Revistas da UCPEL (Universidade Católica de Pelotas)
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    Entre o pós-colonial, o decolonial e o socioambiental: leituras sociojurídicas na América Latina

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    O artigo apresenta um panorama crítico às abordagens teóricas pós-coloniais/decoloniais utilizadas para a apreciação jurídica de casos socioambientais. Neste contexto, são realizadas duas considerações fundamentais: a de que as teorias utilizadas pela academia são majoritariamente advindas de perspectiva colonizadora e de que teorias do Sul pretendem, empoderando-se nas últimas décadas, fornecer aparato para melhor reflexão social e fazer científico. Os mecanismos jurídicos que incorporam esta abordagem decolonial obtêm mais aproximação com realidades latino-americanas, ganhando espaço como instrumento de análise. Apresenta-se o caso brasileiro do Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais como possibilidade de espaço de resistência que merece ser compreendido com auxílio das abordagens decoloniais e das teorias do Sul Global.O artigo pretende um panorama crítico às abordagens teóricas pós-coloniais/decoloniais utilizadas para a apreciação jurídica de casos socioambientais. Neste contexto, são realizadas duas considerações fundamentais: a de que as teorias utilizadas pela academia são majoritariamente advindas de perspectiva colonizadora e de que teorias do Sul pretendem, empoderando-se nas últimas décadas, fornecer aparato para melhor reflexão social e fazer científico. Os mecanismos jurídicos que incorporam esta abordagem decolonial obtêm mais aproximação com realidades latino-americanas, ganhando espaço como instrumento de análise. Apresenta-se o caso brasileiro do Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais como possibilidade de espaço de resistência que merece ser compreendido com auxílio das abordagens decoloniais e das teorias do Sul Global

    O DECÁLOGO E O ORDENAMENTO JURÍDICO ATUAL

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    Ao longo dos séculos o ser humano tem buscado estabelecer uma relação frutuosa com o divino e com os outros seres humanos. Nesse processo evolutivo de aprendizagem, a humanidade percebe que a “liberdade” - anseio inerente ao humano – não subsiste, socialmente, sem um ordenamento ou instrução que a regule e a faça promover a dignidade humana, a fraternidade e a justiça. Consciente dessa necessidade, cada país organizou o conjunto de leis que regulam a livre conduta social de seus cidadãos, levando em conta as culturas diversificadas de cada povo. Surge, então, o chamado ordenamento jurídico ou direito. Várias são as definições para justiça e liberdade que foram sendo elaboradas ao longo do tempo, mas todas elas, em última análise, estão alicerçadas na concepção de Direito natural cuja raiz primeira é a vontade de Deus. No campo religioso, o Decálogo, também denominado de Os Dez Mandamentos (cf. Êxodo 20,2-17 e Deuteronômio 5,6-21), contém as dez instruções recebidas de Javé, pelo povo hebreu, que resumem os preceitos da vivência comunitária da Lei. Em nosso ordenamento jurídico atual as instruções contidas no Decálogo encontram uma correspondência parcial, uma vez que possuem um “plus” que transcende a decisão da justiça humana e leva à esfera da consciência pessoal. Portanto, o Decálogo e o ordenamento jurídico brasileiro atual, considerando as normas jurídicas analisadas, denotam que o legislador religioso e o jurídico têm a mesma preocupação, qual seja, e de que os seres humanos convivam socialmente, alicerçados na prática da justiça, na liberdade e no respeito à dignidade e à vida dos outros, pois todos fomos criados à imagem e semelhança de Deus

    HABERMAS E A RELIGIÃO: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES

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    O texto apresenta algumas considerações a respeito da perspectiva religiosa em Habermas. A questão atual não é a substituição da “ética” de cada religião nem um sincretismo dogmático de crenças, dogmas ou ritos. Trata-se de um “acordo básico” capaz de garantir um consenso, sem o qual é impossível potenciar tudo aquilo que é comum a todas as religiões: os valores éticos e as convicções morais básicas. Em outras palabras, trata-se de um apelo a todos, crentes ou não, para superar as diferenças através de um ponto de partida: um consenso ético e um agir consequente

    The genesis of religious thought in childhood – II. A Psychoanalytic perspective

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    Freud grounds the origins of religion in the essential fact thatevery child loves and admires his/her father, who seems to him the most omnipotent being. These childhood illusions are the bases for constructing the perennial roots of God mental representations in the human being. He declared religion as an obsessional neurosis, whose symptoms characterized by disturbed repetitions are attempts to ward off guilty feelings. Diverging from Freud’s driving model for the study of the genesis of religion, Rizzuto (1979) used the object relations model for her approach to religious phenomena, concluding that the construction of the sense of self is an outcome of a dialectical interaction with a God representation. This author understands God as a transitional representation, in Winnicottian terms, that can be recreated in each developmental crisis. For her, humankind is inherently religious, being religion a natural aspect of human development. God representation has the psychic function of self-integration and Ego cohesion, and religiosity starting in childhood can be a sign of health as a sign of pathology

    Apresentação

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    Ação Pastoral na Universidade: evangelização e apoio ao estudante- II

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    Este trabalho visa a expor a concretização da evangelização e da Pastoral da Universidade, numa Instituição de Ensino Superior Católica, nas exigências do serviço e do diálogo, na perspectiva de comunhão e participação, originalmente programadas no âmbito mais restrito, em vista do apoio ao estudante de medicina da UCPel, a partir do ano 2000, mas igualmente no alcance mais amplo do Programa de Apoio à Comunidade Universitária desta Universidade, o qual data já de 1998 e se expande a cada ano em novas atividades e programas. Trata-se de uma abordagem deveras ampla e articula, no exercício teórico-prático de interdisciplinaridade entre Evangelho, fé cristã, evangelização e pastoral, de um lado, educação superior e médica, atividades ligadas à psicoterapia, counseling, coping, dinâmica grupal, de outro, da forma como se propôs, num dos cursos da UCPel, o que pode ser estendido a outros cursos desta e de outras Universidades, a partir de suas unidades de ensino e/ou de suas agências de pastoral. Este artigo retoma, amplia a atualiza aquele publicado pela Revista Razão e Fé, v. 2, n. 2, de 2000, e será publicado no número 2 de 2003 da Revista, em forma de memória e de atualização nos programas e projetos abordados, de modo a ser ainda mais útil aos estudantes, em especial, bem como aos demais leitores

    Hegel e a Mediedade em Aristóteles

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    O objetivo deste artigo é apresentar o conceito aristotélico de mediedade na Ethica Nicomachea (EN) tendo como referência a compreensão hegeliana deste conceito nas Lições sobre a História da Filosofia (LHF)

    Antropopoiese

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    O homem nasce incompleto biologica e socialmente. Torna-se, então, necessário construí-lo realizando a Antropopoiese. A construção, demorada, é sujeita a falhas, particularmente quando são exagerados certos aspectos biológicos ou culturais próprios de um grupo e são condenados ou ironizados os mesmos de outros grupos. Origina-se, assim, aquela deformação cultural conhecida como Etnocentrismo, premissa para a incompreensão e hostilidade entre os grupos. Derivam disso, guerras, incompreensão, hostilidade, que sempre acompanharam o caminho da história. A espécie humana é única. As diferenças entre os grupos humanos seja de ordem biológico, como culturais, são meros detalhes. Na construção do homem é necessário enfatizar o que é comum aos grupos nas relações com o ambiente físico, com os outros homens, com o desconhecido. Dessa ênfase, nasce a compreensão e são eliminados os fatores de agressividade

    Sartre ou a Ética como Projeto de Vida com Subjetividade

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