Portal de Revistas da Faculdade de Ciências Econômicas (Universidade Federal de Minas Gerais)
Not a member yet
    2803 research outputs found

    Privações municipais e domiciliares em Minas Gerais: uma análise da desigualdade regional nos anos 2000

    No full text
    Abstract This article aims to measure the development of the state of Minas Gerais under the capabilities approach. To this end, an Absence of Deprivation Index was elaborated and calculated from two perspectives for the state's mesoregions and municipalities: municipal and budgetary effort, and household. The results of both indexes indicated a strong antagonism, with greater vulnerability in the north and greater development in the south of the state, which is intensified when deprivations are observed from the rates of household well-being. Moreover, it was possible to observe greater intraregional inequality from the municipal perspective and greater inter-regional inequality from the household perspective. Keywords: poverty; deprivations; multidimensional; poverty index. JEL Codes: D63, I31, I32, I38.Resumo Este artigo tem como objetivo medir o desenvolvimento do estado de Minas Gerais sob a abordagem das capacitações. Para tal, foi elaborado e calculado um Índice de Ausência de Privação sob duas óticas para as mesorregiões e municípios do estado: municipal e de esforço orçamentário; e domiciliar. Os resultados de ambos os índices indicaram um forte antagonismo, com maior vulnerabilidade do norte e maior desenvolvimento do sul do estado, o qual é intensificado quando as privações são observadas a partir dos índices de bem-estar domiciliares. Ademais, foi possível observar maior desigualdade intrarregional na perspectiva municipal e maior desigualdade inter-regional na perspectiva domiciliar. Palavras-chave: pobreza; privações; multidimensional; índice de pobreza. Códigos JEL: D63, I31, I32, I38

    Uma análise sobre a estrutura de competição dos setores de acordo com a intensidade tecnológica

    No full text
    Abstract The purpose of this paper is to emphasize the importance of competition structures in different sectors according to technological intensity, following the important theories of Melitz (2003) and Baldwin and Harrigan (2011). Using data from the 70 main exporters and importers, we estimated the relationship between comparative advantage and the quality/price of products sold through cross-sections between 2008 and 2017. We found evidence that countries that exhibit comparative advantage over products with higher technological content are able to transform this advantage into technological and productive advancement in order to increase the quality of their products. On the other hand, the evidence points out that countries that exhibit comparative advantage over products with lower technological content invest in productive improvement in order to reduce their marginal costs and, therefore, compete in the international market through lower prices. Keywords: revealed comparative advantage, competitiveness, quality of exports, price of products. JEL Codes: F11, F12, 040.Resumo O objetivo deste estudo é enfatizar a importância das estruturas de competição nos diferentes setores de acordo com a intensidade tecnológica e com as importantes teorias de Melitz (2003) e Baldwin e Harrigan (2011). Utilizando dados dos 70 principais exportadores e importadores, estimamos a relação entre vantagem comparativa e a qualidade/preço dos produtos comercializados por meio de cross-sections para os anos de 2008 e 2017. Conforme as evidências encontradas, países que exibem vantagem comparativa sobre produtos com maior conteúdo tecnológico conseguem transformar essa vantagem em avanço tecnológico e produtivo, de forma a aumentar a qualidade de seus produtos. Por outro lado, países que exibem vantagem comparativa sobre produtos com menor conteúdo tecnológico investem em melhoria produtiva com o intuito de diminuir seus custos marginais e, portanto, competem no mercado internacional por meio de menores preços. Palavras-chave: vantagem comparativa revelada, competitividade, qualidade das exportações, preço dos produtos. Códigos JEL: F11, F12, 040

    A emergência do processamento submarino de petróleo e gás natural sob a perspectiva dos sistemas tecnológicos de inovação (1990-2019)

    No full text
    Abstract This article examines the emergence of subsea processing technologies in the global oil and gas industry during the period 1990-2019. Five subsystems related to subsea processing are considered: subsea gas compression; subsea boosting; subsea water treatment and injection; subsea separation and direct electric heating. Our analytical framework is based on the perspective of technological innovation system, focusing in the functions of the system. The system functioning analysis is based upon data from demonstration projects, scientific publications, and patents. Our main research question is: How the interactions between functions interconnect with the emergence of subsea processing in this period? We identified that system functioning have positive effects on adoption and diffusion of these new technologies. This article contributes to the debate on public policies and innovation in established sectors, as well discuss the role of developing countries in emerging technological areas. Keywords: emerging technologies, technological innovation systems, function analysis, offshore oil industry, subsea systems. JEL Codes: O31, O33.Resumo Este artigo explora o processo de emergência de tecnologias de processamento submarino na indústria mundial de petróleo e gás natural entre 1990-2019. O processamento submarino é constituído pelos seguintes subsistemas: compressão submarina de gás; bombeio elétrico submarino; separação submarina; tratamento e (re)injeção submarina de água e aquecimento ativo das linhas de fluxo. O quadro analítico se apoia nas funções do sistema tecnológico de inovação. As funções são analisadas a partir de dados de projetos demonstrativos, publicações científicas e patentes. Investiga-se como as interações entre as funções do sistema tecnológico se interconectam com o processo de emergência do processamento submarino nesse período. Identifica-se que as funções têm efeitos positivos para a introdução e difusão dessas novas tecnologias. O artigo contribui para o debate sobre políticas públicas e inovação em setores maduros, além de discutir o papel de países em desenvolvimento em áreas tecnológicas emergentes. Palavras-chave: tecnologias emergentes, sistemas tecnológicos de inovação, funções dos sistemas de inovação, indústria do petróleo offshore, sistemas submarinos. Códigos JEL: O31, O33

