Revistas da UCPEL (Universidade Católica de Pelotas)
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Qual o Futuro das Culturas e Civilizações num Mundo Globalizado?
A análise do futuro das culturas e civilizações dos povos colonizados, particularmente no contexto do processo atual da globalização, não é nada promissora. Em conseqüência desse processo, o homem e os povos em geral estão sendo levados a um consumismo sem freios, perdendo a Humanitas e o espírito crítico que caracterizaram, durante séculos, a convivência e as relações humanas. O futuro é vislumbrado como um mundo de autômatos, de consumidores compulsivos conduzidos pela mídia, e totalmente acríticos
Ações de Responsabilidade Sociais e a Construção de uma Boa Imagem: Estudo de caso da Universidade Católica de Pelotas
O presente estudo tem como objetivo verificar a importância da realização de Projetos e ações sociais nas instituições de ensino, tendo como estudo de caso a Universidade Católica de Pelotas, bem como o papel da comunicação no processo de divulgação e promoção dessas ações e sua influência na construção de uma imagem institucional positiva. Para tal, partiu-se de hipóteses variadas, tais como: a utilização ou não de uma comunicação adequada e eficiente no que tange a divulgação das diversas ações de responsabilidade social realizadas pela instituição, a influência ou não da comunicação, se realizada, na construção de uma imagem positiva, no sentido de perceber-se a Universidade Católica em sua totalidade. Ou seja, não apenas como uma empresa de ensino confessional e paga, mas também como instituição voltada para as necessidades e os anseios de sua comunidade. O interesse pelo tema surgiu em função de que muitas empresas e instituições, onde se incluem as de educação, hoje deixaram de centrar-se apenas no fornecimento de produtos e serviços estando comprometidas com questões ligadas a coletividade utilizando-se de diferentes estratégias comunicativas para divulgá-las tentando conquistar não só um posicionamento forte no mercado, mas também o respeito e a admiração das comunidades onde estão inseridas
Colonialismo: Subordinação e Racismo
Este artigo apresenta, além do pensamento de Frantz Fanon, como marco teórico, o de outros autores e a própria observação do autor sobre o tema. O objeto principal do texto é mostrar a construção da máscara branca como sintoma grave da despersonalização fomentada pelo colonialismo, para o processo de embranquecimento vivenciado pelo negro, que não quer ser negro, mas também não pode ser branco e assimilado totalmente. Nisso está o significado maior da “Pele Negra, Máscaras Brancas”. O estudo traz à tona uma série de questões pertinentes sobre o racismo e sobre a alienação, mesmo nestes tempos pós-coloniais, pois, passados os anos de conjuntura em que o pensador escreveu, o preconceito racial continua impregnando a sociedade atual, inclusive a brasileira, que o esconde sob o véu mítico da “democracia racial”. Estudar Fanon no Caribe como no Brasil é imprescindível para compreendermos melhor o racismo assimilativo que aqui vigora e para buscarmos opções para aniquilá-lo
Encontro com o Mundo Universitário Católico. Discurso do Papa Bento XVI
Publicamos o discurso que Bento XVI proferiu na tarde de 17 de abril de 2008, quinta-feira, durante o encontro com o mundo universitário católico, na Sala de Conferências da Universidade Católica da América em WASHINGTON, D.C
CIÊNCIAS – FILOSOFIA E FÉ. DIÁLOGOS POSSÍVEIS?
O texto se interroga sobre possíveis vias de diálogo entre diferentes saberes, principalmente o da ciência moderna “Paradigma dominante”; o da Filosofia (como saber de ação); e o saber da Fé (como reconhecimento do outro)
A desobediência civil como forma contemporânea de resistência à opressão
Este artigo trata do clássico direito de resistência e de uma das suas manifestações contemporâneas mais frequentes, a desobediência civil. Inicia apresentando o conceito do direito de resistência, sua fundamentação e sua constitucionalização operada pelas revoluções americana e francesa. Apresenta a desobediência civil como uma variante deste direito de resistência, conceituando-a e situando sua origem em época histórica posterior à constitucionalização daquele direito de resistência, associando-a aos atos de Henry David Thoreau (1817-1862), de protesto e de reivindicação de mudanças políticas e sociais em relação à guerra de seu país contra o México e à escravidão dos negros. A pesquisa é bibliográfica
Sociologia com desastres: Exceção em tempos de crise
A partir da análise sociológica do colapso da Ponte Hintze Ribeiro, neste atrigo proponho-me, por um lado, identificar e caracterizar a prática de governação de um território e de uma população afetados por um acontecimento extraordinário e, por outro, identificar e caracterizar os fatores suscetíveis de influenciar os contornos e orientações dessa prática. Relativamente a estes últimos, irei argumentar que, no ato de gerir uma crise política originada por um desastre, os atores governamentais e institucionais nunca se revelam imunes às palavras e às imagens do desastre veiculadas pela comunicação social, ou seja, às emoções e aos valores que se desprendem do desastre. Qualquer desastre, natural ou tecnológico, deixa de si uma memória e são essas memórias que são necessárias analisar
Acolhimento Institucional de Crianças e Adolescentes: a Compreensão da Equipe Multidisciplinar de Saúde de um Hospital de Alta Complexidade
Este artigo pretende discutir a compreensão da equipe multiprofissional de um hospital de alta complexidade acerca do acolhimento institucional de crianças e adolescentes. É resultado de uma pesquisa qualitativa, de nível explicativo, que tem como referência o método dialético-crítico. Participaram do estudo dez profissionais que atuam no Setor Pediátrico daquele Hospital e que estão envolvidos na tomada de decisão em casos que o acolhimento institucional é pensado como uma possibilidade de proteção à criança ou ao adolescente atendido. Os resultados indicaram o desconhecimento da legislação pertinente à essa medida, bem como a fragmentação do trabalho e a responsabilização de algumas categorias profissionais. Conclui-se, a partir dos resultados, a dificuldade de concretizar os avanços legais contidos no Estatuto da Criança e do Adolescente, do mesmo modo que a fragilização da compreensão da totalidade dos sujeitos atendidos