de Aristóteles e em contribuições teóricas contemporâneas de Aragão (2013) e Macêdo Júnior (2024), o estudo analisa como discursos negacionistas podem ser comparados a agentes patogênicos que corrompem o sistema educacional. Weintraub promoveu narrativas que desqualificam práticas educacionais estabelecidas e questionam dados científicos, contribuindo para a deslegitimação e descredibilidade da educação brasileira. A metodologia adotada foi descritiva (Gil, 2002) e comparativa, analisando discursos de Weintraub durante seu mandato. A análise evidenciou que as declarações do ex-ministro funcionam como agentes etiológicos que introduzem uma infecção no sistema educacional, corroendo sua estrutura e promovendo desinformação e polarização. Exemplos incluem a desvalorização de universidades e ataques a figuras como Paulo Freire, criando um ambiente de desconfiança e hostilidade. Essas retóricas não só desviam a atenção dos problemas reais da educação, como também dificultam a implementação de soluções eficazes, perpetuando o fracasso escolar. Utilizando as teorias de Maingueneau (1993) e Charaudeau (2008), a pesquisa demonstrou que o ethos construído por Weintraub desvaloriza a educação pública e estigmatiza estudantes e professores. Ao comparar esses discursos a uma infecção biológica, o estudo revela como eles podem gerar comportamentos prejudiciais e desviar recursos de questões críticas do sistema educacional. Para combater essa infecção discursiva, é crucial promover um ambiente educacional baseado em evidências científicas e identificar e neutralizar os vetores de desinformação, contribuindo para uma educação pública mais robusta e inclusiva