    A contribuição da política fiscal para a crise brasileira de 2015-2016: uma análise baseada em multiplicadores de despesas e receitas primárias do governo central no período 1997-2018

    No full text
    Abstract We estimated a structural VAR based on Blanchard and Perotti (2002)’s methodology with updated data of the central government from Gobetti and Orair (2017) in order to estimate fiscal multipliers. The result suggests a higher multiplier in the complete sample (1997-2018) than in the pre-crisis sample (until 2014) for social benefits and public investments. Our first exercise assesses the reorientation of fiscal policy towards subsidies between 2011 and 2014. GDP in the scenario in which subsidies are destinated to public investments would be 2.7% above the actual GDP in 2014. The second exercise projects that, if public investments had kept the same average growth rate of 2006-2010 during the crisis, GDP would be 6% above the observed GDP in 2017. Also, GDP would be 2.53% below the actual if social benefits had not grown in 2016 and 2017. Keywords: fiscal multipliers; fiscal policy; public investment; social benefits; VAR. JEL Codes: E62, H5, H500, H540.Resumo Estimamos um VAR estrutural (SVAR) baseado em Blanchard e Perotti (2002) com dados atualizados do governo central de Gobetti e Orair (2017) para estimar multiplicadores fiscais. O resultado sugere um multiplicador maior na amostra completa (1997-2018) em relação à amostra pré-crise (até 2014) para benefícios sociais e investimentos públicos. Nosso primeiro exercício avalia a reorientação da política fiscal para os subsídios entre 2011 e 2014, com base nos multiplicadores estimados a partir do SVAR. O PIB no cenário em que os subsídios são destinados aos investimentos públicos estaria 2.7% acima do PIB verdadeiro em 2014. O segundo exercício projeta que, caso os investimentos públicos mantivessem a mesma taxa média de crescimento de 2006-2010 durante a crise, o produto estaria 6% acima do PIB observado em 2017. Além disso, o PIB estaria 2.53% abaixo do verdadeiro se os benefícios sociais não tivessem crescido em 2016 e 2017. Palavras-chave: multiplicadores fiscais; política fiscal; investimento público; benefícios sociais; VAR. Códigos JEL: E62, H5, H500, H540

    Editorial - O Grupo Galpão, o Centro Cultural Galpão Cine Horto, a cidade e o mundo

    No full text
    Editorial João Antonio de Paula Professor Titular do Departamento de Ciências Econômicas   Gustavo Britto Editor Neste número, a Nova Economia conclui o ciclo de homenagens ao teatro realizado nas coletâneas de arte dos números de 2021. Esse registro marca também o fim de mais um ano de pandemia, novamente um período extremamente conturbado com a combinação continuada das crises política, econômica e sanitária. Contudo, a passagem de ano também vem acompanhada da esperança da possibilidade de transição para novos caminhos. A última coletânea do ano traz imagens históricas do Grupo Galpão. Além do registro histórico da trajetória do Grupo, que em 2022 completa 40 anos, trata-se de uma ilustração contundente da resiliência da cultura, da arte e dos artistas que procuram o público e de um processo permanente de mudança, reinvenção e construção. A presença do Grupo Corpo nesta edição é também uma auspiciosa coincidência de datas. Em 2022 a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) completa 95 anos de existência, durante os quais a cultura sempre teve papel central. O que se comemorará em setembro de 2022 é ampla e justamente reconhecido pela decisiva contribuição dessa instituição de ensino para o desenvolvimento do estado e do país, dos variados campos de sua atuação. Agora mesmo a UFMG tem exercido importante papel no combate à atual pandemia. Sua atuação nunca se limitou à formação de recursos humanos e à produção de conhecimento, destacando-se também na inovação tecnológica e por significativa atuação no campo da extensão universitária. Entre seus orgulhos está o de ter tido como alunos ou como professores alguns dos maiores nomes da literatura brasileira – Carlos Drummond de Andrade, João Guimarães Rosa, Pedro Nava, Emílio Moura, além de outras personalidades importantes. Também digna de registro é a importância da UFMG, e de seu Festival de Inverno, na atualização da vida cultural de Minas Gerais e do Brasil, em variadas dimensões, destacando-se aí o seu papel indutor do surgimento de grandes grupos artísticos como o Teatro de Bonecos Giramundo, o Grupo Uakti, o Grupo Corpo, o Grupo Galpão. Desse processo participaram várias unidades da Universidade, o que é de se esperar. Mais inusual é que também a Faculdade de Ciências Econômicas tenha se destacado não só como centro de ensino e pesquisa em ciências sociais aplicadas, mas também por permanente atuação no campo do planejamento e do desenvolvimento econômico e social, e por ampla abertura para as questões emergentes da realidade social, em perspectiva interdisciplinar. Por isso, não é incomum que seus alunos, seus professores, seus pesquisadores, ao lado de seus campos específicos de atuação tenham se dedicado à literatura, ao cinema, ao teatro, à música. Essas permanentes e ricas interações culturais praticadas nessa Faculdade estão emblematicamente representadas no fato de que seu primeiro diretor, depois de sua refundação em 1945, tenha sido o poeta de mérito que é Emílio Moura. Desse modo, não há qualquer surpresa que ela mantenha rica cooperação e amizade com importantes agentes da vida cultural mineira, de que é exemplo o Grupo Galpão. Entre seus fundadores está um ilustre ex-aluno da Faculdade, o Chico Pelúcio, que tem sido responsável por rica convivência de que muito nos orgulhamos. A revista Nova Economia é prova do que se disse aqui, sobre o inegociável compromisso da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG com a interdisciplinaridade, com o sentido emancipatório de sua atuação.   O Grupo Galpão, o Centro Cultural Galpão Cine Horto, a cidade e o mundo   Chico Pelúcio Integrante do Grupo Galpão e Diretor Geral do Galpão Cine Horto   Participei de um amontoado de jovens universitários, em 1980, que se reuniu para desenhar um projeto utópico de ter um “galpão” no qual as artes, os afetos e suas diferentes expertises convivessem harmônica e horizontalmente na esperança de construir um novo país que emergia do período ditatorial. A ingenuidade própria da juventude e a urgência dos afazeres da vida adulta fizeram naufragar o sonho dos jovens arquitetos, artistas plásticos, psicólogos, poetas, atores e diretores de teatro. Pouco tempo depois, através do teatro, essa chama renasce, e o que era utopia encontra atalhos para se tornar realidade. Atores e atrizes que participaram de uma experiência com dois diretores do Teatro Livre de Munique em Belo Horizonte fizeram renascer a aventura fracassada, na época, capitaneada pelo arquiteto e diretor teatral João Marcos Machado Gontijo. Entre eles estava Eduardo Moreira, que estivera naquele “amontoado de jovens” trazendo consigo os desejos congelados daquele primeiro encontro, que deixou somente um Estatuto e a Associação Galpão criada e registrada, que posteriormente daria nome ao Grupo. Foi então que Eduardo, Wanda, Teuda, Fernando Linares, Beto Franco, entre outros atores, através da montagem do primeiro espetáculo E a noiva não quer casar, em 1982, se propuseram a dar continuidade aos ensinamentos deixados pelos alemães. Sem que soubessem claramente, estava assentado o primeiro tijolo da nossa trajetória. Trajetória essa que pretendia criar condições para um trabalho contínuo, tanto no aspecto artístico como de produção. O teatro de rua, com sua irreverência e ousadia de ocupar os espaços públicos de Belo Horizonte nesse período transitório da ditadura, muito rapidamente conquistou seu público, que nos acompanhará nos anos seguintes. Por outro lado, desperta o interesse da mídia e mais do que isso, faz nascer nos corações daqueles artistas uma paixão pelo teatro de rua que se tornará motivo de nossa existência por longos anos até recentemente. Belo Horizonte sempre foi a casa para onde voltamos das nossas viagens, mas nossos olhos sempre buscaram o “além-montanhas”. Assim, com as Minas Gerais dando identidade aos nossos espetáculos e a nossa “Esmeralda” (um carro Veraneio que transportava atores, cenários e figurinos das nossas peças), o Grupo Galpão nos seus primeiros 10 anos foi conquistando as periferias, o interior de Minas, outros estados e até mesmo onde “Judas perdeu as botas”, e sem botas, mas com pernas-de-pau, lá estávamos nós ocupando praças e esquinas, inaugurando o teatro feito ao ar livre para gente que nunca tinha visto a encenação de uma peça. Lembro que ainda hoje são mais de 70% das cidades do Brasil que não têm teatro e que a casa de espetáculo e o teatro de rua são as únicas possibilidades de interiorização e democratização de acesso a essa arte. Oxalá o poder público percebesse essa realidade. Foi uma época ligada à cultura popular com nosso olhar voltado para um Brasil do interior, desigual, que se divertia e se emocionava em ver uma encenação teatral pela primeira vez. Esse período foi coroado com a montagem de Romeu e Julieta, de William Shakespeare, que, segundo o diretor Gabriel Villela, seria um espetáculo para o sertão de Minas. Foi uma bênção dos deuses do teatro, pois o espetáculo, além dos sertões, levou-nos a boa parte da Europa Ocidental, a toda a América Latina e aos Estados Unidos. O Grupo Galpão se consolidava como uma das companhias de teatro mais importantes do país e, talvez, a que mais viajava pelo interior do Brasil. A visibilidade conquistada com Romeu e Julieta e depois com Rua da Amargura, também em parceria com Gabriel Vilella, resultou em convites que vinham do interior do país, das capitais e dos festivais internacionais. Em 1994, esse sucesso desperta a atenção do Banco Crédito Real de Minas Gerais, que se associa ao Grupo explorando o conceito de que é possível se chegar a excelência mesmo diante da adversidade. Assim, o Banco conhecido como Credireal, adotando o mesmo modelo de patrocínio de manutenção que a Shell oferecia ao Grupo Corpo, abraçou o Grupo Galpão, financiando nossa estrutura operacional, nossas montagens e nossa circulação por Minas Gerais e por todo o país. Foi o primeiro patrocínio no Brasil nessa modalidade a um grupo de teatro. Infelizmente, essa situação durou apenas pouco mais de dois anos, devido à extinção do Banco. Na segunda metade da década de 1990 fomos obrigados a rever nossa estrutura de produção e sobrevivemos basicamente da venda de espetáculo. No início dos anos 2000, a Petrobras assume o patrocínio do Grupo Galpão junto a algumas outras poucas iniciativas na categoria de “projetos especiais”. E o melhor, foi um patrocínio integral que cobria a manutenção, a criação e a circulação dos espetáculos. Junto a essa boa-nova, vieram nossa segunda ida a Londres para uma temporada no Globe Theatre, em Londres, a criação do Centro Cultural Galpão Cine Horto, as direções internas de seus próprios atores, a parceria com o Cacá Carvalho na montagem do Partido – documentário sobre o Galpão, dirigido por Kika Lopes e André Amparo –, a aproximação com Paulo José, que futuramente veio a dirigir dois dos nossos espetáculos. Foi um momento muito rico e de muita esperança, em que tivemos muitos avanços, tanto na estrutura de gestão como nos processos e resultados criativos do Grupo. Um período de equilíbrio entre as direções convidadas, com abertura para direções internas. A primeira década do novo século foi de muitas produções e muitas viagens, mas, acima de tudo, uma fase de muita esperança. O Galpão Cine Horto se consolidou nesse período, graças ao patrocínio exclusivo da Petrobras ao Grupo Galpão, o que permitiu ao Centro Cultural buscar outros parceiros sem concorrer com o próprio Grupo. O país experimentava, talvez, a melhor gestão para a área cultural durante o governo Lula. Portanto, o final do século passado e início deste século foi um período de avanços, conquistas, criações, grandes viagens, diretores importantes e, por que não dizer, salários dignos para vivermos e trabalharmos com tranquilidade na nossa arte. Já no governo Dilma a cultura começa a perder espaço, sendo usada no seu primeiro mandato como moeda de troca política. Já no primeiro dia do segundo mandato a verba da cultura foi reduzida ao menor orçamento já visto na história, levando o MinC e a Funarte à imobilização financeira. Foi um período de muito verbo, pouquíssima verba e nenhuma ação. Mesmo com a Petrobras dando sinal de diminuição dos financiamentos à cultura, o que poderia comprometer o nosso planejamento e até nossa sobrevivência, o Galpão e o Galpão Cine Horto apostavam no crescimento de suas ousadias e de suas equipes. O Galpão pela primeira vez se propõe a montar dois espetáculos quase ao mesmo tempo dividindo seu elenco. O projeto era mergulhar na obra de Anton Tchekhov, de modo que uma parte dos atores montou o texto dramatúrgico Tio Vânia, com direção de Yara de Novaes (a primeira mulher a dirigir o Grupo) e outra parte mergulhou nos contos do autor, dirigidos pelo russo radicado em Berlim, Jurij Alschitz. Com esse projeto, que se chamou “Viagem a Tchekhov”, tentamos uma nova forma de produzir, respondendo a algumas demandas criativas e de produção, entre elas a ideia de dividir o grupo em dois elencos para que houvesse um revezamento, permitindo, com isso, certo descanso. Havia também o desejo de trabalhar com um diretor internacional, bem como atender diferentes interesses artísticos dentro do Grupo. Se por um lado o Grupo Galpão se empenhava em montar espetáculos e viajar com a proposta de ampliar o seu mercado de trabalho, renovar e aumentar seu público, ao mesmo tempo, as viagens eram uma fonte potente para se estabelecerem novos contatos. E em outra via, o Galpão Cine Horto se ocupava de fincar o pé em suas ações em Belo Horizonte como centro de formação, experimentação, memória e fomento do teatro. O fato é que com o decorrer do tempo os projetos do Galpão Cine Horto despertaram o interesse de grande parte do país, atraindo artistas de muitos estados. Assim, estabeleceu-se uma “dobradinha” muito interessante, principalmente para Belo Horizonte, pois de um lado estava o Galpão levando consigo o nome da cidade “mundo afora”, por outro, o Galpão Cine Horto atuando nas entranhas da capital. Mas para o mundo da educação, da cultura e da arte, especificamente do teatro, nunca as coisas foram fáceis. As conquistas acontecem em avanços com momentos de raros “alinhamentos das constelações”. Dando sequência à crise instaurada em 2014, veio o golpe que trouxe de presente Temer e, depois, Bolsonaro. Houve primeiro o desmantelamento orçamentário do governo Dilma, depois a tentativa da extinção do Ministério da Cultura pelo Temer e, por fim, a sua extinção em 2018 pelo governo de Jair Messias Bolsonaro. A tentativa de Temer em extinguir o MinC provocou uma incrível mobilização nacional fazendo com que ele voltasse atrás. O mesmo não aconteceu com Bolsonaro, que agiu sem resistência e sob certo silêncio da classe artística. Desde então, temos assistido à perseguição e ao boicote explícitos à arte e à cultura por parte do governo federal. Como se não bastasse vem o vírus Covid-19 impondo a pandemia mundial, com a qual as artes cênicas vêm sofrendo por ser atividade de natureza essencialmente presencial. A frase mais falada por nós é: “o teatro foi o primeiro a fechar e será o último a abrir”. E assim aconteceu. Nesse momento de total impossibilidade de trabalho, os artistas de teatro incrivelmente se reinventaram. No início, foi uma linda ação de solidariedade, quando muitos artistas atuaram como podiam nas plataformas digitais a fim de amenizar o impacto de uma população assustada e trancada dentro de casa. Música, teatro, aulas, lives, reuniões, festas de aniversário ao vivo ou gravadas inundaram nossos computadores e celulares na tentativa de propiciar ao cidadão algum entretenimento no confinamento. No segundo momento, ao percebermos que a pandemia não seria resolvida rapidamente, passamos a buscar formas de sobrevivência, isto é, utilizar as plataformas digitais como ambiente de trabalho e remuneração. Nas artes cênicas, muita coisa foi produzida pelo teatro e pela dança, numa aproximação muito fecunda com o universo do audiovisual. Reinventamo-nos como foi possível, entretanto foram raras as experiências que obtiveram sucesso financeiro. Talvez a música, com seus astros, tenha tido melhor sorte financeira do que a artes cênicas. Do ponto de vista de linguagem, os que mais se aproximaram do teatro presencial foram os espetáculos ao vivo, que certamente serão outra opção para realizarmos trabalhos e ampliarmos nosso público. O nome disso? Teatro virtual, teatro on-line, teatro a distância... Um acontecimento nacional e fundamental para existirmos vivos e com alguma esperança nesse período foi a agilidade da aprovação da Lei Aldir Blanc. Aqui em Belo Horizonte ela obrigou a Secretaria de Cultura, até então omissa e ausente, a se mobilizar para distribuir a verba oriunda da Aldir Blanc. O mesmo aconteceu com outros municípios e estados. O Galpão se desdobrou e produziu muita coisa, tentando desesperadamente entender e achar caminhos para esse momento. Espero que essas experiências deixem boas alternativas para o Grupo no futuro. Quanto ao Galpão Cine Horto, em 2020 e 2021 realizamos todos os projetos previstos de forma on-line e ainda criamos a TV Galpão Cine Horto. Neste momento em que escrevo, estamos sem saber se a variante Ômicron permitirá a volta dos teatros, ou se vamos ficar nessa eterna impossibilidade de planejar em médio prazo nesse vaivém de ondas epidêmicas. O fato é que estamos aprendendo a viver day by day, a descobrir que os afetos próximos são muito importantes, que nossa saúde física e mental tem que ser preservada, que a empatia é mola mestra da amizade, do coletivo, do humanismo e até mesmo da democracia. E para finalizar peço emprestado ao Caetano Veloso:   “Ser feliz O melhor lugar é ser feliz O melhor é ser feliz. Onde estou Não importa tanto aonde vou O melhor é ter aonde (amor).

    SAÚDE 4.0: APLICAÇÃO DOS CONCEITOS DA INDÚSTRIA 4.0 NO SETOR DE SAÚDE

    No full text
    ABSTRACT: The concepts of Industry 4.0 emerged in 2011 in Germany and, since then, have been arousing research interest worldwide. However, many of the concepts of Industry 4.0 present an approach aimed only at the manufacturing sector, ignoring its application to the service sector. With the aim of identify how Industry 4.0 concepts can affect the health sector, this article was prepared through a bibliometric review, carried out from 347 articles from the Scopus database. As main results, tables and conceptual maps were created using the Atlas TI and VOSviewer software, which allow the main countries, authors and keywords of the publications found to be viewed. It was also found that the advent of industry 4.0 introduced the application of concepts such as: Internet of Things, Big Data, Cloud Computing, Cyber ​​Physical Systems, Digitization, Intelligent Work, Mass Customization and Process Automation and that these concepts are also present in the service sector and are perfectly applicable to the health sector. At the end, the article presents its limitations and the academic and managerial contributions. Keywords: Innovation Management, Industry 4.0, Health Sector.RESUMEN: Los conceptos de industria 4.0 surgieron en 2011 en Alemania y, desde entonces, han despertado el interés de la investigación en todo el mundo. Sin embargo, muchos de los conceptos de Industria 4.0 presentan un enfoque dirigido únicamente al sector manufacturero, ignorando su aplicación al sector servicios. Con el fin identificar cómo los conceptos de la industria 4.0 pueden afectar al sector de los servicios de salud, este artículo fue elaborado mediante una revisión bibliométrica, realizada a partir de 347 artículos de la base de datos Scopus. Como principales resultados se crearon tablas y mapas conceptuales utilizando el software Atlas TI y VOSviewer, que permiten visualizar los principales países, autores y palabras clave de las publicaciones encontradas. También se encontró que la llegada de la industria 4.0 introdujo la aplicación de conceptos como: Internet de las cosas, Big Data, Cloud Computing, Cyber ​​Physical Systems, Digitalización, Trabajo inteligente, Personalización masiva y Automatización de procesos y que estos conceptos también son presentes en el sector servicios y son perfectamente aplicables al sector salud. Al final, el artículo presenta sus limitaciones y los aportes académicos y gerenciales. Palabras clave: Gestión de la Innovación, Industria 4.0, Sector de la Salud.RESUMO: Os conceitos da indústria 4.0 surgiram em 2011 na Alemanha e, desde então, vêm despertando interesse de pesquisa em todo o mundo. No entanto, muitos dos conceitos da Indústria 4.0 apresentam uma abordagem direcionada apenas ao setor de manufatura, ignorando sua aplicação ao setor de serviços. Com o objetivo de identificar como os conceitos da indústria 4.0 podem afetar o setor de serviços de saúde, o presente artigo foi elaborado através de uma revisão bibliométrica, realizada a partir de 347 artigos da base de dados Scopus. Como principais resultados, foram elaboradas tabelas e mapas conceituais com utilização dos softwares Atlas TI e VOSviewer, que permitem visualizar os principais países, autores e palavras chaves das publicações encontradas. Constatou-se ainda que o advento da indústria 4.0 introduziu a aplicação de conceitos como: Internet das Coisas, Big Data, Computação em Nuvem, Sistemas Ciber Físicos, Digitalização, Trabalho Inteligente, Customização em Massa e Automação de Processos e que estes conceitos também estão presentes no setor de serviços e são perfeitamente aplicáveis ao setor de saúde. Ao final, o artigo apresenta suas limitações e as contribuições acadêmicas e gerenciais. Palavras chave: Gestão da Inovação, Indústria 4.0, Setor de Saúde

    ESTIMATIVAS DO TEMPO MÉDIO E CUSTO DE INTERNAÇÃO PARA UMA PESSOA SE RECUPERAR EM DECORRÊNCIA DE DENGUE

    No full text
    Studies related to health systems costs enable policies for managing and resources allocation. In this paper, we studied the costs and the hospitalization time for classic and hemorrhagic dengue fever, which are considered a public health problem in the country. We conducted this study associating the average time of hospitalization with the total cost. Posteriorly, the average and median time of hospitalization were estimated with a survival model. For this, we have used the Cox model with frailty Gamma. As a result, we found a higher time of hospitalization from older individuals that are hospitalized with hemorrhagic dengue, resulting in higher costs for the system. We also verify that the time of hospitalization varies according to the localities. In the state of Rio de Janeiro, for example, the hospitalization time is higher when compared to other states in the region.Los estudios relacionados con los costos de los sistemas de salud proporcionan políticas de gestión y asignación de recursos.  En este trabajo, se estudiaron los costos y la duración de la estancia hospitalaria hasta el alta para la mejoría o curación del dengue clásico y hemorrágico, que actualmente se consideran problemas de salud pública en la región sureste de Brasil. El estudio se realizó, inicialmente, asociando la duración media de la estancia con el coste total. Posteriormente, se modeló la estancia media y mediana de los pacientes hospitalizados mediante el modelo de Cox, insertando el efecto de fragilidad Gamma. Como resultado, se observó un período de estadía más prolongado para los ancianos debido al dengue hemorrágico, lo que resultó en mayores costos de hospitalización. También se verificó que hubo una diferencia entre la duración de la estadía según las ubicaciones estudiadas, lo que indica que en Río de Janeiro, por ejemplo, la duración de la estadía es mayor en comparación con los demás estados de la región.Estudos relacionados a custos de sistemas de saúde possibilitam políticas de gerenciamento e alocação de recursos. Neste trabalho, foram estudados os custos e tempos de permanência de internações até a alta por melhora ou cura da dengue clássica e hemorrágica, que atualmente são consideradas problemas de saúde pública, na região Sudeste do Brasil. O estudo foi conduzido, inicialmente, associando o tempo médio de permanência ao custo total. Posteriormente, foi modelado o tempo médio e mediano de permanência dos pacientes hospitalizados, através do modelo de Cox, inserindo efeito de fragilidade Gama. Como resultado, foi observado maior tempo de permanência de indivíduos idosos em decorrência da dengue hemorrágica, resultando em custos de internação mais elevados. Também foi verificada uma diferença entre os tempos de permanência entre as localidades estudadas, indicando que no Rio de Janeiro, por exemplo, os tempos de permanência são superiores quando comparados aos demais estados da região

    EBSERH – UM OUTRO OLHAR NA GESTÃO HOSPITALAR.

    No full text
    Federal University Hospitals require investments for their role in teaching, research, and health care. After a weakening of their activities, the Brazilian Company of Hospital Services (EBSERH) was created to restructure the provision of health services. The research aims to identify dimensions adhering to a new public service as another look at the management of EBSERH in the University Hospital of Santa Maria (HUSM). This is a case study of qualitative and quantitative approach. Structured and undisguised interviews were carried out with care professionals from two sectors of the Intensive Care Unit of HUSM. The instrument used was comprised of 11 questions based on the criteria adhering to the discussion process, inclusion, autonomy and transparency. Thirty health professionals participated in the research. The results showed that the question about the discussion of cases between care professionals and managers received the lowest average (2.933). The second-lowest average (2.967) was about consensus in decision making. Still, 43.3% of the interviewees answered with indifference about opinions heard and respected by the team. And 50% of the analyzed professionals agreed about identifying action limits in their work routine. It is concluded that the dimensions in the organizational management of HUSM that characterize another look in the dimension of leadership for the public good present weaknesses in the discussion and decision making. Still, divergences and lack of inclusion in inter-team decision-making are evident. The need for further studies capable of identifying improvement processes in hospital management and doing health for the public good is emphasized.Los Hospitales Universitarios Federales requieren inversiones por su función en la enseñanza, investigaciones y amparo a la salud. Después de un debilitamiento de sus actividades, se creó la Empresa Brasileña de Servicios Hospitalarios (EBSERH) para la reestructuración de los servicios de salud. La investigación tiene como objetivo identificar dimensiones adheridas a un nuevo servicio público con otra perspectiva, volcada a la gestión de (EBSERH) en el Hospital Universitario de Santa María (HUSM). Se trata de un estudio de caso con un enfoque cualitativo y cuantitativo. Fueron realizadas entrevistas estructuradas y claras con profesionales de dos sectores del Centro de Tratamiento Intensivo del HUSM. El instrumento utilizado contó con 11 preguntas basadas en los criterios adheridos al proceso de discusión, inclusión, autonomía y transparencia. Participaron de esta investigación 30 profesionales de la salud. Los resultados mostraron que el promedio más bajo (2,933) fue para la cuestión sobre la discusión de casos entre los profesionales de la salud propiamente dichos y los gerentes administrativos. El segundo promedio más bajo (2,967) fue sobre el consenso en la tomada de decisiones. Aún así el 43,3% de los entrevistados contestó con indiferencia sobre opiniones oídas y respetadas por el equipo. Y 50% de los profesionales analizados están de acuerdo sobre identificar limites de actuación en su rutina de trabajo. Se concluye que las dimensiones en la gestión organizacional del HUSM que caracterizan otra perspectiva en la dime sión de liderazgo para el bien público, presentan deterioro en la discusión y en la tomada de decisiones. Además, son evidentes las divergencias y falta de inclusión en la tomada de decisiones entre los equipos. Se resalta la necesidad de más estudios capaces de identificar procesos de mejora en la gestión hospitalaria y asistencial en la salud para el bien público.Os Hospitais Universitários Federais requerem investimentos pelo seu papel no ensino, pesquisa e assistência em saúde. Após uma fragilização de suas atividades, criou-se a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) para reestruturação da prestação dos serviços de saúde. A pesquisa tem por objetivo identificar dimensões aderentes a um novo serviço público como outro olhar na gestão da EBSERH no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). Trata-se de um estudo de caso de abordagem qualitativa e quantitativa. Foram realizadas entrevistas estruturadas e não disfarçadas com profissionais assistenciais de dois setores de Unidade de Terapia Intensiva do HUSM. O instrumento utilizado contou com 11 questões embasadas nos critérios aderentes ao processo de discussão, inclusão, autonomia e transparência. Participaram da pesquisa 30 profissionais da saúde. Os resultados apontaram que a menor média (2,933) foi para a questão sobre discussão de casos entre os profissionais assistenciais e gestores. A segunda menor média (2,967) foi sobre consenso na tomada de decisão. Ainda, 43,3% dos entrevistados responderam com indiferença sobre opiniões ouvidas e respeitadas pela equipe. E 50% dos profissionais analisados concordaram sobre identificar limites de atuação em sua rotina de trabalho. Conclui-se que as dimensões na gestão organizacional do HUSM que caracterizam outro olhar na dimensão de liderança para o bem público apresentam fragilidades na discussão e tomada de decisão. Ainda, evidenciam-se divergências e falta de inclusão na tomada de decisão interequipe. Salienta-se a necessidade de mais estudos capazes de identificar processos de melhoria na gestão hospitalar e do fazer em saúde para o bem público

    MAIS DE 600.000 ÓBITOS: AVALIAÇÃO DA EFICIÊNCIA DO SISTEMA DE SAÚDE PÚBLICA DOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS NO TRATAMENTO À COVID-19

    No full text
    The clinical and managerial efficiency of SUS hospitals in the treatment of COVID-19 in Brazilian municipalities was evaluated from the date of the first case of the disease in the country until the date of death, number 600,000, with the inclusion of the number of vaccinees as a variable of analysis. The two-stage DEA method was used. The 640 municipalities in the sample were used as DMUs to assess the managerial and clinical efficiency in the treatment of COVID-19. The results show that the cities analyzed have, on average, better levels of managerial efficiency (0.86) than clinical efficiency (0.67). It was evident that 38% of the sample had high managerial and clinical efficiency in the treatment of COVID-19, while 19% had low managerial and clinical efficiency. It was shown that 63% of the municipalities have a significant opportunity to improve their managerial or clinical efficiency. It contributed to the proposal and implementation of a model to assess the management and clinical efficiencies of municipalities in the context of COVID-19, with the inclusion of the vaccinated population as an analysis variable. The models and results can be used by researchers and public bodies such as ministries and secretariats.Se evaluó la eficiencia clínica y gerencial de los hospitales del SUS en el tratamiento del COVID-19 en los municipios brasileños desde la fecha del primer caso de la enfermedad en el país hasta la fecha del fallecimiento, número 600.000, con la inclusión del número de vacunados. como variable de análisis. Se utilizó el método DEA de dos etapas. Los 640 municipios de la muestra se utilizaron como DMU para evaluar la eficiencia administrativa y clínica en el tratamiento de COVID-19. Los resultados muestran que las ciudades analizadas tienen, en promedio, mejores niveles de eficiencia gerencial (0,86) que la eficiencia clínica (0,67). Fue evidente que el 38% de la muestra tuvo alta eficiencia administrativa y clínica en el tratamiento de COVID-19, mientras que el 19% tuvo baja eficiencia administrativa y clínica. Se demostró que el 63% de los municipios tienen una oportunidad significativa para mejorar su eficiencia administrativa o clínica. Contribuyó a la propuesta e implementación de un modelo de evaluación de la gestión y las eficiencias clínicas de los municipios en el contexto del COVID-19, con la inclusión de la población vacunada como variable de análisis. Los modelos y resultados pueden ser utilizados por investigadores y organismos públicos como ministerios y secretarías.Avaliou-se a eficiência clínica e gerencial dos hospitais do SUS no tratamento à COVID-19 nos municípios brasileiros a partir da data do primeiro caso da doença no país até a data do óbito de número 600.000, com a inclusão do número de vacinados como variável de análise. Utilizou-se o método DEA em dois estágios. Os 640 municípios da amostra foram utilizados como DMUs para avaliação da eficiência gerencial e clínica no tratamento à COVID-19. Os resultados evidenciam que os municípios analisados possuem, na média, melhores índices de eficiência gerencial (0,86) do que clínica (0,67). Evidenciou-se que 38% da amostra apresenta alta eficiência gerencial e clínica no tratamento à COVID-19, enquanto 19% apresenta baixa eficiência gerencial e clínica. Demonstrou-se que 63% dos municípios possuem oportunidade significativa de melhoria da eficiência gerencial ou clínica. Contribuiu-se com a proposição e implementação de um modelo para avaliação das eficiências gerencial e clínica de municípios no contexto da COVID-19 com a inclusão da população vacinada como variável de análise. Os modelos e resultados podem ser utilizados por pesquisadores e órgãos públicos como ministérios e secretarias

    Questão de gênero no empreendedorismo: Desafios na consolidação da atividade empreendedora feminina no Brasil

    No full text
    A presente pesquisa busca estudar os fatores que dificultam a estabilização dos empreendimentos realizados por mulheres no Brasil, levando em conta os aspectos econômicos, sociais e culturais que circunscrevem as questões de gênero . Desse modo, apresenta-se, em primeiro lugar, discussões referentes à ocupação no mercado de trabalho pelas mulheres, ao panorama do empreendedorismo feminino no país e ao processo de criação de empreendimentos femininos. Em segundo lugar, realiza-se testes de hipótese das taxas de empreendedorismo por gênero entre 2012 e 2019, com base no banco de dados da Global Entrepreneurship Monitor, a fim de confirmar analiticamente as disparidades existentes nas taxas de empreendimentos estabelecidos (TEE) segundo gênero. Por fim, associa os resultados à literatura existente sobre desigualdade de gênero no empreendedorismo

    18

    full texts

    2,803

    metadata records
    Updated in last 30 days.
    Portal de Revistas da Faculdade de Ciências Econômicas (Universidade Federal de Minas Gerais)
    Access Repository Dashboard
    Do you manage Open Research Online? Become a CORE Member to access insider analytics, issue reports and manage access to outputs from your repository in the CORE Repository Dashboard! 👇